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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Entre palavras

Nos últimos meses vivi absorvido nas palavras, na criação de algo. Do meu sonho. Entrelaçado nas frases dando-lhes sentido. Fazendo-as crescer, assumindo o risco. Permaneci constantemente dominado pelas suas definições e conceitos. Quis mudá-los, fazer mais e melhor. Por isso, senti cada palavra, cada sentimento e cada momento que escrevi.

Confesso que a escrita sempre foi um prazer, uma forma de expelir tudo aquilo que sinto. Não nada melhor do que fazê-lo! É por isso que nunca escondi que uma publicação é um objectivo pessoal que pretendo atingir. Hoje terminei uma etapa, não podia estar mais satisfeito por isso!

Sei que a altura se está a aproximar, o que me deixa ainda mais motivado. Sei que há muito trabalho pela frente, mas olho para o futuro com uma esperança renovada e com o sonho cada vez mais perto. Poder viver da palavras, esse é o sonho que irei lutar e perseguir . Avizinha-se agora a tarefa mais difícil , mas vou lutar para que isso se torne uma realidade. Desistir? Nunca!

Imagem espontânea (26)

Todos vocês sabem o prazer que tenho em fotografar, não há melhor do que passear com uma máquina fotográfica na mão. Há sempre uma oportunidade de registar um momento especial. Por mais que tenhamos visitado um lugar, parece que encontramos sempre algo novo. Foi isso que aconteceu na minha mais recente visita ao Parque da Paz. Situado em Almada, este é um parque urbano com 60 hectares, da autoria do arquitecto paisagista Sidónio Pardal. Inserido no meio da cidade, possui para além de zonas relvadas, matas, zonas de descanso, caminhos e lagos. Este parque urbano compõe 114 espécies de árvores, arbustos e herbáceas. Constitui-se como o pulmão de Almada e um óptimo lugar para relaxar um pouco. Quem é adepto de um passeio ao ar livre, este é o local certo para visitar! Enquanto estava a passear vi esta flor e não resisti a tirar uma foto, achei-a extraordinariamente bela. Confesso, gosto imenso de tirar fotografias de flores, é um dos temas que mais dou atenção. É impossível não ficar cativado com a beleza natural!  

“Quando as palavras fogem, as flores falam.” (Bruce W. Currie)

Sala de cinema (27) – Gravidade

A Gravidade é um dos filmes em destaque na 86ª edição dos Óscares, obtendo dez nomeações, as mesmas que Golpada  Americana.  Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Actriz Principal são algumas das categorias a que este filme de ficção cientifica vai concorrer. A cerimónia de entrega das estatuetas douradas decorre em Los Angeles a 2 de Março de 2014 e a anfitriã será Ellen DeGeneres.

Gravidade, de Alfonso Cuarón, foi lançado em 4 de Outubro do ano passado e rendeu 675 milhões de euros. A história dé ênfase a  Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) uma engenheira de médicos na sua primeira missão no espaço. Ela é é acompanhada pelo astronauta veterano Matt Kowalsky (George Clooney), que está no comando do vaivém espacial, na sua última missão. Tudo corria bem até que algum lixo espacial quase destroí a nave deixando-os no espaço e com oxigênio limitado. O filme aborda as capacidades de sobrevivência desta dupla perdida no espaço e sem nenhuma comunicação da Terra.

Visualmente extraordinário, as imagens retratadas no filme são extraordinárias e ganham um maior impacto se forem vistas em 3D. Sem dúvida, um marco no que diz respeito ao avanço tecnológico cinematográfico. O trabalho é tão bom que parece que também estamos no espaço com as personagens, é difícil não nos envolvermo-nos no enredo. Há uma tensão durante a longa-metragem que nos prende à tela, aliada a uma interpetação soberba de Sandra Bullock. A sua curta duração (1h30m) faz com que o desenrolar da história seja mais fluido, não dando espaço a muito tempo morto. Definitivamente, um dos melhores filmes do ano!

