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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (15) - Daniel Sampaio

Nome: DANIEL Branco de SAMPAIO

Data e Local de Nascimento: Lisboa, 1946

Profissão que se notabilizou: Psicólogo e Escritor

 

Feitos importantes:

  • Viveu em Sintra até aos 15 anos, passando a viver em Lisboa após esta data. Em 1970 formou-se em Medicina, obtendo o doutoramento na especialidade de psiquiatria no ano de 1986. Em 1997, realizou Provas de Agregação na Faculdade de Medicina de Lisboa e desde 2008 é, por concurso, Professor Catedrático de Psiquiatria e Saúde Mental da mesma Faculdade.
  • Tem-se dedicado ao estudo dos problemas dos jovens e das suas famílias, através de trabalhos de investigação na área da Psiquiatria e da Adolescência. Aliás, Daniel Sampaio foi um dos vanguardistas, em Portugal, da Terapia Familiar, a partir da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar (fundada em 1979).
  • É chefe de Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, local onde tem organizado o atendimento de jovens com Anorexia Nervosa e Bulimia Nervosa. É ainda o coordenador do Núcleo de Estudos do Suicídio do mesmo hospital.
  • O seu livro Vagabundos de nós foi adaptado ao teatro. A peça esteve em cena, no Teatro Maria Matos, de 17 de Março de 2004 a 18 de Abril de 2004 e foi vista por cerca de 6000 pessoas.
  • Na Rádio Renascença, teve um programa denominado por Sociedade do Conhecimento, em que também participaram Luís Osório e Paulo Sérgio.

 

Livros publicados:

  • Droga pais e filhos, 1978.
  • Terapia familiar, 1985.
  • Que divórcio?, 1991.
  • Ninguém morre sozinho, 1991.
  • Vozes e ruídos, 1993.
  • Inventem-se novos pais, 1994.
  • Voltei à escola, 1996.
  • A cinza do tempo, 1997. 
  • Vivemos livres numa prisão, 1998. 
  • A arte da fuga, 1999.
  • Tudo o que temos cá dentro, 2000.
  • Lições do abismo, 2002.
  • Vagabundos de nós, 2003.
  • Árvore sem voz, 2004.
  • Lavrar o Mar, 2006.
  • A razão dos avós, 2008.
  • Porque sim, 2009.
  • Memórias do futuro - narrativa de uma família, 2010.
  • Da Família, da Escola, e umas quantas coisas mais, 2011.

 

Exclusivo*: Centros comerciais em risco de fechar

Dois centros comerciais, na Margem Sul, estão em risco de fechar devido às fracas receitas que tem registado nos últimos meses. Algumas das grandes marcas destas superfícies comerciais já fecharam as suas delegações ou estão em vias de fechar. O encerramento dos dois estabelecimentos é uma das medidas que está a ser avaliada pelos administradores.

Os gestores destas superficeis comerciais estão a tentar encontrar formas de tornar o negócio rentável, mas a grave crise económica tem afastado os clientes das lojas. “Tem existido reuniões para encontrar uma solução, mas não tem sido fácil relançar o investimento. Estão a ser estudadas alternativas”, reconhece uma fonte ligada ao processo.

As promoções tem sido a principal aposta das várias marcas, mas essa medida não tem servido para gerar lucro. “Existem demasiadas superfícies comerciais na Margem Sul. A grande oferta na zona está a revelar-se muito prejudicial para o negócio”, revela um dos funcionários de uma das superfícies comerciais em causa, que preferiu ficar em anonimato. No distrito de Setúbal estão sete centros comerciasi abertas, mas entre Almada e Barreiro estão sediadas quatro empreendimentos deste tipo.

Entre os funcionários das duas superfícies comerciais há muita apreensão e um medo generalizado de ficar sem o posto de trabalho. “A situação agravou-se, pois algumas das principais marcas estão a fechar as portas, o que pode afastar ainda mais as pessoas. Sem os produtos e as marcas conhecidas é muito díficil continuar”, adianta o mesmo funcionário.

O investimento de vários milhões de euros na construção destes dois empreendimentos e as centenas de postos de trabalho em risco, leva a que  esteja a ser feito um esforço enorme na manutenção dos centros comerciais abertos. “Existe a hipótese de criar um novo tipo de negócio, de forma, a rentabilizar o espaço. Todas as hipóteses estão em cima da mesa”, confirma fonte muito próxima do processo. O final do ano vai ser o momento decisivo para que os diferentes administradores tomem uma decisão sobre o futuro da sua infra-estrutura.

 

*Esta notícia é exlusiva do blogue Um Mar de Recordações.

