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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (3) - António Damásio

Nome: ANTÓNIO Rosa DAMÁSIO

Data e Local de nascimento: Lisboa, 25 de Fevereiro de 1944

Profissão que se notabilizou: Médico

 

Feitos importantes

  • Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, local onde também se doutorou. Actualmente, é director do Departamento de Neurologia da Universidade de Iowa, com categoria de catedrático, além de leccionar no Salk Institut, na Califórnia.
  • Fez estudos e pesquisas sobre neurobiologia do comportamento humano e investigou as áreas cerebrais responsáveis pela tomada de decisões e conduta. A sua obra é reconhecida mundialmente, sendo uma referência na sua área científica. Os seus estudos debruçam-se sobre a área designada por ciência cognitiva, e têm sido decisivos para o conhecimento das bases cerebrais da linguagem e da memória.
  • No Iowa, com sua mulher Hanna, promoveu a criação de uma importante unidade de investigação para o conhecimento da actividade cerebral e as suas relações com a memória, linguagem, emoções e os mecanismos de decisão. Este edifício trata-se de um dos principais laboratórios de neurociências cognitivas do mundo científico.
  • É também um conferencista da especialidade, tendo apresentado comunicações de grande qualidade em reputadas instituições científicas, seminários e congressos nos EUA. Desde 1981, é maitre de conferences em neurologia do comportamento na Universidade de Harvard.
  • O Erro de Descartes - Emoção, Razão e Cérebro Humano (1995) foi o seu primeiro livro, a publicação obteve grande sucesso e foi traduzida em 17 idiomas. Mais tarde, lançou O Sentimento de Si (2001), eleito um dos dez livros do ano pelo New York Times. Recebeu, entre muitas distinções, o Prémio Pessoa (1992) e o Prémio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica em 2005. Cinco anos mais tarde, é distinguido com o prémio Honda, atribuído pela Honda Foundation, no valor de 80 mil euros.

Conheciam o trabalho de António Damásio? Quais consideram ser os aspectos mais importantes da sua investigação?

A Clonagem: aspectos positivos e negativos

Em Biologia, a clonagem é um processo através do qual se obtém um clone ou um conjunto de indivíduos geneticamente idênticos, ou seja, tendo um código genético igual. A ciência tem vindo a desenvolver inúmeras pesquisas neste campo, criando métodos e técnicas que possibilitam o uso de células somáticas responsáveis pela formação de órgãos, pele e ossos. A clonagem é possível através de uma técnica que consiste em obter um ser completo a partir de um óvulo, não fecundado, no qual foi retirado o seu núcleo, para ser transplantado num núcleo de uma célula adulta. Ela pode divergir em duas formas: a clonagem reprodutiva e a clonagem terapêutica. No que diz respeito à clonagem reprodutiva, ela tem como objectivo a produção de organismos completos.  Por outro lado, a clonagem terapêutica serve para a produção de órgãos ou tecidos que serão posteriormente usados para tratar doenças ou deficiências.

Apesar disso, a clonagem tornou-se um dos temas mais controversos dos últimos tempos, vindo a público vários elementos defender e atacar esta técnica. Os grandes apoiantes da clonagem são na sua maioria os cientistas e a classe média, ao contrário, dos médicos e dos teólogos que são os mais críticos. Richard Seed, físico nuclear de Chicago, que ficou conhecido como sendo um grande defensor desta ideia refere que “(…) não se pode parar a ciência. (…) Clonar e reprogramar DNA é o primeiro passo sério para sermos um com Deus”. Do outro lado da barricada a figura mais emblemática é o principal rosto da igreja católica, o Papa Bento XVI, que é bastante crítico na sua posição sobre esta matéria salientando que “um homem produzido por outros homens no laboratório deixa de ser um presente de Deus. Assim como ele pode ser fabricado, ele pode ser destruído”, acrescentando mesmo que a “clonagem humana é mais perigosa que as armas de destruição em massa”.

Passando primeiro para os pontos positivos da clonagem, os defensores alegam que esta não passa de mais um processo de fertilização assistida, destacando a possibilidade de utilização da técnica para obtenção de células tronco, com o intuito de restaurar a função de um órgão ou tecido. Aliado a isso, existe também a vantagem de não oferecer riscos de rejeição se o doador fosse a própria pessoa. Confrontados com o argumento de que a clonagem é um processo que vai contra as leis da natureza, os seus crentes argumentam, salientando que este é um processo já existente na própria natureza, dando o exemplo dos processos de reprodução assexuada e dos processos de reprodução sexuada (no caso de serem gémeos). Este método poderá também ser uma forma de ajudar os casais inférteis a poderem ter filhos e de baixar ou acabar com a taxa de tráfico clandestino de órgãos. Já no mundo animal, a possibilidade salvar as espécies em vias de extinção é, sem dúvida, um dos melhores trunfos.

Por outro lado, os críticos consideram que a clonagem é contra-natura, argumentando que torna a reprodução num processo desnecessário, reduzindo o seu significado. A baixa taxa de eficiência e eficácia, é um argumento bastante utilizado, uma vez que dos poucos clones que sobrevivem ao processo não costumam ter uma vida longa e saudável. As primeiras experiências demonstram ainda que existe um grande número de anomalias como o envelhecimento precoce, lesões hepáticas, tumores e baixa imunidade. É também defendida a possibilidade de comprometer a individualidade e também a perda de variabilidade genética, podendo mesmo levar à diminuição da biodiversidade. Isso não quer dizer que iria haver um decréscimo de população, muito pelo contrário, poderia mesmo contribuir para o seu aumento, provocando um maior consumo de recursos naturais, diminuindo a sua quantidade. Empresas e pessoas poderiam ver a clonagem como veiculo para outros fins que não o avanço da ciência e benefício da humanidade, mas sim para benefícios pessoais. A vida dos possíveis clones também é tida em conta, visto que poderiam vir a ser alvo de discriminação por parte da sociedade ou a estar sujeitos a problemas psicológicos desconhecidos, com impacto na família e na sociedade.

