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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Sala de cinema (7) – Sherlock

Á sétima edição da Sala de Cinema temos uma menção especial, hoje em vez de um filme, trago-vos uma série - Sherlock . Esta alteração deve-se, essencialmente, a ter ficado estupefacto com a enorme qualidade desta produção da BBC. Portanto, não podia deixar de fazer menção a uma das personagens que mais gostava quando era mais novo: o fantástico e misterioso Sherlock Homes. Em Portugal, esta série é transmitida pelo canal AXN.
Com o habitual humor britânico, esta série segue as histórias e os casos do detective particular Sherlock Holmes e seu fiel companheiro, o Dr. John Watson , na Inglaterra nos dias actuais. Todos os episódios da série são baseados em livros de Sherlock Holmes e transformados em contos contemporâneos. Até agora já saíram duas temporadas no total de seis episódios e a terceira já está confirmada para ser lançada no próximo ano.
Tenho a certeza que Sir Arthur Conan Doyle , autor dos livros, ficaria bastante satisfeito depois de algumas adaptações desastradas à sua obra-prima. Numa história muito bem produzida, as personagens estão expendidas! A actuação tanto de Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch) como de Jim Moriaty (Andrew Scott) são um hino à representação! A recepção de Sherlock foi incrivelmente positiva pela crítica e ganhou mesmo o BAFTA de melhor série de drama (2011 e 2012) e o prémio de melhor actor secundário para Martin Freeman (2011) e Andrew Scott (2012). Deixo-vos então com o trailer da primeira temporada desta grande série:

 

As chamas que o consomem

Um fumo negro crescia abundantemente ao longo de vários quilómetros na região do Douro, uma zona arborizada que estava agora a sofrer com os horrores de chamas intensas. Um homem com um enorme corte na cara olhava fascinado por criar todo aquele caos. Observava despreocupado para as labaredas, o seu olhar faiscava de prazer. Estava completamente vestido de negro, a cor do seu espírito.

De facto, não tinha uma verdadeira razão para ter começado aquele incêndio. Apenas tinha uma insana apetência para destruir, aquilo dava-lhe uma satisfação especial. Esta não era a sua estreia. Não era a primeira vez que ateava fogos, permanecia ali sempre a observar o seu trabalho. Formou-se nos seus lábios um sorriso demente, tinha voltado a conseguir o seu intento. Estava distraído com toda aquela desordem, aquele era o seu mundo, o mundo da devastação.

Um olhar tresloucado consumiu-o, a loucura era a sua parceira de crimes. Dizia algo imperceptível entre dentes, possuía um estranho sotaque. De um momento para o outro começou a suar abundantemente… Sem que notasse o fogo circundo-o, quando reparou já era tarde demais. Entendeu que estava preso, não tinha saída. A sua vida de loucura, ia acabar naquele dia. Deu uma longa e sinistra gargalha. Enfim ia chegar à sua verdadeira casa – o inferno.

 As chamas lavraram durante dias na região entre o Douro e o Vouga, um incêndio destruidor. Foram consumidos mais de 2400 hectares, uma triste imagem num dos mais belos locais portugueses. Entre os destroços, os bombeiros encontraram um corpo carbonizado…

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"Os Grandes Portugueses" (7) - Amália Rodrigues

Nome: AMÁLIA da Piedade Rebordão RODRIGUES

Data e Local de nascimento: Lisboa, 23 de Julho de 1920

Data e Local da sua morte: Lisboa, 6 de Outubro de 1999

Profissão que se notabilizou: Fadista

 

Feitos importantes:

  • A sua faceta de cantora cedo se revela, começa a cantar para o avô e os vizinhos, que lhe pediam, cantarolava tangos de Carlos Gardel e canções populares que ouvia e lhe pediam para cantar.
  • O ensaiador da Marcha Popular de Alcântara alicia Amália a inscrever-se numa prova de descoberta de talentos, chamada Concurso da Primavera, em que se disputava o título de Rainha do Fado. Amália acabaria por não participar, pois todas as outras concorrentes se recusavam a competir com ela.
  • Em 1940, estreia-se no teatro de revista, como atracção da peça Ora Vai Tu, no Teatro Maria Vitória. Quatro anos depois, consegue um papel proeminente, ao lado de Hermínia Silva, na opereta Rosa Cantadeira, onde interpreta o Fado do Ciúme, de Frederico Valério. Poucos anos mais tarde, em 1947, estreia-se no cinema com o filme Capas Negras, o filme mais visto em Portugal até então, ficando 22 semanas em exibição.
  • Marcante na contribuição da história do Fado, uma das grandes novidades que introduziu foi cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados. Amália dá um novo folgo ao Fado. Em 1997 é editado o álbum Segredo com gravações inéditas realizadas entre 1965 e 1975.  É ainda publicado o livro (Versos) com os seus poemas. No ano seguinte, é-lhe feita uma homenagem nacional na Expo 98.
  • Tornou-se conhecida mundialmente como a ‘Rainha do Fado’ sendo considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras da cultura portuguesa no mundo. Encontra-se sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres. Amália Rodrigues representou o país em todo o mundo, de Lisboa ao Rio de Janeiro, de Nova Iorque a Roma, de Tóquio à União Soviética, do México a Londres, de Madrid a Paris.
Amália Rodrigues é maior referência da cultura portuguesa? É a grande voz de Portugal no mundo? Qual a vossa opinião sobre o Fado?