 

Questões inevitáveis (15)

A décima quinta edição das Questões Inevitáveis debruça-se sobre o grave problema dos incêndios em Portugal. Diariamente somos confrontados com notícias sobre o aparecimento de um novo incêndio em algum local do nosso país. Mais de mil incêndios florestais deflagraram em Portugal nos últimos quatro dias, segundo as estatísticas da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

De acordo com a Proteção Civil, os 1.133 incêndios registados foram combatidos por 27.321 operacionais e 7.306 veículos, tendo os meios aéreos realizado 436 missões. Dessa forma, segundo as estimativas do Sistema Europeu de Incêndios Florestais (EFFIS), calculadas através da análise de imagens de satélite, os incêndios dos últimos quatro dias consumiram mais de 20 mil hectares.

Todos os Verões temos o mesmo problema e os resultados persistem catastróficos para o nosso país. A cada ano que passa mais hectares são consumidos pelas chamas. O que fazer? De facto, falta alguma coisa para precaver esta situação de acontecer. Mais bombeiros e infraestruturas ou maior prevenção? Algo está claramente a correr mal, pois todos os anos este grave problema continua ou piora ainda mais… A beleza e a saúde do nosso país está continuamente em risco!

 

O que está a falhar no combate aos fogos em Portugal? Quais são as melhores medidas para que esta situação consiga ser combatida com maior eficácia?

 

Os homens dominam, as mulheres trabalham

Muito se tem falado das condições de trabalho dos portugueses, mas uma desigualdade continua a persistir no panorama nacional. E está para durar, pelos vistos… Ser mulher em Portugal significa, na maioria das vezes, receber menos do que os homens antes e depois do momento da reforma e ter ainda maior probabilidade de não conseguir sequer um emprego. Uma situação injusta, mas que é pouco falada na praça pública.  

A verdade é que as estatísticas mais recentes mostram que as discriminações se têm vindo a acentuar, com as mulheres a receberem, em média, menos 19% do salário base mensal dos homens (-192 euros). Assim, se um homem recebe 1024,42 euros, uma mulher ganha cerca de 831,86. Pelo mesmo trabalho, um salário diferente. Justo? Não me parece. Mas as desigualdades continuam… A percentagem de trabalhadores do sexo feminino que não ganham mais do que o Salário Mínimo Nacional é praticamente o dobro da registada pelo sexo oposto.

Há ainda a acrescentar que 21% das mulheres activas têm vínculos precários; mais de 60% das jovens entre os 15 e os 24 anos estão sem emprego; e são elas que mais ajudam a engrossar os 14,1% de desempregados ao nível nacional, em especial os desempregados de longa duração. A leitura que faço destes números é simples: os homens dominam, as mulheres trabalham. O que é quer isto dizer? Simples, grande maioria das grandes empresas tem homens nos principais cargos e são eles que ditam quem recebe o quê. É matemática e lógica simples! É um mundo de homens são eles que ditam as regras por mais injustas que sejam.  

A situação agrava-se pois que muitas têm também de criar filhos e arrumar a casa, portanto as mulheres acabam por ter dois trabalhos. Isto não é uma defesa ferrenha do feminismo, é apenas a realidade. E quando chega a hora da reforma, a discriminação continua. A pensão média de velhice das mulheres é de 304 euros (abaixo do limiar da pobreza), enquanto a dos homens é de 516 euros. Na prática, o valor da pensão de reforma delas corresponde a 58,9% da auferida por eles, uma diferença substancial.

O pior é que isso não é só um problema português, é uma questão a nível mundial. As mulheres detêm apenas 1% da riqueza mundial, e ganham 10% das receitas mundiais, apesar de constituírem 49% da população. É imprescindível um debate a nível global para resolver este problema, uma vez que não tem lógica em pleno século XXI continuar a ver um fosso salarial entre ambos os sexos, quando é feito o mesmo trabalho. Para contrariar esta realidade, a Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens apela à luta no feminino, não apenas no Dia Europeu da Igualdade Salarial, que se assinalou nesta semana, mas em todos os outros dias.

 

Imagem espontânea (15)

Na semana do Dia Mundial da Fotografia (19 de Agosto), o Um Mar de Recordações celebra a sua décima quinta edição da rubrica Imagem Espontânea. Esta fotografia retrata um moinho de maré, uma infra-estrutura que acabou por torna-se obsoleta devido à constante evolução tecnológica.

A região do país onde se pode observar ainda um maior número destes engenhos é na margem sul do estuário do Tejo, principalmente na zona compreendida entre Corroios e Barreiro. Assim, não é surpresa que nesta décima quinta edição decidi colocar um dos moinhos de Alburrica (no Barreiro) que foi edificado em 1852 e, postreriormente, desactivado em 1950.

Este moinho de maré de tipologia comum possui uma torre cilíndrica de dois pisos, cobertura móvel e duas mós. A Câmara Municipal do Barreiro acabou por adquirir este elemento incontornável de património barreirense em 1973, mas actualmente encontra-se muito pouco preservado e ao abandono…

 

 

 

“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de maré” (Érico Veríssimo)

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