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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

"Os Grandes Portugueses" (22) - Rui Veloso

Nome: RUI Manuel Gaudêncio VELOSO

Data e Local de Nascimento: Lisboa, 30 de Julho de 1957

Profissão que se notabilizou: Cantor, Compositor e Guitarrista

 

Feitos importantes:

  • Considerado por muitos como o pai do rock português, movimento musical surgido no início da década de 80 em Portugal. Desde cedo que tem contacto com a música, aos seis anos já toca harmónica.
  • Com 23 anos, lança o seu primeiro álbum, trabalho que o projectou no panorama da música nacional. Do Ar de Rock fazia parte a faixa Chico Fininho, um dos maiores sucessos do cantor. Entre os seus restantes sucessos fazem parte Porto Sentido, Não Há Estrelas No Céu, Sei de Uma Camponesa, A Paixão e Porto Covo.
  • Integrou o grupo Rio Grande, em 1996, formado por Tim, João Gil, Jorge Palma e Vitorino, num estilo de música popular com influências alentejanas que alcançou uma considerável popularidade gravando dois CDs: um de originais em 1996 e outro ao vivo em 1998.
  • Em 2006, actua no Rock in Rio em Lisboa, precedendo os concertos de Carlos Santana e de Roger Waters. No mesmo ano comemorou vinte e cinco anos de carreira, ocasião brindada com três concertos, dois no Coliseu do Porto e um no Pavilhão Atlântico.
  • A sua obra é notável e foi reconhecida pelo Estado Português na figura do então Presidente da República, Mário Soares, que lhe atribuiu a Grã-Cruz da Ordem do Infante, em 1992. Em 2006, foi elevado a Comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente Jorge Sampaio. É o segundo nome da música portuguesa que mais páginas têm destinado na "Enciclopédia da Música Portuguesa", só ultrapassado pela mítica Amália Rodrigues.

 

Discografia:

1980 - Ar de Rock

1982 - Fora de Moda

1983 - Guardador de Margens

1986 - Rui Veloso

1988 - Ao Vivo

1990 - Mingos & Os Samurais

1991 - Auto da Pimenta

1995 - Lado Lunar

1998 - Avenidas

2000 - O Melhor de Rui Veloso

2003 - O Concerto Acústico

2005 - A Espuma das Canções

2012 - Rui Veloso e Amigos

Uma noite no escritório

Aquela bela mulher estava há pouco tempo na empresa, mas a sua ascensão estava a ser meteórica. Tudo o que fazia era perfeito, não cometia qualquer espécie de imprecisão. Passavam cada vez mais tempo juntos, o que os tornava mais cúmplices e próximos. A sua coordenação era absolutamente fantástica. O presidente estava cada vez mais encantado como se estivesse em qualquer tipo de feitiço. Para ele, a cada dia que passava aquela jovem parecia ficar mais bonita.

O seu feitio agressivo parecia ter adormecido, quase nem parecia a mesma pessoa. Aquela mulher tinha encontrado algum jeito para mudar aquele coração de pedra, fazendo daquele presidente alguém mais paciente e moderado. Tornaram-se raras as típicas explosões de ira no seu gabinete e o ambiente da empresa deixou de ser de tensão.

Ainda assim, ele estava agora mais nervoso que nunca. Desde que tinha sido contratado, ela tinha encontrado formas subtis de o provocar de maneiras que ele nem sequer pensou serem possíveis. Para o presidente, aquela era uma predição constante. Até porque sempre que ele tentava avançar, aquela mulher era sempre capaz de evitar o saboroso toque. Era uma espécie de jogo que era cada vez mais difícil de suportar…

Mas naquela noite tudo seria diferente. Os dois iam ter que ficar a fazer horas extraordinárias para ultimar um novo projecto da empresa. Estava extremamente entusiasmado pelas horas a sós, ainda que as horas custassem a passar. Impacientemente olhou para o seu relógio por diversas vezes. O seu coração acelerou quando a viu chegar. Usava um vestido preto bastante justo que enfatizava as curvas fantásticas que possuía. Engoliu em seco. Essa tenção só desvaneceu quando o edifício, finalmente, começou a ficar vazio. Enfim, estavam sozinhos.

