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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

O importante é insistir

Erguem-se desafios, alguns parecem ser quase inalcançáveis . Contudo, por mais difíceis que esses obstáculos sejam não vou ficar parado, vou continuar a lutar em buscar de uma oportunidade para brilhar. Não vou descansar até voltar a tê-la! Não vou ser derrotado, apenas descanso quando conseguir conquistar um lugar que mereço. Reconheço que esta é uma estranha sensação, mas tenho que aproveitar as oportunidades a que isso me permite. Posso preparar-me para quando o momento chegar poder desfrutar tudo ao máximo. Vou continuar a ter pensamento positivo. Não vale a pena desesperar, sei que irei ter essa chance e quando ela chegar vou agarrá-la e mostrar tudo aquilo que tenho para dar. Posso até ter várias decepções ao longo do caminho, mas não vou deixar de acreditar que tudo vai ficar melhor. Não me premito isso. Por muito complicado que seja, não vou parar. Nunca! Sei que isto não é um simples sonho, é o meu futuro. É a realidade! Irei continuar a insistir, até chegar finalmente ao caminho certo. Não vou esconder, adoro desafios complicados, premite trazer o melhor de mim. A verdade é que é preciso continuar a tentar e nunca desistir, ir sempre à procura do sonho. Não vou desistir, pois sei que este é o meu propósito Só preciso de uma oportunidade, dás-ma?

 

Imagem espontânea (16)

A Imagem espontânea chega este mês à sua décima sexta edição com destaque a um dos bens mais preciosos do mundo: a água. Durante vários anos, temos exercido uma influência crescente sobre este recurso. Este elemento sustenta não só as formas de vida, mas também o desenvolvimento económico. Contudo, é um tesouro que muitas vezes é negligenciado…

Na Carta Europeia da Água, proclamada pelo Conselho da Europa em Maio de 1968, já é dado o destaque de que “os recursos hídricos não são inesgotáveis”. E que por isso é “necessário preservá-los, controlá-los e, se possível, aumentá-los”. Infelizmente isso não tem acontecido. De acordo com um estudo da Our Amazing Planet, os rios do mundo inteiro estão em crise. Nos últimos tempos, a poluição química, a população humana crescente e a redistribuição global de plantas, peixes e outras espécies animais tiveram efeitos de longo prazo sobre os rios e seus habitantes aquáticos. Alguns dos mais altos níveis de ameaça estão nos rios dos Estados Unidos e da Europa.

É preciso combater este grande problema mundial e por vezes basta um simples gesto. No próximo ano, Portugal vai receber mesmo a 9.ª edição do Congresso Mundial da Água da International Water Association, a associação de profissionais e investigadores do sector da água com maior prestígio internacional. Um local de excelência para discutir medidas para preservar este bem precioso. A escolha do nosso país para este congresso deveu-se à assinalável evolução do sector da água em Portugal e os contributos que Portugal pode dar nos emergentes desafios internacionais deste setor. “Encontrar Soluções para Assegurar o Futuro” é o mote do próximo congresso em Lisboa. E, de facto, é cada vez mais importante pensarmos num futuro sustentado. 

 

 

"Só percebemos o valor da água depois da fonte secar." (Provérbio Popular)

Fernando Pessoa, um ídolo

Fernando Pessoa será para sempre lembrado como um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura. Além do mais, este poeta do Modernismo é também um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos (traduzido em trinta e sete línguas) e com inúmeros fãs em todas as partes do globo. É, assim, um poeta universal, que inovou ao ponto de ter criado três célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

Mas, afinal, quem foi Fernando Pessoa? Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, no Largo de São Carlos, em Lisboa. De famílias da pequena aristocracia, pelo lado paterno e materno, o pai, Joaquim de Seabra Pessoa, natural de Lisboa, era funcionário público do Ministério da Justiça e crítico musical do Diário de Notícias. A mãe, D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira Pessoa, era natural dos Açores (Ilha Terceira).

