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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

A jogada que mudou uma vida...

Naquelas duas semanas a capital francesa respirava e vivia ténis. Realizava-se Roland Garros, o grande torneio de terra batida. Uma das competições que criava autênticas lendas no desporto. Hoje, naquele dia quente, jogava-se a final de singulares masculina. Um jovem jogador saltava nervosamente tentando afastar a pressão, enquanto olhava para o outro lado do campo. Diante de si tinha aquele que era considerado como o deus da terra batida, um desportista espanhol que parecia quase invencível naquele terreno. O jogo encontrava-se no quinto set, no tie break final com vantagem para o rapaz de apenas 18 anos. Estava muito próximo de cometer um dos maiores feitos do desporto actual caso conseguisse mais um ponto. Agarrou a raquete com mais força sentido a responsabilidade da próxima jogada. Desejava aquele winner de direita que o catapulta-se para o sucesso. Era a grande chance de marcar uma geração, apenas precisava de bater uma resposta forte e imponente, sabia que tinha que acabar com o jogo o mais rápido possível. 

Um silêncio imperava naquele estádio esgotado, sentia-se a ansiedade naquele jogada que podia ser decisiva, o público olhava impacientemente esperando a decisão daquele emblemático duelo de gerações. O seu adversário levantou a bola e disparou um serviço muito forte, mas que saiu um pouco ao lado do campo. "Segundo serviço!", rugiu o árbitro da partida, numa voz grave e intensa. O jovem sueco passou a mão por uma testa suada, exausto pelas quatro horas daquele duelo intenso. A inesperada estrela avançou para o outro lado do campo, aquela era a sua chance de vencer algo grandioso e, logo, diante de um autêntico herói local. Ia aproveitar o desespero e a pressão do seu experiente adversário. Preparou-se para o ponto de uma vida, para a jogada que ia mudar a sua vida para sempre...

No segundo serviço, a bola viajou para o seu campo com imenso spin, contudo o sueco conseguiu acertar nela com uma força arrasadora. Ainda assim, o combativo espanhol chegou à bola com dificuldade. O pequeno esférico acabou a pingar muito próximo da rede. O talentoso adolescente correu com a pouca força que ainda possuía, deu tudo o que tinha naquela corrida decisiva. Atacar aquela bola era sinónimo de glória eterna. A bola estava em queda livre, mas não desistiu. Arriscou e deu um salto num enorme esforço para evitar que a bola batesse no solo. Conseguiu tocar-lhe levemente, não evitando uma colisão forte no chão. Naqueles pequenos segundos não sabia qual tinha sido o destino do jogo. O coração acelerou freneticamente. Antes de virar a cara à procura da bola, um estrondoso ruído ouviu-se pelo recinto. Olhou para o campo adversário e lá estava a pequena bola amarela. Tinha conseguido, conquistou o encontro e o torneio. Largou um enorme sorriso, afinal não era todos os dias que se alcançava um sonho de uma vida...

 

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"Os Grandes Portugueses" (30) – Sá Carneiro

Nome:  FRANCISCO Manuel Lumbrales de SÁ CARNEIRO

Data e Local de Nascimento: Porto, 19 de Julho de 1934 

Data e Local da sua Morte:  Camarate, 4 de Dezembro de 1980

Profissão que se notabilizou: Advogado e político

 

Feitos importantes:

  • Cresceu no seio de uma família católica da alta burguesia no Porto, mas acabou por licenciar-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 1956. Exerceu a profissão de advogado na sua cidade natal. Mais tarde, em 1969, foi eleito deputado à Assembleia Nacional pelas listas da União Nacional, o partido único do regime salazarista. Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970. Acabou por resignar ao cargo de deputado após ser recusada a proposta com outros membros da Ala Liberal, entre os quais Francisco Pinto Balsemão e Magalhães Mota.
  • Em Maio de1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrático (PPD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Sá Carneiro tornou-se o primeiro secretário-geral do partido e, em Outubro de 1976, após a reforma dos estatutos, o primeiro presidente do partido, que então passou a designar-se Partido Social Democrata (PSD).
  • Em finais de1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Partido do Centro Democrático Social (CDS) de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico (PPM) de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril) que demonstrava todo o seu carisma e apoio popular.
  • Faleceu na noite de4 de Dezembro de 1980 em circunstâncias nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, quando se dirigia para o Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa.
  • O aeroporto internacional do Porto, para o qual ele se dirigia, foi posteriormente rebaptizado com o seu nome. A 13 de Julho de 1981 foi agraciado a título póstumo com a Grã-Cruz daOrdem Militar de Cristo, a 17 de Março de 1986 com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e a 20 de Dezembro de 1990 com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

 

 

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Imagem espontânea (38) - Um Abril de vitórias!

Abril foi um mês mágico e repleto de momentos muito especiais, de facto foi tão saboroso estes trinta dias em que tudo parecia destinado a correr bem. De facto, foi um dos melhores meses que tive neste ano que culminou com a descoberta do meu livro numas parteleiras da FNAC. Um dos meus grandes objectivos conquistados, agora só quero continuar a crescer e a dar a conhecer as minhas palavras a um maior número de pessoas. O sonho das letras está cada vez mais vivo! Só posso agradecer a todos vocês que me tem ajudado na divulgação d' A Analogia da Morte. Além disso ver o meu blogue a crescer diariamente é o sentimento de dever cumprindo é sentir que chego a cada vez mais leitores. Assim, como é costume vou partilhar alguns dos momentos que deixei no meu Instagram (@miguel_alexandre7) com algumas recordações que ficam bem presentes nas memória. Foram dias de surpresas e de partilhas que vou deixar neste post. 