Como tudo a clonagem tem os seus aspectos positivos e negativos, as suas potencialidades e limitações, no entanto terá de ser analisado de uma forma responsável e consciente se os aspectos positivos e as suas potencialidades são suficientes para esta técnica continuar a desenvolver-se e ter êxito. De facto, a proposta da clonagem é bastante tentadora, devido às possibilidades que a mesma incute, mas terá que ser analisada a forma a ser utilizada, sob pena de ser uma nova descoberta que nada trará de positivo à sociedade.

 

 

Questões inevitáveis (3)

Cá está a terceira edição das 'Questões inevitáveis', rubrica que foi produzida com intuito de produzir um diálogo com os leitores, espero que cooperem com esta iniciativa! Esta é assim uma rubrica que passa por uma questão actual que vou colocando, servindo de discussão para vocês manifestarem a vossa opinião! Espero assim ir de encontro com vocês, leitores.

A clonagem é a produção de indivíduos geneticamente iguais. Este é um processo de reprodução assexuada que resulta na obtenção de cópias geneticamente idênticas de um mesmo ser vivo – micro-organismo, vegetal ou animal. Em Fevereiro de 1997, um grupo de cientistas escoceses, liderado pelo inglês Ian Wilmut, anunciou a realização da primeira cópia genética mamífero adulto de seis anos, a partir duma célula somática: a ovelha da raça Finn Dorset, baptizada como Dolly. Apesar dos problemas que se seguiram com o animal, foi aberta uma possibilidade de desenvolvimento na clonagem. A hipótese de clonagem humana é cada vez mais uma possibilidade… E tu, qual é a tua opinião?  

 

Concordas com o uso da clonagem? Porquê?

 

Fotojornalismo

Actualmente, nos media de hoje as imagens são elementos de impacto e o texto é, por vezes, monótonas manchas de cinzento. Estas são quase sempre, um instantâneo, ou seja, um fragmento da realidade, uma fracção de segundo. Assim, um repórter fotográfico capta imagens reais, não encenadas, sendo raras segundas oportunidades.

Foi em 4 de Março de 1880, no Daily Graphic, de Nova Iorque que foi publicada a primeira fotografia da história. Essa marca histórica viria a torna-se uma forte inovação e iria mudar todo o panorama dos media a nível mundial. Assim, a partir de 1855 a fotografia tornou-se um elemento jornalístico, a partir da cobertura fotográfica de Roger Trenton sobre a Guerra da Crimeira.

Isto vêm provar a importância das fotografias nos media. As estatísticas asseguram mesmo que os leitores absorvem a informação de forma cada vez mais passiva e que respondem melhor a estímulos visuais que às massas cinzentas de texto. O potencial gráfico de uma fotografia é brutal, uma vez que o código que transporta é fácil de decifrar. É importante realçar que o valor jornalístico de uma fotografia não se esgota quando é capturada, pois a recolha de informação é apenas uma das partes do trabalho jornalístico. De facto, o processo só fica completo após o seu tratamento.

Um fotojornalista ganha assim uma força de um técnico de informação, tendo como o seu principal trabalho visa obedecer um conjunto de regras de enquadramento e técnica diferentes de outros fotógrafos. Uma fotografia necessita de alguns critérios para ser publicado, pois uma foto nem sempre possui valor jornalístico. Tal como a escrita, esta temática também tem várias disciplinas. As competências fulcrais são assim: a tipologia da publicação, a questão de referência, o valor documental, o efeito desejado e a qualidade técnica.

Mas atenção que num jornal a foto não vive sozinha! Ela partilha um espaço com texto e com outras imagens e se essa relação for conflituosa, elas anulam-se, fazendo assim com que o leitor passe ao lado do que pode ser uma boa história. Nesse sentido, a função da paginação é, cada vez mais, relacionar texto e imagem, ou seja, as componentes verbais e não verbais.

Uma fotografia grande tem mais força que várias pequenas, sendo que o seu impacto aumenta geometricamente, não aritmeticamente. Para além disso, nenhum enquadramento dá uma imagem tão credível como o rectângulo ou o quadrado. Importante a não esquecer é quando se utiliza a fotografia como forma de transmitir uma mensagem, há que ter sempre respeito pelo receptor.

Em suma, as fotos são o coração de uma página de jornal que reflectem acontecimentos transportando o leitor para o local da história.

 

 

Imagem espontânea (3)

Na terceira edição d’ "Imagem espontânea" coloco a primeira foto em solo nacional. Vou tentar sempre que possível trazer o que melhor há no nosso país. Sesimbra é o local escolhido para esta estreia, uma vila piscatória que pertencente ao distrito de Setúbal e com uma área de 195,01 km². É um espaço famoso na região pelas belas praias que dispõe.

Quanto à fotografia em si, ela foi tirada na praia da Califórnia, naquele que é um espaço fabuloso para passear, tirar fotos, ou claro dar um belo mergulho. Para além disso, esta é uma vila com um vasto património arqueológico, etnológico, artístico e natural. Com o Verão quase a chegar é um sítio a visitar!

 

 

"O degrau da escada não foi inventado para repousar, mas apenas para sustentar o pé o tempo necessário para que o homem coloque o outro pé um pouco mais alto." (Aldous Huxley)

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