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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Questões inevitáveis (21)

A vigésima primeira edição desta rubrica dá ênfase a um dos temas mais polémicos nesta viragem de século – o aborto (ou interrupção voluntária de gravidez). Em Portugal, esta prática foi legalizada através de referendo realizado em 2007. O resultado oficial foi 59,25% "sim" (2.231.529 votantes) e 40,75% "não" (1.534.669 votantes). Em 1998, esta questão já tinha ido a referendo, mas nessa altura o “não” venceu com 50,9% dos votos. A proximidade dos resultados demonstra a controvérsia desta temática na sociedade portuguesa…
Em 2009, o total de interrupções voluntárias da gravidez foi de 19 572, tendo 18 951 sido realizadas por opção da mulher nas primeiras dez semanas de gravidez. Mas afinal o que é esta prática? Pode dizer-se muito sumariamente que o aborto é a remoção de um embrião ou feto, que neste caso ocorre de uma forma artificial, provocando a morte do mesmo. Em Portugal, este método só é permitido até a décima semana de gravidez. O conceito de vida é uma das questões que leva a esta temática ser bastante complexa e que provoca uma grande dificuldade de se debater. Assim, este debate continua a ser digno de interesse de ser analisado com maior profundidade seja pelos membros do poder ou pela sociedade em geral.
No entanto, após o momento em que o “sim” ganhou, este foi um tema quase esquecido. Algo estranho quando era um dos temas mais controversos da sociedade. Assim, desafio os leitores a expressarem a vossa opinião sobre esta temática de forma a entender se na blogosfera este continua a ser um tema fracturante ou existe um apoio mais significativo a uma posição. Assim sendo, vou utilizar a mesma questão que foi utilizado quando a interrupção voluntária de gravidez foi a referendo.

 

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado? Porquê?

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