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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Morrer com dignidade num país envelhecido

Este país não é para velhos! Podia ser assim que os meios de comunicação podiam introduzir as últimas notícias que dão conta das recentes mortes de idosos que têm contagiado os noticiários nacionais. Num país onde existe cada vez mais longevidade de vida, é necessário accionar sectores que possam trazer tranquilidade aos últimos anos das pessoas idosas. É o mínimo a ser feito: dar a oportunidade de morrer com dignidade.

Estes casos causam mais estranheza por acontecerem nas grandes cidades e não em zonas mais recatadas do país. Seria mais natural acontecer nas províncias e o certo é que acontece, mesmo apenas não são falados pelos meios de comunicação social. Esta situação levanta um problema muito sério: como é possível em pleno século XXI não haver uma entidade oficial que possa evitar estas situações? A idade é muitas vezes sinónima de solidão e, mais cedo ou mais tarde, terão que se exercer mecanismo para acompanhar as pessoas que já não conseguem sobreviver sozinhas. Se há muito que havia a ideia do envelhecimento do país, penso que é natural aliar-se a isso uma preocupação pelo bem-estar desses mesmos idosos.

Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística (INE) deu conta que Portugal apresenta, desde 2006, mais idosos do que jovens. Obviamente que esta noticia não é surpresa para ninguém! Grande parte de nós já sabe, que vivemos num país (muito) envelhecido. Este estudo acabou apenas por ser a confirmação disso mesmo. Os tempos mudaram! Se em 1900 encontravam-se 100 jovens para 17 idosos, agora esta relação passou a ser de 112 para cada 100 jovens. Há muito que a pirâmide etária do país previa que isto fosse acontecer, sendo assim o abandono que existe da terceira idade torna-se mais complexo e estranho.

Se é certo que Portugal precisa de um rejuvenescimento imediato e que deve haver uma maior promoção da natalidade, as pessoas mais velhas não podem ser esquecidas…É preciso ajudas nos dois casos, pois ambos têm os mesmos direitos. E esse apoio tem que partir acima de tudo do poder local. A proximidade aqui é essencial! Têm surgido grupos a sensibilizar censos para a terceira idade, uma boa ideia que poderia prevenir muitas infelicidade… No entanto, estas medidas teriam de ser permanentes e não esporádicas.    

É certo que existe cada vez mais uma maior preocupação para trazer melhores condições de vida a esta classe. Existem medos implícitos com o envelhecimento e que merecem todo o apoio de profissionais nessa área. Assim, é essencial serem tomadas medidas que proporcionem boas condições de vida aos idosos, Este foco mediático pode ser a ‘desculpa’ para alterar uma situação que com o tempo só tende a aumentar.

 

 

 

Sala de cinema (9) – Intouchables

Um filme francês é o destaque na nona edição da Sala de Cinema. Intouchables, uma comédia dramática, aborda a relação de um multimilionário tetraplégico e do seu peculiar auxiliar de enfermagem.  A película realizada por Olivier Nakache e Éric Toledano é baseada no livro autobiográfico de Philippe Pozzo di Borgo, Le Second souffle.
Reconheço que este filme foi uma grande surpresa, não estava à espera de encontrar algo de tanta qualidade. O enredo tocou-me imenso, a história está deliciosa e muito bem conseguida. Apaixonante! Após um acidente de parapente, Philippe (François Cluzet), um rico aristocrata, contrata Driss (Omar Sy), um jovem dos subúrbios, praticamente acabado de sair da prisão, para o assistir no dia a dia, e que parece a pessoa menos adequada para a função. Juntos, vão fazer renascer a vida um do outro. Destaco a performance do actor Omar Sy que faz um papel fabuloso!
Dois universos irão cruzar-se e integrar-se para dar nascimento a uma amizade tão louca, divertida e forte quanto inesperada, uma relação única que vai produzir faíscas e torná-los verdadeiros amigos improváveis. A película tem implícita uma mensagem muito forte, mas repleta de muita boa disposição. Recomendo esta película imperdível a qualquer amante de cinema.
É importante referir ainda que o dinheiro arrecadado com a venda dos direitos de autor da adaptação do livro ao cinema (cerca de 650 mil dólares) foram doados a uma associação de ajuda a deficientes físicos. Além disso, este foi o filme mais visto na França em 2011 e é também a longa-metragem francesa mais rentável da história com uma taxa de rentabilidade de 602%. Apesar de não ter tido grande sucesso nos EUA, foi um fenómeno global arrecadando vários prémios por todo o mundo.

