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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Análise de uma fotografia

Dados Gerais:

Titulo: Jogador de Ténis

Autor: Harold E. Edgerton

Nacionalidade: Americano 

Ano: 1938

Origem da Imagem: Colecção Gruber

Género: Fotografia estroboscópica

Género 2: Fotografia artística

Movimento: Escola fotográfica (nova objectiva)

 

Parâmetros técnicos:

Cor/ P/B: Preto e branco

Formato: Grandes Dimensões (24/19 cm)

Câmara: Informação indisponível

Suporte: Impressão a gelatina e brometo de prata

Objectivas: Informação indisponível

 

Harold E. Edgerton fotógrafo americano, desenvolveu o seu trabalho na fotografia estroboscópica, ou seja, acção cinética de alta velocidade. É nesta perspectiva que a fotografia “Jogador de Ténis” (1938) se enquadra.

Devido ao gosto que tenho por esta modalidade, na qual eu pratico sempre que posso, decidi escolher esta imagem, além do facto de este efeito prender o olhar.

Vou então analisar esta fotografia segundo a análise de Roman Jakobson. Esta análise encontra-se dividida em cinco funções, a saber: a referencial, a emotiva, a conotativa, a fática e a poética.

Passando então para a análise em si, começo por frisar a função referencial, a fotografia que analiso contêm um jogador de ténis a fazer todo o movimento do serviço, ou seja, existe uma reprodução do real.

Prosseguindo agora com a função emotiva, o fotógrafo Harold E. Edgerton escolheu representar os vários momentos desta pancada, estando o jogador em pleno destaque na fotografia, ou seja encontra-se em primeiro plano. Sendo assim o autor dá-nos oportunidade para uma análise mais subjectiva.  

Quanto à função conotativa, não se consegue observar o tenista, dando assim uma ideia de universalidade, pois poderia ser qualquer pessoa. Penso que a iniciativa principal do fotógrafo em questão é mostrar as diversas fases que o serviço tem e como é, sem dúvida, uma pancada difícil e determinante no jogo.

Falando agora da função fática,  o fotógrafo consegue prender a nossa atenção com os múltiplos movimentos que são feitos desde do princípio até ao final da batida. A imagem leva-nos a ter tendência para observa-la da esquerda para à direita, que consequentemente é do início ao fim da batida, respectivamente. A oposição que existe entre o jogador (cores claras) e o chão e o fundo (cores escuras) constitui um marco forte para esta função.

Finalmente, falando da função poética, a fotografia tem uma composição forte, na qual a simetria não se encontra centrada, estando ligeiramente para a esquerda, onde se encontra o tenista,  sendo que a parte direita tem muito menos destaque. Sendo que a verticalidade encontra-se num plano mais dominante.     

Em conclusão, penso que a luminosidade e o efeito de movimento trazem dinâmica e observadores à fotografia. 

 

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