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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Um encontro virado para o futuro

Chegou a casa naquele dia estafada, mas ainda assim queria ler um pouco aquela obra de Victor Hugo. Não precisou de muito tempo para encontrar o papel com o contacto do jovem da biblioteca. Deu uma pequena risada, aquela atitude era digna daqueles romances típicos. Mas depois voltou à realidade, por momentos ficou sem saber o que fazer, sempre tinha tido medo de assumir o papel principal na sua vida. Daquela vez ia ser diferente, tinha chegado a altura de apostar no desconhecido. Angariou toda a coragem que tinha e com as mãos a tremer discou o número.

Minutos depois e após uma longa conversa decidiram marcar um encontro para o dia seguinte. Suspirou, não tinha nada a perder. As horas seguintes foram brindadas com um nervosismo intenso. Detestava aquela sensação, mas preferiu ignorar a ser moldada pela falta de coragem. Não se ia deixar levar por aquela descrença. Enfim, o grande momento chegou. Vestiu-se o melhor que o seu guarda-fato permitiu.

Dominou os enormes nervos que sentia assim que que entrou no pequeno restaurante que tinham combinado encontrar-se. Deu um sorriso que mais se assemelhou a uma careta. Tentou não mostrar a tensão que sentia, apesar dela ser bastante evidente. Ainda se estava a questionar como tinha tido coragem de se colocar naquela situação. Mas para sua surpresa, a conversa até começou com naturalidade. Grande parte da noite foi passada a falar na paixão de ambos – os livros. Partilharam experiências e compreenderam que tinham gostos muito semelhantes.

A verdade é que aquele rapaz de 26 anos parecia saído de um dos seus livros. Contudo aquele não era o seu conto de fadas… Soube que ele estava a trabalhar temporariamente naquela livraria, morava no Norte e aquele apenas tinha sido uma forma de ganhar algum dinheiro no espaço do tio. Ficou desiludida com aquela notícia, mas a audácia daquele dia tinha-a feito perceber que tudo era possível. Sorriu ao ir para casa no final daquela noite, entendeu que o seu romance andava por aí e estava cada vez mais próximo…

O resultado foi inquestionável com um clara vantagem de 64% (49 votos em 77 possíveis) no final escolhido. Ainda assim, quis acabar este conto com uma surpresa. Espero que tenham gostado! Agora quero pedir-vos um favor: saí definitivamente do anonimato e criei uma página no Facebook para promoção do meu primeiro livro. Precisava de ajuda de todos para conseguir partilhar esta notícia com o máximo de pessoas possíveis. Posso contar com a vossa ajuda?

 

 

 

           

Questões inevitáveis (31) – Público ou Privado?

Com o ano lectivo cada vez mais próximo, o anuncio das colocações para a universidade aproxima-se a passos largos. O nervosismo apodera-se dos mais de 42 mil alunos que se inscreveram para a primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior (mais de dois mil que no ano passado).  Há muita gente na expectativa para se formar na área onde desejam fazer carreira, este é assim uma escolha de responsabilidade que coloca uma pressão adicional…

O acesso ao ensino superior público contou com 50.820 vagas a concurso, um número que não era tão baixo desde 2008. As universidades e os politécnicos públicos disponibilizam assim menos 641 lugares, nos 1.067 cursos que abrem em 2014-2015, do que os 51.461 colocados a concurso no ano lectivo passado. Além do curso que é extremamente importante, a escolha da universidade pode também ser determinante para o futuro. É neste prisma que surge esta reflexão com uma das questões que levanta alguma polémica: qual o ensino que deixa os alunos mais preparados o ensino público ou o privado?

Na minha perspectiva , não há uma resposta absoluta. Talvez o mais seguro de dizer é que tudo depende do curso e do estabelecimento. Estes dois tipos de ensino distinto tem as suas potencialidades e as suas fraquezas, tudo depende dos conteúdos e competências que se desejam ver trabalhados. Ainda assim, há universidades que permitem melhores oportunidades de futuro dado o seu prestigio e aos seus contactos no mundo do trabalho. Mas no final terá sempre que ser o aluno a mostrar as suas capacidades e talento…

Qual é o melhor tipo de ensino superior – público ou privado? Qual é o que dá mais oportunidades? Ainda faz sentido tirar um curso na universidade?

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Em busca de um livro perfeito

Percorria demoradamente a livraria, estava em busca do livro perfeito. Andava sempre à procura de uma nova obra que a encantasse. Era um vício que não conseguia parar, encontrava sempre algo novo para ler, no fundo uma nova aventura para imaginar. Esse era o seu escape para uma vida cinzenta e sisuda. Aquela era a sua forma de viver a vida que tantas vezes sonhava. Não era uma jovem triste, apenas era acomodada. Vivia naquela tensão persistente sem ter coragem de dar o próximo passo.

