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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Encontra o teu talento

Sou daqueles que acredita que todos nós temos um talento, algo em que somos realmente bons. Uns tem melhor aptidão para usá-lo, outros com melhor capacidade para descobri-lo. Talento escondido, é talento perdido. Ele por vezes demora a aparecer, mas todos têm um! Por vezes falta apenas a presistência de continuar a insistir até o encontrarmos.

Por vezes, tento forçar-me a encontrar o meu talento. Quero descobrir qual é o meu futuro, a minha razão de viver, no fundo atingir essa zona de conforto. Ele nunca aparece, não é assim que as coisas funcionam. É preciso esforço e dedicação. Mas há dias em que bem dentro de mim, sinto que ele está prestes a imergir. Sinto-o a entranhar-se em todo o meu ser apertando-o como se a minha vida dependesse disso. Nessas alturas, perco a coragem. Não o deixo aparecer, tenho medo de falhar. Ainda não é a altura certa. Mas sei que quando a altura chegar eu e tu, seremos apenas um! Capazes de enfrentar o mundo lá fora, conquistar cada desafio, mostrar todo o nosso valor. Então, que eu e tu sejamos sempre um, sejamos o poder, sejamos o poeta!

[Ficção]

Imagem espontânea (4)

Hoje, no Imagem espontânea deixo-vos uma paisagem de cortar a respiração. Confesso que fiquei maravilhado com este local fantástico! Falo-vos da Foz do Arelho, uma vila portuguesa situada no concelho das Caldas da Rainha, muito perto de Óbidos.

Conhecida como destino de férias de Verão devido às suas belas praias. Cheia de paisagens magníficas, esta é apenas uma de várias. A sua beleza natural é soberba e merece uma longa visita. Banhado pelo Oceano Atlântico e na orla da Lagoa de Óbidos é um espaço perfeito para uma caminhada ao longo da costa marítima. Além disso a proximidade a Óbidos, um local também belíssimo, faz um itinerário perfeito para um fim-de-semana bem passado!

A ocupação deste sítio remonta a um povoado piscatório da paróquia da Serra do Bouro. A Foz do Arelho constituindo-se como freguesia em Julho de 1919 e possuí uma área de 9,62 km² e 1 339 habitantes (2011). Recentemente, foi elevada a vila em 12 de Junho de 2009.

 

“A verdadeira força não é a do mar em fúria que tudo destrói, mas do rochedo, impassível, que a tudo resiste!” (Henrique José de Souza)

 

Qual consideram ser o melhor refúgio natural de Portugal? Se fossem apresentar o nosso país a um estrangeiro quais seriam os locais obrigatórios?

 

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Arte contemporânea invade Bairro Alto

Num dos bairros mais emblemáticos da capital, o Bairro Arte destaca-se como uma das lojas mais criativas. Estrategicamente situado no Bairro Alto (Rua das Salgadeiras), o projecto iniciado em Dezembro de 2009 e liderado por Alexandra e João Rombert marca pela diferença e originalidade dos conteúdos que vende. Numa simbiose entre as últimas tendências de design e produtos vintage, entrar neste espaço arrojado é uma viagem ao passado com vislumbres do presente.

Embalados pelos grandes sucessos da músicas dos anos 50 e 60, a loja criou uma identidade muito própria que fascina residentes e turistas. Com preços adequados a todas as carteiras, não é difícil ficarmos encantados com os produtos expostos. Nesse sentido, para quem procura uma peça diferente para criar uma decoração original no seu quarto ou na sua casa, este é o local certo para entrar! “Este é um conceito diferente em Portugal, aqui há muitos produtos incomuns que não são vistos em qualquer lado”, reconhece Marta Ferreira, uma das funcionárias da loja.

Os itens à venda são encontrados em feiras internacionais e sites da especialidade pelos donos da loja. “A inspiração [para a loja] resultado de muitas viagens em especial aos Estados Unidos”, conta João Rombert. Alexandra Rombert também imprime o seu cunho pessoal com paneis de fotografias que vai tirando pela capital. Pedaços de beleza da icónica Lisboa que são um chamariz para turistas dos quatro cantos do mundo. Num ambiente muito acolhedor, é fácil de se sentir o conforto num espaço apetrechado de pequenos tesouros.

