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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Ao som de… (12) [Aerosmith – Dream on]

Aerosmith brilham na décima nona edição de “Ao som de…”, com o clássico ‘Dream on’ (1973), o grande êxito que encantou gerações. Com uma mensagem de esperança e perseverança Steven Tyler, vocalista da banda norte-americana, conseguiu conquistar ouvintes por todo o mundo. A faixa garantiu-lhes tanta notoriedade que faz agora parte da ‘The Rock and Roll Hall of Fame's 500 Songs that Shaped Rock and Roll’. Para além de uma letra apaixonante, a sonoridade contagiante está na base do sucesso atingido pela banda criada em 1970.
O grupo originário de Boston tornou-se a banda de rock norte-americana que mais vendeu em toda a história com mais de 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo. Além disso, também detêm o recorde do maior número de álbuns com certificações de ouro e multi-platina de um grupo norte-americano. Ao jeito da música de hoje, sonhem até que o vosso sonho se concretize. Desfrutem da música:

 

O (des)acordo ortográfico

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu que não haverá qualquer revisão do acordo ortográfico, mas adiantou a hipótese de acertos no Vocabulário Ortográfico Comum, que deverá ficar concluído em 2014. “Será apresentada uma versão beta ainda este ano e até 2014 será encerrado. Ainda nem sequer foram incluídas no Vocabulário Ortográfico Comum as contribuições de Angola e Moçambique”, reforçou à agência Lusa.
Por sua vez, o escritor Vasco Graça Moura, um dos mais acérrimos opositores do actual acordo ortográfico, defende “a supressão das asneiras que lá estão [no documento]”. “O acordo é uma pura manifestação neocolonialista negociada entre Portugal e o Brasil com o mero corpo presente dos outros países participantes e isso é uma ofensa a culturas que se produzem na nossa língua, em África, por exemplo”, enalteceu.
O acordo ortográfico está a tornar-se cada vez mais um desacordo ortográfico, tendo em conta a controvérsia que tem gerado em muitos quadrantes da sociedade. Antes de mais, questiono-me o porquê desta alteração, quais são os benefícios que advém desta mudança. Sinceramente não consigo encontrar uma razão forte para esta medida, até porque acredito que não são estas ideias que vão unificar a língua portuguesa. Assim sendo, o que fica de benéfico neste acordo? Pouco ou quase nada.
Para quem não sabe este é uma temática que já anda a ser discutida há 22 anos, ou seja, desde 1990(!). É inconcebível estar tanto tempo a discutir sobre algo sem ainda se ter chegado a uma conclusão palpável. Digna de ser apresentada à população. No meu ponto de vista, é inqualificável os anos que são necessários para se tomada uma decisão que vai influenciar cerca de cento e oitenta milhões de pessoas! Por alguma razão esta demora acontece: porque este acordo ortográfico, realmente, não faz sentido nenhum…
Num acordo que contém dezassete páginas e vinte e um tópicos são defendidas que as alterações são mínimas nos dois países de maior importância: Brasil e Portugal (0,5% e 1,5%, respectivamente). Contudo, a supressão das consoantes mudas é fortemente criticada em Portugal. Algo natural, até porque isto é uma modificação demasiado radical  e que levanta problemas básicos.  De um momento para outro a grande maioria das pessoas no nosso país deixou de saber escrever ‘correctamente’.
Existem inúmeros países com a mesma língua, mas com diferenciações que são derivadas à sua história, cultura e sociedade. Inglaterra e Estados Unidos da América são os melhores exemplos. É natural que isto aconteça, até porque promove uma diversidade linguística que permite uma constante evolução da língua. A tentativa de unificar o português é uma medida desnecessária, despropositada e desenquadrada. Reflecte uma visão limitada e pouco virada para um futuro que aposta cada vez mais na diversidade e não na união.
Apesar de ainda faltarem dois anos, a implementação deste acordo a 2014 continua a parecer pouco viável. Longínqua, mesmo! Ainda se vê poucas preparações para uma alteração deste tipo, o que me leva a defender que este é um assunto que vai voltar a ser adiado. Se não se consegue chegar a um consenso nesta medida, isso só significa que não existe uma preparação real para uma modificação deste tipo…

 

Sala de cinema (11) – O Fantástico Homem-Aranha

Na décima primeira edição da Sala de Cinema vou falar do último filme que fui ver ao cinema – O Fantástico Homem-Aranha. O filme de acção, realizado por Marc Webb, é baseado no personagem da Marvel Comics e é o Homem-Aranha e o primeiro filme de uma nova trilogia deste herói. Nos EUA, o filme bateu o recorde de bilheteira para uma estreia feita numa terça-feira. Na véspera do feriado de 4 de julho, a nova aventura do herói da Marvel facturou 27,9 milhões de euros em apenas um dia.

