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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Um caso cheio de interrogações

Apesar de desaparecem várias crianças em Portugal e no mundo, é certo que o desaparecimento de Madeleine McCann foi o mais mediático dos últimos anos. Vieram a público muitas teorias, muitas hipóteses, umas pensadas e muitas outras fabricadas. Contudo, quase quatro anos depois de ter sido arquivado pelo Ministério Público, o caso do desaparecimento da menina inglesa no Algarve está a ser reanalisado a pente fino. O objectivo é, a partir de novos olhares sobre o caso, procurar pistas para seguir e suprir eventuais lacunas das investigações iniciais.

Do lado do Reino Unido, a Scotland Yard não regateia meios para saber o que aconteceu à pequena Maddie, cujo desaparecimento em 2007 foi arquivado em Julho de 2008 pelo Ministério Público português. Só em 2011, foram gastos 2,2 milhões de euros. Mas os investigadores concluíram que nada fariam sem articulação com Portugal. Por isso, foi estabelecida parceria com a PJ do Porto, que investigou o caso durante 14 meses consecutivos - primeiro com a chefia de Gonçalo Amaral, na PJ de Portimão; depois, sob liderança do ex-director nacional adjunto da PJ, Paulo Rebelo.

Recordo que o processo relacionado com o desaparecimento de Maddie McCann foi arquivado, por falta de provas de que tenha sido cometido crime. Penso que era a decisão que se impunha, devido ao facto, de não terem aparecido pistas credíveis para a resolução deste desaparecimento. No meu ponto de vista, houve demasiada mediatização relativo a este processo, prejudicando o trabalho realizado pela PJ. Os media portugueses e ingleses fizeram chegar ao público informações confidenciais e que em nada beneficiou as investigações. Foi lançado um circo mediático que colocou mais longe a possibilidade de sucesso em encontrar a menina.

Quanto ao processo em si, julgo que foi algo muito ambíguo. Tanto foi bem conduzido, como teve certos erros que podiam ter sido dispensáveis. Durante mais de um ano houve um esforço diário para encontrar e desvendar várias dúvidas que infelizmente ainda persistem. Foi importante analisar todas as hipóteses e mete-las em cima da mesa, nunca desistindo, mesmo quando por vezes as pesquisas não terem levado aos objectivos pretendidos. Acabou por tornar-se um dos casos mais mediáticos de sempre no nosso país, mas que está longe da sua resolução.

Se nunca se encontrar rasto a esta menina, a culpa terá de ser sempre dos pais, foram eles os irresponsáveis ao coloca-la sozinha com mais dois menores numa casa. Para uma atitude como esta não há qualquer moralidade que salve este casal… De facto, é uma total falta de responsabilidade deixar três menores sozinhos em casa, mostra desde logo a maneira de como se trata os próprios filhos. Atitudes como está só são propensas a casos de rapto aconteçam, se é dada a oportunidade… Este acaba por ser um aviso e um exemplo que se deve ter mais cuidado com os filhos.

 

Imagem espontânea (11)

Hoje temos a décima primeira edição das ‘Imagem espontânea’, altura mais do que justa de agradecer o vosso apoio nesta rubrica que gosto particularmente. Nesta edição, regressamos à Jamaica, naquela que foi uma viagem maravilhosa que fiz à alguns anos. Nesta fotografia pretendi transmitir um pouco deste fabuloso local que visitei. Uma vista assombrosa em Montego Bay . Esta cidade possui o maior aeroporto da Jamaica, Sangster International Airport e é um dos locais mais requisitados pelos turistas. Um local tranquilo e relaxante que apresenta um clima durante todo o ano. Sem dúvida, um paraíso na Terra. Para quem (ainda) pode, recomendo vivamente uma visita a Montego Bay, uma vez que acredito categoricamente que não se vão arrepender!

 

 

“Em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos.”

