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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Imagem espontânea (28) – Fortaleza de Sagres

Nas férias da Páscoa, fui passar uns dias pelo Algarve com a minha namorada. Confesso que não resisti a visitar alguns dos lugares mais emblemáticos desta bonita zona de Portugal. Um desses locais foi Sagres, uma vila do concelho de Vila do Bispo, conhecida pelos seus fortes e fortalezas. Para mim, é daquelas visitas obrigatórias a fazer!

Naturalmente que um dos sítios que visitamos foi a Fortaleza de Sagres, um espaço magnífico e cheio de história. A política da Expansão portuguesa nos séculos XV e XVI levou à fundação da Vila do Infante. A partir de então as designações Vila do Infante - Sagres - Fortaleza de Sagres confundem-se na passagem dos séculos… Ao longo dos anos revelou-se um lugar estratégico no panorama nacional. Enquanto visitamos esta edificação é impossível não ficar envolvido com o espaço.

Para quem gosta de uma visita cultural e natural, este é um local a visitar decididamente. Integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, apresenta ainda uma interessante biodiversidade faunística e florística e endemismos únicos que todos os visitantes podem observar. A imponente fortificação oferece a possibilidade de um olhar próximo ao património natural da costa. A vista é completamente deslumbrante, a panorâmica é extraordinária! 

 

 

"O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto." (Fernando Pessoa)

 

Algum de vocês já visitou a Fortaleza de Sagres? O que mais vos impressionou nesta fortificação? Gostam de ir a estes sítios emblemáticos do país?

Não há nada melhor do que atingir objectivos, onte foi o dia de ultrapassar uma nova barreira. A página do Facebook do blogue atingiu os 1000 likes! O meu sincero obrigado a cada um de vocês que tem apoiado este projecto com tanto afinco. Agora é continuar a crescer! Entretanto, se gostas do Um Mar de Recordações, continua a ajudar a fazê-lo crescer em:

     

Questões inevitáveis (29) – Europeias 2014

O Partido Socialista, liderado por Francisco Assis, venceu as Europeias 2014. A vitória era esperada, mas a vantagem revelou-se curta dadas as perspectivas iniciais. O PS elegeu oito deputados para o Parlamento Europeu com 31,46% da votação. Especial destaque para o valor histórico da abstenção com 66,10%, o maior de sempre! Uma situação preocupante que deve valer muita reflexão para todos os partidos políticos. Sem dúvida, um problema que deve ser combatido!

Numa campanha onde se falou muito pouco da Europa e dos problemas que ela atravessa, o derrotado da noite acabou por ser a Aliança Portugal (coligação entre o PSD e o CDS-PP), liderado por Paulo Rangel e Nuno Melo. A dupla arrecadou sete deputados com 27,71% da votação. Assim sendo, o povo decidiu castigar os partidos do governo pelas diversas restrições que foram feitas nos últimos três anos.

Importa também fazer referência ao desempenho da CDU, de João Ferreira, que aumentou as intenções de votos (12,68%) e elegeu três deputados. Os comunistas reforçaram a sua posição como terceira força política nacional. A surpresa da noite foi o Partido da Terra (MPT), que conquistou dois lugares no Parlamento Europeu (7,14% dos votos). Marinho Pinto destacou-se na noite eleitoral, a sociedade deixou uma forte mensagem da descrença que há na política nacional. Por outro lado, Marisa Matias, a única deputada eleita do BE, teve um fraco desempenho nas urnas (4,56%), um sinal de que os bloquistas precisam de alterar muita coisa para acabar com esta queda livre nas intenções de votos. 

Resultado das votações:

PS  31,46% (8 deputados eleitos)

Aliança Portugal (PSD e CDS-PP)  27,71% (7 deputados eleitos)

CDU 12,68% (3 deputados eleitos)

MPT  7,14% (2 deputado eleitos)

BE 4,56% (1 deputado eleito)

 

Um vitória justa do Partido Socialista? Quais as consequências destes resultados? O voto devia ser obrigatório em Portugal?

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Um casal de rotinas

Estavam casados há mais de 30 anos, conheciam-se como ninguém, já nada os surpreendia. Encontravam-se mergulhados numa forte teia de rotina, onde os seus dias eram praticamente iguais. Ele saia de manhã para o trabalho e só voltava ao fim da tarde. Por outro lado, ela passava a maior parte na lide domestica. Sempre tinham vivido em Coimbra, raramente tinha saído daquela cidade, pouco conheciam além daquelas familiares ruas. Ainda assim, era um casal feliz, apenas fatigado pelas mesmas rotinas… Os seus dias pareciam quase programado, tudo era preparado ao milímetro. Não havia um rasgo de novidade, uma quebra naquela constante onda de acontecimentos.