Peter Parker (Andrew Garfield), um jovem tímido e nerd , passa seus dias tentando desvendar o mistério de seu próprio passado e ganhar o coração de sua paixão da escola, Gwen Stacy  (Emma Stone). Peter descobre uma misteriosa maleta pertencente a seu pai, que o abandonou quando era criança, levando-o ao antigo colega de seu pai, Dr. Curt Connors (Rhys Ifans). A descoberta do segredo de seu pai fará com que se molde de uma vez por todas seu destino de se tornar o Homem-Aranha, e o colocará em rota de colisão contra o maligno alter-ego de Connors, o Lagarto.

Reconheço que sou fã da história do Homem-Aranha, mas que fiquei um pouco decepcionado com a trilogia de Sam Raimi. Apesar de ser de longe a melhor performance do herói aracnídeo no cinema, ainda não é este a grande estreia do ano. No entanto, O Fantástico Homem-Aranha é uma película agradavelmente positiva. A performance do elenco pareceu-me superior aos trabalhos realizados anteriormente. Garfield foi o grande destaque com um desempenho acima da média, no qual o carismático actor imprime na personagem algumas fraquezas muito específicas de Peter Paker. Destaco ainda o humor de algumas cenas que foi (quase sempre) muito bem conseguido.

 

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Uma incompatibilidade de preços

Os preços dos combustíveis voltaram a subir nesta semana para um valor recorde. Só desde o início do ano, o preço da gasolina já aumentou mais de 25 cêntimos por litro, o que corresponde a um aumento de quase 17% em pouco mais de três meses. O gasóleo, por seu turno, está 13 cêntimos mais caro do que em Janeiro, o que se traduz num aumento de 9%.
Nesta semana, o preço atingiu máximos históricos com o litro de gasolina a custar 1,769 euros, enquanto o do gasóleo é de 1,529 euros/litro. Este aumento explica-se pela variação da cotação média dos produtos refinados nos mercados internacionais, mas as tensões entre o Irão e os países ocidentais e a crise na zona euro também não vem ajudar a esta situação.
Em Portugal, usar carro começa a ser para rico e andar a pé ou de bicicleta vão voltar a estar presentes no quotidiano dos portugueses. Não podemos ser fatalistas e pensar só nos aspectos negativos, a verdade é que este aumento pode permitir aos portugueses fazer exercício e ter uma vida mais saudável. Além disso, isso também pode promover o aumento de pessoas nos transportes públicos e, consequentemente, menor poluição. É certo que a principio esta é uma situação difícil de gerir, até porque se viveu durante muitos anos com uma excessiva utilização do carro, demasiados anos...
Na verdade, os preços praticados pelas gasolineiras em Portugal são totalmente impraticáveis numa situação normal, quanto mais em tempo de crise… Numa altura em que os gastos devem ser cada vez mais reflectidos, para um cidadão de classe média estes são preços totalmente incompatíveis . Mais uma contrariedade numa vida cada vez mais difícil de gerir.
A escolha de gasolineiras com preços mais acessíveis é cada vez uma acção mais rotineira por parte dos portugueses. E é uma atitude que cada vez mais se compreende… Já em zonas fronteiriças a solução é relativamente simples: abastecer em Espanha, onde os preços são menos elevados. Mas para as restantes zonas do país, o problema tende a tornar-se cada vez mais grave e o melhor a fazer é mesmo deixar o carro em casa. Pessoalmente, tenho começado a fazer isso mesmo, até porque andar faz tão bem…

 

"Os Grandes Portugueses" (11) - Xutos & Pontapés

Nome: Xutos & Pontapés

Data e Local de Nascimento: Almada, 20 de Dezembro de 1978

Profissão que se notabilizou: Grupo Musical

 

Feitos importantes: 

  • Zé Pedro (guitarra ritmo), Kalú (bateria), Tim (baixo e voz), João Cabeleira (guitarra solo) e Gui (saxofone) são os cinco elementos que constituem os Xutos & Pontapés, uma das bandas portuguesas com maior sucesso. Oriunda de Almada, o grupo juntou-se através de vários anúncios de jornais tendo o seu primeiro ensaio a 20 de Dezembro de 1978.
  • Apesar de terem dado o primeiro concerto a 13 de Janeiro de 1979, apenas em Março de 1981 é que o grupo tira a carteira profissional. Um ano depois sai o compacto 1978-1982, primeiro álbum da banda, com músicas marcantes como "Sémen" e "Mãe". A explosão mediática começou em 1987 com o álbum Circo de Feras e os seus mega sucessos "Contentores", "Não sou o único" e "N'América".
  • Na década de 90, o grupo entra em crise interna, com os seus elementos a iniciarem outros projectos. Tim integra os Resistência, Zé Pedro e Kalu abrem o bar Johnny Guitar e integram a banda de Jorge Palma, Palma's Gang, com Flak e Alex, ambos dos Rádio Macau. Os problemas acabaram por ser solucionados e a banda reagrupou-se e voltou às luzes da ribalta.  
  • Com uma carreira com mais de três décadas, este grupo musical  já editou mais de dez discos originais e diversas canções de sucesso. Em 2004, os membros dos Xutos & Pontapés  foram agraciados pelo Presidente da República Jorge Sampaio com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.
  • Ao longo de 2009, em comemoração do seu 30.º aniversário, foi reeditado toda a discografia da banda em vinil (foram lançadas apenas 500 unidades limitadas). Em Setembro do mesmo ano, a banda actuou perante 40 mil espectadores no estádio do Restelo. O concerto durou três horas, uma para cada década do mediático grupo nacional. Esse momento ajudou a banda a arrecadar o prémio EMA na categoria de "Best Portuguese Act".

