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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Ao som de... (17) [Oasis - Wonderwall]

Na décima sétima edição desta rubrica a banda escolhida é os britânicos Oasis com o seu enorme sucesso Wonderwall. Esta é uma das bandas mais influentes da sua geração e uma das bandas britânicas mais bem sucedidas da história, tendo vendido mais que noventa milhões de discos.

A banda de rock formada em Manchester (Inglaterra) começou em 1991, mas só em 1994 adquiriu reconhecimento mundial. Esse sucesso apareceu após o primeiro álbum de originais -"Definitely Maybe" – que é o terceiro álbum de estreia que mais rapidamente vendeu na história do Reino Unido. O grupo britânico lançou mais seis cds, eles foram: (What's the Story) Morning Glory? (1995), Be Here Now (1997), Standing on the Shoulder of Giants (2000), Heathen Chemistry (2002), Don't Believe the Truth (2005) e Dig Out Your Soul (2008).

Em Outubro 2009, Liam oficializou o fim do Oasis numa entrevista ao The Times, confirmando os inúmeros rumores e acabando com todas as expectativas em torno do assunto. Nessa altura, os elementos da banda eram Liam Gallagher (voz), Noel Gallagher (guitarra e voz),  Gem Archer (guitarra),  Andy Bell (baixo) e Chris Sharrock (bateria). Apesar de já ter terminado, a banda mantem o recorde de 765 semanas contínuas (entre 1995 e 2005) no top 75 britânico de músicas e álbuns mais vendidos. 

 

Não me abandones...

Não me abandones.

Por favor.

Peço-te, não imploro-te.

Por favor.

Não me abandones.

Por favor.

 

Sinto-me completamente a desvanecer, porque é que nada corre como o previsto? Talvez porque a altura e o espaço não tenham sido os melhores para o fazer… Este terá mesmo sido o erro capital. E agora? Agora é tarde de mais para voltar atrás! Fui demasiado intempestivo e não pensei naquilo que estava a fazer, agora sei que te perco a cada dia que passa. Tudo foge e a realidade tende em distorcer-se…

No entanto, vou ficar preso ao teu amor. Preso, ao que tu representas, aquilo que tu és. Oh! Estou tão preso! Bem preso e não me consigo soltar. Estou nesta teia viciante de amor, mas que agora não passa de uma teia de dor… Sinto que estou sem destino, sem caminho e sem outra motivação para além de estar preso. É inevitável e permanente este pensar em ti, pois fazes-me envolver neste mundo. Então se me prendes volta a fazer-me sorrir, faz-me voltar a viver!

Sei que palavras que não deviam ter sido proferidas, já o foram, estando o seu perdão longe de ser pacífico. Mas não quero acreditar que toda a energia perdida por ti não tenha valido de nada. Durante todo este tempo, refugiei-me em mim não fui coerente, apenas me preocupei em esconder-me do mundo. Contudo, finalmente abri os olhos, mas agora será que é tarde de mais? Será que a guerra do nosso amor está perdida ou apenas foi uma batalha que se desenrolou…

Por favor, não me abandones, pelo menos não de forma permanente! Fica comigo! Sei que tudo virou por completo, o motivo de riso agora é de lágrimas, o que foram brincadeiras, agora é sofrimento! Não esperava que isso acontecesse, e acabei por ficar apanhado nesta minha própria teia. Desprevenido e sem hipótese de fuga, num labirinto onde não existe saída à vista! Agora o que mais sinto é medo! Sim, tenho medo de que tudo acabe por se transformar num abismo doloroso. Medo de que tudo acabe em tormenta, que tudo se altere à minha volta. Medo da próxima vez que te voltar a ver…

  

 [Ficção]



Sala de cinema (16) – Rei Leão

Nesta edição decidi falar sobre o meu filme preferido de animação e aquele que mais me marcou na minha infância, falo naturalmente do Rei Leão. O trigésimo segundo filme animado de longa-metragem da Walt Disney Pictures, lançado em 1994 e a segunda animação com maior bilheteria de todos os tempos (perdeu recentemente a liderança para o Toy Story 3). Após 17 anos, o clássico voltou às telas do cinema para um relançamento em 3D em setembro de 2011.

Com claras inspirações da obra shakesperiana “Hamlet”,  o filme conta a história de Simba, um pequeno leão que é filho de Mufasa, o Rei Leão. Ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maldoso irmão de Mufasa, que planeia livrar-se do sobrinho e assumir o trono. De forma a atingir os seus objectivos encontra uma maneira de matar o irmão (talvez um dos momentos mais dramáticos de sempre nos filmes de animação) e incriminar Simba. O pequeno leão não tem outra opção a não ser fugir e encontrar uma forma de sobreviver por si mesmo…

Reconheço o carinho especial que tenho por este filme que consegue impressionar na riqueza dos detalhes. Tudo é feito ao pormenor! O carisma das personagens é impressionante e demonstra uma diversidade amplamente elogiável. Não fazendo muito esforço podemos encontrar uma imensidão de características para diferentes personagens, desde a maldade (Scar) à sabedoria (Rafiki), passando pelo arco de comédia ao cargo da dupla Timon e Pumba. A banda sonora tem uma riqueza impressionante e sem precedentes. Em suma, este é um exemplo de como um bom filme de animação deve ser, uma qualidade gráfica bem trabalhada, personagens inesquecíveis e convincentes e um grande nível de emoção.

