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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Amor, esta é por ti…

Louco e inequívoco é o sentimento que nutro por ti, o doce sabor do que é o verdadeiro e incessante amor. A sensação sistemática de não querer perder um momento que seja contigo, pois todos eles são indispensáveis, essenciais e importantes. A cada beijo, a cada carinho, a cada toque, faz surgir arrepios de contentamento, num sorriso apaixonado e verdadeiro que insiste em perdurar enquanto estou contigo. Todos esses momentos de volúpia e paixão levaram ao nascimento de um sentimento que abriu um novo nível de confiança e comunicação, criando uma ligação mútua de amor. Isso provoca um constante toque entre duas almas, que justificam todos os sacrifícios e loucuras. Cada segundo contigo, vale a pena… É bom sentir tudo isto, é bom poder renascer a teu lado, num instante de purificação interior. Imploro-te, peço-te, que fiques sempre nos meus braços, agarra-te ao meu corpo e nunca me largues, como se fosse a única forma de sobrevivência. Amor, esta é por ti, por tudo, pela importância, pela companhia e, principalmente, por esse sentimento que é e será sempre recíproco. 

 

 

Sala de cinema (14) – The Walking Dead

Todas as segundas-feiras à noite há uma rotina constante aqui em casa – ligar o televisor na FOX e ver The Walking Dead. Estou absolutamente rendido a esta série dramática, do qual já não consigo perder um minuto. O suspense e tensão constante tornaram-na no maior sucesso televisivo dos últimos tempos, na estreia da presente temporada foi vista nos EUA por mais de 16 milhões de espectadores.

Baseado na série de quadrinhos com o mesmo nome, The Walking Dead conta a história de um pequeno grupo de sobreviventes de um apocalipse zombie. O grupo é liderado por Rick Grimes (Andrew Lincoln), que ocupava o posto de xerife numa pequena cidade antes do surto de zombies. O enredo da série desenvolvida por Frank Darabont foca os dilemas que o grupo enfrenta, como a luta para manterem-se vivos, os sentimentos confusos e os desafios do dia-a-dia num mundo hostil e praticamente dominado por mortos-vivos. Esse constante perigo vai tornar algumas pessoas mais perigosas do que os próprios zombies de quem se querem esconder...

Esta série norte-americana produzida pela AMC estreou em 2010 e desde aí foi aclamada pela crítica. Na verdade, há momentos simplesmente geniais e de pura arte que são envolvidos numa banda sonora escolhida com mestria! Do melhor que se pode ver na televisão actual! Apesar de por vezes, o enredo ter tendência a ser lento e a exagerar no dramatismo, compensa claramente pelas cenas de acção e mistério que estão muito bem conseguidas. Torna-se interessante a forma como eles exploram cada pormenor do mundo apocalíptico. Especial relevância para as personagens que tem uma enorme densidade e estão em constante desenvolvimento de acordo com os acontecimentos.

É importante ainda focar as caracterizações dos zombies que estão muito bem conseguidas, os detalhes são impressionantes. Naturalmente, a série já arrecadou diversas nomeações e prémios. Destaca-se a vitória como Melhor Série na televisão por cabo (2013) no 39º Annual Saturn Awards, e as nomeações dos Globos de Ouro (Melhor Série Dramática – 2010) e da Guild of America Awards (Melhor Nova Série – 2010). Pessoalmente, é uma série que recomendo especialmente a quem gosta deste tipo de universo, pois tenho a certeza que vai ficar totalmente viciados com a qualidade apresentada. 

O que acham desta série e das temáticas que aborda? Qual foi o vosso momento preferido? Como reagiram se acordassem num mundo apocalíptico?

