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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Imagem espontânea (9)

Hoje trago-vos mais uma fotografia no Imagem espontânea, uma rubrica na qual coloco várias fotos que vou tirando ao longo do tempo. Nesta nona edição mostro-vos pela primeira vez o meu concelho – o Seixal. Desta vez decidi optar por retratar a natureza. Gosto particularmente de espaços verdes e felizmente o meu concelho tem apostado em capitalizar esses lugares. Como gosto bastante de tirar fotografias decidi passar um dia a tirar fotos a esses espaços. Esta fotografia é um dos exemplos que tirei neste meu passeio fotográfico. Espero que gostem da foto, bem como da respectiva ilustração e que deixem as vossas opiniões!

 

 

"A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas." (Johann Goethe)

Lembra-te da força!

Força, coragem e muita determinação. Repito essas palavras vezes sem conta na minha mente. Olho em direcção ao vazio. Não consigo deixar de pensar se isso será o necessário para a vitória? As minhas ideias vão esvoaçando na minha cabeça mas tenho uma certeza: não vou desistir. Não me posso permitir a isso, irei continuar a lutar!

Enquanto isso, vou caminhando pela rua, absorvido nestes pensamentos. Deixo-me levar sem rumo e dou por mim junto ao mar. Vejo as ondas bater fortemente na costa, aproveito aquele momento como se fosse o último da minha vida... Não me consigo conter um gesto de frustração. Revolto-me. Sei que quando a oportunidade chegar, vou estar pronto para agarrá-la com unhas e dentes e aí mostrarei as minhas capacidades. Sei que vou ser capaz de alcançar todos os objectivos que desejo. Basta acreditar e tudo é possível!

Sei que as críticas vão surgir, mas não vou desistir de tentar. Só preciso manter-me firme e lembrar-me da força todos os dias. O caminho vai ser duro e espinhoso, contudo isso ainda traz mais sabor à vitória. Nada melhor do que triunfar em situações difíceis, alcançar tudo aquilo pelo qual lutei. O meu coração bate acelerado com o desejo fumegante dos meus objectivos. Quero mostrar tudo o que sou capaz, sinto uma garra imensa de mostrar o que sou capaz. Estou confiante, acredito em mim mesmo, e por vezes isso basta para vencer na vida…

[Ficção]

Ao som de... (9) [Linkin Park - Numb]

O nu metal emerge em grande na nona rubrica do “Ao som de…” com os Linkin Park como cabeça de cartaz. Como referi em edições anteriores, a ordem das músicas não consiste numa preferência por uma ou por outra, mas sim por uma sucessiva disponibilização dos meus artistas e músicas preferidas.

 

Formados em 1996 em Los Angeles pelos colegas de liceu Rob Bourdon (bateria), Brad Delson (guitarra) e Mike Shinoda (voz), os Linkin Park foram vendo a sua formação crescer até 1999, ano em que entrou o último elemento, o cantor Chester Bennington. O conjunto que lançou êxitos como 'In the End', 'Somewhere I Belong', 'Breaking the Habit' ou 'Bleed it out' tem fortes ligações ao punk, ao rock, ao hip hop e à electrónica. A banda norte-americana tem um registo de mais de 50 milhões de discos vendidos em todo o mundo e ganhou dois Grammy Awards. Nesta nona edição, deixo-vos com um dos maiores sucessos: Numb. Gostam da música e qual é a vossa opinião desta banda? Qual consideram ser as melhores músicas dos Linkin Park?

 

 

Num estado de delírio

Escrevo de madrugada quando a inspiração me absorve na totalidade. Se pensas que escrevi por este dia ser especial, não podias estar mais enganado! Foi apenas um dia patético como qualquer outro nesta vida miserável! Perdi-me de mim mesmo, mergulhado numa espiral depressiva sinistra. Desconheço qual o passo que devo dar… A cada dia que passa esta escuridão vai-me absorvendo mais, tirando a alegria e as boas memórias que ainda me restam. Não me agrada o caminho que costumo percorrer todos os dias, aquele que no passado tinha orgulho de me reger. Falta-me garra, mesmo coragem. A vontade de mudar escasseia, percorro um lodo imenso chamado sedentarização. Cada vez mais deixo-me consumir por ela, não há motivação nem desejo de me movimentar para outro lugar. Acomodei-me à situação e não consigo reagir. Sinto que me falta algo, o que realmente é não o sei, mas necessito disso urgentemente. Necessito urgentemente de saciar esta dor que me consome, para que este devaneio que me percorre seja destronado. Oh, mas que dor é esta tão deprimente e intensa! Não passa de mais um delírio avassalador na minha mente!

[Ficção]

O meu blogue é neutro em CO2, neutralize o seu também aqui. Entretanto, se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

Sala de cinema (8) – Cidade de Deus

As favelas são o pano de fundo da oitava edição da ‘Sala de Cinema’. Nesta publicação, falo de um dos maiores êxitos do cinema brasileiro: Cidade de Deus. Este é um filme de 2002 dirigido por Fernando Meirelles que mostra o crescimento do crime organizado na Cidade de Deus, uma favela do Rio de Janeiro, entre as décadas de 1960 e 1980.

