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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (10) - Judite de Sousa

Nome: JUDITE Fernanda de Jesus Rocha e SOUSA

Data e Local de Nascimento: 2 de Dezembro de 1960, no Porto

Profissão que se notabilizou: Jornalista

 

Feitos importantes:

  • Licenciou-se em História Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1987, mas começou a trabalhar no jornalismo com apenas 18 anos como repórter da RTP no Porto.
  • Depois de se tornar pivot do Jornal da Tarde é convidada para a redacção de Lisboa em 1991, vindo a notabilizar-se na apresentação do Telejornal. Sem deixar o trabalho de repórter, realizou várias deslocações ao estrangeiro, cobrindo acontecimentos como o Genocídio do Ruanda (1994); a ofensiva da Sérvia na Guerra dos Balcãs (1995), a Declaração Conjunta Luso-Chinesa (1999); a crise que se sucedeu o 11 de Setembro, no Paquistão (2001).
  • Em 2000 foi nomeada directora-adjunta de Informação da RTP, colaborando com José Rodrigues dos Santos. Após a remodelação de Almerindo Marques (2002), manteve-se como uma das principais figuras da informação do canal, tendo a seu cargo a Grande Entrevista.
  • Após 33 anos na RTP, abandona a estação do estado e ingressa na TVI, onde também é sub-directora de informação. Actualmente, para além deste cargo, apresenta o Jornal das 8, em que modera no domingo o comentário político do professor Marcelo Rebelo de Sousa.
  • É comendadora da Ordem do Mérito, distinção atribuída pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.

Justiça à portuguesa

Em menos de 24 horas a justiça portuguesa conseguiu dar dois tiros nos pés. Foi com enorme estupefacção que conheci as decisões que foram tomadas no caso Rui Pedro e no da Casa Pia, em ambas as situações com crianças ao barulho. Inacreditáveis a meu ver! Assim vai a justiça portuguesa com uma enorme dificuldade em tomar decisões mediáticas…

Primeiro, em Lousada, o colectivo de juízes absolveu o camionista Afonso Dias do crime do rapto de Rui Pedro, não dando como provado que o arguido levou a criança a uma prostituta. O depoimento da prostituta Alcina também não foi valorizado pelo tribunal. Recorde-se que esta era uma das testemunhas da acusação sobre o envolvimento de Afonso Dias no desaparecimento de Rui Pedro, em 1998. Já não bastava o sofrimento de ter um filho desaparecido há catorze anos, Filomena Teixeira ainda tem que suportar a dor desta decisão. Como é possível aguentar tanto? Mais, após ter ficado em silêncio em todas as sessões em tribunal, Afonso Dias vai no dia seguinte a televisão ser entrevistado. Se isto não é gozar, o que é que pode ser?

Segundo, o interminável processo da Casa Pia (começou em 2002), com o Tribunal da Relação de Lisboa a considerar que os crimes alegadamente cometidos na casa de Elvas por Carlos Cruz, Hugo Marçal e Carlos Silvino são nulos, devido a uma questão processual, e mandou esta parte do processo regressar à primeira instância, mas em processo autónomo. Isto equivale dizer que as penas dos arguidos foram todas diminuídas. O acórdão divulgado já tem mais de três mil páginas e não vai ficar por aqui… Infindável! É a imagem de um país, é no fundo uma justiça à portuguesa.

A tarefa dos juízes teve um grau de dificuldade muito acentuado, a pressão mediática foi imensa. É difícil poder dar uma sentença a casos tão complexos como este, é certo. No entanto, o resultado é de todo inesperado… Estas duas decisões demonstram que existe diversos problemas na justiça nacional. Primeiro que tudo existe uma elevada quantidade de processos e a falta de recursos infra-estruturais e humanos, acarretam o arrastamento dos processos nos tribunais.

Estes processos já se enrolam há mais de dez anos! Traz custos e descredibiliza o sistema judicial. É necessária uma justiça mais rápida e consistente. Acima de tudo é necessário acabar com as “manobras” que levam sempre à impunidade judicial, ou seja, os arrastamentos processuais eternos. As prescrições são hoje um fenómeno vulgar que leva à impunidade de muitos dos que têm possibilidades de suportar processos indefinidamente, provocando um sentimento generalizado de injustiça. O caso do Isaltino Morais é um exemplo gritante. Pede-se mais justiça à justiça nacional!  

