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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Imagem espontânea (2)

Na segunda edição desta rubrica temos como destaque um conjunto arqueológico classificado como Património da Humanidade da UNESCO. A foto escolhida foi tirada em Merida, durante uma visita de estudo que fiz a esta cidade espanhola. É fantástico os vestígios históricos que esta localidade ainda consegue preservar. Quem gosta de visitar e estudar este tipo de espaços, é um local imperdível!

Merida foi fundada em 25 a.C. com o nome de Emerita Augusta e durante a ocupação romana foi uma das mais importantes cidades da Península Ibérica. Possui vários testemunhos desse passado, tais como o teatro e o anfiteatro romanos (que é a foto em questão). A criação desta colónia romana tinha a finalidade de estabelecer um posto intermédio para as legiões e que também servia de eixo de comunicação. Acabou mesmo por tornar-se a  capital da Lusitânia. Actualmente, o conjunto de ruínas denominou-se Conjunto Arqueológico de Mérida, um dos principais e mais extensos conjuntos arqueológicos de Espanha, declarado Património Mundial em 1993 pela UNESCO.

De forma a passar a ideia deste ser um local antigo, optei por usar a funcionalidade sépia. Na foto esta apenas uma pequena demonstração de uma cidade com muitos anos de história. Sinceramente, recomendo a visita a esta localidade, sente-se a história de uma civilização bem de perto. É uma experiência incrível e acredito que não se vão arrepender! 

 

“A vida é uma viagem a três estações: acção, experiência e recordação” (Júlio Camargo)

 

 

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Reforço da Informação na TVI

Os jornalistas José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, duas das caras da informação da RTP, vão reforçar a TVI. Com estas alterações prevê-se uma mudança no jornalismo nacional, pelo menos, na componente televisiva.

Acima de tudo, a estação pública perde dois activos essências e precisa de procurar internamente ou externamente substitutos para manter a qualidade que lhe é reconhecida nesse sector. Algo que digamos não é fácil… Estas saídas tem de ser consideradas como prejudiciais, sendo necessário uma reflexão das razões que levaram estes dois profissionais a abandonar o canal que lidera a informação.

A verdade é que na RTP pouca gente fica a lucrar. A não ser claro as pessoas que serão promovidas aos lugares da direcção de informação. Nesse caso, José Rodrigues do Santos é um dos que ira beneficiar com estas saídas, permitindo-lhe assumir um novo cargo na estação pública. Fátima Campos Ferreira, mediadora do ‘Prós e Contras’, é outro elemento que poderá ver ser aumentado o seu estatuto na empresa.

Não é possível esconder que o abandono de José Alberto Carvalho e Judite de Sousa são más notícias para a RTP. No meu ponto de vista, a ‘Grande Entrevista’ de Judite de Sousa será uma perda descomunal, visto que este é um programa líder no seu registo. A sua manutenção parece-me pouco viável, pois a estação pública não dispõe de uma alternativa actual à altura. Dessa forma, além da perda de dois activos importantes é também criado um grande buraco na grelha que merece uma cuidada e rigorosa análise. O jornalismo de investigação pode ser uma alternativa viável para atenuar esta perda.

De certo que ninguém é insubstituível e neste meio é importante haver uma mudança de pessoas com o tempo. O jornalismo rege-se por uma sucessiva regeneração de novas caras. Aliás, esta situação que é negativa pode acabar por ser a rampa de lançamento para novos talentos no canal.  

Por outro prisma, a TVI garante dois profissionais de mão cheia. Depois de perder a liderança na informação para a RTP, a estação de Queluz reforça a equipa e enfraquece o rival. Na prática, uma óptima estratégia. Só, mais tarde, as audiências podem confirmar a sua viabilidade…

Além do acréscimo de qualidade e competência, a informação da TVI ganha essencialmente uma maior credibilidade, elemento que é muitas vezes criticado no quarto canal da grelha televisiva. Com esta mudança de direcção de informação, espera-se uma obrigatória alteração no registo noticioso do canal. Um programa de entrevistas semanais pode ser um registo a apostar que, em princípio, terá bons resultados de audiências.  

De facto, esta notícia é uma grande surpresa e acarreta uma enorme relevância mediática. É de esperar várias alterações nos dois canais, até porque não me parece que as mudanças fiquem por aqui… A face do jornalismo televisivo nacional encontra-se em mutação, que isso seja promotor de um trabalho mais rigoroso e com maior qualidade.   

 

 

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Ao som de... (2) [Red Hot Chili Peppers - Otherside]

A segunda edição de ‘Ao Som de…’ segue ao timbre de uma das maiores bandas a nível mundial – os Red Hot Chili Peppers. É certo que esta faixa  do album Californication já tem alguns anos mas não deixa de marcar impacto a cada momento que a oiço, é daquelas músicas que são intemporais. Reconheço que esta é uma muito especial para mim, pois tive a oportunidade de poder ir vê-los no Rock in Rio em 2006 e foi uma experiência fabulosa!

