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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Sala de Cinema (34) – Gotham

A estreia de Gotham em Portugal está quase a chegar!  Considerada pelos críticos uma das grandes séries do ano, a prequela de Batman chega as televisões já no próximo dia 11 de Novembro, pelas 22h15, na FOX. Criada por Bruno Heller, esta série dramática é baseada em personagens que aparecem em publicações da DC Comics.

O enredo baseai-se nos primeiros dias do inspector James Gordon (Ben McKenzie) na polícia de Gotham City. Com uma reputação irrepreensível nos campos da lei e da ordem, ele acaba por tornar-se um dos maiores inimigos do mundo do crime. Tudo começa com um crime terrível: o homicídio dos milionários locais Thomas e Martha Wayne. No local do crime, Gordon conhece o único sobrevivente: Bruce (David Mazouz), o filho de 12 anos do casal, um rapaz extraordinariamente forte que futuramente vai tornar-se no Cavaleiro das Terras… Assim sendo, Gotham é a história da origem dos grandes vilões e justiceiros da DC Comics, revelando um novo capítulo que nunca antes havia sido contado.

O cenário de Gotham é brilhantemente criado mostrando uma Nova Iorque suja e criminosa dos anos 80. Nesta série, que vai ter 22 episódios na primeira temporada, podemos observar ao nascimento dos vilões de alguns dos mais icónicos do mundo - personalidades intemporais como Catwoman, O Pinguim, O Enigma, Duas-Caras e Joker. O sucesso inicial já valeu aos actores Ben McKenzie (James Gordon) e Robin Lord Taylor (Oswald Cobblepot) a nomeação para os People's Choice Awards, na categoria de actor favorito numa nova série de televisão.

Vídeo colocado por: IGN

Estão curiosos para ver Gotham? Qual é a personagem que desejam mais ver? O que acham do ressurgimento dos super-heróis na televisão e no cinema?

 

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No dia 2 de Novembro a Livraria Desassossego é o espaço a visitar!

Todos os que passam por aqui, já devem saber que estou a publicar o meu primeiro livro. Com a chancela da Chiado Editora, ‘A Analogia da Morte’ é o meu pequeno bebé. Na verdade, é um sonho concretizado. Hoje vou partilhar com vocês, mais um momento importante – o dia do lançamento da minha obra. O evento está marcado para o dia 2 de Novembro na Livraria Desassossego, situada na rua de São Bento perto da Assembleia da Republica.

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Quero convidar-vos a todos a estar presentes neste dia maravilhoso, estou ansioso para ter oportunidade de vos conhecer e trocar algumas palavras. Por isso temos encontro marcado para dia 2, conto com a vossa presença! A blogosfera tem sido simplesmente extraordinária, divulgando este projecto e eu gostava de poder agradecer a todos vocês pessoalmente. Além disso, é uma óptima forma de ver a cara por trás dos vossos magníficos blogues. Posso contar com a vossa presença?

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Desenho da autoria da Ana✿

Para poderes ler a sinopse da obra clica aqui!

Ficaste curioso? Vê a opinião de algumas pessoas que já leram ‘A Analogia da Morte’:

Crítica literária da Ana✿, d’ O Blog da Ana✿

Crítica literária da Filipa, do one life, infinite moments!

Crítica literária da Carolina, do Gesto, Olhar e Sorriso

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Desenho da autoria da Magda Carvalho

 Não podes esperar e queres encomendar o livro antes do lançamento? Basta enviar um e-mail para aqui: mapereira.encomendas@sapo.pt! Agora também já podes encomendar através da Chiado Editora, da FNAC, da WOOK e da Bertrand!

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Desenho da autoria de Inês - desenhos e desenhos

Continuem a ajudar a divulgar esta obra através da página que criei no Facebook, onde somos cada vez mais. Conto com o vosso apoio! Estamos a ficar muito próximos dos 1000 gostos, é só mais um empurrão!

 

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Um luto devastador

Passou um mês depois daquela tempestade devastadora, mas ainda permaneciam alguns destroços do dia sinistro. A vila tinha perdido a sua alegria, outrora colorida e jovial, agora eram os tons negros que imperavam. Parecia um local completamente transfigurado. A população ainda estava a tentar absorver a perda de Bruno Pires. O jovem desaparecera sem deixar rasto naquele temporal destruidor. Naquela pequena vila piscatória, a saudade ainda era extremamente dolorosa.

