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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

2014: Uma retrospectiva de um ano inesquecível

Inesquecível! Não há melhor forma de descrever este ano de 2014 no meu ponto de vista. Foi algo de extraordinário que deixou memórias fabulosas que não vão ser esquecidas. Doze meses de enorme intensidade e amplamente bem vividos. De facto, houve muito poucos aspectos negativos a reter neste ano, mas sei que com esforço e dedicação eles serão ultrapassados. O importante mesmo é manter sempre o pensamento positivo!

Inevitavelmente, a publicação meu livro de estreia – A Analogia da Morte – foi um dos grandes momentos do meu ano. A conclusão de um trabalho de muitas horas, repletas de esforço e dedicação. De facto, a concretização desse sonho vai ficar para sempre marcada na minha memória, é daquelas alturas em que vemos o nosso trabalho dar os seus frutos. A apresentação da obra foi assim o início de um percurso que espero que seja longo e próspero.

Para este sucesso é importante enfatizar a vossa importância em todo este processo, o vosso apoio foi o combustível perfeito para continuar a trabalhar. Confesso que quando vos anunciei a notícia fiquei altamente sensibilizado com as inúmeras publicações que fizeram a dar a conhecer este meu novo projecto. Foi tão bom contar com o apoio incrível que vocês têm dado neste últimos meses. Vocês tornaram este ano ainda mais especial.

O livro foi apenas uma das bonitas páginas deste 2014, consegui desafiar-me a lutar por objectivos que aparentemente pareciam complicados de atingir. Um deles foi ter completado duas meias-maratonas, uma em Março e outra em Outubro. Foi necessário muito espírito de sacrifício ao longo dos treinos para conquistar esse obstáculo, mas isso ajudou-me imenso. Foi mais uma demonstração de que nunca devemos desistir e só parar quando chegámos à meta. Esse foi um dos melhores ensinamentos que retirei das minhas correrias diárias.   

Acho que aproveitei ao máximo estes 365 dias, estabeleci prioridades e consegui obter os resultados que desejava. Consegui “esticar” ao máximo os dias, fazer cada vez mais. Ler, ver séries e filmes, fotografar ou viajar. Fiz um pouco de tudo e isso deixou-me extremamente feliz e realizado. Só espero que 2015 seja um ano tão bom como este 2014. Que bom foi vivê-lo!

  Imagem retirada de: http://blogs.camdenliving.com/

Desejo a todos os meus seguidores, leitores e visitantes um ano de 2015 em cheio, que todos os vossos sonhos e objectivos se concretizem!

 

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Imagem espontânea (33) – Instagram Time

Hoje é dia de mais uma Imagem Espontânea! Como aconteceu nas mais recentes edições vou deixar algumas das fotos que publiquei mais recentemente na conta do Instagram (@miguel_alexandre7). Já devem ter reparado que desde que fiz a alteração nesta rubrica que ela tem aparecido com maior frequência, confesso que estou a gostar imenso desta mudança!

Desta vez vou partilhar alguns dos momentos mais especiais de Novembro, como a maioria de vocês já sabem foi um mês muito importante para mim. Logo no início tive o lançamento do meu primeiro livro – A Analogia da Morte – um dos dias mais emocionante e marcantes que já tive. Mas esse foi apenas um dos momentos inesquecíveis destes últimos dias. É verdade que tem sido muito cheios e intensos, mas todos eles repletos de boas energias e cheios de felicidade. De facto, este final de ano tem sido mesmo sensacional, só espero que continue assim para 2015!

Lançamento.jpgChocos.jpg

1 - Durante o lançamento na Livraria Desassossego, uma foto a promover o meu primeiro livro - A Analogia da Morte. 

2 - Um almoço simplesmente fantástico, uns chocos à algarvia simplesmente deliciosos. Adorei!

Starbucks.jpgFacebook.jpg

3 - Uma saída com a minha namorada, passamos pelo Starbucks. O amor e o carinho foram uma constante. 

4 - O momento em que a minha página de autor chegou aos 1000 gostos, o meu obrigado a todos pelo apoio e carinho. 

Hunger Games.jpgCastanhas.jpg

5 - Não podia perder a primeira parte do último capítulo de Hunger Games. Sem dúvida, uma boa tarde de cinema!

6 - Adoro esta altura do ano pelas castanhas, é uma das coisas que mais gosto de comer. O sabor é divinal...

Chuva.jpgLogo.jpg

7 - Os dias tem sido muitas vezes repletos de chuva, mas é uma execelente oportunidade para dar uma boa leitura.

8 - O logotipo criado pela minha namorada para o canal do Youtube. Ficou um trabalho fantástico!