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1 - Um dos filmes que mais desejava ver, foi tão incrível como esperava! Avangers assemble

2 - Um passeio durante o fim-de-semana por Cascais. Dois dias de memórias fantásticas! 

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3 - Um belo momento no blogue, atingir o segundo lugar nos blogues mais comentados da comunidade. Uma menção inesquecível! 

4 - Um jantar perfeito com a a melhor companhia de sempre - a minha namorada. Fomos experimentar pela primeira vez o restaurante Slow e adoramos! 

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5 - A delicadeza dos animais é encantador. Como não adorar?

6 - Uma série que me deixou completamente empolgado do principio ao fim. Adorei! Em breve vou fazer uma crítica no blogue...

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7 - A chuva muitas vezes tem a capacidade tornar tudo mais belo!

8 - Uma das minhas maiores vitórias pessoais, foi poder ver o meu livro numa prateleira da FNAC. Simplesmente perfeito! 

 

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Está marcada mais uma data especial!

Hoje tenho a partilhar um momento bastante especial na minha aventura pelo mundo das letras. Vou ter uma apresentação do meu livro - A Analogia da Morte - na cidade onde resido (Seixal). Portanto este sábado (dia 16), às 16h00, vou estar no CAMAJ (Centro de Apoio ao Movimento Associativo Juvenil) que fica em frente da Estação da Fertagus do Fogueteiro. Vai ser um momento perfeito para falar um pouco desta obra e projectar um pouco dos próximos passos que se vão seguir. Prometo (muito) boas novidades! Assim sendo, vai mesmo valer a pena a presença neste evento. 

É importante contar com o máximo de pessoas porque acima de tudo dá força e confiança para continuar a trilhar este caminho. Quem não tiver planos e poder passar por lá estão mais que convidados a marcar presença. Ajuda imenso contar com o maior apoio possível, isso é a melhor coisa que posso receber, sentir o carinho de todos nesta busca pelo meu sonho. Vamos criar então esta onda de positivismo para conseguir levar este livro mais longe!

A Analogia da Morte é um policial, publicado pela Chiado Editora em Novembro de 2014, que conta a história de um assassino-em-série que apenas mata criminosos. A polícia liderada por Gonçalo Tavares irá fazer de tudo para apanhar alguém que começa a ganhar cada vez mais apoiantes. A obra remete para como os erros e falhas humanas podem definir as escolhas de vida de cada um. 

 

Mais sobre o evento aqui!

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Um salto glorioso

Um majestoso gato cinzento baloiçava pelos galhos de uma pequena árvore, os seus olhos verdes estavam concentrados no seu alvo. Perto daquela zona um pequeno rato esgueirava-se por aquela ruela deserta. A noite estava gelada, um vento desconfortável afastava qualquer um das ruas. Enquanto isso o felino esperava sossegado e pacientemente pelo melhor momento encontrando-se escondido por uma longa vegetação. Astutamente preparava-se para o seu salto glorioso. Os seus olhos completamente focados no prémio, meteu a língua de fora prevendo o seu jantar. As suas patas estavam friccionadas, o pequeno rato castanho aproximava-se sem saber o seu trágico destino. Finalmente tinha chegado o momento! Num apíce, o gato avançou num passo silencioso e ágil, saltando longamente em busca do seu sucesso...

 

 

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Sala de cinema (39) – Avengers: Age of Ultron

Um dos filmes que estava mais curioso em ver neste ano era sem dúvida os Avengers: Age of Ultron. Quem me segue pelo Instagram (@miguel_alexandre7) já sabe que eu fui vê-lo na quinta-feira, confesso que tinha expectativas bastante altas e elas foram bem compensadas. O director Joss Whedon tinha a dura tarefa de fazer frente ao seu antecessor e, ainda assim, protagonizou um trabalho de muito valor. Pessoalmente, considerado que conseguiu viver o grande hype que criou!

Tentando proteger o planeta das ameaças alienígenas do primeiro filme The Avengers, Tony Stark procura construir um sistema de inteligência artificial que vai cuidar da paz mundial. O projecto acaba por dar errado e gera o nascimento de Ultron (na voz de James Spader). Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão que se unir para mais uma vez salvar o dia diante desta grande ameaça. Esta batalha leva os heróis da Marvel ao seu extremo, será que estão preparados para a ultrapassar?

De facto, o tempo em que se fazia um filme de super-heróis repleto de acção e com pouca história é definitivamente algo do passado. Avengers: Age of Ultron vem mais uma vez desmistificar esse preconceito. O enredo tem cada vez mais densidade vemos cada vez mais uma versão humana destes heróis e os problemas que eles atravessam. Algo engraçado é que entrei na sala de cinema a não ser fã de uma personagem e ela tornou-se rapidamente numa das minhas preferidas. O Gavião Arqueiro ganha uma nova profundidade e é um dos grandes destaques, reconheço que adorei esta nova abordagem ao arqueiro da equipa. Especial destaque também para a interpretação de Paul Bettany em Vision que mesmo apesar de ter pouco tempo em tela rouba por completo o espectáculo.

Com uma banda sonora extraordinária, a longa-metragem exibe efeitos especiais exuberantes. As cenas de luta são muito bem estruturadas, gostei bastante das combinações que heróis já tinham em combate, o que demonstra que há uma ligação temporal ao longo dos filmes. Uma história bem estruturada e com vários pontos altos, além de inúmeras surpresas ao longo da trama. Foi, sem dúvida, uma boa forma de concluir a segunda fase do Universo Cinematográfico da Marvel e dar o pontapé de saída para a terceira.

 

 

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