 

Aberto durante todos os dias da semana, o Bairro Arte é um espaço imperdível e encantador. Uma ideia em expansão e que promete crescer. Actualmente, este projecto encontra-se também situado no Chiado, no LX Factory, em Cascais e no Centro Comercial Alegro.

 

*A notícia e as imagens são exclusivos do blogue Um Mar de Recordações.

Ao som de... (4) [Coldplay - Viva la Vida]

Nos anos mais recentes, uma das bandas que mais gosto de ouvir sãos os Coldplay. É uma verdadeira benção para todos os momentos! O grupo britânico, formado em 1996 na cidade de Londres, é composto por Chris Martin (vocalista/guitarrista), Jon Buckland (guitarrista), Guy Berryman (baixista) e Will Champion (baterista). Uma curiosidade interessante é que a banda era para ser chamada de Pectoralz, mas em 1998 decidiram por alterar para o seu actual nome.

Os Coldplay conseguiram fama mundial com o lançamento do single Yellow em 2000, seguido pelo seu álbum de estreia lançado nesse mesmo ano – Parachutes – que foi indicado para um Mercury Prize. Após o estrondoso sucesso inicial, os britânicos lançaram vários álbuns com inúmeros elogios da crítica. Com mais de 50 milhões de discos vendidos em todo o mundo, a banda já arrecadou vários prémios da indústria musical ao longo da carreira, incluindo seis Brit Awards, quatro MTV Video Music Awards e sete Prêmios Grammy.

Assim sendo, hoje, trago-vos o ‘Viva la Vida’, faixa lançada em 2008 no álbum  Viva la Vida or Death and All His Friends. A canção foi apresentada no episódio ‘Million Dollar Maybe’ na série Simpsons. A música rapidamente atingiu o topo da UK Singles Chart e da Billboard Hot 100, tornando-se o primeiro single da banda a atingir o primeiro lugar no Reino Unido e nos Estados Unidos. ‘Viva la Vida’ tornou-se a sexta canção com mais downloads digitais pagos (atingindo a marca de 4 milhões), mais tarde venceria o prémio de canção do ano no 51º Grammy Awards em 2009.

Gostam de Coldplay? O que acham desta música? Gostam deste género de canção? 

 

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Recordar é viver

Um aeroporto é um mundo, disso não tinha quaisquer dúvidas. A sua vida era passada em diversos espaços aéreos , cada um parecia ter uma história particular. Aquele era apenas só mais um. Era um homem de negócios extremamente mediático, tinha enfrentado muitos dissabores ao longo da vida e achava-se preparado para tudo, mas o que ia sentir naquele dia estava longe de estar nos seus planos…

Estava habituado a todas as despedidas e burocracias normais de cada partida, era um costume a que se tinha habituado. Aquela era a sua vida. Naquele dia encontrava-se mais nervoso que o costume, apesar de já ter viajado centenas de vezes num avião nunca se conseguia adaptar aquela sensação. Era irónica a situação, pois era um homem que não gostava de mostrar fraqueza a ninguém, mesmo nos piores momentos da vida.

Percorrria descontraidamente a sala em que estava instalado, tentando colocar aqueles pensamentos para trás das costas. Para passar o tempo, percorria as caras que iam passando apressadas para cada voo. Fazia aquilo sem especial interessem, fixava aquelas caras durante alguns segundos, retidas no seu pensamento, acabando por as deixar esvoaçar para os seus destinos programados.

Inesperadamente, o seu olhar reteve-se numa face. Não conseguiu conter o seu olhar de desespero. Aquela cara era demasiado semelhante, trazia-lhe demasiadas recordações… Tudo deixou de ter importância aquele frio homem de negócios paralisou ao percorrer o corpo daquela mulher. Era tão familiar, mas só isso… familiar. Apenas e só familiar…

- Maria, doce Maria – balbuciou entre dentes, enquanto uma lágrima percorria a sua face. Memórias antigas trespassaram as barreiras enfraquecidas do seu ser. Alturas em que sorria para a sua falecida mulher. Recordações que todos os dias tentava esquecer estavam a inundar a sua alma.