Com cinco anos, o pai morreu a 24 de Julho de 1893, com 43 anos, vítima de tuberculose. No ano seguinte, o irmão Jorge viria também a falecer, sem completar um ano. É nesta sucessão de acontecimentos, que a sua mãe vê-se obrigada a leiloar parte da mobília e mudar-se para uma casa mais modesta. Em 1895, Maria Pessoa casa-se pela segunda vez por procuração com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban (África do Sul). Fernando Pessoa parte com a sua mãe para África do Sul, onde passa a maior parte da juventude e recebe educação inglesa conseguindo resultados brilhantes.

Em 1905, regressa sozinho a Portugal e matricula-se no ano seguinte no Curso Superior de Letras, em Lisboa, que abandona sem sequer completar o primeiro ano. Em Agosto de 1907, morre a sua avó Dionísia, deixando-lhe uma pequena herança, com a qual monta uma pequena tipografia, sob o nome de Empreza Ibis — Typographica e Editora — Officinas a Vapor, que rapidamente faliu. A partir de 1908, começa a trabalhar como correspondente estrangeiro, num escritório da Baixa, aquele que iria ser o seu trabalho ao longo da sua vida. Inicia a sua actividade de ensaísta e crítico literário em 1912 e colabora em diversas revistas como: “Águia”, “Orpheu”, “Portugal Futurista” e “Athena”.

Muitos afirmam que 1914 é o ano triunfal de Fernando Pessoa, o momento da criação dos três heterónimos mais ilustres (Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis). A morte do seu amigo Mário de Sá Carneiro e o assassinato de Sidónio Pais foram dois acontecimentos que marcaram o poeta. Além disso, é também conhecido um relacionamento amoroso com Ofélia Queiroz, com quem mantêm uma longa correspondência amorosa. É no ano de 1935, que escreve uma famosa carta a Adolfo Casais Monteiro, onde explica a existência dos mediáticos heterónimos. Nesse mesmo ano acaba por falecer a 30 de Novembro de cólica hepática sendo sepultado no Cemitério dos Prazeres. A sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, um dia antes de falecer: "I know not what tomorrow will bring" (em português: Não sei o que o amanhã trará). No cinquentenário da sua morte (1985) o seu corpo foi transladado para o claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

No que diz respeito à sua obra ortónima, a Mensagem (1934) foi o único livro publicado em vida, deixando uma arca recheada de textos inéditos. Escreveu poemas como “Autopsicografia”; “Isto”; “O menino de sua Mãe”; que vão ficar marcados na história da nossa literatura. A sua obra ficou também conhecida pelos seus heterónimos, o seu “mestre” Alberto Caeiro (1889-1915), o “guardador de rebanhos”, que não possuía qualquer instrução académica. Ficou conhecido por ser o poeta bucólico e do olhar, mas também por ser o “poeta do não pensar”. O “Guardador de Rebanhos” foi a sua obra mais notabilizada. Um dos discípulos de Caeiro era Ricardo Reis (1887-1935); era médico e monárquico, foi educado num colégio de Jesuítas, é o poeta pagão cujas odes tinham duas filosofias de vida: o estoicismo e o epicurismo. Foram da sua criação poemas como: “Vem sentar-te comigo”, “Segue o teu destino” e “Não tenhas nada nas mãos”. Finalmente, o discípulo futurista de Caeiro, Álvaro de Campos que era engenheiro naval formado em Glasgow, mas permaneceu inactivo em Portugal. Foi o heterónimo mais arrojado, tornou-se mediático por querer sentir tudo de todas as maneiras. A “Ode Triunfal”, “Todas as cartas de amor”; e “Opiário” foram alguns dos poemas mais marcantes deste heterónimo.