Discografia:
• 78/82 (1982)

• Cerco (1985)

• Circo de Feras (1987)

• 88 (1988)

• Gritos Mudos (1990)

• Dizer Não De Vez (1992)

• Direito ao Deserto (1993)

• Dados Viciados (1997)

• Tentação (1998)

• XIII (2001)

• Mundo ao Contrário (2004)

• Xutos & Pontapés (2009)

• O Cerco Continua (2012)

• Puro (2014)

Momento de glória

Sou teimoso, admito que sim. Quando coloco algo na cabeça é muito difícil de desistir a meio. Quase impossível , na verdade. Sofro de teimosia crónica, mas os objectivos servem para ser ultrapassados… Reconheço que o desejo já vinha de algum tempo, mas por infortúnio do destino andava a ser sucessivamente adiado. Este ano chegou finalmente a hora de treinar até atingir o objectivo. Irónico. No ano passado, tinha coberto este mesmo evento, a vida é feita destas peculiaridades.
7 km era a meta, uma distância que se tornou a minha obsessão , o meu desejo. Comecei a treinar tarde para atingir um bom tempo, mas dei tudo de mim. Tudo o que tinha. O desejo era fazer essa distância sem parar, o tempo não era importante. Chegar a meta isso sim era indispensável. O meu desafio. Durante um mês, a fazer chuva, sol ou frio corri. Corri como se aquele fosse o último dia da minha vida.
Senti que estava na melhor forma física possível , mas o meu joelho direito cedeu alguns dias antes da prova. Tive de descansar, mas nunca parei. Mantive-me na luta. Devia ter desistido, mas fazê-lo era assumir que falhei num objectivo a que me tinha proposto. Era fazer com que aquela dor tivesse sido em vão. Não o fiz, corri. Corri como um louco, quis provar algo a mim mesmo. Afastar todos os fantasmas. Nada me podia parar. Após dia 25 de Março tinha todo o tempo para descansar.
No grande dia, um cordão humano impressionante numa manhã solarenga. A festa estava montada, mas eu estava lá para competir, para lutar pelo melhor tempo. Não consegui ficar perto da partida, mas mal tive o sinal para iniciar a marcha, ataquei com tudo o que tinha para chegar mais perto do pelotão da frente. Lá fui eu no meio de 37 mil pessoas a passar por uma das construções mais emblemáticas do país. Que sensação arrebatadora poder estar a viver este momento. Uma luta impressionante para ultrapassar cada quilometro.
Durante a corrida, o meu corpo voltou a pregar-me partidas. Quis parar, mas nunca acedi. Por muitas dores que tivesse, nunca o faria. Sim sou teimoso, mas nada me faria parar. Estava numa missão: correr até à meta. Resisti às barreiras que apareceram, nunca parei de lutar. Consegui correr os 7 km de prova e fi-lo sem parar. O desejo tinha finalmente sido realizado. Uma felicidade invadiu-me, um sentimento de dever cumprido. Apesar das dificuldades, atingi este pequeno objectivo e soube bem fazê-lo. Tenho que admitir, por vezes, a teimosia é tão boa companheira… 

 

Questões inevitáveis (11)

Neste mês chegamos à décima primeira edição de Questões Inevitáveis que vai ser dedicado ao 25 de Abril, um espaço neste blogue que passa por uma questão actual que tem como objectivo levantar uma discussão (saudável) entre os leitores. No 38.º aniversário da ‘Revolução dos Cravos’, a população queixa-se que cada vez tem menos liberdade.
Por seu lado, hoje foi anunciado que pela primeira vez, a Associação 25 de Abril não vai participar nas celebrações oficiais da Revolução dos Cravos. Vasco Lourenço, justificou à Agência Lusa, que “a linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa”. Faz sentido esta medida nesta altura? Os valores desta revolução estão, de facto, ameaçados? E tu, qual é a tua opinião?

 

O que significa para ti o 25 de Abril? Faz sentido as críticas de que os valores da revolução estão a degradar-se?