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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Imagem espontânea (21)

Uma casa junto à praia. Quem não gostaria de passar um Verão junto de uma paisagem belíssima, sem qualquer tipo de preocupação. Sou-vos sincero, eu não me iria importar nem um bocado de fazê-lo durante uns dias. Seria um excelente plano para umas férias memoráveis. A fotografia que hoje vos trago é do Portinho da Arrábida, uma aldeia belíssima que fica localizada na Serra da Arrábida. Acreditem quando vos digo que é um pequeno paraíso na terra. Sossegado para relaxar e aproveitar um bom tempo seja a dar um bom mergulho ou aproveitar para dar um passeio pela natureza que esconde esta pequena maravilha. Com o Verão no seu esplendor, este é um óptimo local para aproveitar o que melhor Portugal possuí, uma beleza riquíssima e inigualável. Fica aqui um pedaço de um país que merece ser descoberto todos os dias.

 

“Se Lar e Casa fossem iguais não teriam nomes diferentes. A maioria vive a vida na busca de uma Casa e esquece de edificar um Lar.” (Jean Carlos Sestrem)

 

Qual é a melhor recordação que tem do Verão? O que seria para vocês um Verão perfeito? Qual é a vossa casa de sonho?

Ao som de... (21) [Nirvana – Smells Like Teen Spirit]

Após os Pearl Jam, o grunge está de volta ao blogue com os imparáveis Nirvana, naquela que também é uma homenagem ao talentoso Kurt Cobain. Apesar da banda só ter tido sete anos de existência (1987-1994), o grupo norte-americano deixou um forte legado. Tornaram-se os ídolos de uma geração e ainda continuam a ser forte influência na música actual. Assim, não espanta que desde da sua estreia a banda de Aberdeen (Washington) já vendeu mais de 75 milhões de álbuns em todo o mundo, dando a conhecer uma nova sonoridade musical.

A banda de rock formada pelo vocalista e guitarrista Kurt Cobain e pelo baixista Krist Novoselic teve vários bateristas, mas o que mais tempo ficou foi Dave Grohl (actualmente nos Foo Fighters), que entrou em 1990 e permaneceu até ao fim dos Nirvana. O grupo deu os primeiros passos no final da década de 1980 e estabeleceu-se como parte da cena grunge de Seatle . Apesar de só terem três álbuns de estúdio (Bleach, Nevermid e In Utero), os Nirvana contribuíram de que maneira para o crescimento do rock alternativo. Sem o desejaram tornaram-se a voz de uma geração. Uma ligação que terminou abruptamente com o suicídio de Kurt Cobain em 1994 que viria a provocar o fim da banda norte-americana. Desde então vários lançamentos póstumos têm sido emitidos da banda, que já resultou em um conflito jurídico entre a viúva de Cobain, Courtney Love, e os membros sobreviventes da banda.

No panorama musical, os Nirvana utilizavam mudanças dinâmicas que passavam de calmas para barulhentas. Essencialmente, a música baseava-se nesses contrastes dinâmicos e refrões pesados. Um bom exemplo disso é a música que escolhi – o Smells Like Teen Spirit, o primeiro grande sucesso da banda integrado no álbum Nevermind (1991). A canção usa o formato verso-refrão, e o riff principal é usado durante a introdução e refrão para criar uma dinâmica de alternância entre as secções de maior e menor violência sonora.

Esta música é muitas vezes considerada como o momento em que o rock alternativo ganhou visibilidade, chegando mesmo a figurar no sexto lugar do Billboard Hot 100. De facto, a canção tornou-se um sucesso comercial e recebeu uma forte aclamação da crítica. Este sucesso inesperado criou um desconforto no seio de banda principalmente em Kurt Cobain. Assim, um êxito estrondoso que viria a ser os primeiros passos para o fatal destino do líder do grupo.

 


Smells Like Teen Spirit é a melhor música rock de todos os tempos? Qual é a vossa música preferida dos Nirvana? Até onde os Nirvana podiam chegar se não tivessem terminado tão cedo?