(Antoine de Saint-Exupéry)

Ricardomania invade a rádio

Ricardo Araújo Pereira é o homem do momento, um nome que está na moda! A sua irreverência faz com que seja impossível ficar indiferente a esta figura. Após um regresso pontual à televisão em Janeiro com o ‘Conversas Improváveis’ da SIC Notícias, tornou-se a grande estrela das manhãs da Rádio Comercial. Está mais que visto que as ‘Mixórdia de Temáticas’ vai tomar de assalto as manhãs radiofónicas portuguesas!

O formato, inserido nas manhãs apresentadas por Nuno Markl, Pedro Ribeiro, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim, é patrocinado pela PT, empresa com a qual os Gato Fedorento têm um contrato de publicidade, para darem a cara pela MEO. Ricardo Araújo Pereira continua ainda com a sua participação no ‘Governo Sombra’, da TSF, ao lado de Pedro Mexia e João Miguel Tavares. A versatilidade é imensa o que comprova as crónicas semanais no jornal A Bola e na revista Visão.

Foi aluno de colégios de freiras Vicentinas, Franciscanos e Jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se depois o trabalho como jornalista, na redacção do Jornal de Letras, Artes e Ideias, até tornou-se argumentista da agência de criadores Produções Fictícias, tendo sido co-autor de vários programas de sucesso do humor português.

Por volta de 2003, depois das primeiras aparições na televisão no programa de humor stand-up comedy, Levanta-te e ri, na SIC, criou os Gato Fedorento juntamente com José Diogo Quintela, Miguel Góis e Tiago Dores. Um grupo que tornou-se uma referência do humor português contemporâneo. Os programas eram feitos de várias cenas que englobavam temas diversos, ridicularizando-os até ao máximo possível. Com temas actuais e fazendo inúmeras referências ao governo são inesquecíveis as imitações de Alberto João Jardim, Paulo Bento ou Marcelo Rebelo Sousa. Todas feitas, inevitavelmente, pelo Ricardo.

A verdade é que sempre se conseguiu destacar do grupo e afirmou-se como líder de um projecto com um sucesso estonteante. A inteligência, o carisma e a forma muito peculiar tornam-no num dos maiores nomes do humor em Portugal de sempre. Tem uma graça natural. Só de olhar para ele, dá vontade de dar uma enorme gargalhada! Para além disso, tudo o que toca é êxito garantido. Caiu em graça ao povo português, está mais que provado. Até porque já participou em todas as áreas da comunicação e está mais que visto que Ricardo Araújo Pereira é sinónimo de audiências e… de humor de qualidade!

 

Ao som de… (11) – Jimi Hendrix - Hey Joe

Um dos guitarristas mais talentosos e mediáticos é a figura da nova edição da rubrica ‘Ao som de…’. Hoje, este espaço é para o lendário Jimi Hendrix, considerado por muitos como o melhor guitarrista da história do rock. Este artista faz simultaneamente parte do Hall of Fame do Rock and Roll (1992), do Hall of Fame de Hollywood (1994) e do Hall of Fame da Música no Reino Unido (2005).

Nasceu em Seatle a 27 de Novembro de 1942 com o nome de Johnny Allen Hendrix , mas ficou conhecido para o mundo como Jimi Hendrix . Depois de obter sucesso inicial em Inglaterra, conquistou fama nos Estados Unidos depois de sua performance em 1967 no Festival Pop de Monterey . A partir daí o sucesso e os excessos foram uma constante… Parte do estilo único de Hendrix se deve ao facto dele ter sido um canhoto. Vê-se o enorme talento a cada acorde! Na sua Gibson Flying V o carismático norte-americano fazia magia pura, tornando-se num dos mais importantes e influentes músicos da sua era influenciado diversos géneros músicais!

Morreu cedo, aos 27 anos (é um dos afamados artista do ‘Clube dos 27’). Jimi Hendrix faleceu em Londres a 18 de Setembro de 1970, em circunstâncias muito discutíveis. Na sua curta carreira deixou três álbuns - Are You Experienced (1967), Axis: Bold as Love (1967) e Electric Ladyland (1968). Postumamente foram vendidos diversos trabalhos do guitarrista que obtiveram um grande sucesso tanto a nível comercial como pela crítica. Em 2003, a revista Rolling Stone o classificou como o melhor guitarrista na sua lista de 100 maiores guitarristas de todos os tempos.