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Gostaram de ver o filme Gravidade? É justa as dez nomeações para a obra de Alfonso Cuarón? Destaque para cerimonia dos Óscares? 

Cristiano Ronaldo regressa ao seu trono

Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo em 2013! O avançado português arrecadou 27,99 por cento dos votos e superou a concorrência de Lionel Messi (24,72%) e Franck Ribéry (23,36%) na corrida ao prémio atribuído conjuntamente pela revista France Football e pela FIFA. Cinco anos após ter conseguido a sua primeira Bola de Ouro como jogador do Manchester United , CR7 torna-se o primeiro português a vencer por duas vezes este troféu 

A distinção veio coroar um ano de 2013 em grande, no qual marcou 69 golos marcados (59 pelo Real Madrid e 10 ao serviço da Selecção Nacional). Messi e Ribery juntos não conseguiram marcar os golos do internacional luso… Especial relevo para os quatro golos apontados pelo capitão da selecção nacional no 'play-off' de apuramento para o Campeonato do Mundo com a Suécia.

"Não há palavras para descrever este momento. Obrigado a todos os meus companheiros do Real Madrid, da Selecção e toda a minha família aqui presente. É um orgulho enorme. Quem me conhece sabe o sacrifício que foi ganhar esta Bola de Ouro”, um referiu Ronaldo visivelmente emocionado quando recebeu o troféu no palco do Palácio dos Congressos, em Zurique (Suíça).

Nota ainda para o antigo seleccionador nacional Carlos Queiroz que optou por colocar Messi em primeiro lugar e só depois escolher o seu compatriota. Depois de treinar CR7 nos 'red devils' e na selecção das quinas não deixa de ser uma decisão...estranha.

Prémio justo para Cristiano Ronaldo? É possível sonhar com uma terceira bola de Ouro? Carlos Queiroz fez bem em votar noutro jogador? Messi que esteve muitos meses parado por lesão merecia o segundo lugar?

Páginas Folheadas (1) - As Intermitências da Morte

'Páginas Folheadas' é a nova rubrica do Um Mar de Recordações, um espaço onde vou dando algumas sugestões literárias das obras que vou lendo. Assim sendo, considero indispensável começar com um dos maiores vultos da literária nacional. As Intermitências da Morte é um livro do escritor português José Saramago publicado em 2005. O livro contem 216 páginas e foi editado pela Editorial Caminho.

“No dia seguinte ninguém morreu”, é a partir deste paradigma que começa este romance do Prémio Nobel. De repente, num certo país, as pessoas simplesmente param de morrer. A Morte cansada a ser detestada pela humanidade decide suspender suas actividades, e ironicamente começa a viver. Quais podem ser as consequências dessa decisão? Estaríamos realmente preparados para acabar com esse momento depressivo do adeus?

Durante As Intermitências da Morte, somos confrontados com uma ampla divagação sobre a vida, a morte, o amor, e, principalmente, o sentido da nossa existência. O que mais me impressiona nesta obra é o caos que provoca a vida eterna em vários sectores da sociedade. Se no principio havia um estado de euforia e de optimismo, isso termina com pessoas a atravessar o país para morrerem... Uma imagem forte que este livro permite e que levanta várias perspectivas .

Fiel ao seu estilo irónico e corrosivo, o único Prémio Nobel da língua portuguesa produz uma feroz crítica à sociedade moderna. É impressionante como mistura o bom humor e a amargura, ao tratar da vida e da condição humana. Os longos parágrafos que marcam a sua técnica narrativa única, deixam qualquer leitor atónito . No fundo, As Intermitências da Morte é um daqueles livros imperdíveis!

(Se ficaste interessada/o no livro, clica na imagem para comprar)

  

O que acham desta obra? São fãs da obra de José Saramago? É possível um novo escritor de língua portuguesa ganhar um Nobel da Literatura?

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