Jorge Jesus: a sua renovação é a prioridade número um para o Benfica

Após 23 anos, o Benfica volta a estar numa final europeia. A equipa encarnada tem vindo aos poucos a recuperar o prestígio europeu que perdeu na década de 90. Estão a ser dados passos importantes para que o clube seja novamente uma constante em fases adiantadas das competições europeias. Um dos grandes responsáveis por este crescimento é Jorge Jesus. Desde que o treinador assumiu o comando técnico dos encarnados o pior que conseguiu foi os quartos-de-final. De facto, a glória conquistada a nível internacional tem sido mesmo o grande trunfo na carreira de Jesus na Luz…

O contrato que liga o treinador com o Benfica termina no final da presente época, algo que já possibilitou inúmeras especulações sobre qual vai ser o futuro do técnico português. Numa altura em que a equipa está na luta por três troféus, torna-se evidente que a renovação é absolutamente prioritária. A sua continuidade é sinónimo do clube continuar no trilho do sucesso. O técnico de 58 anos construiu uma equipa e tornou-a uma força a se temida. Pelo meio conquistou quatro troféus pelas águias (1 campeonato e 3 taças da liga) e permitiu que a equipa continuasse a conquistar pelo menos um título por época. Só em caso de uma hecatombe é que as águias não vão manter esse registo nesta temporada.

Se já foi alvo de várias críticas, hoje a sua continuidade é (quase) inquestionável. Para isso muito ajudou a época brilhante que protagonizou mesmo com a saída de Witsel e Javi Garcia no fecho do mercado. Se é certo que algumas teimosias já foram prejudicais à equipa (Roberto ou Emerson são os casos mais gritantes), as suas apostas e adaptações tem sido casos de sucesso. Mesmo com o seu temperamento impetuoso que já trouxe alguns momentos menos prestigiantes ao clube e da sua dificuldade em expressar-se em português, é alguém que percebe o jogo como poucos. É uma mais-valia para qualquer equipa!

Olhando friamente para os números em 210 partidas, o Benfica de Jesus venceu 147, empatou 33 e apenas perdeu 30. Uma clara demonstração de qualidade e que não está ao alcance de muitos. Ao longo das quatro épocas que se sentou no banco das águias, Jorge Jesus trouxe a mística de regresso ao Estádio da Luz. As suas ideias criaram um futebol de ataque e atractivo que há muito não se via a ser jogado pelos encarnados. O poder de fogo das águias tornou-se letal. Em todas as épocas no seu comando técnico, a equipa ultrapassou sempre os 100 golos. Os jogadores renderam muito mais e a sua maioria valeu chorudas transferências para o estrangeiro que enriqueceram os cofres da Luz. E mesmo com essas saídas, Jesus arranjou sempre forma de manter o conjunto encarnado na luta pelos títulos.

O ‘casamento’ entre Benfica e Jesus está mais forte que nunca e assim deve manter-se. As palavras do presidente Luís Filipe Vieira só vem confirmar isso mesmo. A manutenção de um treinador dá acima de tudo mais segurança e é isso que o Benfica mais precisa. É impossível vencer todos os anos, mas manter a aposta num projecto que tem tido tanto sucesso é a melhor decisão a tomar. Assim, a permanência de Jesus é fundamental para o Benfica permanecer na senda do sucesso. O técnico não tem nada a provar e já demonstrou que coloca a equipa a lutar por títulos. E nas próximas semanas está na luta por ‘apenas’ três…

 

 

(Texto também publicado no Jornal Record, a 4 de Maio de 2013)