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Prazer em altura de crise

Apesar de para muitos ser um luxo, há cada vez mais interessados nos spas. Há uma grande subida no número de portugueses que procuram estes serviços. É um prazer saudável (mas dispendioso) em tempo de crise. Uma moda que parece estar para ficar e que é que sintoma de uma vida cada vez mais stressante. Aromaterapia, hidro­terapia ou massagens são tratamentos cada vez mais familiares para os por­tugueses, sinónimo de um alívio merecido para um cor­po cada vez mais castigado pelo trabalho e uma mente cansada do ritmo intenso do dia-a-dia.

A palavra spa é uma abreviação do vocábulo latino que se designa como “solus per aqua”, e que na língua portuguesa pode traduzir-se como saúde através da água. Esta invenção criada pelos romanos está a receber uma aceitação explosiva em Portugal. E o que faz algo que já foi descoberto há vários séculos ter tal aumento nos últimos tempos? A meu ver dois factores terão sido essenciais. Em primeiro lugar, a enorme publicidade que dispôs com cartazes, spots publicitários e um enorme acompanhamento por parte dos media. Houve uma altura em que não se falou de outra coisa sem ser spas. Em segundo, devido a estar na moda estes espaços de prazer/lazer. E como país de modas que somos deu-se a massificação, mesmo apesar da crise que afecta grande parte da população…

Na realidade, de há quatros anos para cá tem havido um crescimento enorme neste mercado. Se existem pessoas que acabam por viver de modas e utilizar este produto por causa disso, também não nos podemos esquecer da existência de pessoas preocupadas com o seu corpo e com o seu bem-estar. É sinal de uma vida cada vez mais desgastante e atarefada, existindo realmente um desejo por se sentir melhor. Dessa forma, os spas tem vindo a conseguir cada vez mais seguidores e os números das empresas que trabalham neste ramo lucram imenso.

Em Portugal, durante a maior parte do século XX, apenas existiram as Termas, spas termais históricos, onde se privilegia a tradicional ingestão de água e os tratamentos à base de imersão ou duches. Contudo, só no final do século XX, assistiu-se ao aparecimento de spas de hotel, iniciando-se este movimento no Algarve e rapidamente alargando-se a todo o país. O serviço prestado baseia-se em infra-estruturas termais mais ligeiras e privilegia as massagens e serviços complementares de um hotel. Assim, a evolução rápida e forte deste meio foi inevitável.

Recentemente, surgiram os spas urbanos, espaços de menor dimensão, situados nas cidades e orientados para massagens, tratamentos de estética e medicina não invasiva, fornecendo pacotes de serviços de duração inferior a um dia. O bem-estar é o principal objectivo de um serviço que tem como tipo de clientes definidos maiores de 35 anos e de classe mé­dia alta. Contudo, o leque de interessados tem vindo a aumentar de forma esclarecedora, numa moda que parece estar para durar em território nacional.

 

Sala de cinema (10) – Orgulho e Preconceito

O Um Mar de Recordações volta a dar destaque à sétima arte com a rubrica habitual Cinema em Casa. O filme em destaque é o Orgulho e Preconceito, um clássico de Jane Austen que foi amplamente adaptado no cinema, televisão e teatro. A película que aqui vai ser abordada é a última interpretação que data ao ano de 2005 e que é dirigida por Joe Wright.

A história decorre em 1797 e acompanha a história de cinco irmãs de uma família inglesa de aristocratas rurais lidando com questões de casamento, moralidade e preconceito. Keira Knightley interpreta a protagonista Elizabeth Bennet enquanto Matthew Macfadyen interpreta o seu par romântico Sr. Darcy. A premissa da película passa pelas impressões e preconceitos que se geram quando duas pessoas de mundos opostos se conhecem tendo como base os costumes e as ideias da época.