Os Red Hot Chili Peppers são uma banda de rock dos Estados Unidos formada em Los Angeles (Califórnia), em 1983. O estilo musical do grupo consiste principalmente no rock com ênfase no funk. A banda, vencedora de seis Grammys, é composta actualmente por quatro membros: Anthony Kiedis (vocalista), Michael "Flea" Balzary (baixista), Chad Smith (baterista) e Josh Klinghoffer (guitarrista). Em 2009, o grupo californiano perdeu o carismático guitarrista John Frusciante que se quis concentrar na sua carreira a solo.  

Em 2008, os Red Hot Chili Peppers receberam uma estrela na Hall of Fame de Hollywood. Mais tarde, em 2012, a banda foi introduzida ao Hall of Fame do Rock. Numa carreira de enorme êxito, onde lançaram mais de uma dezena de cds e venderam mais de 65 milhões de álbuns em todo o mundo, o ‘Otherside’ é apenas mais um dos grandes sucessos desta enorme banda.

 

 

 

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Biggest Loser: o fenómeno nacional

‘Biggest Loser’ é um programa de televisão,onde o objectio é que pessoas obesas percam peso, através de um plano rigoroso que combina boas práticas alimentares e exercício físico. A estreia deste reality show data a 19 Outubro de 2004, nos Estados Unidos, e pouco a pouco tornou-se num fenómeno a nível mundial.  

Ao longo da temporada somos confrontados com uma caminhada (quase) impossível de diversos concorrentes obesos a mudarem os seus hábitos alimentares, perdendo quilos e ganhando uma nova vida. Para motivar a esta mudança, uma quantia avultada de dinheiro é o prémio para aquele que perder a maior percentagem de peso. 

A capacidade de ultrapassar o problema do peso é uma mensagem fundamental para uma sociedade que cada vez mais sofre mais de obesidade. É nesse contexto que me parece correcta a produção deste programa. Independente das técnicas utilizadas serem ou não discutíveis, o que é certo é que os concorrentes ganham novo fôlego para uma segunda oportunidade na vida. Se é certo que alguns vão lá pelo dinheiro, a verdade é que também acabam por ganhar hábitos de vida saudáveis.  

Em Portugal, o programa começou a ganhar popularidade com a transmissão dos episódios do programa estado-unidense na SIC Mulher. Aliás, esta transmissão coloca mesmo o canal temático da SIC como o mais visto do cabo a essa hora do dia. As audiências foram aumentando de tal maneira que tornou-se num dos fenómenos nacionais, conquistando uma média diária de 16,3% de share. Segundo a agência Carat, o ‘Biggest Loser’ acabou por ser o programa mais visto em Portugal, na oferta temática, em 2010.

O fenómeno tem sido tal que a SIC decidiu fazer uma versão portuguesa do programa, onde vai tentar capitalizar os fãs que foram criados ao longo das temporadas estado-unidenses, onde despontaram fantásticas histórias de vida. A ideia é coerente, até porque um dos objectivos dos canais temáticos passa por este tipo de apostas que caso corram bem, podem entrar para o canal principal. Contudo, a produção do programa deve ser cuidadosa e muito bem preparada…

O público está formatado a ver uma série de vasta experiência (nos EUA vai na 11.ª temporada) e preparada para um certo tipo de público. Este pode bem ser o programa do ano em Portugal, cabe aos produtores da SIC ter a capacidade de colocar a fasquia alta e aproximarem o melhor possível do programa original, para que o público se mantenha e, talvez, aumente. Essa é uma situação muito complicada, visto que a cópia é sempre inferior ao original…

Com a estreia marcada para Abril, este pode ser o momento fulcral para a estação de Carnaxide, que aposta forte neste ano. Depois do forte investimento em várias áreas este é o ano do assalto à liderança e o ‘Biggest Loser’ pode ser o programa chave para cumprir esse objectivo.

 

 

 

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Sala de cinema (1) – O Discurso do Rei

Hoje trago-vos a estreia de uma nova rubrica no blogue: a Sala de Cinema. O intuito desta iniciativa prende-se com a mundialização que o cinema tem sido alvo, sendo rara a pessoa que diz que não gosta de ver um filme. Nesse sentido, este espaço vai servir para eu colocar alguns dos filmes que mais gosto e os que mais desejo ver.

