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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Adopção de crianças por casais homossexuais

A adopção de crianças por casais homossexuais é talvez um dos assuntos mais delicados na actualidade. Tornou-se, desde há uns tempos para cá, uma das temáticas mais discutidas na praça pública. Esta controvérsia nasce claramente no preconceito da sociedade em não respeitar a diferença.

Existe, desde há várias décadas, uma discriminação patente no que diz respeito à homossexualidade e, em pleno século XXI, ainda não existe uma clara progressão nesse sentido. Infelizmente, a sociedade mantém-se muito tacanha em certos aspectos… De facto, não percebo a génese desta discriminação! Há que saber respeitar o outro e as suas ideias, sendo que as pessoas têm o direito de escolher o que acham melhor para si.

Segundo a lei, podem adoptar “maiores de 21 anos, independentemente do seu estado civil”. Sendo assim, não é focada a impossibilidade de um casal homossexual adoptar uma criança pois, neste prisma, ao abrigo da lei, esta adopção é legal. É assim necessário não ignorar o direito dos homossexuais à adopção que, como qualquer pessoa, têm os seus direitos. Além de que um juiz deverá sempre levar em conta os benefícios e os desejos que o menor terá com essa adopção, tendo sempre que decidir pelo seu bem-estar.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é também muito claro nesse sentido. O ECA não veta, ou seja, não proíbe a possibilidade de um casal homossexual adoptar uma criança, visto que o interesse do Estatuto é resguardar e zelar pela dignidade da criança e do adolescente através de um lar, sem questionar a orientação sexual dos adoptantes.

Existem vários benefícios trazidos à sociedade com o aparecimento de novas casas para as crianças serem adoptadas, destacam-se claramente, duas palavras – família e amor. Qualquer uma delas pode ser dada a qualquer pessoa independentemente da sua orientação sexual. Não me parece que esta diferença venha desvalorizar a capacidade de ser uma boa ou má família para o adoptado. Aliás, a meu ver, não é por uma pessoa ser heterossexual que se torna um pai ou uma mãe com competências, tanto existem bons pais heterossexuais como com certeza existirão bons pais homossexuais. Julgo que é preferível ver crianças a serem adoptadas por homossexuais que lhes proporcionem um futuro e uma vida digna, do que ver essas mesmas crianças a serem maltratadas, sem condições e sem quaisquer perspectivas de futuro.

Independentemente dos nossos ideais, temos sempre de ser tolerantes nas escolhas que as pessoas fazem das suas vidas. No qual não temos de julgar e muito menos tirar o direito que todos os cidadãos têm! É, sim, necessário ser mais tolerante com os outros e dar oportunidade aos “outros” de serem felizes.

 

 

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