 

Questões Inevitáveis (10)

Nesta décima edição das Questões Inevitáveis discute-se sobre uma das áreas mais e voga na actualidade – o entretenimento . Ao longo dos anos, a produção cinematográfica ganhou um lugar de destaque na sociedade. Criaram-se ícones, formaram-se lendas e foram dadas a conhecer grandes obras de arte. No entanto, a decadência do cinema é algo de que se tem falado de forma um pouco recorrente nos últimos anos. Com início mais tardio, as séries de televisão ganharam rapidamente vários adeptos. As excelentes críticas que têm recebido e a sua popularidade demonstram a subida de qualidade das séries. Na verdade começa a haver uma grande disputa por parte destes dois sectores de entretenimento . Qualquer uma destas áreas tem elementos fabulosos e que continuam a promover lucros transcendentes, mas a dúvida persiste: Mas afinal qual é o sector que se encontra numa melhor fase actualmente?

 

Qual é a melhor área de entretenimento da actualidade: o cinema ou as séries de televisão? Porquê?

 

Abismado por uma beleza deslumbrante

Sentado, percorro aquela festa com um olhar cansado. Largo um longo bocejo desinteressado, não havia nada de novo. As mesmas caras mergulhadas nas constantes e monótonas ações, numa quase senil repetição. Naquela noite estou particularmente impaciente. Recebera o convite para aquele local à última da hora, aceitei apenas por descargo de consciência. Contudo, agora naquela discoteca da moda arrependia-me da escolha que tinha tomado.

Confesso, estou farto deste ambiente, mas no entanto não consigo sair. Parece que estou preso naquela cadeira desconfortável como se o meu corpo me estivesse a dar uma espécie mensagem. Apesar de não querer admitir, desejava ardentemente que algo de especial acontecesse. Foi com esse desejo que acabei por permanecer meio a contragosto naquela mesa sozinho. A verdade é que a cada minuto que passava sentia-me mais deslocado. Perdido. Sem um verdadeiro rumo…

Saquei um cigarro de um pacote meio vazio, precisava de tranquilizar os pensamentos descontrolados que assolavam a minha cabeça. As memórias do passado eram uma constante. Respirei fundo depois de um longo bafo. Voltei a olhar em volta, esperando por algum sinal. Algo que me fizesse ter vontade de permanecer naquela festa. Perdi a esperança de que aquela noite revelasse algo de revelante. Ia levantar-me daquela cadeira, mas algo me parou.

Os meus olhos ficaram arregalados quando reparei em alguém especial. A entrar naquela sala, estava uma jovem de 22 anos com uns traços deslumbrantes. Uma longa cabeleira loira, com um par de olhos esverdeado avançava desajeitadamente no meio da confusão. Fiquei quase que hipnotizado com aquela pele branca. Num momento de loucura, tomei a decisão de avançar. Apaguei o cigarro. Sorri, sempre tinha valido a pena aceitar aquele convite...  

[Ficção]

Imagem retirada de: http://www.visitportugal.com

 

 

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Imagem espontânea (10)

Hoje, no "Imagem espontânea" chegamos à décima edição de uma rubrica que serve para divulgar um passatempo que muito aprecio: tirar fotografias. Quero agradecer também o vosso apoio nas últimas edições. Têm sido fantásticos! Esta foto foi tirada na minha vista à ilha da Madeira em 2009, me mais um dos belos sítios do Funchal. De forma a promover a beleza da cidade, alguns dos passeios tem alguns desenhos como demonstra a fotografia. Com as características de ilha subtropical, está uma cidade muito bonita e que merece ser visitada. Capital da Região Autónoma da Madeira tem 76,15 km² de área e 111 892 habitantes (2011), sendo a décima mais populosa cidade de Portugal. Sem dúvida, uma Pérola no Atlântico.

 

 

“A vida é um passeio pelas ruas do tempo: uns partem, outros chegam e muitos simplesmente não vão a lugar algum”. (Renée Venâncio)

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