 

E o vencedor é… o Discurso do Rei! Foi assim a 83.ª edição dos Óscares que coroou este filme britânico com quatro estatuetas em doze possíveis. O filme dirigido por Tom Hooper (que também arrecadou um Óscar) foi na madrugada de 28 de Fevereiro eleito o melhor filme do ano de 2010 e na publicação de estreia da ‘Sala de Cinema’ é lhe atribuído o (merecido) destaque pelo feito. A película, que contém várias citações reais, conta a história do Rei George VI e dos seus problemas na fala. O rei inglês deve superar a sua gaguez e fazer um discurso a toda nação para unir seu povo e inspirá-los na batalha (II Guerra Mundial). A sua componente visual, a actuação e a respectiva direcção tornam o Discurso do Rei um dos melhores filmes dos últimos tempos. Deixo-vos com o trailer daquele que foi o grande vencedor da noite de Los Angeles:

 

 

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Ingresso no Ensino Superior

É talvez o momento crucial no que diz respeito à vida académica dos alunos que pretendem seguir para a aventura que é o ingresso no Ensino Superior. Inicialmente, a dura escolha é, sem dúvida, qual o curso mais adequado, na medida em que, este virá a ser a especialização para um trabalho futuro, tornando-se assim uma decisão importante! Talvez uma das opções mais difíceis e que terá maiores proporções futuras. A escolha do instituto de ensino é mais um problema para quem conclui o ensino secundário. Qual a vertente que deve ser a mais valorizada? Longevidade ou credibilidade? Duas opções que podem não ser viáveis, visto que o sector económico é um elemento a ter em conta, a crise a isso obriga… Estes são dois obstáculos que se opõem como duas barreiras que os alunos terão que transcender para chegar ao objectivo final – a universidade. Mas tudo isto é altamente influenciado por um factor: a média, um projecto trabalhado e aperfeiçoado ao longo de três anos de estudo que terá aqui um papel fundamental. E este poderá ser o conceito chave para a escolha das duas vertentes acima referidas. Depois de todos elementos terem sido reflectidos e vislumbrados, uma longa espera aguarda estes candidatos, dias em que o entusiasmo e o nervosismo são reis e senhores nas mentes dos mesmos. Uma espera por vezes impiedosa e que proporciona muitos momentos de desassossego! Quando lhes é comunicado a entrada no Ensino Superior nasce a alegria, que transparece nos lábios e nos olhos destes corajosos que ambicionam um maior conhecimento e numerosas vivências que os marcarão para o resto da vida. Sendo que é mais fácil separarmo-nos de algo do que juntarmo-nos e adaptarmo-nos a algo novo, torna-se assim mais fácil a saída do Ensino Secundário, havendo uma natural dificuldade de integração perante um novo patamar a nível de ensino, um novo mundo, mas também de novas responsabilidades. O Ensino Superior é, de facto, um pequeno passo da longa aprendizagem que é a vida.

 

 

(O texto foi escrito quando entrei no Ensino Superior e que foi também publicado no semanário Expresso a 2 de junho de 2009)

 

 

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Os Grandes Portugueses" (1) - José Saramago

Nome: JOSÉ de Sousa SARAMAGO

Data e Local de nascimento: Golegã, 16 de Novembro de 1922

Data e Local da sua morte: Lanzarote (Espanha), 18 de Junho de 2010

Profissão que se notabilizou: Escritor

 

Feitos importantes:

• De origem camponesa, trazido ainda menino para Lisboa, não pode ir além dos estudos secundários por dificuldades económicas. Assim, o seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico. Contudo, isso não o impede de aceder a meios politizados e intelectuais, onde se vai afirmando o seu gosto pela leitura e pela escrita. Pode-se então considerar Saramago como um autodidacta.

• Aos 25 anos, publica o seu primeiro romance Terra do Pecado (1947), no mesmo ano de nascimento da sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e com quem permaneceu até 1970.  Em 1988, casar-se-ia com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986 e ao lado da qual viveu até à sua morte.

• Em 1955 e para aumentar os rendimentos, começou a fazer traduções de Hegel, Tolstoy e Baudelaire , entre outros. Mais tarde, em 1971, entra na redacção do Diário de Notícias. Como crítico literário, colaborou ainda na revista Seara Nova e no jornal Diário de Lisboa. Em Abril de 1975 é director-adjunto do DN, mas a 25 de Novembro foi demitido do jornal.

• A partir de 1976, numa situação de desemprego toma uma das mais importantes decisões da sua vida: dedicar-se exclusivamente à escrita, passando a viver, exclusivamente do seu trabalho literário. As marcas características do estilo "saramaguiano" viriam a aparecer com o Levantado do Chão (1980).

• Dois anos depois de Levantado do Chão, surge o romance Memorial do Convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. A partir daí, Saramago publica mais de uma dezena de livros com sucesso assinalável , tendo ganhou diversas distinções com as suas obras, ao longo da sua carreira literária. Em 1998, foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura dando a Portugal e à língua portuguesa a grande estreia na modalidade.

 

Romances publicados:

Terra do Pecado, 1947

Manual de Pintura e Caligrafia, 1977

Levantado do Chão, 1980

Memorial do Convento, 1982

O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984

A Jangada de Pedra, 1986

História do Cerco de Lisboa, 1989

O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991

Ensaio Sobre a Cegueira, 1995 (Prémio Nobel da literatura 1998)

Todos os Nomes, 1997

A Caverna, 2000

O Homem Duplicado, 2002

Ensaio Sobre a Lucidez, 2004

As Intermitências da Morte, 2005

A Viagem do Elefante, 2008

Caim, 2009

Claraboia, 2011

 

 

 

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