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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Existência

Só quero sentir o êxtase primário, preencher o buraco no meu coração com as saídas temporárias de todos. A vida não passa de uma constante troca de relações, no qual não existe uma que seja realmente eterna. Os humanos não podem viver sem estar acompanhados por outros, embora cada um esteja sempre sozinho. É por isso que a vida é dura! Desejamos afeições, presença física de outros, é com isso que nos tentamos unir.
Hoje de manhã começou mais um dia, é apenas e só mais um dia terrível, onde as sombras escuras de tristeza pairam sobre mim… E onde fica o meu sonho? Isso é apenas e só a continuação da realidade. E a realidade onde ela está? Onde o meu sonho acaba.
Acredito que posso desaparecer, pois a minha existência não tem valor. É desta negatividade que a vida humana é consumida. No fundo, a esperança é feita de tristeza, no qual a morte do ser é a única liberdade absoluta. Isso acontece pois em todas as mentes falta algo básico: o medo de agir!
Ninguém me entende, isso talvez deve-se a eu nunca ter querido entender ninguém, pois considerava que todos eram iguais a mim. Rejeitei o mundo antes que me magoasse, pois as ligações que existiam entre as pessoas assustavam-me. Tive medo, e por isso fechei o meu coração, pois o que temo é a rejeição, o que deriva de ter tido experiências amargas da realidade.
Apesar disso sinto a necessidade. Como é bom senti-la! Mesmo que seja apenas fisicamente, fico feliz em sentir que tenho uma razão de ser. Torna-se, simplesmente, num jeito fácil de me convencer a mim mesmo que sou digno de algo…

[Ficção]

 

 

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Ao som de... (7) [Muse – Undisclosed Desires]

A sétima edição do “Ao Som de…” é reservada aos Muse, trio britânico que ganha cada vez mais fãs em solo nacional.

Esta banda foi formada em 1994 e é constituída por Matthew Bellamy (vocal, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo, voz secundária e teclado) e Dominic Howard (bateria e percussão). Recentemente, os Muse lançaram um novo cd intitulado The Resistance (2009), juntando-se aos quatros já lançados pela banda britânica - Showbiz (1999), Origin of Symmetry (2001), Absolution (2003) e Black Holes & Revelations (2006).

O trio que já vendeu mais de 8 milhões de cópias arrecadou inúmeros prémios, sendo que a crítica os classifica como um misto de vários géneros musicais, incluindo rock alternativo, música clássica e electrónica. Para além disso, os Muse foram ainda a primeira banda a esgotar recém-constituído Estádio de Wembley em Londres.

Por último mas não menos importante, resta-me agradecer a vossa participação ao longo das edições e das vossas recomendações e faço votos de que apreciem esta escolha.

 

 

Maravilhado por uma imagem incalculável

Finalmente tinha chegado a hora, o grande momento pelo qual tinha ansiado toda uma vida. Era a concretização de um sonho de criança, algo que agora estava a ser cumprido depois de diversos anos de esforço e dedicação. A sensação da concretização daquele objectivo tinha um valor incalculável, no fundo era um feito de uma vida. Enfim, recebia os louros por todos os sacrifícios que tinha feito para chegar até aquela posição. Não trocava aquele momento por nada em todo o mundo!

Não conseguia esconder o entusiasmo por tudo estar a correr bem, na sua face erguia-se um sorriso tolo de um sonhador compulsivo. Respirou fundo e ganhou coragem para dar o passo seguinte, o movimento que ia tornar tudo aquilo real. A visão que ansiou durante tanto tempo, aquilo que desejou desde miúdo. A compreensão que o momento tinha chegado arrepiou-o. Esforçou-se para dar o primeiro passo, mas avançou de forma segura. E finalmente olhou para a janela, pela primeira vez teve uma panorâmica total do planeta. Um arrepio repentino apoderou-se dele.

Sorriu com orgulho pelo objectivo cumprido, sem reparar que uma lágrima caiu da sua face. Era inacreditável como aquela imagem era de uma beleza estonteante. Valeu a pena todos os treinos para chegar ali. A vista era de cortar a respiração. Ficou ali durante longos minutos a contemplar aquela imagem extraordinária. Naquele momento sentiu-se pequeno, observou o quão pequena a sua vida era naquele entusiasmante planeta. Deu um longo sorriso. “Messenger, está tudo ok por aqui! Vamos trabalhar?”, questionou para a base de controlo.

[Ficção]

 Imagem retirada de: http://www.hoya.com.br/ 

 

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Sala de cinema (6) – O Pianista

‘O Pianista’, um drama que conta o sofrimento vivido pelo povo judeu, é o filme em destaque na sétima edição da Sala de Cinema. Esta é uma película de 2002 dirigido por Roman Polanski e que é baseado na autobiografia de mesmo nome escrito pelo músico polaco Władysław Szpilman.

O pianista polaco Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) interpretava peças clássicas numa rádio de Varsóvia quando as primeiras bombas caíram sobre a cidade, em 1939. Com a invasão alemã e o início da 2ª Guerra Mundial, começaram as restrições aos judeus polacos pelos nazistas. Inspirado nas memórias do pianista, o filme mostra o surgimento do Gueto de Varsóvia, quando os alemães construíram muros para encerrar os judeus em algumas áreas, e acompanha a perseguição que levou à captura e envio da família de Szpilman para os campos de concentração. Wladyslaw é o único que consegue fugir e é obrigado a se refugiar em prédios abandonados espalhados pela cidade, até que o pesadelo da guerra acabe.

As lições de vida que esta película permite são vastas. É impossível ficar indiferente a esta grande obra de arte que retrata o sofrimento de um povo e a capacidade de sobrevivência e perseverança das pessoas. ‘O Pianista’ foi fortemente aclamado pela crítica e venceu três Óscares, nas categorias de melhor director, melhor actor e melhor argumento adaptado. Deixo-vos com o trailer deste magnífico filme:

 

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11 de Setembro: a marca do terror

11 de Setembro de 2001. Esta é a data que vai ficar para sempre marcada na história universal, será lembrada como a marca da morte. Um dia negro, um dia de ódio e carnificina. Para quem viu aquelas imagens, é impossível de esquecê-las. Foi um dia que mudou o mundo. A marca de terror pressente nelas é inesquecível. Contas feitas, mais de três mil pessoas morreram nesse ataque, a sua grande maioria civis…

E para quê? Apenas e só para marcar uma posição. É assim tão complicado de perceber que em todo o lado nos deparamos com inocentes que nada tem a ver com os políticos que os representam. É perturbador como alguém consegue criar todo este horror, é necessária muita loucura para um acto tão desumano. É impossível tolerar tamanha destruição. A verdade é que demasiado injusto a quantidade de vidas humanas que ficaram enterradas naqueles escombros de forma tão displicente. É assustador como é possível chegar tão longe.

Agora todos os livros de história terão esta mancha, de forma a recordar o sangue inocente que foi derramado. O dia 11 de Setembro vai ficar para sempre marcado nas nossas memórias como o maior atentado da história, mas desenganem-se os que pensam que foi apenas isso que observamos. Isto foi sim uma das maiores brutalidades contra a raça humana!

Infelizmente continua a haver demasiadas famílias a viver ao sabor destas dolorosas guerras de poder… Por isso, é importante termos memória e nunca esquecer esta data, pela morte de vários inocentes, mas também para entender que irá sempre aparecer alguém com o desejo de acabar com a tranquilidade e segurança de pessoas indefesas. 

 

 

 

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