O fim anunciado da RTP2

António Borges, consultor do Governo para as privatizações confirmou nesta quinta-feira a Judite de Sousa, no ‘Jornal das 8’, na TVI, que “provavelmente a RTP2 vai fechar porque é um serviço caro para a audiência que tem”. O anuncio não causa nenhuma surpresa, até porque há muito se esperava esta medida. O mais estranho nisto tudo é ter sido um funcionário do Governo a anunciar os planos para a estação pública…

O canal que iniciou as suas emissões a 25 de Dezembro de 1968 deu sempre um enorme destaque à componente cultural. Curiosamente, a 14 de Maio de 2012, a RTP2 tornou-se no primeiro canal generalista português a emitir em 16:9. O que demonstra que foi uma estação parada no tempo e que tentou sempre evoluir e estar mais próximo dos seus telespectadores.

No meu ponto de vista, este sempre foi um projecto com pouca audiência mas de reconhecida qualidade. E, atenção, porque esta estação não tem que se preocupar com o número de telespectadores, mas sim com a qualidade informação que divulga. Não se pode negar. A RTP2 é um canal de minorias, claro que sim. Contudo, o Estado também tem de se preocupar com essas minorias e não só com o grande público. Não basta só satisfazer o público com programação comercial e o segundo canal tem provado isso ao longo dos anos.

De facto, é de lamentar o fecho desta estação televisiva, mas até agora parece ser a solução possível numa altura em que o Governo tenta cortar no orçamento. No entanto, desde há muito tempo, que é na RTP2 que passam os melhores programas quer a nível de desporto (e não só de futebol), cultura, ciências, séries, informação e desenhos animados. Caso se confirme (e não tenho nenhumas dúvidas que isso vai acontecer), é uma grande perda na formação e divulgação de qualidade no nosso país. 

Irrita-me particularmente que os conteúdos na televisão portuguesa são tudo a nivelar para baixo. Isso não acontece no segundo canal. Realmente, é de louvar a forma como este projecto tem sabido gerir a sua grelha e atrair novos públicos mesmo com um orçamento mais baixo que a casa mãe. Na verdade, é injusto que o canal mais transversal de Portugal seja aquele que está próximo de fechar.

A solução para menorizar os danos do desaparecimento deste emblemático canal passa por colocar os melhores programas no primeiro canal. É a melhor forma de manter o cartaz cultural defendido na RTP2. Reduzia-se os custos, mas os programas de maior qualidade resistiam a esta extinção… No meio disto tudo, é triste ver que a cultura em Portugal continua vulnerável e sem um verdadeiro apoio.   

 

"Os Grandes Portugueses" (14) - Mário Cesariny

Nome: MÁRIO CESARINY de Vasconcelos
Data e Local de nascimento: Lisboa, 9 de Agosto de 1923
Data e Local da sua morte: Lisboa, 26 de Novembro de 2006
Profissões que se notabilizou: Pintor, Escultor e Escritor

 

Feitos importantes:
• Quanto aos seus estudos, Cesariny frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio. Mas como não lhe agradava o trabalho de ourives, frequentou um curso de habilitação às Belas-Artes.
• Entretanto, no final da adolescência, Cesariny e os amigos frequentam várias tertúlias nos cafés de Lisboa e descobrem o neo-realismo e depois o surrealismo. Dessa forma, começou a sua carreira nos anos 40 como pintor surrealista, tendo  tendo em 1947, tem um contacto mais aprofundado com o surrealismo internacional, formando o Grupo Surrealista Português, que acabaria por ser desfeito em 1952. No entanto, Mário Cesariny continuo o seu trabalho como artista plástico.
• Entre 1949 e 1950, muitas das obras de Cesariny foram expostas as suas primeiras exposições surrealistas. Durante a década de 1950, Cesariny dedica-se à pintura, mas também, e sobretudo, à poesia, que escreve nos cafés.
• No entanto, Cesariny vivia com dificuldades financeiras, ajudado pela família. Apesar da excelência da sua escrita, esta não o sustentava financeiramente e Cesariny e só, a partir de meados dos anos 1960, acabaria por se dedicar por inteiro à pintura, como modo de subsistência.
• Recentemente, em 2004 Miguel Gonçalves escreveu Autografia, obra a falar sobre o poeta e o homem. Mário Cesariny morreu a 26 de Novembro de 2006 de cancro da próstata, de que sofria há vários anos. Um ano antes do seu falecimento teve dois títulos importantes: Prémio Vida Literária da APE e a Grã Cruz da Ordem da Liberdade.