Numa tosca casa junto ao mar, o silêncio reinava. No chão sentado contra a parede um embriagado José Brandão permanecia miseravelmente. Desde da tempestade que não tinha voltado ao mar. Estava com um aspecto deplorável, umas longas olheiras mostravam o pouco descanso que tinha tido nos últimos tempos, enquanto uma barba por fazer dava ênfase ao desnorte daquele homem. O seu olhar não tinha qualquer tipo de vida, era uma sombra do corajoso e aventureiro capitão. Lá fora começou a chover com uma enorme intensidade, cada gota parecia uma faca no seu coração ferido, numa dor ardente e contínua.

Com o desenrolar dos minutos aquele som destrutivo fê-lo sentir algo diferente, desejou pela primeira vez enfrentar os fantasmas do passado.  Não saia de casa há algum tempo, isolara-se naquela depressão destruidora. Culpabilizava-se pela morte do seu companheiro.  Grunhiu ao tentar mexer as suas pernas dormentes, os primeiros passos foram extenuantes. Parecia estar a tentar redescobrir a sua força. Saiu de casa de uma forma desarticulada. Sabia onde tinha de ir, precisava de enfrentar o seu medo.

Quando Brandão percorreu o denso areal, ficou parado em frente do mar agitado. Ao fundo observava a zona de rebentação. As lágrimas caíam-lhe fervorosamente. Continuava revoltado. Gritou descontroladamente, parecia um homem possuído.  Permaneceu num longo silêncio depois daquela descarga emocional. Apenas desejava que o tempo voltasse atrás. Ficou assim durante horas, Só abandonou aquele local quando a última gota caiu do céu, aquela era a sua homenagem.  Antes de ir embora largou um “Desculpa ter-te falhado companheiro” quase imperceptível…

 Imagem retirada de: http://oglobo.globo.com/

Parte 1 | Parte 2

 

 

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Imagem espontânea (31) – Instagram Time

Hoje trago-vos uma Imagem Espontânea muito diferente do que é habitual neste blogue. Em vez de algumas fotos sobre algum espaço que visitei recentemente vou fazer uma pequena retrospectiva dos últimos dias através da minha conta de Instagram (@miguel_alexandre7). Como sabem ultimamente tenho tido oportunidade de viver momentos inesquecíveis, sendo assim decidi começar a partilhar com vocês algumas dessas situações. Com o objectivo de tornar o Um Mar de Recordações um espaço cada vez mais pessoal e intimo. No fundo, o desejo passa por tornar este cantinho mais próximo de vocês leitores, faço votos para que gostem desta decisão. Já agora querem mais posts deste tipo? Espero que esta pequena colectânea seja do vosso agrado e se gostaram do conteúdo e ainda não me seguem nesta aplicação estão mais que convidados a fazê-lo!

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1 - Um espaço que é cada vez mais o meu orgulho! 

2 - Um almoço simplesmente delicioso, adoro esta cataplana!

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3 - A chegada do meu primeiro livro - A Analogia da Morte - a casa. Um momento extremamente emocionante!

4 - Os meus longos treinos para a meia-maratona. O desporto é um autêntico vício!

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5 - Bolo de bolacha: a minha sobremesa favorita! Sim, eu sou guloso!

6 - O meu primeiro livro chegou há pouco tempo, mas o segundo já está a ser escrito!

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7 - Sou um viciado por leitura, ultimamente tenho mergulhado nas palavras de George R. R. Martin... 

8 - Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é de passear por Lisboa. Uma cidade apaixonante!

 

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Enfrentar a força do mar

A onda aproximava-se perigosamente, por momentos José Brandão ficou petrificado. Um medo intenso percorreu-o, durante preciosos segundos permaneceu de boca aberta sem reacção. Não conseguia mexer-se, atordoado por aquele destino incerto. Parecia estar numa luta interna para combater aquele sentimento novo que tinha dentro de si. No entanto, a sua longa experiência a enfrentar contrariedades levou a melhor.  Abanou freneticamente a cabeça. Deu uma chapada na cara e voltou a si. “Quero toda a gente a agarrar-se ao barco, vamos sair desta vivos”, rugiu bem alto para os cinco companheiros que sempre o acompanhavam naquelas longas jornadas marítimas.

A chuva caía ainda com mais força, a tempestade estava cada mais intensa. Em 30 anos no mar Brandão nunca tinha visto uma onda daquele tamanho. Na sua mente, os remorsos de ter colocado tantas vidas em perigo estavam a atormentá-lo. Cerrou os punhos, tinha de esquecer isso. Era necessário reagir aquele perigo, precisava que todos se salvassem. A sua personalidade forte e audaciosa rugia exuberantemente. O embate estava perto, agarrou-se ao leme com todas as forças que possuía. Gritou sonoramente quando a onda se aproximava, enfrentando aquele gigantesco perigo. Era um capitão obstinado que não virava à cara a um desafio.