 

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A primeira morte do ‘Justiceiro Absoluto’ [One-shot*]

Lisboa vivia mergulhada numa tensão imensa, o medo dominava as ruas. Todos temiam uma ameaça vinda das sombras. Há poucas horas, todos os canais noticiosos informavam que tinham sido encontrados uma dezena de corpos sem vida. A autoria deste crime tinha sido de uma espécie de justiceiro que fazia justiça pelas próprias mãos. A identidade desse ‘Justiceiro Absoluto’ permanecia um mistério para a equipa da polícia liderada por Gonçalo Tavares. A capital portuguesa sangrava dolorosamente, mas nem sempre tudo tinha sido assim…

Toda aquela loucura tinha começado há umas semanas atrás, um poderoso gestor dava passos lentos, não tinha pressa para chegar a uma casa vazia. Apesar de ser alto, Bruno Correia possuía um porte volumoso com vários quilos a mais. Na casa dos 30, era alguém com ambições políticas que tinha um grande vício: dinheiro fácil. Recentemente, tinha entrado num esquema fraudulento que lhe valera vários milhares de euros para a sua conta no estrangeiro. Acabou por escapar a um julgamento devido às suas influências com o poder. A vida corria bem aquele homem abastado. Largou um sorriso arrogante ao pensar no sucesso que tinha tido nos últimos tempos.

Poucos metros depois, chegou à sua luxuosa moradia. A sua casa destacava-se das demais naquela rua. Bruno Correia estava um pouco apreensivo. Não sabia a razão, mas pressentia algo. A sua garganta estava estranhamente seca. Fez um curto esgar, num claro desejo de esquecer aquela tola ideia. Contudo, quando entrou na sua espaçosa sala reparou que a sua casa tinha sido remexida. Engoliu em seco. Avançou com cuidado, tentando não fazer barulho. O seu objectivo passava por chegar à arma que se encontrava guardada no seu escritório. Queria preservar acima de tudo a sua integridade, não sabia se alguém ainda estava ali…

Tentou mover o melhor que podia o seu corpo pesado, uma gota de suor caiu freneticamente pela sua face bolachuda. As suas pernas tremiam abundantemente, não era adepto deste tipo de momentos de ansiedade extrema. O seu coração estava a bater descontroladamente. Estava completamente amedrontado. Atrás de si ouviu um pequeno barulho, ainda se conseguiu virar para ver alguém a correr uma velocidade espantosa. Apenas conseguiu ver um homem vestido de negro com um mascara branca a tapar a cara. Na sua mão uma faca afiada aproximou-se perigosamente do seu pescoço. Depois disso, apenas escuridão…  

*One-shot inspirada no meu livro ‘A Analogia da Morte’

JusticeiroouPecador.jpg 

Desenho feito pela Ana

Promoção de Natal.jpg

 

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Um confronto inesperado

Ao fim da tarde chegou do trabalho completamente estoirado. As dores de costas estavam cada vez mais insuportáveis. Fez um esgar de dor quando entrou em casa. Mas deixou-se de lamentar quando reparou que não estava sozinho em casa. O homem ficou alarmado com essa situação pensado que um ladrão tivesse conseguido entrar na sua moradia. Movimentou-se o mais silenciosamente possível até ao seu quarto, o foco do barulho provinha dali. Ficou estupefacto quando se deparou com a mulher que o tinha abandonado há três meses. Não esperava voltar a vê-la naquela casa. Permaneceu ali junto à porta, paralisado, ouvindo-a soluçar de forma descontrolada. Sem notar a sua presença, permanecia sentada junto à cama e olhava fixamente para o anel que tinha deixado na mesa de cabeceira. O homem fez um sorriso condescendente ao ver aquela cena…

Poucos momentos depois, ela reparou na sua chegada. Numa primeira instância pareceu alarmada. Tentou secar as lágrimas e só depois virou a cabeça para o enfrentar. Revelou uns olhos tristes e vermelhos. Baixou a cabeça instantaneamente, envergonhada por ter sido apanhada naquele momento fragilizado. Estava com um péssimo estado parecia um caco.  “Desculpa ter sido uma cobarde”, murmurou em voz baixa. Não conseguia olhar-lhe nos olhos. Tinha saído daquela casa sem uma justificação, desistiu intempestivamente daquela relação por estar farta da rotina e das discussões constantes. Não foi preciso muito tempo para estar arrependida da asneira que tinha cometido. Agora sentada naquele quarto, apenas queria regressar ao passado e corrigir o passado.

Levantou a cabeça e pela primeira vez trocaram um olhar, de uma intensidade enorme. A forma ternurenta com que ele a olhava, fez com que voltassem a cair novas lágrimas. Nenhum dos dois sabia dizer naquele momento desconfortável. Nenhuma palavra parecia adequada, permaneceram naquele silêncio doloroso. Isso conseguia expressar mil frases, todas as palavras. Num acto intempestivo, aquele homem amargurado deu-lhe um longo abraço. Permaneceram assim durante vários minutos. Depois daquela fugaz separação, aquele casal soube transformar fraquezas e tristezas em forças. No fundo tudo aquilo fortaleceu e amadureceu a relação. Depois disso, nunca mais se conseguiram separar. 

[Ficção]

Visão do homem || Visão da mulher

 Imagem retirada de: http://pegueiobuque.com.br/

 

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