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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Solidão

Não é só sentir, é estar com o mundo. Só e desgastado, farto de olhar em meu redor e não ver nada. Estar acompanhado e não sentir a presença, a real presença, talvez a tua presença. Uma conversa quase desumana, sem capacidade carnal, censurada e entranhada num gesto de auto-repreensão. Conversa essa infiltrada num diálogo monólogo porque ninguém o está a ver, nem ninguém o quer ouvir. Sorrir? Estás a sorrir para mim? Estás verdadeiramente a sorrir para mim? Não passa apenas de um fugaz toque de encenação, num falso sentimento que tentas demonstrar e fazer passar, não passa de apenas circunstância do momento. Agora estás a fazê-lo, amanhã já nem te lembras. É essa a minha importância num doce correr de segundos. Orgulhosamente só, numa solidão que me toca, que me agrada e que mexe comigo. Um sincero e discreto prazer pelo simples facto de me sentir compreendido não pelos outros, mas por mim. É como estar preso a uma multidão que não reconheço e identifico, num caminho trágico e avassalador que traz um valor disforme e arrebatador. Um caminho que chega perigosamente a um desfiladeiro unipessoal, uma queda avassaladora e estridente que ascende até ao objectivo final. Num quarto, estou mais uma vez sozinho, onde jorra drástica e sistematicamente uma fonte insaciável de sangue. Será que agora já te lembras de mim?

 

[Ficção]

  

Questões inevitáveis (8)

Hoje marca o dia do primeiro ‘Questões Inevitáveis’ do ano, que regressa para a sua oitava edição e logo com um tema bastante controverso. O acordo ortográfico tem sido alvo de muitas criticais das variadas áreas nacionais, tendo vindo a ser muito discutido.

O caso mais mediático em Portugal é talvez o caso de Vasco Graça Moura. O presidente do Centro Cultural de Belém emitiu uma circular interna com instruções para a suspensão do Acordo Ortográfico. Segue-se uma enorme polémica em que várias instituições aceitaram e negaram a utilização desta nova forma de escrever.

Este parece-me ser um tema pertinente e muito actual, por isso, considero ser positivo ser debatido neste espaço. Portanto, nesta oitava edição vamos ver qual é a vossa opinião perante esta temática. E tu, qual é a tua opinião?  

 

Concorda com a utilização do acordo ortográfico? Porquê?

 

Fado, um património português

O Fado é a genialidade que transpira no sopro português. Um encantamento sonoro e delicioso ao ouvido de todo o mundo. É a canção da solidão que exalta a alma lusitana. É o cantar de um povo! É o cantar de Portugal!
Numa nostálgica melodia com uma sonoridade única, especial… nossa! Um expendido e eterno orgulho nacional que nasceu nas ruas da capital, por volta do século XIX, e trespassou as barreiras temporais. Eternizou-se aquela que é a canção da saudade!
Uma arte desconhecida e singular, num silêncio cantado, é um pesar de insuficiência em completa ebulição! Um sentimento intenso e explosivo numa voz que conduz o nosso sincero e excepcional património… Um património musical histórico que transmite Portugal numa só canção!
É a tristeza e a felicidade num só… O orgulho de transportar a cultura na própria voz, a paixão lusa, aquela que não é mais do que todos os nossos sentimentos. Os nossos sentidos secretos, os desejos ocultos e os pensamentos de sempre…

 

Imagem espontânea (8)

Cá está uma das rubricas habituais neste blogue – o ‘Imagem espontânea’! Hoje temos a oitava edição desta iniciativa. Relembro de novo para quem não conhece o ‘Imagem espontânea’ que esta é uma rubrica na qual irei colocar várias fotos que vou tirando ao longo do tempo. Gosto bastante de tirar fotografia, e penso que pode ser interessante partilhar com o mundo este passatempo. Esclareço desde já a minha posição perante os cigarros, estou totalmente contra este vício que assola a sociedade. Tenho muitas pessoas próximas que ‘engolem’ tabaco, por isso é sempre com bom agrado que vejo medidas que sejam implementadas para a redução do tabaco. O melhor é mesmo ter cuidado com a própria saúde e com a dos outros. Aproveito também para desde já lançar o repto: Fumar Mata!

 

 

 

"O cigarro faz a neblina dos meus pensamentos." (Katarine Lins)

O príncipe dos courts

A final das nacionais de ténis realizava-se dentro de poucos minutos, o jogo mais importante da curta carreira daquele jovem franzino de apenas 16 anos. O seu currículo impressionante faziam dele um génio precoce naquele desporto. Começava a ser apelidado por todos de ‘príncipe dos courts’ dado ao enorme domínio que infligia aos seus opositores.
Entrou no campo com passadas seguras. Largou um sorriso arrogante quando olhou para o seu adversário. Tinha uma estampa física impressionante, parecia ter o dobro do seu tamanho. Era uma montanha, a última que ele tinha de subir para atingir o sucesso. Começou o seu aquecimento, iniciou o seu transe. O transe da vitória e o transe de um campeão…
Respirou bem fundo, sentiu a força e a determinação a crescer, aquele sentimento que lhe fazia lutar sempre por mais um ponto. Dentro de si, sentia uma confiança imensa. A liberdade, a disciplina e a táctica começam a esvoaçar na sua cabeça com toda a naturalidade, naquela que era a junção ideal para a vitória. Enfim, estava totalmente preparado para aquele encontro. Agarrou na raquete com força, estava com imensas ganas. “Vamos a isto!”, gritou. A partir daquele momento, parecia ser outra pessoa com apenas e só com um único objectivo: vencer.
Naquele quadrado de jogo era um jogador frio, calculista e oportunista. Não perdia uma oportunidade para se colocar em vantagem. Aproximou-se da rede com um sorriso trocista. Os jogos mentais começavam logo durante o sorteio de quem ia começar a servir. Fez um olhar intimidatório ao seu adversário, sabia como colocar pressão e fazer aparecer as fraquezas aos seus oponentes. Depois, só precisava que o seu talento o levasse à glória.
Era o primeiro a servir. Voltou a sorrir provocatoriamente, adorava ter o controlo do jogo desde do seu início. Deu quatro ou cinco pulos e correu até à linha de saque. A crença na vitória era enorme. Agarrou na raquete com ainda mais força e faz o seu primeiro serviço. A partida inicia-se, o desejo de mostrar quem o vencedor está mais forte que nunca. Ele começa a correr determinado em direcção a bola. E… bam !

Se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

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