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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Questões inevitáveis (25) – Especial Fim do Ano

O ano está muito perto de acabar, 2013 está nos seus último cartuchos e já há muita gente a fazer balanços de como tudo correu. Muitos apontam os bons e maus momentos e aguardam por um 2014 ainda melhor. Para mim, estes dias depois do Natal são sempre de muita reflexão e prespectiva.
O inicio de um novo ano é a possibilidade de começar tudo de novo, fazer algo diferente. Para quem teve um 2013 menos bom, tem a possibilidade de melhorar. Há doze meses para transformar este novo ano num dos melhores de sempre. É indispensável é pensamento positivo e perseverança ! Tudo é possível basta acreditar e lutar pelos objectivos!
Pessoalmente, gosto de colocar alguns desafios antes de um novo ano começar. É uma óptima forma de me colocar em análise para ver se consigo atingir tudo o que desejava. Um dos meus principais alvos é concluir uma meia-maratona , caso tudo corra bem será algo que irei fazê-lo muito em breve! Estou bastante entusiasmado para o que o próximo ano me vai reservar, sinceramente acredito que vão aparecer muitas coisas boas! E vocês?

Vocês também gostam de planear objectivos para o ano seguinte? Que balanço fazem de 2013?

 

Desejo a todos os meus seguidores, leitores e visitantes um ano de 2014 em cheio, que todos os vossos sonhos e objectivos se concretizem!

Uma viagem ao encontro do amor…

Conheciam-se há meses através das evoluções da tecnologia, não passavam um dia sem se falar. Ele vivia numa cidade em constante alvoroço, já ela morava numa vila pacata. Partilhavam tudo, eram os maiores confidentes, de alguma maneira, eram mesmo verdadeiros amantes. Nenhum dos dois conseguia explicar aquele sentimento que nutriam um pelo outro, apenas amaldiçoavam a distância que os afastava. Não havia dia que não fantasiassem com uma vida em conjunto. Faziam planos, contavam os maiores segredos, a confiança entre os dois era cega. Ainda assim nunca tinham estado juntos, desconheciam a sensação de colocar os seus sonhos em prática. Cobiçavam diariamente esse momento, desejavam ardentemente sentir o toque um do outro. Queriam, no fundo, amar-se em toda a plenitude.

Naquele dia, em que a saudade o atormentava especialmente decidiu cometer uma loucura. Saiu de casa e comprou um bilhete para a vila da sua amada. Era uma decisão intempestiva, mas inevitável. Tinha-se cansado de evitar aquela decisão! Como podia? Estava a lutar pela sua felicidade, por aquele amor intenso e verdadeiro. A viagem seria dentro de cinco dias e decidiu não lhe contar o que tinha feito. Queria-a surpreender, ver a sua reacção genuína. A espera foi uma tortura interminável, estava ansioso para que o dia chegasse finalmente. Enquanto falavam tentava afastar o entusiasmo que sentia, não queria estragar a surpresa…

O dia acabou por chegar, tremia de ansiedade mas tinha um enorme sorriso na cara. Ia vê-la e isso não tinha preço! Na verdade, era um sonho tornado realidade, nada podia se igualar aquela sensação. Horas depois, chegou aquela pequena vila e dirigiu-se à morada onde já tinha enviado dezenas de cartas. Andava depressa, quase a correr, estava muito entusiasmado. Agora tinha de ir em frente, o encontro iria realmente acontecer. Tocou à campainha e pouco tempo depois ouviu passos apressados a correr até à porta. Uma bonita jovem abriu-a e ficou embasbacada com quem se encontrava do lado de fora. Nervosa, sorriu timidamente. O rapaz, também sem jeito, retribuiu o gesto. Ambos sabiam que estavam a olhar para a sua alma gémea.

Ao som de... (26) [Frank Loesser – Baby it’s cold outside]

Entrando no espírito natalício que já invadiu o mundo dos blogues vou fazer um ‘Ao som de…’ especial. É, nesse prisma, que vos deixa a minha música favorita desta época festiva. É nada mais, nada menos que o clássico inigualável 'Baby, it’s cold outside’. A magia deste dueto cria um momento envolvente, é quase impossível não acompanhar esta canção. Tem uma aura animadora que faz nascer instantaneamente um sorriso, a letra é absolutamente genial. É, sem dúvida, uma fantástica homenagem ao Natal!
A música de 1944 foi escrita pelo compositor Frank Loesser e ficou imortalizada no filme Neptune's Daughter (1949). Essa é a interpretação que eu escolhi para este vídeo e que valeu a Loesser um Óscar de Melhor Música Original. É uma constante ouvir esta canção nas rádios durante a época natalícia, tornou-se numa tradição norte-americana. A sua popularidade valeu-lhe inúmeras interpretações, recentemente teve uma versão na mediática série Glee .
Na verdade, a música, originalmente, foi um presente à sua esposa Lynn Garland e não iria ser gravada. Os dois apenas a cantavam em festas privadas com os amigos. No entanto, Frank não resistiu a vender os direitos da canção à MGM , o que originou um ataque de fúria da sua mulher… A escolha do compositor acabou por valer-lhe um grande sucesso que deve ter servido para mimar a sua esposa pela desfeita que cometeu …

Gostam de músicas de Natal? Quais são as vossas preferida?

