Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Ela nunca me encontrou

Tão doce e bonita que ela é! Voltei a vê-la e não lhe disse nada… Volto a passar por ela mais uma vez, mas não sou visto. Ela mal me vê! Será que alguma vez nos encontramos realmente? Talvez não passe de mais uma pessoa por qual ela passa, apenas um ser indiferente, aquele que por acaso percorre o mesmo espaço…

No entanto, para mim aquele momento é tudo, o meu oxigénio. Quando ela passa por mim flameja algo cá dentro, não a conheço, nunca lhe falei, mas nasceu um sentimento estranho que não sei teorizar. Enquanto passo por ela vejo nos seus lábios finos nascer um sorriso, será que é para mim?

Nesse instante tudo parece fazer sentido, como se o mundo estivesse na palma da minha mão. Parece que conheço-a desde sempre… Ai! E hoje ela está tão bonita! Mais do que nos restantes dias… Parece ter uma aura especial, a cor branca da pele, dá-lhe um tom quase que angelical. Torna-se impossível de resistir!

Tento ter força mas não consigo resistir! Perco a cabeça, viro-me e vou ao seu encontro. Estarei mesmo a fazer isto? Sou capaz? Chego perto de ti. É o tudo ou nada. “Bom dia”, disse, com um sorriso nervoso.   

De repente, sinto o sol a bater-me na cara e acordo do sonho e vejo a rapariga com que sonhei a meu lado e com um largo sorriso. “Bom dia meu amor”, referiu, beijando-me. “Bom dia, voltei a sonhar com o dia em que nos conhecemos”, respondi.  

 

Questões inevitáveis (16)

A décima sexta edição das Questões Inevitáveis debruça-se sobre o aumento da violência em Portugal. Somos confrontados, diariamente, com notícias sobre o aumento dos crimes em todas as zonas do nosso país. Mesmo as zonas mais recatadas são invadidas por esta onda de crimes, parece que já não há nenhum local impune a este grave problema.

Na verdade, a criminalidade participada à GNR, PSP e PJ desceu 2% em 2011 face ao ano anterior, tendo a violenta e grave sofrido uma diminuição mais ligeira (1,2%), revelou o Relatório de Segurança Interna. Esse relatório indica que as forças de segurança receberam um total de 405.288 participações, menos 8.312 queixas do que em 2010.

No entanto, de acordo com o mesmo documento, em 2011 aumentaram os crimes de roubo por esticão (mais 21,2%), roubo a ourivesarias (mais 14,2%), furto em residência (mais 6,2%) e roubo em residência (mais 7,3%). Estes dados vem ajudar à ideia pré-concebida de que a crise é a culpada por esta situação, mas será mesmo a única culpada? Ou estamos a viver numa sociedade mais corruptível?

Em 2010, para o então secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, defendia que a actual situação de crise económica “não é a causa directa” para um aumento da criminalidade violenta em Portugal. “A crise económica e financeira pode gerar algum pequeno furto nos supermercados, nas mercearias, nos pequenos estabelecimentos, o chamado furto de formigueiro, de pequeno valor, mas não é a causa directa de nenhum aumento de criminalidade violenta”, justificou.

O certo é que o aumento da violência está a atingir números preocupantes e que devem levar a uma rápida reflexão. Acima de tudo é preciso encontrar uma solução a este questão quer seja no aumento da força policial ou na aposta da videovigilância. É indispensável tomar medidas. E, tu, qual é a tua opinião?

 

Sentes que vives num país cada vez mais inseguro? Se sim, quais as medidas que devem ser feitas para combater esse problema?


Pág. 2/2