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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Quando a escuridão me consome

A vida tem sempre a tendência de ser complicada. A cada momento que passa, ela distorce-se e altera os meus sentimentos tornando-os vagos e inconstantes. Queria poder dizer tudo aquilo que está preso na minha garganta. Ai! Se pudesse desabafar tudo o que me vem à cabeça, tinha consciência que podia atingir a verdadeira e absoluta felicidade. Há momentos, em que verdadeiramente gostava de ter essa oportunidade, desejava tanto isso! Mas hoje só me apetece não sentir nada, não pensar em nada.

Quaisquer dos panoramas que perspectivo são desoladores até ingratos. Não há escapatória possível e a tristeza consome-me diariamente sem piedade. Talvez isto não passe de um desabado deste cansaço enorme que me atormenta. O mais provável é ser isso mesmo. Sinto que por vezes estou a fazer uma longa corrida na qual não existe nenhuma meta. Canso-me inutilmente, na verdade. Enquanto isso corro em direcção à escuridão, sem hipóteses de fugir dela e com o infortúnio a encontra-se potencialmente a cada esquina.

Afinal qual será o meu limite? É provável que não dure muito mais tempo. As forças são cada vez menos e a esperança vai desaparecendo. Será que não quero aproveitar a oportunidade da minha vida ou não é a altura exacta para fazê-lo? As dúvidas alastram-se, à medida que a dificuldade aumenta e as exigências ampliam. Mas nunca desisto, não me permito a isso. Continuo a lutar até ao fim pelos meus sonhos e pela minha alegria até que tudo esteja perdido numa réstia de pó.

[Ficção]

 

 

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