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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Recordar: Benfica esmaga FC Porto na Taça da Liga

O Sport Lisboa e Benfica foi ao Estádio do Algarve revalidar o título conquistado na última época frente ao Futebol Clube do Porto. O jogo terminou com o resultado final de três bolas a zero, sendo os seus respectivos marcadores Ruben Amorim (10 minutos), Carlos Martins (45 min.) e Cardozo (90 min.).

Com as lesões de Helton, Mariano e Varela e a suspensão de Hulk, Jesualdo Ferreira decidiu apostar na melhor equipa possível para a partida. Contudo, Jorge Jesus surpreendeu abrindo mão de vários jogadores titulares em detrimento de alguns suplentes. Assim, seria lógico pensar que o Porto iria dispor de maior e melhor controlo de jogo, puro engano e a primeira parte veio confirmar que isso estaria longe da verdade.

O clássico fica, desde logo, marcado pela infelicidade de Nuno Espírito Santo, não conseguido suster o remate de Ruben Amorim para o primeiro golo da partida. Esse é o lance capital e que transfigura todo o jogo, levando a equipa portista a uma exibição desinspirada e, acima de tudo, nervosa. A equipa nunca se encontrou e não teve uma real oportunidade para visar a baliza defendida por Quim. Por seu turno, apesar de menos acutilante que em outras partidas, o Benfica foi acima de tudo eficaz, aproveitando da melhor maneira os deslizes do adversário.

A partir do momento em que o Benfica viu-se na liderança por dois golos, através de um grande remate de Carlos Martins, passou a controlar o jogo, mostrando em várias jogadas a confiança que dispõe em fase adiantada da época. Jesualdo Ferreira ainda tentou rectificar a sua equipa ao intervalo com duas substituições que nada de efectivo viria a trazer a um dia que não foi para os azuis e brancos. O terceiro e último golo veio apenas selar um jogo que já se encontrava decidido, dando-lhe contornos de goleada. Se é certo que este não foi um jogo bonito, teve a possibilidade de mostrar o que muitos consideram como as duas melhores equipas portuguesas, valendo pela carga emotiva que este tipo de confrontos transmite.

O jogo foi arbitrado por Jorge Sousa, da Associação de Futebol do Porto, que teve uma exibição competente apesar de alguns erros menores e de ter perdoado por inúmeras vezes o cartão vermelho ao capitão do Porto, Bruno Alves. Já no que concerne ao homem do jogo, na minha opinião, creio que ter sido o Ruben Amorim, não só pela forma como jogou, mas pela preponderância que teve no resultado final. Além de ter marcado o primeiro golo, assistiu Cardozo para o golo final, brindando assim uma exibição de grande qualidade. Na equipa azul e branca, o jogador que esteve melhor foi claramente o Fernando, não foi por ele que o Porto saiu com este resultado em solo Algarvio.    

Quanto ao percurso das duas equipas, o Benfica para conseguir chegar a esta final teve de alcançar o primeiro lugar no grupo C com 7 pontos, ultrapassando Nacional, Rio Ave e Guimarães. Essa classificação possibilitou um confronto nas meias-finais com o eterno rival, Sporting, no qual o jogo terminou com quatro a um. Por outro lado, o Porto também conquistou o primeiro lugar com os mesmos pontos, conseguido, por sua vez, superar Académica, Leixões e Estoril. As meias-finais permitiram novo confronto com a Académica que a equipa sediada no Porto acabou por vencer por uma bola a zero. Importante ainda destacar que esta já é segunda vez em três possíveis que o Benfica arrecada este troféu sendo, naturalmente, quem dispõe de um maior número de vitórias.

 

 

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