Para sua surpresa, foi ela a tomar a iniciativa. Avançou para o gabinete olhando-o provocatoriamente. Quando chegou junto à porta, virou a cabeça e suavemente mordeu o lábio de forma lasciva. O presidente seguiu-a instintivamente, aquilo era demais para conseguir resistir. Lançou-se ao seu corpo e beijou-a fogosamente. A tentação tinha passado a realidade. Enquanto a beijava apaixonadamente, as suas mãos começaram a percorrer o corpo suave daquela mulher. A noite foi uma intensa volúpia de prazer, algo diferente que alguma vez tivesse ousado experimentar. Pela primeira vez, em muitos anos, aquele presidente tinha escolhido algo que não fosse o seu trabalho.   

 

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Imagem espontânea (22)

Quem já lê este blogue há algum tempo sabe que eu sou completamente apaixonado pela vila de Sintra. Perco-me na extraordinária beleza desta região, pois cada lugar parece ter uma magia especial. Julgo que ninguém é capaz de ficar indiferente a esta impressionante vila portuguesa. Sem dúvida um local único que merece ser visitado o máximo de vezes possíveis. Pessoalmente, é um lugar inspirador e que me motiva imenso para escrever.

Como já fiz no passado, trago-vos um novo pormenor do Palácio da Pena, desta feita uma clara alusão às características neo-islâmicas, um dos vários estilos que assenta neste carismático palácio. Todas as torres (exceptuando a do Relógio) receberam este tipo de capelas, algo natural em todas as obras manuelinas (a Torre de Belém é outro exemplo desta medida). Além das particularidades manuelinas, a obra dispõe também de características mouriscas e góticas. Edificado em 1839, constitui o mais notável exemplo da arquitectura portuguesa de Romantismo. A 7 de Julho de 2007, este local foi eleito como uma das Sete Maravilhas de Portugal. 

 

“A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.” (David Hume)

 

 

O que mais gostam do Palácio da Pena? Pensam que devia ser melhor promovido turisticamente? Há alguma zona em Portugal com o mesmo potencial de Sintra?

Uma entrevista que muda uma vida

Diante de si estava uma jovem com um encanto extraordinário. Loira de olhos azuis com uma beleza digna de poder desfilar nas mais mediáticas passerelles de todo o mundo. Ficou sem reação por uns momentos. Não conseguiu tirar os olhos dela, arrebatado com aquela extraordinária mulher. “Sente-se por favor” acabou por lhe dizer, ainda meio atordoado. Ela deu um pequeno e sedutor sorriso e avançou decidida, sem qualquer tipo de hesitação.

Devia ser vinte anos mais nova que ele, tinha entrado para o seu gabinete para uma entrevista de trabalho. Ninguém era admitido naquela empresa, sem antes ser inquirido pelo presidente. Era uma espécie de teste final, precisavam convencer aquele imponente homem com as palavras. Algo extraordinariamente difícil de fazer, já tinha recusado um número infindável de pessoas. Contudo, hoje estava a viver um momento diferente. Aquela mulher ainda não tinha dito uma única palavra e ele já estava totalmente convencido. Sorriu e não deixou de pensar o quão pouco profissional estava a ser. Percebeu com rapidez que com aquela mulher estava disposto a quebrar todas as regras que tinha imposto ao longo da sua vida.

Tentou o melhor que podia parecer natural e fez um pequeno gesto para que ela começasse a falar. Para sua surpresa, ela tinha um discurso implacável e cativante. Se ele tinha ficado maravilhado pelo seu aspecto, aquele diálogo tinha-o feito ficar completamente nas nuvens. Podia estar horas a ouvi-la que não se iria cansar. A sua voz era melodiosa e doce, o que tornava aquela conversa ainda mais irresistível.

Deixou cair as suas barreiras. Não era capaz de negar que se sentia atraído por aquele charme natural. O seu coração tremia de entusiasmo, sem desejar voltou a sentir algo de uma forma intensa. A entrevista terminou, mas a sua decisão já tinha sido tomada há muito. Não pensou duas vezes em contratá-la, a notícia foi recebida com um largo sorriso provocador. Sem saber ainda, a sua vida tinha começado, de facto, a mudar…

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Questões inevitáveis (22)