No meio daquelas centenas de prateleiras , finalmente conseguiu encontrar um livro que a agradou plenamente. Deu um largo sorriso. Victor Hugo, um dos seus escritores preferidos. Desde cedo ficou cativada pelas palavras daquele autor. Tinha enfim encontrado o livro para os próximos dias. Soprou devagar para tirar algum pó acumulado. Posto isso, avançou despreocupadamente para adquirir aquele volume. Atrás da única caixa disponível , um rapaz com cerca de 25 anos estava a receber o dinheiro do cliente à sua frente. Numa cara repleta de sardas, aquele jovem possuía uma beleza especial. Era um empregado novo, nunca o tinha visto antes naquele lugar.

Um sorriso galante soltou-se dos lábios daquele rapaz quando começou a atende-la. Aceitou o livro com delicadeza. “18 euros, por favor”, pediu numa voz suave e límpida. Enquanto procurava o dinheiro na carteira, reparou que o empregado escrevia algo num pequeno papel. Estranhou a situação, mas não deu importância. Baixou os olhos e tirou a quantia que pretendia. As suas faces ficaram rosadas quando os seus dedos tocaram-se na altura do pagamento. Nervosa, a jovem sonhadora saiu rapidamente daquela livraria. Sem imaginar, dentro do livro que tinha comprado encontrava-se o contacto telefónico daquele rapaz. Os dados tinham sido lançados… 

 
 
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Sala de cinema (32) – Guardians of Galaxy

Não resisti a trazer-vos um filme que vi recentemente no cinema e que fiquei incrédulo pela sua qualidade. Guardians of Galaxy, realizado por James Gunn, dá uma nova dimensão aos filmes de super-heróis. Baseado nas histórias de BD , é uma junção perfeita entre comédia e acção que eleva em muito a fasquia das longas-metragens do género. Com um orçamento de 170 milhões de dólares, o produto final arrisca-se a ser recordado como um dos melhores filmes da actualidade.

Peter Quill (Chris Pratt), autodenominado de ‘Senhor das Estrelas’, rouba uma esfera cobiçada por Ronan (Lee Pace), um poderoso e ambicioso vilão. Compreendendo o perigo em que se encontra, Quill forma um extravagante grupo para enfrentar este inimigo: Rocket Raccoon (na voz de Bradley Cooper), um guaxinim de pensamento rápido e ligeiro no gatilho; o leal Groot (na voz de Vin Diesel), um humanóide com a aparência e força de uma árvore; a implacável e destemida alienígena Gamora (Zoe Saldana); e Drax (Dave Bautista), um homem marcado pelo desejo de vingança. É este o grupo que terá de encontrar um modo de impedir  que Ronan recupere a esfera e, assim, conseguir impedir a aniquilação do Universo.

Apesar do conceito não espantar pela criatividade, desengane-se quem pensa que é mais do mesmo. Com um forte componente na imagem, James Gunn consegue criar um ambiente extraordinário. Guardians of Galaxy executa com uma mestria pouco habitual uma trama que inova no estilo e na execução. Produzido pela Marvel Studios , o filme com a duração de duas horas tem a capacidade de entreter quer nas batalhas como nos diversos momentos cómicos. Aliado a isso conta com uma banda sonora genial. Um trabalho magnifico de Tyler Bates, que nos faz mergulhar na atmosfera criada com efeitos especiais espectaculares.

Especial destaque para profunidade das personagens com histórias fortes e bem estruturadas. Não somos confrontados com os típicos heróis, na verdade acabam todos pro ser criminosos que se vêm (quase) obrigados a formarem uma equipa para salvar a galáxia. Além do mais, o enredo é forte com desempenhos sólidos e bem conseguidos, o protagonista Chris Pratt esteve  bastante bem. Contudo, quem me impressionou mais foi  Bradley Cooper que com o seu irónico guaxinim destaca-se em grande escala. Para mim, ele rouba o espetáculo com as suas frases memóraveis.  Por certo, este Guardians of Galaxy vai permanecer durante muito tempo na memória dos amantes de cinema!

Já viram o filme? O que é que mais vos impressionou? Qual foi a vossa personagem preferida?

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O prazer da leitura

O sol começava a pôr-se, tapada com um chapéu de sol, uma jovem morena, na casa dos 20 anos, encontrava-se sentada num banco de jardim despreocupadamente . Não tinha nenhum pormenor que a destacasse. Os seus olhos castanhos estavam mergulhados num pequeno livro. Permanecia assim há horas, tinha decidido passar aquela tarde numa leitura intensiva de um clássico da literatura nacional.

Perdia-se naquelas doces e intensas palavras, viajava naquele mundo que era a sua imaginação. Era feliz daquele modo, não precisava de mais nada além daquele prazer pela leitura. Saboreava cada página. Nada substitua aquelas magnificas tardes. Ainda assim, quando a leitura terminava não conseguia deixar de se sentir alguma nostalgia. Caminha para uma casa sem ninguém, morava sozinha. Enquanto avançava suspirou bem alto com esperanças que um dia ela também pudesse viver o seu próprio romance…

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