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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Sala de Cinema (43) – Batman vs Superman

O filme Batman vs Superman chegou aos cinemas na última quinta-feira, portanto está mais do que na hora de fazer uma análise à primeira longa-metragem do universo cinematográfico da DC. Com um orçamento de 250 milhões de dólares, Zack Snyder tinha a grande responsabilidade de iniciar este longo projecto. Contudo, o filme acabou por pecar em alguns aspectos…

Num tom negro e à procura de um público mais adulto, Batman vs Superman falha ao querer incluir demasiadas coisas e não conseguir cumprir as promessas que executa. Com a duração de 2h30, o filme desenrola-se num ritmo lento e não há desenvolvimento nas personagens. Até porque apesar do título, acabamos por ter uma luta curta entre o Batman e o Superman, o confronto até foi bom, mas pecou por ser demasiado pequeno. A batalha podia ser explorada durante mais minutos, foi mesmo uma pena não se terem dedicado tanto como deviam ter feito. Para mim, a edição desta longa-metragem ficou muito aquém, o que me preocupa bastante com os próximos filmes deste universo da DC. 

Confesso que não sou o maior fã de Ben Affleck, mas o actor protagonizou um belo desempenho, alcançando uma das melhores performances do homem morcego no cinema. Gostei de ver um Batman extremamente cerebral, estratega e mesmo agressivo. Um dos melhores momentos do filme são as suas cenas de luta que estiveram simplesmente incríveis. Já o Superman ficou muito aquém, na minha perspectiva a personagem de Henry Cavill contínua desinteressante...

De facto, a DC não se estreou da melhor maneira, pareceu-me que foi demasiado ambiciosa. Era preferível ter começado pequeno e ter construído a tensão entre os dois heróis e só depois fazer um filme desse combate. Infelizmente, puseram a carroça à frente dos bois e precipitaram-se. O filme não está mau, apenas erra em alguns pontos fulcrais. Apesar disso, a minha experiência acabou por ser positiva. Não é o melhor dos filmes de super-heróis, mas está longe de ser o pior!

 

Ficaste curioso/a? Vê a minha opinião completa neste vídeo:

 

 
 

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Um momento de glória…

Na teimosia do momento, aquele jovem decidiu partir numa louca aventura. Correr uma maratona! Era alguém incapaz de desistir de um desafio. Sofria de uma teimosia crónica, até porque os objectivos serviam para ser ultrapassados. E esse dia tinha finalmente chegado, aquela era a hora de cumprir aquele ambicioso desejo!

42 km era a meta, uma distância que se tornou a sua obsessão , o seu grande objectivo. Assim que ouviu o disparo da partida, começou a dar tudo o que tinha. O desejo era fazer essa distância sem parar em nenhum momento, o tempo não era importante. Chegar a meta, isso sim era indispensável. O verdadeiro desafio. Corria como se aquele fosse o último dia da sua vida. 

Estava na melhor forma física possível, estava preparado para aquela luta constante. Naquele cordão humano impressionante, numa manhã solarenga esse jovem continuava com aquele ritmo louco, como que a querer provar alguma coisa a si próprio. Na verdade, queria afastar todos os seus fantasmas. Nada o podia parar! No meio de milhares pessoas, vivia uma sensação arrebatadora de poder estar a viver aquele momento. Vivia numa luta impressionante para ultrapassar cada quilómetro. 

Estava numa missão: correr até à meta. Resistiu às barreiras que apareceram, de facto nunca parou de lutar. Depois de duas horas de muito esforço e dedicação, a meta finalmente chegou. Uma felicidade invadiu-o um sentimento de dever cumprido. Apesar das dificuldades, atingiu este pequeno objectivo e soube tão bem fazer isso. Por vezes, a teimosia é a melhor das companheiras…

 

 
 

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Solidão de artista

Estava a tornar-se a cada dia que passava um musico mais conhecido e reputado. Cantava apaixonadamente as letras mais bonitas de amor.  Fazia-o com tal intensidade que pareciam ser as suas histórias que contava. Levava a crer que vivia um amor intenso e genuíno quando no fundo não era verdade. As poucas relações que tivera revelavam-se um autentico fiasco, o amor não lhe tinha dado mais para além de desilusão e frustração.

Era bem parecido, possuía um charme natural e traços de um requinte distinto que deliciava as suas fãs completamente encantadas. Recebia todos os dias cartas de amor, mas sabia que aquele não era um sentimento verdadeiro. As pessoas apenas idealizavam aquilo que desejavam, não o conheciam realmente. Pensavam que era perfeito, mas ele sabia que era repleto de defeitos e imperfeições. Sabia que isso era difícil de gerir, por isso nunca levava a sério aquelas declarações. Permanecia só com a sua voz melodiosa cantando as histórias de amor dos outros…

                                               [Ficção]

 

 

 
 

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