Momento de liberdade

Tinha acabado de sair do trabalho e chovia torrencialmente lá fora. Ele não quis esperar que o temporal ficasse mais calmo. Não tinha guarda-chuva. Nunca o trazia, para ele era um utensílio dispensável. Começou a correr pela rua molhada, onde ninguém passava. Estava sozinho, apenas ele tinha decidido sair. Nunca tinha sido audaz para estas atitudes intempestivas mas hoje escolheu sair da rotina. Quis soltar-se. No fundo, quis ser livre por momentos e aproveitar esse tempo como se fosse o último que aquela patética vida lhe permitia. Sem nenhuma justificação, parou e reparou que todo o seu corpo estava completamente encharcado. Não conseguiu deixar de sorrir. Algo tão simples provocou-lhe uma segurança e calma que não sentia há muito tempo. Onde se tinha perdido? Não conseguiu deixar de se perguntar. Era curioso como nos esquecemos com tanta facilidade do prazer que a verdadeira facilidade nos provoca. É algo tão básico que nos esquecemos de lhe dar valor e sem nos apercebermos afastamo-nos perigosamente dela. Desta vez ia ser diferente. Ele não ia permitir que se perdesse de novo. Ergueu os braços e fechou os olhos, sentiu-se quase abençoado por aquela chuva que não parava de cair. Sabia tão bem voltar a encontrar a felicidade. Foi nesse dia que aprendeu novamente o valor de um sorriso sincero. 

[Ficção]


 


Kelvin, o herói improvável volta a atacar

O brasileiro Kelvin voltou a vestir a pele de herói e permitiu ao FC Porto adiantar-se na luta para vencer o campeonato nacional. O extremo de 19 anos que já tinha sido decisivo no encontro com o Sp. Braga com dois golos, hoje voltou a ser decisivo nos últimos minutos da partida frente ao Benfica. Este golo pode elevar Kelvin como o jogador decisivo nesta época para os azuis-e-brancos.

Após uma época emprestado ao Rio Ave e sem ter marcado qualquer golo na liga (os dois que marcou foram na Taça de Portugal), Kelvin tem assumido uma veia goleadora nos momentos decisivos. Desta vez apenas precisou de onze minutos para fazer a diferença num jogo que parecia estar bloqueado. O remate cruzado que disparou só parou nas redes da baliza de Artur e colocou o estádio do Dragão em festa. A sua equipa foi a que lutou mais pela vitória e o seu esforço veio a ser recompensado num golo épico.

Este foi um encontro disputadíssimo entre as duas melhores equipas da actualidade no campeonato nacional. O FC Porto teve algum ascendente no encontro, exercendo um maior controle de bola, mas sem nunca conseguir criar grandes oportunidades. Já o Benfica soube sempre estancar o ímpeto dos dragões. Mas pecou em criar ataques que colocassem em sentido a defesa azul-e-branca. Na verdade foi um jogo muito táctico com poucas oportunidades de golo, até que Kelvin teve a frieza de dar um soco doloroso nas esperanças benfiquistas. Um momento que tem tudo para ser a imagem de um (possível) título conquistado.

O jogador formado no Paraná veio rotulado de esperança desde que ingressou no FC Porto em 2011 pela quantia de dois milhões de euros. Desde que chegou aos dragões, revelou sempre alguns problemas disciplinares, o que já o levou a estar sob a alçada do clube. Curiosamente, já não aparecia na equipa principal desde do início de Abril (na derrota na final da Taça da Liga frente ao Sp. Braga, no dia 13). Desta vez a sua irreverência deu frutos e provou ter sido uma aposta ganha pelo técnico Vítor Pereira.

De facto, o brasileiro regressou em força à equipa principal e mostrou personalidade. Acima de tudo assumiu o talento que já vinha a revelar nos (poucos) minutos em que jogava. Este é um momento que marca a sua curta carreira e que o pode catapultar a fazer um percurso muito interessante. Para isso é essencial manter-se focado no futebol e continuar a mostrar esta pontaria afinada nos grandes jogos. Para história, Kelvin ficará marcado como o dragão com maior pontaria no eterno clássico de 2012/13.

 

 

(Texto também publicado no Jornal Record, a 11 de Maio de 2013)

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