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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Sporting: o declínio do leão

A derrota (1-2) de quarta-feira frente ao Benfica na meia-final da Taça da Liga foi a machadada final num Sporting que teve uma época para esquecer. O clube de Alvalade não conseguiu evitar repetir o recorde negativo de oito jogos seguidos sem ganhar e saí desta época sem qualquer troféu. A crise desportiva e directiva no reino do leão está para durar…

Uma temporada em branco não é nenhum drama, mas esta está tido contornos de um filme de terror. No campeonato, os 33 pontos conquistados pela equipa verde e branca colocam o clube mais perto do último classificado (19 pontos) que do primeiro (26 pontos). A luta deixou de ser pelo título, agora é para ficar em terceiro lugar, posição que também está ameaçada. 

A mudança de paradigma demonstra que a equipa perdeu estofo competitivo e está descrente. Pudera… Os eternos rivais FC Porto e Benfica lutam num campeonato diferente. Quanto ao Sporting, resta-lhe o último lugar do pódio, que coincide com o registo desapontante obtido durante esta época em jogos oficiais (20 vitórias, 8 empates e 12 derrotas).  

Ao longo da temporada, o clube de Alvalade foi perdendo vários activos importantes (João Moutinho, Liedson e Miguel Veloso) e não encontrou forma de substituí-los com qualidade. Hildebrand, Torsiglieri, Maniche e Tales são apostas falhadas, demasiados erros num clube que sofre de problemas económicos. Para além disso, a aposta na formação está longe de colmatar todas as necessidades de uma equipa que luta para ser campeã.

Aliás, é fácil encontrar vários sectores em que o Sporting está fraco, o difícil é mesmo encontrar uma posição em que a equipa esteja forte. Rui Patrício e Hélder Postiga são os elementos do actual plantel que têm conseguido protagonizar exibições mais positivas. A restante equipa sofre uma intermitência entre o bom, o mau e o paupérrimo. Mas não é só de jogadores que a equipa está órfã, desde a saída de Paulo Bento que falta um líder, um treinador com qualidade. José Couceiro, Paulo Sérgio e Carlos Carvalhal nunca poderiam ser técnicos de uma equipa como o Sporting.

A demissão de José Eduardo Bettencourt e a saída de Costinha agravaram a instabilidade de um grupo de trabalho desmotivado. Nem as eleições para apurar um novo presidente são pacíficas com um sem número de candidatos a lutarem por um lugar…Quem vencer, tem a tarefa de voltar a trazer glória ao reino do leão, algo que à partida parece de elevadíssimo nível de dificuldade. O certo é que este momento devia ser de união e cada vez mais observa-se uma desagregação da massa associativa, a espiral de derrotas lançou um afastamento entre o clube e os adeptos perigoso, que deve ser atenuado o mais rápido possível.    

Apesar de todos os ‘grandes’ terem os seus momentos de crise, o Sporting já não ganha um campeonato há 9 anos e caso não haja uma (grande) revolução no clube os anos vão continuar a passar e o rugido do leão irá enfraquecer…

 

 

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