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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Ciência e Letras: dois pólos de conhecimentos afastados?

Ao longo dos anos existe a eterna divisão entre os dois maiores pólos de conhecimento – as letras e a ciência. O afastamento destes dois sectores de conhecimento já se alarga num grande período temporal o que leva assim a pensar-se na incapacidade social de uma junção entre ambas. Carlos Fiolhais, no livro Curiosidades Apaixonantes, explica mesmo que esta é a “barreira mais alta” nas divisões das disciplinas. No entanto, nos dias de hoje esse afastamento (ainda) faz sentido? Julgo que não…
Na verdade, existe ao longo da história, personalidades de ambos os ramos que contrariam esta lógica. Se tomarmos como exemplo o grande génio do ocidente, Leonardo da Vinci podemos analisar a sua qualidade tanto a nível literário como científico. Calvino, na literatura, e Galileu, na ciência, são também bons exemplos que provam que pode ser possível uma junção entre ambas as áreas. Já a nível nacional, temos também alguns exemplos desta possibilidade, como é o caso de Carlos Fiolhais um cientista com aptidões a nível literário, sendo que no outro lado da barricada, António Gedeão destaca nos seus poemas alguns conceitos científicos.
Na minha prespectiva, julgo que isto acontece devido a haver uma necessidade de projectar estes dois grandes pólos de conhecimento para uma junção que iria intelectualmente ser bastante proveitosa e que acredito piamente trará aspectos bastante positivos para ambas as áreas evoluírem. O certo é que tanto a ciência como as letras precisam uma da outra! A ciência necessita das letras para divulgação das descobertas e das publicações dos estudos e no que diz respeito às letras existe a necessidade de abranger esta área tanto a nível literário como noticioso. São opostos que, inevitavelmente, se atraem.
Assim sendo, não dar valor a uma destas áreas é um erro elementar. Existe cada vez uma ligação e junção de vários meios a nível mundial e está é cada vez mais pertinente. Há assim uma necessidade de criar uma sociedade que se preocupe com ambas as questões, não desprezando uma em detrimento de outra. De facto, é indepensável um rompimento à ideia retrógrada de divisão de prateleiras das diversas competências. Algo que não faz qualquer sentido! É certo que há muito a evoluir nesse prisma, mas a mudança é possível, até porque “nada se perde, tudo se transforma”.

 

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