A complexidade da vida de Fernando Pessoa permite um trabalho biográfico fabuloso, seja qual for o espaço que esteja a ser trabalhado. Daí o imenso fascínio que existe por este autor luso. Independente de qualquer diferença na forma de apresenta-lo, em qualquer discurso uma ideia parece certa: Fernando Pessoa é, de facto, um dos maiores génios português. Ao longo da sua obra demonstrou sempre medo da morte, mas com tanto talento e numa obra tão vasta, pode-se dizer que Fernando Pessoa nunca morreu pois conseguiu chegar à imortalidade através da escrita. 

 

Ao som de... (16) [Green Day - Basket Case]

Ao cabo de dezasseis edições, os californianos Green Day estão em destaque nesta rubrica. A banda de punk rock formada em 1987 é composta por Billie Joe Armstrong, Mike Dirnt e Tré Cool e já contam no seu currículo com oito álbuns de grande êxito.

No começo, se chamava Sweet Children (Crianças Doces). Depois, os integrantes resolveram mudar o nome para Green Day (Dia Verde), em uma referência, segundo eles, à cânabis. O trio estado-unidense estreou-se com o álbum 39/Smooth em Abril de 1990 iniciando a sua caminhada para garantir mais 65 milhões de discos vendidos. Até à data, os Green Day arrecadaram ainda quatro Grammys: Best Alternative Album, Best Rock Album por duas vezes e Record of the Year.

Em 2002, a banda californiana arrecadou mais de 7 mil assinaturas para num abaixo-assinado contra a guerra do Iraque. Aliás, o álbum American Idiot (2004) é uma crítica contra a administração do presidente George W. Bush depois da campanha de combate ao terrorismo.

Este mês ficamos, então, com o sucesso mundial “Basket Case”, desfrutem:

 

‘Público’ dá início à queda dos jornais em Portugal

A Sonaecom, detentora do jornal Público anunciou ontem que vai dispensar 48 funcionários, 36 dos quais jornalistas. Esses profissionais representam mais de 25% da redacção, que conta com cerca de 130 redactores. O objectivo, segundo anunciou em comunicado a empresa dona do jornal, é conseguir poupanças de 3,5 milhões de euros por ano.

O grupo Soane justifica a decisão com o facto “de a imprensa escrita estar desde há anos a atravessar uma mudança estrutural profunda, à escala mundial, que se tem traduzido numa forte tendência de queda de receitas em resultado do efeito de substituição do papel pelo online”. Ainda assim, a administração do diário espera continuar a “preservar os valores de qualidade e rigor da marca Público” pese embora a diminuição do número de jornalistas.

Entretanto, os trabalhadores da publicação diária decidiram, em plenário, mandatar os sindicatos para iniciar um processo de greve em resposta ao despedimento colectivo acordado entre a direcção editorial e a administração. "Este despedimento inviabiliza a continuidade do Público enquanto órgão de comunicação social de referência", lê-se num comunicado assinado pelo Conselho de Redacção e pela Comissão de Trabalhadores.

Desta forma, o Público, um dos jornais referência em Portugal, deu início ao que se prevê ser a queda dos jornais em Portugal. A grande diminuição nas vendas e o domínio da Internet apenas aceleraram aquele que vai ser o descalabro dos órgãos de comunicação nacional. Esta medida dá o mote para o desaparecimento de outras marcas tanto nesta como em outras empresas. Na imprensa escrita, o Diário de Notícias e o jornal I podem ser as próximas vítimas da redução de custos ou mesmo da sua extinção…

Esta situação coloca ainda mais difícil encontrar emprego nesta área. Actualmente, seguir a profissão de jornalista em Portugal é uma tarefa quase impossível. Simplesmente não há saída! A verdade é que o desaparecimento dos jornais em Portugal é sinónimo de um grande enfraquecimento da informação de qualidade no nosso país. Naturalmente, vai ser mais difícil encontrar os factos indispensáveis e as questões necessárias. Estar (bem) informado no nosso país torna-se cada vez mais uma miragem...