 

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A vitória do jornalismo on-line em Portugal

O aparecimento da Internet revolucionou a vida em sociedade, passou a ser vital em qualquer tipo de actividade em todo o mundo. Com uma taxa de penetração inacreditável, é muito provavelmente uma das ferramentas mais utilizadas durante o dia-a-dia. Houve uma propagação em grande escala e o jornalismo não foi excepção no uso (e abuso) das novas redes de informação.

Nesta profissão em específico tornou-se indispensável a sua utilização, aliás agora é quase impossível trabalhar sem ela. Apesar da sua curta história, o jornalismo (em qualquer registo) nunca mais foi o mesmo desde implementação da Internet. O primeiro jornal on-line no mundo foi o norte-americano The New York Times, em 1970. Contudo, só na década de 90 é que a o jornalismo on-line chega a Portugal. Os jornalistas lusos começavam então a descoberta pelo mundo digital…

O jornalismo on-line em Portugal tornou-se uma realidade em 1995, através do lançamento do site do Jornal de Notícias, a 26 de Junho, mas a RTP foi a grande pioneira com o site a ser registado oficialmente como domínio a 28 de Maio de 1993. Em Janeiro de 1998, novo avanço… O semanário Setúbal na Rede entra para história do ciberjonalismo português como o primeiro jornal exclusivamente on-line em Portugal.

De facto, a Internet teve uma enorme importância para a evolução do jornalismo a nível mundial, disponibilizando várias funções que outrora eram impossíveis de conseguir. A rapidez da disponibilização da notícia é um exemplo gritante. Há uma maior capacidade de informar em momento real, ou seja, existe uma enorme distribuição instantânea. A verdade é que com este fenómeno mundial tornou-se possível a qualquer pessoa poder estar informada de uma forma corrente, mas também mais rápida. E isso tomou grandes proporções, revolucionando toda uma indústria…  

Hoje, o on-line em Portugal é uma aposta ganha, ninguém tem dúvidas que é o presente e o futuro do jornalismo. O número de visitas nos sites cresce de ano para ano e são batidos novos recordes. Este é um negócio bastante rentável para um meio de comunicação social, uma vez que exige um baixo custo de produção. O jornalismo tornou-se mais versátil e consistente, foi dada uma ideia de uma actualização constante, o que mostra um meio de comunicação atento 24 horas de dia e acima do acontecimento. O on-line foi, claramente, uma lufada de ar fresco num nicho de mercado estagnado, tornando-o mais global e próximo do cidadão.

 

"Os Grandes Portugueses" (9) - Souto Moura

Nome: Eduardo SOUTO MOURA

Data e Local de Nascimento: Porto, 25 de Julho de 1952

Profissão que se notabilizou: Arquitecto

 

Feitos importantes:

  • Formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, iniciou a sua carreira colaborando no atelier de Álvaro Siza Vieira.
  • Em 1981, recém-formado, surpreendeu a comunidade ao vencer o concurso para o projecto do Centro Cultural da Secretaria de Estado da Cultura no Porto, conquista que o viria a lançar para a sua carreira a nível nacional e internacional.  
  • Numa primeira fase da sua carreira, Souto Moura foi um arquitecto na vertente miesziana. Contudo a partir da Casa em Cascais, em 2002, começou a redesenhar a forma de construir e criar arquitectura através da complexidade e dinamismo de formas.
  • É um dos expoentes máximos da chamada Escola do Porto, vencedor do Prémio Pritzker em 2011, o Óscar da Arquitectura. Venceu mais prémios durante a sua carreira como o Prémio Pessoa (1998) e o Prémio Secil (1992, 2004 e 2011).
  • A 14 de Julho de 2011, Souto de Moura foi distinguido pela Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada do Porto com o doutoramento Honoris Causa.

Obras mais notáveis:

1990/94 - Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro;

1991 - Burgo Empreendimento (edifícios de escritórios e galeria comercial), na Avenida da Boavista, Porto;

1995/98 - Projecto de conteúdos do Pavilhão de Portugal para a Expo 98;

1997 - Projecto de arquitectura para o Metro do Porto;

2000/03 - Estádio Municipal de Braga para o Euro 2004;

2005 - Serpentine Gallery Pavilion, nos Kensington Gardens, em Londres (com Álvaro Siza Vieira);

2005/09 - Casa das Histórias Paula Rego, Museu em Cascais.

 

 

Preso numa constante fragilidade...

A alma humana é feita de fraca e frágeis elementos, no qual o corpo e a mente são as suas bases instáveis. O ser humano tem essa tendência: a instabilidade. Essa inconsistência é camuflada por um objectivo pessoal que dá a esse ser uma identidade, no fundo, um propósito. A realidade é que existe sempre dor no coração, pois a vida é feita de dor.