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Uma acomodação nacional…

Incontestável, esta acomodação que vai bailando sem parar por terras lusitanas. Todos aqueles conquistadores que davam tudo pela nossa pátria há muito jazem mortos. Aqueles que tudo fizeram para engrandecer esta pátria já partiram. É preciso agora encontrar novos conquistadores, novos lutadores, novos heróis… 

O que se passou ao povo aventureiro que era temido em toda a Europa? Que é feito dele? Perdeste a identidade meu querido Portugal! Onde ficaram todas aquelas conquistas? Apenas e só naquele livro que já todos esqueceram…

Inacreditavelmente ninguém parece incomodado, todos ficam acomodados com esta fraca figura que agora é o nosso país. Apre! Não consigo! Simplesmente é impossível vê-lo afundar-se cada vez mais no lodo que esta irritante acomodação fez nascer.

Esta paralisa colectiva só nos aproxima daquele buraco negro que muitos lhe chamam de destino, eu chamo-lhe de morte! É preciso tomar posição! Não há desculpas, a meta é simples:  perseguir a honra perdida e mostrar ao mundo o que é ser português!

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Questões inevitáveis (7)

Na edição de hoje das "Questões inevitáveis" aqui n’ Um Mar de Recordações trago-vos a temática da religião. Já sabem que esta rubrica passa por uma questão actual que vou pondo e que serve de discussão para vocês darem a vossa opinião! O objectivo passa por produzir um diálogo com os leitores e espero que nesse sentido cooperem com esta iniciativa!  

A religião é um conjunto de sistemas culturas e de crenças que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e os valores morais. Existem diversas religiões por todo o mundo como por exemplo, o cristianismo e o islamismo. Com narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas, as religiões podem derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou mesmo um estilo de vida. O certo é que existe uma grande importância da religião (seja ela qual for) em todo o mundo com os aspectos positivos e negativos que isso possa provocar. E tu, qual é a tua opinião?  

 

Qual é a tua opinião sobre a religião?

  

 

Análise de uma fotografia

Dados Gerais:

Titulo: Jogador de Ténis

Autor: Harold E. Edgerton

Nacionalidade: Americano 

Ano: 1938

Origem da Imagem: Colecção Gruber

Género: Fotografia estroboscópica

Género 2: Fotografia artística

Movimento: Escola fotográfica (nova objectiva)

 

Parâmetros técnicos:

Cor/ P/B: Preto e branco

Formato: Grandes Dimensões (24/19 cm)

Câmara: Informação indisponível

Suporte: Impressão a gelatina e brometo de prata

Objectivas: Informação indisponível

 

Harold E. Edgerton fotógrafo americano, desenvolveu o seu trabalho na fotografia estroboscópica, ou seja, acção cinética de alta velocidade. É nesta perspectiva que a fotografia “Jogador de Ténis” (1938) se enquadra.

Devido ao gosto que tenho por esta modalidade, na qual eu pratico sempre que posso, decidi escolher esta imagem, além do facto de este efeito prender o olhar.

Vou então analisar esta fotografia segundo a análise de Roman Jakobson. Esta análise encontra-se dividida em cinco funções, a saber: a referencial, a emotiva, a conotativa, a fática e a poética.

Passando então para a análise em si, começo por frisar a função referencial, a fotografia que analiso contêm um jogador de ténis a fazer todo o movimento do serviço, ou seja, existe uma reprodução do real.

Prosseguindo agora com a função emotiva, o fotógrafo Harold E. Edgerton escolheu representar os vários momentos desta pancada, estando o jogador em pleno destaque na fotografia, ou seja encontra-se em primeiro plano. Sendo assim o autor dá-nos oportunidade para uma análise mais subjectiva.  

Quanto à função conotativa, não se consegue observar o tenista, dando assim uma ideia de universalidade, pois poderia ser qualquer pessoa. Penso que a iniciativa principal do fotógrafo em questão é mostrar as diversas fases que o serviço tem e como é, sem dúvida, uma pancada difícil e determinante no jogo.

Falando agora da função fática,  o fotógrafo consegue prender a nossa atenção com os múltiplos movimentos que são feitos desde do princípio até ao final da batida. A imagem leva-nos a ter tendência para observa-la da esquerda para à direita, que consequentemente é do início ao fim da batida, respectivamente. A oposição que existe entre o jogador (cores claras) e o chão e o fundo (cores escuras) constitui um marco forte para esta função.

Finalmente, falando da função poética, a fotografia tem uma composição forte, na qual a simetria não se encontra centrada, estando ligeiramente para a esquerda, onde se encontra o tenista,  sendo que a parte direita tem muito menos destaque. Sendo que a verticalidade encontra-se num plano mais dominante.     

Em conclusão, penso que a luminosidade e o efeito de movimento trazem dinâmica e observadores à fotografia. 

 

Imagem espontânea (7)

Este mês o “Imagem espontânea”, rubrica no qual são colocadas várias fotografias da minha autoria, chega à sua sétima edição. Num número bastante especial (o meu preferido), trago-vos mais uma fotografia tirada no Funchal (Madeira) durante as minhas férias. O que esta foto pretende transmitir é um espaço de trabalho, numa clara simbologia ao momento que atravesso. Nos últimos tempos tem sido de intenso trabalho para concluir todos os trabalhos para o mestrado, portanto muito tempo é passado numa secretária a ler e a escrever. No fim, tudo valerá a pena! Espero que gostem da foto, bem como da respectiva ilustração e que deixem as vossas opiniões!

 

 

 

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.” Confúcio (filósofo chinês)