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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (25) - Egas Moniz

Nome: António Caetano de Abreu Freire EGAS MONIZ

Data e Local de Nascimento: Avanca, 29 de Novembro de 1874

Data e Local da sua morte: Lisboa, 13 de Dezembro de 1955

Profissão que se notabilizou: Médico e Investigador

 

Feitos importantes:

  • Nascido no seio de uma família aristocrata rural, a dos Viscondes de Baçar, recebeu uma educação privilegiada. Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, instituição onde lecciona anatomia e fisiologia. Em 1911, é transferido para a recém-criada Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde ocupa o lugar de professor catedrático no departamento de neurologia.
  • Contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir dar visibilidade às artérias do cérebro. As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da época, que admiravam a acuidade das suas análises e observações. A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias, aneurismas, hemorragias e outras má-formações no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.
  • Em 1950 é fundado, no Hospital Júlio de Matos, o Centro de Estudos Egas Moniz, do qual é presidente. Esse Centro de Estudos é, em 1957, transferido para o serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria onde ainda existe. Nele é possível ver o Museu Egas Moniz, onde se encontra uma restituição do seu gabinete de trabalho com as peças originais e vários manuscritos.
  • Teve também um papel activo na vida política, sendo um dos fundadores do Partido Republicano Centrista. Exerceu as funções de Embaixador de Portugal em Madrid (1917) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1918) no breve regime de Sidónio Pais.
  • Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Benemerência (1928) e com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1945). Egas Moniz foi proposto cinco vezes (1928, 1933, 1937, 1944 e 1949) ao Prémio Nobel de Medicina ou Fisiologia e só na última vez foi galardoado com a distinção partilhando-a com o suíço Walter Rudolf Hess. A técnica desenvolvida por Egas Moniz, a operação ao cérebro denominada lobotomia, após forte controvérsia deixou de ser praticada na década de 1960.

Egas Moniz foi o maior investigador português? É justo ser dele o primeiro Prémio Nobel português?

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