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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo?

Cristiano Ronaldo é inevitavelmente a bandeira do desporto português além-fronteiras. Uma história de sucesso desportivo, de perseverança, de talento e de, principalmente, muito trabalho. Como em temporadas passadas, carregou nas suas costas a sua equipa: marcou, deu a marcar, fintou e correu. Foi uma máquina de jogar e fazer futebol. Apesar de algumas atitudes irreflectidas, é impossível colocar-lhe falhas ao seu despenho desportivo e profissionalismo.
A extraordinária técnica e a sua imprevisibilidade fazem dele uma ameaça constante à defesa adversária. Durante toda a época, Ronaldo foi o Real Madrid. É um rei na capital espanhola e os adeptos tem muito que agradecer a dedicação deste português para a conquista do título da liga espanhola. Os números do avançado do são de outro planeta: 52 jogos e 58 golos marcados. Um assombro! Não haveria dúvidas em proclamá-lo o melhor do mundo caso Leo Messi não existisse.
Além de ter de jogar contra os adversários em campo, Ronaldo enfrenta a sombra de Messi em todos as partidas. Os adeptos de futebol são mesmo uns privilegiados em ter dois jogadores deste nível a jogarem na mesma altura. Nesta época, o português até leva vantagem no confronto contra o argentino, mas complicou a sua situação com a eliminação das meias-finais da Liga dos Campeões (o Barcelona de Messi também caiu nesta mesma fase). Se Ronaldo tivesse vencido a distância entre os dois seria enorme, mas não o conseguiu e paira uma grande incerteza sobre quem vai ser o melhor do mundo neste ano.
No meu ponto de vista, vencer a liga espanhola pode ser curto para que Ronaldo vença a Bola de Ouro. Pelas enormes exibições que tem feito, acredito que CR7 ainda está em vantagem, mas terá que continuar neste nível de excelência.  E isso significa protagonizar um Europeu em grande, pois um mau desempenho pode levar a que seja classificado como um jogador que falha nas grandes decisões. Estou certo que a prestação nesta competição terá um peso decisivo na decisão final sobre quem será coroado o melhor jogador do mundo. Uma prova em que Messi não poderá participar por ser… argentino.
Se é justo dizer que nesta época Ronaldo esteve um patamar acima dos demais, é necessário que ele continue com exibições desta qualidade nos próximos desafios. Não pode permitir que os adversários se aproximem. Contudo, independentemente de vencer ou não este título, Ronaldo devia ser um orgulho no desporto nacional. Nunca nenhum português venceu duas Bolas de Ouro e este está muito próximo de consegui-lo. Pode-se gostar ou não da pessoa em causa, mas CR7 merece respeito pelo excelente trabalho que tem protagonizado ao longo da sua carreira.

 

"Os Grandes Portugueses" (12) - Carlos Lopes

Nome: CARLOS Alberto de Sousa LOPES

Data e Local de Nascimento: VildeMoinhos (Viseu), 18 de Fevereiro de 1947

Profissão que se notabilizou: Atletismo

 

Feitos importantes:

  • De origens modestas, Carlos Lopes começou a trabalhar como servente de pedreiro com apenas onze anos para ajudar a sua família. Foi ainda empregado de mercearia, relojoeiro e contínuo. Quando em adolescente o clube de futebol da terra o recusou por ser demasiado magro, decidiu envergar por outro desporto – o atletismo.
  • Aos dezasseis anos compete na sua primeira prova oficial numa corrida de São Silvestre em que fica no segundo lugar, mesmo competindo com atletas mais experientes. Pouco tempo depois, ganha o campeonato distrital de Viseu de crosse e fica em terceiro no Campeonato Nacional de Corta-mato para juniores. Com esse resultado qualifica-se para o Cross das Nações em Rabat (Marrocos), onde é o melhor português (25.º lugar).
  • Em 1967, vai para Lisboa para trabalhar como serralheiro, mas acaba recrutado para equipa de atletismo do Sporting.  É lá que encontra o treinador da sua vida Mário Moniz Pereira, mentor de várias gerações de atletas portugueses. Treina duas vezes por dia em sintonia com outros trabalhos. Em 1976, ganha pela primeira vez o Campeonato do Mundo de Corta-mato, que se realizou em Chepstown (País de Gales). Voltaria a vencer esta competição por mais duas vezes em Nova Iorque (1984) e em Lisboa (1985).
  • Nos Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal (Canadá), conquista uma medalha de prata nos 10 000 metros, sendo apenas batido pelo finlandês Lasse Viren. Era a primeira medalha olímpica para Portugal no atletismo. Em Los Angeles (1984) torna-se o primeiro português a ser medalhado com o ouro nos Jogos Olímpicos! Com 37 anos, vence a mítica Maratona com um recorde olímpico (2h9m21s) que apenas seria batido em Pequim (2008).
  • Carlos Lopes torna-se o atleta mais velho a vencer uma Maratona, algo que até foi mencionado na icónica série Simpsons (ver aqui), apesar de erradamente terem dito que ele tinha 38 anos. Em 1984, Carlos Lopes foi condecorado pelo então Primeiro Ministro Mário Soares, com a Medalha de Honra de Mérito Desportivo, o Colar de Mérito Desportivo e a Grã-Cruz da Ordem do Infante. Em 2013, Carlos Lopes foi nomeado director do departamento de atletismo do Sporting Clube de Portugal.

Consideram Carlos Lopes um dos maiores atletas portugueses? Qual pensam ter sido o momento mais marcante da sua carreira?

Imagem espontânea (12) - Desafio Fotográfico

Na edição deste mês da 'Imagem espontânea' aceitei o desafio fotográfico proposto pela equipa do Sapo Blogs. O objectivo desta competição passa por contar uma história em três fotografias. Tendo em conta isso decidi escolher umas fotografias que tirei no Parque de Monserrate, numa visita recente que fiz a Sintra. Um Jardim exuberante e um Palácio, construídos por Francis Cook, milionário inglês, naquele que é um dos mais ricos jardins botânicos existentes em Portugal. Por entre árvores exóticas, cascatas e lagos, é possível caminhar na descoberta de um parque único. Um notável jardim romântico que recomendo uma visita pormenorizada , estou certo que vão ficar maravilhados com este lugar fantástico!

 

 

 

 

 

 

“A beleza é a única coisa preciosa na vida. É difícil encontrá-la - mas quem consegue descobre tudo.” (Charles Chaplin)

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