O Rei Leão tornou-se num dos maiores sucessos da Disney, com uma receita de cerca de 950 milhões de euros (o orçamento foi de ‘apenas’ 45 milhões…). O filme arrecadou vários prémios, recebendo mesmo dois Óscares. O de melhor banda sonora pelo trabalho fabuloso do alemão Hans Zimmer, que também trabalhou em Gladiador e a Origem. Arrecadou também a estatueta de melhor canção com o Can You Feel the Love Tonight, nesta categoria tinha outras duas canções neste filme (em cinco possíveis). Curiosamente, este foi a primeira longa-metragem da Disney a ser sobrada em português.

 

Rei Leão é o melhor filme de animação de sempre? Qual é o vosso momento preferido do filme? Noutros filmes de animação, há alguma cena que consegue superar o dramatismo da morte de Mufasa?

 

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Um dia...

Um dia precisei de me deslocar e comecei a andar

Tu já tinhas quilómetros nas pernas… 

Um dia vi todos a minha volta e precisei de falar

Tu já tinhas dito as mais belas palavras…

 

Um dia quis-me juntar aos outros meninos e brincar

Tu já sabias todos os jogos possíveis e imaginários…

Um dia comecei a conhecer o mundo e a observar

Tu já tinhas visto passar tanto por esses olhos…

 

Um dia olhei para tudo a minha volta e comecei a pensar

Tu já tinhas as tuas ideias e opiniões…

Um dia apaixonei-me por uma rapariga e aprendi a amar

Tu já me amavas desde de o meu nascimento…

 

Um dia olhei para trás e recordei

Tu já tinhas recordado todos os bons momentos…

Um dia percebi que a vida não era só vitórias e chorei

Tu já tinhas sofrido ao longo da vida…

 

Um dia tive vontade de me divertir

Tu já tinhas passado por momentos de pura diversão…

Um dia tive que optar e decidir

Tu já tinhas tomado tantas decisões…

 

Tudo isto foi ensinado, aperfeiçoado e relembrado por ti

Importante? Para todo o sempre.

Vai nascendo, crescendo e alastrando um sentimento de agradecimento

Mas será apenas isso o necessário?

 

(O poema foi entregue como presente à minha mãe no Natal passado)

 

"Os Grandes Portugueses" (16) - José Rodrigues dos Santos

Nome: JOSÉ António Afonso RODRIGUES DOS SANTOS

Data e Local de Nascimento: Beira (Moçambique), 1 de Abril de 1964

Profissão que se notabilizou: Jornalista e Escritor

 

Feitos importantes:

  • Nasceu em Moçambique, mas aos nove anos foi viver com a mãe para Lisboa, após a separação dos pais. Devido a dificuldades económicas acaba por ir viver com o pai para Penafiel. No entanto, a difícil adaptação do seu pai a terras lusas motivou a partida para Macau.
  • Em 1980, com apenas 17 anos, inicia-se no jornalismo fazendo parte do elenco da Rádio Macau. Três anos mais tarde, regressa a Portugal para frequentar o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa.
  • Após terminar o curso universitário viaja para Inglaterra onde faz um estágio de três meses na BBC. É galardoado com o Prémio Ensaio do Clube Português de Imprensa (1986) e o Prémio de Mérito Académico do American Club of Lisbon (1987), o que lhe vale um convite pela BBC World Service para trabalhar em Londres, onde fica durante três anos, até 1990.
  • Da BBC segue para a RTP, onde começa a apresentar o noticiário 24 Horas. Em 1991, passa para a apresentação do diário Telejornal e torna-se colaborador permanente da CNN entre 1993 e 2002. Ocupa por duas vezes o cargo de Director de Informação da televisão pública Portuguesa. Em 2000, arrecadou o Contributor Achievement Award, pelo seu trabalho, prémio que é considerado o Pullitzer do jornalismo televisivo.
  • Doutorado em Ciências da Comunicação, com uma tese sobre reportagem de guerra, é professor da Universidade Nova de Lisboa.  José Rodrigues dos Santos alcançou ainda um enorme sucesso no mundo literário, onde é um dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições com livros que venderam mais de cem mil exemplares cada.

 

Livros publicados:

A Ilha das Trevas, 2002

A Filha do Capitão, 2004

O Codex 632, 2005

A Fórmula de Deus, 2006

O Sétimo Selo, 2007

A Vida Num Sopro, 2008

Fúria Divina, 2009

O Anjo Branco, 2010

O Ultimo Segredo, 2011

A Mão do Diabo, 2012

 

Ligações externas: http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/telejornal/rostos.shtm

 

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