A semana passada foi uma das mais loucas que há memória em Portugal dignas que de um livro repleto de suspense . Na segunda-feira, Vítor Gaspar demitiu-se do cargo de Ministro das Finanças e para o seu lugar foi escolhida Maria Luís Albuquerque. No dia seguinte, surge o pedido de demissão de Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros, que foi negado por Pedro Passos Coelho horas depois. Os restantes dias foram uma luta constante para encontrar uma plataforma de entendimento para que a coligação continuasse viva. Até notícia em contrário, parece que esse entendimento foi conseguido.
Era difícil de prever estas constantes mudanças de guião sobre um assunto tão sério para o futuro do país. Houve mesmo momentos em que se sentiu serem importantes vitórias pessoais. O certo é que esta situação veio por ainda mais em causa a credibilidade e estabilidade desta união. De facto, o que Portugal menos precisa era de uma crise política e os mercados deixaram isso bem claro! Aliás, esta trapalhada ainda vai provocar vários prejuízos a medio-longo prazo.
A oposição, por seu turno, defende eleições antecipadas, justificando que é preciso abrir um novo ciclo político. Nesse contexto, o PS parte partiria com uma grande vantagem. É quase certo que José António Seguro acabaria por ser eleito primeiro-ministro com maior ou menor dificuldade. O PSD e o CDS-PP estão demasiado fragilizados para constituírem uma forte oposição, enquanto o PCP e o BE não são apontados como ameaça aos lugares de poder.
O país está num momento decisivo e é indispensável a maior responsabilidade por parte de todos os quadrantes políticos. É indispensável colocar o país numa melhor situação do que aquela que se encontra. O momento é agora. O trabalho está longe de ser fácil, mas é indispensável dar a volta a esta situação e meter Portugal num bom rumo.

 

 

Qual a vossa opinião sobre esta semana? Quem é que saiu mais prejudicado nesta situação? As eleições antecipadas são uma hipótese viável?

Um vencedor derrotado pela rotina

Desde cedo tinha conseguido conquistar tudo o que sempre pretendia. Era proprietário de uma luxuosa casa, recebia um óptimo salário e era presidente de uma famosa e poderosa firma. Ainda não tinha chegado aos seus 30 anos e todos os seus objectivos profissionais já estavam conquistados. Para conseguir essas vitórias teve de abdicar de tudo e centrar-se apenas no trabalho. Havia momentos em que era um verdadeiro vício, uma obsessão. Dava aparência de ter tudo na vida, mas na verdade não tinha nada. A sua ascensão tinha começado após ter tido um doloroso desgosto amoroso. A partir daí fechou o seu coração e não deixou mais ninguém se aproximar. Nunca esqueceu aquela perda e refugiou-se sempre no trabalho. Agora era um homem frio, quase sem sentimentos. No trabalho, tinha a fama de ser implacável, provocando medo na maioria dos seus empregados. A maior parte tremia quando era chamada ao seu gabinete. Era costume ter vários ataques de fúria quando alguém cometia um erro. Não reprimia qualquer palavra, deixava a ira inundar o seu corpo. Naquele dia, tinha acordado com extremo mau humor. Aquele gabinete era o último local que queria estar naquele momento, sentia-se preso. Estava farto daquela rotina em que ele próprio se tinha imposto. Estava exausto de jogar pelo seguro. Não conseguiu esconder a sua insatisfação e de um longo suspiro. Quase instantemente, alguém lhe bateu à porta…  

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Ao som de… (22) [AC/DC - You Shook Me All Night Long]

O heavy metal assume o papel principal da vigésima segunda edição do ‘Ao som de’ com os australianos AC/DC a assumirem as rédeas do jogo. A banda oriunda de Sydney já vendeu mais de 200 milhões de cópias em todo o mundo. O cd Back in Black (1980), que integra a faixa You Shook Me All Night Long integra, foi o trabalho de maior sucesso com mais de 50 milhões de unidades vendidas (o segundo álbum mais vendido da história do rock, apenas atrás de Thriller de Michael Jackson). 

"AC/DC" é uma abreviação de "alternating current/direct current" que em português significa corrente alternada/ corrente contínua. Formado em 1973, passou por várias mudanças na formação da banda. Apenas os irmãos Angus e Malcolm Young permanecem do grupo original, juntando-se mais tarde Cliff Williams, Brian Johnson e Phil Rudd. Desde a sua criação, já lançaram 14 álbuns de estúdio a nível mundial e mais quatro lançados em versão australiana. O som forte e energia eletrizante dão à banda um conceito único e irreverente, uma das razões para o grande crescimento da base de fãs do grupo.

O AC/DC entrou no Rock and Roll Hall of Fame em março de 2003. Já em 2004, a banda ficou em 72º na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos" feita pela revista Rolling Stone. O grupo australiano ficou ainda quarto na lista da VH1 dos "100 Maiores Artistas de Hard Rock".