Afinal o que sou eu? Um mero mortal, com desejos e vontades como os outros que caminham ao meu lado. Então o que nos diferencia um dos outros? Um caminho incessante e sem fim. Olho em volta e observo quem me acompanha, nenhuma cara é-me familiar e sinto saudade. Mas será que existe alguém que realmente me conhece? Certas parcelas talvez, mas todo não creio, pois há 1001 versões de mim próprio, uma vez que existe 1001 formas de me ver. Apesar de várias pessoas terem uma ilação diferente de mim, isso não altera que aquilo que eles realmente vêem seja eu. Afastei-me, criei uma barreira, um local para me isolar do mundo, pois só reconhecendo a diferença entre os outros, posso conhecer a minha própria identidade. Porém, nunca vou conseguir esquecer e esconder a solidão.

Não posso fugir, porque escapar também é doloroso. Não vou fugir, estou cansado de fugir! Se eu fugir nunca ninguém me vai respeitar, nunca ninguém vai perceber o que sinto ou o que desejo. No entanto, a continuação deste momento só faz voltar a ouvi-los murmurar: “Lá vai ele fazer tudo o que os outros mandam, é um triste mecanismo de sobrevivência”. Mas isso é melhor do que ser deixado só, prefiro fazê-lo e abandonar a auto-estima. Na verdade, a única pessoa que pode cuidar e entender-me, sou eu próprio… 

 Imagem retirada de: homecarecenter.files.wordpress.com

 

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Questões inevitáveis (9)

Aqui temos a nona edição do ‘Questões inevitáveis’ aqui no ‘Um Mar de Recordações’! O espaço passa por uma questão actual que vou pondo e que serve de discussão para vocês darem a vossa opinião.

O Carnaval deste ano levantou muita polémica em Portugal. Os funcionários públicos não vão ter ponte facultativa na terça-feira de Carnaval. O objectivo é, segundo o Governo, aumentar a competitividade e produtividade do país. Desde que Portugal vive em democracia, apenas por uma vez o Governo não deu tolerância de ponto no Carnaval: foi em 1995, quando o primeiro-ministro era o actual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. A imagem criada foi tão negativa que os analistas políticos consideram que precipitou o fim de dez anos de seu partido no poder.

As críticas surgiram de várias áreas do país. Esta terá sido uma boa opção do Governo liderado por Pedro Passos Coelho? Ou esta festa já tem pouco simbolismo para os portugueses? E tu, qual é a tua opinião?

 

O Governo fez bem em acabar com a ponte no Carnaval? Qual é a tua opinião sobre esta época festiva?

 

Sobre a esperança

Que a esperança seja a última coisa a morrer! A esperança! Bela palavra, a esperança. Quem me dera tê-la para sempre, poder senti-la em toda a sua plenitude. Quem me dera poder levá-la para casa e dizer que é só minha. Queria dizer que a quero para sempre, só para mim. Bolas! Que calafrio que me dá sempre que oiço a palavra esperança! Sinto esse sentimento puro que flameja no meu ser. Parece que esta dentro de mim e nunca quer sair. Mas que bela bênção que é esta esperança!  

Ainda há luz. Consigo vê-la, senti-la quase que agarra-la. Mas não consigo acercar-me dela, ela mantém-se longe, demasiado longe… Corro para ela, mas continuo a não conseguir alcança-la! Falta sempre aquele passo, o passo vital, aquele movimento determinante que possibilita a vitória e a conquista. Procuro o passo da minha revolta, mas não consigo mover-me… Fico parado, só e distante. Como encontrá-lo? Ainda não sei… 

Irrito-me. Sinto revolta pelo que aconteceu, pelo que está a acontecer e o que provavelmente irá acontecer. A revolta pelo tudo que é nada, apenas e só este sentimento doloroso e intenso. É esta revolta que nos mantém vivos, presos neste mundo! Essa insatisfação de querer sempre mais, de querer mudar o mundo num simples gesto, de querer ser aquilo que acabamos por nunca conseguir ser… 

No fundo, tudo isto não é mais que um motim dentro de mim que vejo, oiço e sinto. Sinto um calor a introduzir-se no meu corpo, uma força dentro de mim, por momentos a coragem devora-me. Agora, é ela que me comanda. Respiro fundo, levanto a cabeça e olho como se do meu olhar o mundo dependesse... É hora!

Imagem retirada de: http://www.mensagens10.com.br/

 

 

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