Na favela, Buscapé (Alexandre Rodrigues) tenta levar uma vida honesta, ao trabalhar como caixa de supermercado, mas o seu grande sonho é ser fotógrafo. Com o início da guerra na Cidade de Deus, Buscapé tem a sua grande oportunidade para captar uma fotografia que possa melhorar a sua vida e realizar o seu sonho. Esta película recebeu quatro indicações ao Óscar, nas categorias de Melhor Director (Fernando Meirelles), Melhor Argumento Adaptado (Bráulio Mantovani), Melhor Edição (Daniel Rezende) e Melhor Fotografia (Cesár Charlone). Em 2010 foi escolhido pela ‘Empire’ como o sétimo melhor filme do cinema mundial e o sexto melhor filme de acção pelo ‘The Guardian’. Deixo-vos com o trailer desta película e já sabem: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

  

 

 

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O desprezo dos media pelo desporto no feminino

Antes de tudo será pertinente a leitura de um qualquer jornal desportivo. Nota algo em falta? Talvez algum desporto. Não, tenho a certeza que a maior parte estará por aí. Talvez falte falar sobre a grande estrela do desporto actualidade. Também não, lá está ele sempre na primeira página! Então afinal o que é que falta? É simples, o que falta única e simplesmente é a presença feminina nesse mesmo jornal! É uma calamidade a importância que é dada ao desporto feminino pelos meios de comunicação.

Todos os dias vemos um jornal repleto de futebol. Irónico é o facto que apesar desta mediatização e quase obsessão da sociedade portuguesa neste desporto, os grandes resultados são muito poucos e foram conseguidos há relativamente pouco tempo. A organização é sempre a mesma 50 páginas para futebol e as dez últimas para as ‘outras’. É nessas dez páginas, que por vezes lá aparece uma notícia de uma desportista. O apoio e destaque ao sexo feminino são uma raridade. Quando é dado alguma importância são espaços muito reduzidos.

Aquilo que é mencionado terá que ser um feito a nível mundial porque se não essa notícia é simplesmente esquecida e/ou desprezada, enquanto somos presenteados com os acontecimentos mais desinteressantes. Falta organização. É um ultraje para o desporto no mundo feminino ser desprezado desta maneira pelos meios de comunicação social, até porque tem havido muitos bons resultados. Nomes como Naide Gomes, Rosa Mota, Vanessa Fernandes, Fernanda Ribeiro fazem parte das mais brilhantes páginas no desporto português. A atenção é mínima para grandes feitos. Em 60 páginas diárias, o destaque é ridículo. Muito pouco, muito pouco mesmo…

Em Portugal, existe um desconhecimento mais que evidente no que toca a mulher no desporto e porquê? Pelos vistos Portugal só tem atletas no masculino! Ou será que só os homens sabem fazer desporto? Ora é só ver a nossa história recente para observar que há várias medalhistas nos Jogos Olímpicos… Isto é só um exemplo, e julgo que já não é pouco. Pergunto-me o que é que os homens apresentam de melhor para terem acompanhamento mediático e as mulheres não. Porque tão pouco destaque se os resultados são bons? Machismo puro e duro ou apenas uma obsessão desmedida pelo futebol. Há uma repulsa e uma vergonha em expressar os grandes feitos da mulher de uma sociedade que se honra em ser liberal, até quando Portugal? Até quando? 

 

 

 

"Os Grandes Portugueses" (8) - Camões

Nome: Luís Vaz de CAMÕES

Data e Local de nascimento: Lisboa, 1525

Data e Local da sua morte: Lisboa, 10 de Junho de 1580

Profissão que se notabilizou: Escritor

 

Feitos importantes:

  • Entre 1531 a 1541, Luís Vaz de Camões terá ido estudar para Coimbra, para junto do seu tio, chanceler da Universidade e prior do Mosteiro da Santa Cruz. É na escola deste mosteiro, que terá feito os seus estudos. Aluno indisciplinado, mas ávido pelo conhecimento, interessa-se pela história, cosmografia e literatura.
  • Com cerca de vinte anos ter-se-ia transferido para Lisboa, antes de concluir os estudos. Por ser proveniente de uma família fidalga, pôde ser admitido e estabelecer contactos intelectuais frutíferos na corte de Dom João III, iniciando-se na poesia. Levava uma vida boémia, frequentando tavernas e envolvendo-se em arruaças e relações amorosas tumultuosas.
  • Ingressa no Exército da Coroa de Portugal e em 1547 embarca como soldado para a África, participa da guerra contra os Celtas, onde em combate perde o olho direito. Em 1552, de volta à capital frequenta tanto os serões da nobreza como as noitadas populares. Numa briga acaba por ferir um funcionário real e é preso.Entre 1553 a 1558, saí da prisão perdoado pelo agredido e pelo rei, e parte em viagem pela África Ocidental, Goa, Macau e China.
  • É em 1572 que Camões publica o seu grande trabalho – Os Lusíadas, uma obra que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. A publicação deste livro é feita com o auxílio de D. Sebastião, o rei acabaria também por lhe conceder uma pensão anual de quinze mil reís.
  • Apesar da pensão, os últimos anos foram amargurados pela doença e pela miséria. Aos 56 anos, morre em 10 de Junho de 1580, sendo enterrado, numa campa rasa na Igreja de Santa Ana. Mais tarde, em 1880, a sua ossada foi depositada numa tumba no Mosteiro dos Jerónimos, homenageando a sua vida e obra.

Camões é o maior escritor português? Qual é a frase mais marcante deste autor? Consideram que o seu trabalho devia ser alvo de mais atenção por parte da sociedade?

 

 

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