Aquele era um momento de fraqueza total, deixou-se estar ali, desamparado, sem hipóteses de defesa, enquanto aquela mulher passava por ele sem sequer reparar nele. Por momentos sentiu tudo novamente, todos aqueles bons momentos, mas nada foi do que um intenso mar de recordações… Aquele momento, aquele olhar, aquele sentimento, foi retomar por momentos a um passado, a um livro fechado que jamais poderá voltar a viver. Ainda assim voltar a recordar-se disso fez-lhe sorrir…

[Ficção]

Sala de cinema (3) – Match Point

Na terceira edição desta rubrica trago-vos um dos meus filmes preferidos: o Match Point, um drama dirigido por Woody Allen, em 2005. A história é uma fábula sobre o papel que a sorte desempenha no destino.  

Nesta história, Chris Wilton (Jonathan Rhys Meyers), um professor de ténis, conhece Chloe (Emily Mortimer), uma jovem de família rica, com a qual inicia um relacionamento. No entanto, um tempo antes ele tinha-se apaixonado pela namorada do irmão de Chole, Nola (Scarlett Johansson), com a qual mantém um relacionamento paralelo. Interessado na fortuna da família de Chloe, Chris Wilton precisa se livrar de Nola, que mais tarde fica grávida. O filme do norte-americano Woody Allen é fortemente influenciado por Dostoyevski, no romance Crime e Castigo, e faz referência por diversas vezes a excertos do livro no filme. ‘The Facts of Life’, de W. Somerset Maugham, é também uma obra com algumas referências.

O filme foi nomeado para Óscar na categoria de melhor argumento e teve quatro nomeações nos Globos de Ouro (melhor director, melhor filme de drama, melhor performance para actriz secundária em filme [Scarlett Johansson] e melhor argumento). Deixo-vos com o trailer desta apaixonante e surpreendente película: 

  O que acharam deste filme, qual foi a cena que mais os surpreendeu? Qual é o vosso filme favorito de Woody Allen? Seria importante para o turismo em Portugal que este realizador fizesse um filme em Lisboa?

Avaliação:  

Crise de arrumações

Sou organizado, mas nunca fui muito bom em arrumações. Sei onde tenho tudo, mas reconheço que tenho uma maneira esquisita de colocar as coisas. Sim é estranho, eu sei, e pode até não ser a forma mais harmoniosa, mas é a minha. Cada coisa tem o seu espaço.  

Contudo, acho que os outros têm dificuldade a compreender a minha forma de arrumar o meu quarto. Irrita-me quando sistematicamente me dizem que anda tudo desarrumado, é talvez das coisas que mais me tira do sério…

De forma a poder livrar-me desse tipo de conversa, projectei para este Verão um grande objectivo. Fazer uma revolução total do meu quarto. Ver o que fica e o que saí. Mandar fora o que não interessa ficar com aquilo que me é querido e próximo. Uma mudança radical para mudar tudo o que tenho por cá.

Esta semana comecei a tratar desse assunto. Contudo, se há uma coisa que tenho de reconhecer é que tenho muita coisa. Acho que a minha área de trabalho me obriga exactamente a isso. Isso faz com que tudo seja mais difícil, mas que não deixa de ser uma situação engraçada.

Alguma parte já está vista e tratada. Nestes dias de intenso calor, tenho aproveitado os tempos mortos para cortar no dispensável. É incrível as coisas que tenho encontrado, é como fazer uma viagem no tempo. É isso que eu mais gosto quando faço arrumações, lembrar algumas recordações perdidas. Quando terminar o mais provável é continuar a ouvir que o quarto está desarrumado, mas a verdade é que este caos organizado me define e faz aquilo que sou. 

Fonte da imagem: https://acasadasgurias.wordpress.com/ 

 

 

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