Faltavam dez minutos para as oito, e como sempre Jorge Marcelino tinha acabado de vestir o seu fato, depois de ter comido um delicioso pequeno-almoço. Faltava-lhe apenas ajustar a sua gravata. Olhou-se demoradamente em frente ao espelho. Sentia uma forte necessidade de que algo de novo acontecesse. Precisava que algo quebrasse aquela constante apatia que estava a viver. Foi com esse sentimento que se dirigiu ao encontro da sua mulher com o desejo de lhe dizer qualquer coisa, mesmo não sabendo muito o que seria…

Quando entrou Dolores Marcelino fez uma cara de surpresa ao vê-lo voltar à cozinha, algo que não se lembrava dele alguma vez ter feito. - Querida… - começou por dizer naquela voz grossa tão característica. Queria dizer-lhe alguma coisa, mas a insegurança dominou-o de forma violenta.

- Sim… - respondeu-lhe de forma hesitante a sua mulher, dava mostras de alguma apreensão.

Um silêncio blindou aquela pequena cozinha por vários segundos, nenhum dos dois disse uma palavra ao outro. Olharam-se mutuamente, como se tivessem a conversar por pensamentos. Passado algum tempo, Jorge Marcelino acabou por ceder. – Esquece, não é nada… - respondeu abandonando a divisão. Antes de sair, não conseguiu suster um longo suspiro amargurado…

Como queres que acabe esta história?
  
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Estava mais que na hora de uma nova votação. Bem vocês já sabem como isto funciona, vocês escolhem e eu escrevo o que vai acontecer no final da história. Estou ansioso para o vosso escrutínio! Entretanto, se gostas do Um Mar de Recordações, então ajuda a fazê-lo crescer em:

     

Quando a esperança acaba…

Despertou repentinamente quando a sua cara bateu na água, a respiração ofegante pelo susto. Permaneceu ali preso a um destino fatal. O seu corpo escorregou vagarosamente pela banheira, estava sem força para reagir. Tinha chegado ao seu limite físico, a água já lhe chegava perigosamente ao queixo. “Socorro”, gemeu demasiado baixo. Aquele ténue pedido não lhe valia de nada, ninguém estava a em casa para o acudir. A esperança estava a eclipsar-se a uma velocidade alucinante. Entendeu que aqueles eram os seus últimos momentos de vida, a sua morte aproximava-se rapidamente. Naquele momento de fraqueza ainda deu um fraco suspiro. O seu destino era inevitável, o seu corpo escorregou mais um pouco, estava a centímetros do nariz. Perdeu novamente os sentidos. A água apoderou-se do seu corpo, consumindo-o aos poucos. A sua vida estava no seu fim…

“Argh!!!!”, gritou desalmadamente. Estava completamente soado na sua cama e com o coração a bater acelerado. Rapidamante, a sua mulher acordou com a gritaria, abraçou-o suavemente para atenuar aquele nervosismo. “É só um pesadelo, está tudo bem meu amor”, consolou-o. Ainda nervoso, aquele sexagenário sentiu-se mais vivo do que nunca. 

Parte 1 || Parte 2

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Submerso em águas perigosas

Não queria acreditar que a sua vida acabasse assim, daquela forma tão inglória. Um sorriso ironico surgiu na cara daquele homem de idade avançada. Naquele momento estava preso na sua casa de banho. Encontrava-se mergulhado em água fria. Há alguns minutos tinha escorregado e batido com a cabeça na banheira. Não conseguia mexer-se para sair daquele local, apesar dos seus constantes esforços. Aos poucos, sentia que o seu corpo ia escorregando perigosamente.

Esforçava-se para se mexer mas o seu corpo já não era aquilo que era. Com mais de 60 anos, já lhe custava movimentar-se. Aquele forte embate tinha-o deixado muito atordoado, os seus músculos teimavam em não responder. Enquanto isso tremia ao sentir o frio, a sensação era cada vez mais desagradável. Tentava sair de todas as maneiras que conseguia. Naquele momento, tentava usar a perna esquerda para tirar a rolha, mas as suas tentativas revelavam-se constantemente falhadas. Lutava para se salvar, mas só conseguia aumentar a sua frustração. Aos poucos a sua força começava a perder-se.

O medo aterroziava-o cada vez mais, sabia que não havia forma de escapar à morte. “Que patético!”, pensou, num momento em que perdera toda a esperança de se salvar. Já estava assim há demasiado tempo assim, não ia conseguir resistir muito mais. As forças estavam cada vez mais a afastar-se, lutava para se manter acordado. Aquela era uma batalha inglória. Fechou os olhos e perdeu a concisciência…  

[Continua…]

 

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