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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Questões inevitáveis (23) – Ensino Superior

Um dia após o anúncio oficial das colocações da primeira fase deste ano no Ensino Superior, é impossível não falar sobre este tema. Foram admitidos 37 415 alunos na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, menos 3 mil que no ano passado. No total, concorreram 40 419 estudantes, no entanto mais de 3 mil ficam para já de fora, por não terem conseguido notas suficientes.

Este são os números mais baixos de alunos admitidos nos últimos seis anos! Uma tendência que está a tornar-se hábito em Portugal… Desde 2010 que o número de novos estudantes no Ensino Superior tem vindo a diminuir. Uma situação que levanta várias questões no futuro da educação das universidades e dos institutos politécnicos da rede pública. Será que com o país a atravessar uma grave crise financeira e com taxas de desemprego elevadíssimas, a educação superior é mais uma das vítimas das dificuldades dos portugueses?

Estes números surgem numa altura em que o Governo confirmou um corte médio de 2,5% no financiamento do sector em 2013. “[As universidades] vão sobreviver com dificuldades, como todo o país”, referiu João Queiró, secretário de Estado do Ensino Superior. Ainda assim, o secretário de Estado espera que a redução no financiamento "não ponha em causa a qualidade do ensino e a viabilidade de algumas instituições”. 

Num momento crítico para o país, é preciso apostar sempre que possível numa maior formação, para que se consiga ter mais competências para lidar com os problemas que se enfrentam diariamente. Até porque maior educação é mais um factor para nos tornamos cidadãos melhores nesta sociedade que se encontra em constante mutação. Já agora também aproveito para dar os parabéns a todos aqueles que entraram na Universidade este ano e que estão a ler este texto!  

Quais são as razões para a diminuição de novos estudantes universitários? É justo o Governo cortar no financiamento da educação? Em que estado se encontra actualmente o ensino superior em Portugal?

"Os Grandes Portugueses" (23) - Joaquim Agostinho

Nome: JOAQUIM Francisco AGOSTINHO

Data e Local de Nascimento: Torres Vedras, 7 de Abril de 1943

Data e Local da sua morte: Algarve, 10 de Maio de 1984

Profissão que se notabilizou: Ciclista

 

Feitos importantes:

  • Proveniente de uma família humilde gastou as suas poupanças na concretização de um sonho de infância: comprar uma bicicleta. Os seus ‘treinos’ eram feitos num percurso diário, de cerca de 35 km, entre a sua terra natal e o seu emprego.
  • Só aos 25 anos reconheceram acidentalmente o seu potencial no ciclismo, ao ter-se destacado numa prova de amadores. Ingressou na equipa de ciclismo de Sporting e logo no seu primeiro ano de actividade (1968) sagra-se Campeão Nacional e Regional de Amadores.
  • Entre 1970 e 1972, é o vencedor da Volta a Portugal com várias etapas ganhas. O sucesso em Portugal catapultou-o para o estrangeiro tornando-se um dos primeiros portugueses a conseguir sucesso numa carreira desportiva internacional. Conquistou dois terceiros lugares nas suas doze participações no Tour de France, onde venceu oito etapas. Já em 1974, terminou em segundo a Volta a Espanha.
  • Aos 41 anos, sofreu uma queda na Volta ao Algarve que provocou uma fractura craniana. Mesmo assim, voltou a montar a bicicleta e com a ajuda dos seus colegas cortou a meta da sua última etapa. Vítima desse acidente veio a falecer dez dias depois. Após o seu desaparecimento, afirmou-se que as consequências da queda poderiam ter sido menores se Joaquim Agostinho utiliza-se o capacete.
  • Profissional entre 1968 e 1984, Agostinho foi considerado o melhor ciclista português de todos os tempos. No ano 2000, os jornalistas de "A Bola" consideraram Joaquim Agostinho como o quarto mais importante desportista português do século XX, logo a seguir a Eusébio (1º), Carlos Lopes (2º) e Rosa Mota (3º).

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