 

Desejo a todos os meus seguidores, leitores e visitantes uma quadra natalícia repleta de muito amor e felicidade!

Enfrentar os fantasmas do passado

Conhecia aquele ar arrogante em qualquer lugar, não tinha mudado absolutamente nada. Continuava com aquela exagerada e exuberante confiança tão característica. Tinha namorado com ele durante o último ano de secundário, mas ele simplesmente sumiu da sua vida quando entraram em universidades diferentes. Nunca lhe deu uma justificação, mas revê-lo ainda fazia o seu coração disparar.

Não imaginava que ele aceitasse ir a uma festa daquelas, não estava preparada para ver aquele antigo amor. A principio ele não a viu, mas assim que reparou na sua presença o seu olhar nunca mais a deixou. A sua expressão divertida fechou instantaneamente e dirigiu-se para onde ela estava num passo apressado. Não quis acreditar quando o viu aproximar, não soube como reagir. Congelou completamente…

- Carrie – saudou cordialmente , mas sem esconder o tom melancólico. De perto, havia poucas mudanças nos últimos anos, era assustador como ainda se lembrava de todos os seus traços.

- John - cumprimentou mecanicamente, não sabia o que dizer. Sentia-se uma enorme tensão entre os dois, as cicatrizes do passado permaneciam bem presentes. Era estranho estarem frente a frente depois de tantos anos. Ele deu um sorriso nervoso como que a pedir ajuda para a conversa prosseguir.

- Desculpa ter desaparecido sem te dar justificações – reconheceu por fim, estava a fazer um enorme esforço de quebrar o gelo. Um longo silêncio apoderou-se daquele par, nenhuma palavra surgia. Apenas se olharam mutuamente sem saber o que dizer um ao outro. O ambiente era constrangedor, a sala estava cheia mas pareciam estar sozinhos.

- Terminar era o melhor para os dois, mesmo que não quiséssemos admitir. Precisavas disso para dar o passo em frente – concedeu entre algumas hesitações. Viu que ele estava a sentir aquilo que estava a dizer. Pensou nos fantasmas que a enfrentaram no passado e como os conseguiu ultrapassar. O fim daquela relação coincidiu com o seu amadurecimento, por mais que não quisesse admitir ele tinha razão. A ideia fê-la dar o mais belo dos sorrisos…  

Parte 1 || Parte 2

Reviver o passado

Avançava num passo apressado pelas ruas da capital, numa altura em que os pés começavam a doer pelos saltos altos que usava. Não se deixava de questionar a razão para ir aquele local… Há semanas atrás tinha-se rido do convite para a reunião da sua antiga turma do secundário. Contudo, hoje estava a ir para aquele local. Era irónica aquela decisão até porque nunca fora uma rapariga popular, na verdade era a típica desajeitada e tímida que ninguém tomava atenção. Mas tinham-se passado dez anos e muita coisa tinha mudado. Amadureceu. Concluiu o seu curso e garantiu um bom emprego na sua área, mas ainda assim sentia a necessidade de aparecer…

Sempre achara que aqueles encontros eram para um bando de cretinos passarem a noite a afirmarem o quão bem estavam na vida quando na verdade não passavam de uns infelizes. Não tinha a personalidade para lidar com aquele tipo de joguinhos, o que tornava a sua decisão de ir mais estranha. Havia uma atracão especial para estar naquele local, não sabia explicar aquele desejo inesperado. No entanto, tinha a certeza que não podia perder aquele momento. Ainda assim amaldiçoava-se por sair à rua naquela fria noite de Inverno.

Mesmo com pouca vontade não se tinha descuidado com a sua imagem. Vinha vestida de uma forma esplendorosa, arrebatadora para dizer a verdade. Um casaco de pele escondia um vestido preto justo que destacava as suas curvas perfeitas. Uma visão diferente da jovem quase invisível no secundário. Agora era uma pessoa completamente diferente e não queria deixar de mostrar que tinha-se tornado uma bela e sofisticada mulher. Assim que chegou ao local, não pode deixar de reparar que vários olhares se cravaram nela. Sentia-se satisfeita por aquele tipo de atenção. Nasceu um pequeno sorriso presunçoso que se esfumou assim que o viu… 

Parte 1 || Parte 2

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