Devastadora a onda levou o barco a frente, os tripulantes gemeram  com a força do impacto. Brandão foi abalroado com aquela força destrutiva dando perigosos abanões. A sua respiração estava acelerada, mas ainda assim deu um pequeno riso quando aquilo terminou. Contudo, aquela vitória durou pouco. Á sua frente uma onda do mesmo tamanho preparava-se para atingir a embarcação. O impacto foi mais doloroso, o leme quase que cedeu. O capitão arquejou, as suas forças fragilizaram. Receoso, olhou para o horizonte e reparou que as próximas ondas seriam mais pequenas. Suspirou de alivio, aquilo daria tempo. Gritou pelos nomes dos seus companheiros, gelou quando Bruno Pires não respondeu. O medo devorou-o, baixou a cabeça de forma derrotada e voltou a agarrar-se ao leme. Aquele seria um dia difícil. Enquanto isso, a chuva caía com força…

 Imagem retirada de: http://www.imagenesfullhd.com/

Parte 1

 

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Encontrar sempre a meta certa!

Os meus dois grandes objectivos para este ano passavam pela publicação do meu livro e a conclusão de uma meia-maratona. Felizmente, esses dois desejos acabaram por ser concretizados com esforço, espírito de sacrifício e determinação. Ainda assim, não me dou por satisfeito. Sou ambicioso, vocês já devem saber isso.  Adoro desafiar-me, portanto decidi fazer a meia-maratona da Ponte Vasco da Gama. Assim, voltei a equipar-me e ataquei esta prova com tudo o que tinha. Esforcei-me ao máximo, mais uma vez com um tempo tórrido como grande adversário. Foram longos quilómetros, alguns mais dolorosos que outros. No fundo um verdadeiro desafio, nada melhor do que isso para motivar a querer novas conquistas. A desejar mais! O importante mesmo é encontrar sempre a meta certa, seja em qualquer objectivo. Ontem, foi mais uma meta conquistada. A chegada é sempre uma tempestade de emoções. Um momento bastante emocionante. É a sensação de dever cumprido. De mais um obstáculo superado e esse sentimento é um verdadeiro tesouro! A cereja no topo do bolo foi conseguir tirar um minuto ao tempo que tinha feito em Março. Para o ano o desejo passa por fazer ainda menos tempo. Agora é continuar a desejar que estes últimos meses continuem fantásticos e esperar que 2015 seja ainda mais auspicioso!

 

 

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Páginas Folheadas (7) – A Chave para Rebecca

Há algumas semanas tive oportunidade de mergulhar num livro que me encantou pelo seu enredo e respectivo desenvolvimento. A Chave para Rebecca, do britânico Ken Follett, foi uma fantástica surpresa. Publicado originalmente em 1980, tornou-se um enorme sucesso literário a nível mundial. Em Portugal, a obra foi editada recentemente pela Bertrand Editora.

Elogiada pelo detalhe histórico com que descreve o Égipto durante a Segunda Guerra Mundial, A Chave para Rebecca é um thriller cativante da primeira à última página. A obra decorre durante o Verão de 1942, num momento em que Rommel parece quase imbatível, aproveitando o espião Alex Wolff e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier – Rebecca. Wolf cruza o escaldante deserto do Saara e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. Enquanto isso, o  major Vandam encontra-se no seu encalço e encarrega a encantadora Elene de seduzi-lo. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo… Qual das duas facções vai sair por cima?

Algo que me agradou bastante nesta obra foi ver como era a espionagem antes da era tecnológica e entender como as coisas evoluíram tão rapidamente. De facto, para quem gosta de uma boa intriga este é o livro certo, quando se começa a ler é complicado não ficar deliciado com estas páginas de cortar a respiração. Ao longo de todo o enredo, há uma tensão que vai crescendo e que é muito bem explorada por Ken Follett. A capacidade narrativa do britânico é extraordinária, confesso que adoro a forma como ele escreve. Através de descrições fantásticas fazemos quase uma viagem no tempo para assistir a todos os acontecimentos. Além disso, destaco a riqueza e diversidade de personagens, é fácil ficar ligado com os diversos caminhos tomados por cada elemento da história. Cada um acaba por lutar contra os seus fantasmas…

Aproveitando o sucesso, a obra acabou por ganhar uma versão cinematográfica. Em 1985, o filme estreou nas televisões numa longa-metragem dividia em duas partes com quatro horas de duração. As filmagens decorreram na Tunísia e o director da adaptação foi o inglês David Hemmings.

Imagem retirada de: http://portalivros.wordpress.com/ 

Quem já leu este livro? Qual é a vossa opinião sobre a escrita de Ken Follett? Gostam de livros que retratam acontecimentos históricos?

 

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