 

Sala de Cinema (15) – Hobbit: uma viagem inesperada

Após a menção ao Senhor dos Anéis, a Sala de Cinema regressa à Terra Média para falar sobre o mais recente filme da obra de Tolkien – Hobbit : uma viagem inesperada. O primeiro filme da trilogia chegou recentemente as telas mundiais e confesso que esta longa-metragem dirigida pelo neozelandês Peter Jackson era a que mais aguardava neste ano que se aproxima do fim.

Sessenta anos antes dos eventos relatados nos três primeiros filmes da saga, o Hobbit segue a viagem de Bilbo Baggins (Martin Freeman), que é levado para uma aventura épica para recuperar o tesouro dos anões, que há muito tempo foi roubado por um dragão chamado Smaug. Convidado pelo feiticeiro Gandalf (Ian McKellen), o Cinzento, a viagem leva-os a muitas peripécias que fazem com que a vida de Bilbo mude para sempre. Os perigos encontram-se a cada esquina…

Fiquei mais uma vez encantado com os fantásticos efeitos visuais ao longo do filme que corresponde ao nível resplandecente de qualidade exibido na saga cinematográfica dos Senhor dos Anéis. As fortes performances de Martin Freeman e Ian McKellen enaltecem um filme muito bem construído, onde a personagem carismática Sméagol (interpretado por Andy Serkis) regressa para roubar mais uma vez o espectáculo .

O filme, cujas segunda e terceira partes só estrearão em 2013 e 2014, tem a particularidade de ter sido rodado em 3D e em 48 fotogramas por segundo, ou seja, o dobro do que é praticado no cinema desde o início do século passado. A longa-metragem bateu o recorde de maior arrecadação numa estreia no mês de Dezembro com cerca de 85 milhões dólares Por enquanto já foi nomeado para o Critics Choice Award para melhor direcção de arte, melhor guarda-roupa, melhor maquilhagem e melhores efeitos visuais. Com certeza que será a primeira de muitas nomeações e prémios que o Hobbit vai receber.

 

 

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Lutar pelos sonhos… lá fora

Com o acentuar da crise económica, é cada vez mais frequente ver jovens a abandonar o país. Em Portugal, parece ser uma missão impossível encontrar emprego. Torna-se difícil lutar pelos sonhos aqui (será que ainda é possível?), visto que as hipóteses são cada vez menos. Enquanto isso, os sinais de melhoria são inexistentes e os obstáculos cada vez mais numerosos. Será que ainda vale a pena ter alguma esperança e lutar pelos nossos sonhos neste país? Cada vez é mais difícil acreditar que sim isso é possível…

Quase metade dos jovens portugueses está afastada do mercado de trabalho. Segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego real para os menores de 25 anos é de 48,7%, ou seja, afecta mais de 234 mil jovens. Estes números demonstram a situação crítica que Portugal atravessa e os problemas sociais que isso pode motivar. A verdade é que neste momento o nosso país é um local a evitar para quem quer ter futuro.

A economia não consegue gerar empregos suficientes para absorver a mão-de-obra jovem, mas isso não pode ser usado como desculpa para não se fazer nada para resolver esta questão. A verdade é que os jovens neste país estão totalmente estagnados! Naquela que é a geração com maior formação académica, é absurdo a forma como nós somos tratados! Parece que andamos a tirar cursos para absolutamente nada. Aposta-se na educação, mas depois disso o que temos é zero. Trabalho zero, perspectivas zero e sonhos zero.

Os anos passam e não há melhorias. Ninguém gosta de se sentir a mais e ver o seu futuro esfumarem-se. Num país que cada vez acredita menos nos jovens, a solução passa por ir embora. Sair daqui, ir para um sítio onde sejamos realmente valorizados! Ir à procura de uma vida melhor. Chega de sermos esmagados! Basta de nos sentirmos uns fracassados! Para nós não há um verdadeiro lugar na sociedade, um espaço onde seja possível aproveitar a energia, inteligência e entusiasmo desta nova geração.  O melhor a fazer? Desaparecer daqui!