 

Alcançar o céu...

“Onde é que tinha a cabeça? Devia estar completamente louco para me meter numa destas”, pensei quando olhei lá para baixo. Já devia ter escalado mais de quinze metros e ainda só estava a meio. Fechei os olhos. Tremi e senti uma sensação estranha na barriga. Quem diria que alguma vez pudesse estar numa situação destas, nunca fui de grandes aventuras. Hoje estou a escalar uma montanha com trinta metros. Eu, a mesma pessoa que entrava em pânico com grandes alturas. Irónico, não? Quis desafiar o meu próprio medo chamem-lhe coragem ou estupidez, mas meti-me a quinze metros de distância de terra firme. “Bonito serviço, agora temos de chegar até ao fim”, quis tranquilizar-me para não entrar em pânico.

Senti o vento passar pelo meu corpo dorido. “Que sensação incrível”, pensei. Senti-me quase como um pássaro. Que liberdade! A ideia fez-me sorrir e acabei por encontrar forças nesse pensamento. Finalmente, abri os olhos com esperança e coragem redobrada. Iniciei novamente a escalada, e meti na cabeça que este é só mais um desafio. É apenas um obstáculo a ultrapassar. Não vou parar mais nenhuma vez!

Fui trepando e agarrando as pedras de uma forma algo desajeitada, mas não me importei. Apenas quis chegar ao alto da montanha, à minha meta. Mesmo com dores no corpo e algumas feridas não parei, estava na zona. Por mais descoordenado que estivesse estava efectivamente a chegar ao topo e até me encontrava bastante perto. A confiança cresceu, esqueci-me da altura, só quis continuar a sentir aquela adrenalina. Era tudo para mim naquele momento. Apesar do cansaço, continuei. Os movimentos tornaram-se mecânicos. Já não tinha medo de escorregar e rapidamente cheguei ao topo já sem folgo. Deitei-me no chão e ouvi perto onde parei uma voz provocatória: - Então, foi assim tão difícil?

[Ficção]

 

 
 

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Questões inevitáveis (14)

O Verão toma assalto a décima quarta edição de Questões Inevitáveis aqui n’ Um Mar de Recordações. Com as férias escolares e laborais a acentuarem-se nesta altura do ano é natural que a maioria das famílias portuguesas tentem aproveitar ao máximo para descansar. No entanto, os últimos anos têm sido cada vez mais de contenção de custos para os portugueses em geral. Assim, de forma a garantir umas férias descansadas é importante poupar o máximo possível para não ter surpresas desagradáveis no futuro. É nesse prisma que surge esta discussão – num momento de crise é possível ter aqueles dias de repouso que se deseja? Quais são os melhores planos? Ainda é possível ter umas férias divertidas sem gastar dinheiro?

 

Em tempo de crise, quais os melhores planos para umas melhores férias a um custo reduzido? 

 

Enxaqueca

Num dia de calor abrasador, a minha cabeça não me dá descanso. Dói de forma permanente, numa enxaqueca intensa e dolorosa. Uma pressão demoníaca, que torna quase difícil respirar. Ai, mas que doloroso que isto é! Mal consigo ter os olhos abertos, a dor não me permite. É insuportável esta sensação, sinto que a minha cabeça vai explodir. Nada mais existe, apenas esta dor. Não há forma de pará-la, apenas esperar que fique serena e me permita uns momentos de descanso. É a única coisa que desejo: um pouco de tranquilidade. Contudo, a dor persiste metodicamente cresce a cada segundo. Esta enxaqueca é uma tortura atroz, que não me quer largar. Na verdade, estamos quase que amaldiçoados a que isso aconteça, mas mesmo assim ainda conseguimos encontrar razões para ter paz. Que doce ironia…