Nesta última adaptação do romance de Jane Austen há uma riqueza de detalhe na forma clara da sociedade no século dezanove e de todas as imposições na época. Os enquadramentos do director são belos e privilegiam as fabulosas paisagens de uma Inglaterra rural. A atmosfera é deslumbrante e dá destaque a fantástica fotografia de Roman Osin. Realçar também a banda sonora que é um aspecto fundamental para acompanhar os momentos narrativos que se vão desenvolvendo ao longo do enredo.

Joe Wright capturou o tom do livro e criou um romance com profundidade dos sentimentos entre as personagens. Os diálogos prendem o espectador com interpretações expressivas e inteligentes. Keira Knightley protagonizou uma notável performance como Lizzy Bennet que foi uma clara mais-valia ao filme. O drama britânico recebeu nomeação em quatro categorias para Óscar e arrecadou cerca de 121 milhões de dólares em bilheteiras. 

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Uma língua em perigo

Hoje tudo é escrito na Internet, desde um trabalho indispensável a algo sem importância. Desde pesquisas à elaboração de textos tudo passa pela Internet. É um ciclo vicioso. A sociedade está viciada em trabalhar neste dispositivo o que, no meu ponto de vista, a médio/longo prazo pode castigar a língua portuguesa. Não tenho quaisquer rodeios em expressar a minha opinião no que se trata deste facto, um vez que várias abreviaturas e erros básicos começaram a aparecer de uma forma estonteante com a banalização que se tem tornado o uso da Internet.

Perante isto fica-se com uma dúvida: será que a internet ajuda a que apareçam mais erros ortográficos ou ela vem apenas o levantar do véu de  muitos problemas linguísticos? Para mim, vem ajudar a que os erros aumentem. A velocidade com que se digita informação detém, naturalmente, inúmeras gralhas. A comunicação é mais rápida, eficiente e o mais importante de tudo é grátis, o que leva a uma grande procura. De acordo com a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), no primeiro trimestre de 2010, aproximadamente metade dos lares de Portugal continental (48,8%) dispunham de acesso à Internet. Se é bom para um país estar evoluído tecnologicamente o que se pode dizer da possibilidade das perdas diárias do uso do bom português? Esta democratização da Internet pode causar estragos em pequena ou media escala causa a nível nacional num futuro próximo, principalmente na faixa etária mais jovem.

Normalmente o uso de abreviaturas é bastante utilizado neste espaço, algo que até podia ser bom. Até porque se treina o processo de abreviação, mas tornar-se um malefício pois o uso torna-se tão recorrente que acaba-se por assimilar essa abreviação como a verdadeira palavra. Dados referentes a 2010 confirmam que a Internet é usada para procura ou verificação de factos por 42,2% dos internautas. O problema nisso é que criou-se a lógica que se está na Internet, é porque a informação é correcta e fidedigna. Um erro comum cada vez mais recorrente. Com tudo isto um grande problema começa a nascer: o desprezo pelos livros.

Assim sendo, a rápida pesquisa na Internet torna-se indispensável para o uso de trabalhos. Nas escolas, por exemplo, isso é já uma exigência. Mas esse requisito pode ser prejudicial, uma vez que o computador assinala e corrige os erros que são feitos ao longo da sua redacção. O utilizador não dá a devida importância aos erros acabando por voltar repeti-los num futuro próximo. O erro torna-se natural e escrever de forma correcta não…

A excessividade de erros e o uso frequente do “calão” são normais no dia-a-dia da Internet, espaço onde a língua portuguesa é muitas vezes desprezada. Os erros feitos durante a sua utilização, são vários e graves, tendo os utilizadores pouco cuidado com o que escrevem e procuram. Aliás, criou-se mesmo uma nova linguagem neste dispositivo com trocas de x e de s. Coerente? Nem por isso, a verdade é que na Internet não tem sido dado o real valor da língua portuguesa. Um dos espólios mais importantes de um povo, portanto é necessário cada mais proteger e preservar esta língua para não correr o risco de perde-la no futuro.