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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Um momento de glória…

Na teimosia do momento, aquele jovem decidiu partir numa louca aventura. Correr uma maratona! Era alguém incapaz de desistir de um desafio. Sofria de uma teimosia crónica, até porque os objectivos serviam para ser ultrapassados. E esse dia tinha finalmente chegado, aquela era a hora de cumprir aquele ambicioso desejo!

42 km era a meta, uma distância que se tornou a sua obsessão , o seu grande objectivo. Assim que ouviu o disparo da partida, começou a dar tudo o que tinha. O desejo era fazer essa distância sem parar em nenhum momento, o tempo não era importante. Chegar a meta, isso sim era indispensável. O verdadeiro desafio. Corria como se aquele fosse o último dia da sua vida. 

Estava na melhor forma física possível, estava preparado para aquela luta constante. Naquele cordão humano impressionante, numa manhã solarenga esse jovem continuava com aquele ritmo louco, como que a querer provar alguma coisa a si próprio. Na verdade, queria afastar todos os seus fantasmas. Nada o podia parar! No meio de milhares pessoas, vivia uma sensação arrebatadora de poder estar a viver aquele momento. Vivia numa luta impressionante para ultrapassar cada quilómetro. 

Estava numa missão: correr até à meta. Resistiu às barreiras que apareceram, de facto nunca parou de lutar. Depois de duas horas de muito esforço e dedicação, a meta finalmente chegou. Uma felicidade invadiu-o um sentimento de dever cumprido. Apesar das dificuldades, atingiu este pequeno objectivo e soube tão bem fazer isso. Por vezes, a teimosia é a melhor das companheiras…

 

 
 

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O importante é insistir

Erguem-se desafios, alguns parecem ser quase inalcançáveis . Contudo, por mais difíceis que esses obstáculos sejam não vou ficar parado, vou continuar a lutar em buscar de uma oportunidade para brilhar. Não vou descansar até voltar a tê-la! Não vou ser derrotado, apenas descanso quando conseguir conquistar um lugar que mereço. Reconheço que esta é uma estranha sensação, mas tenho que aproveitar as oportunidades a que isso me permite. Posso preparar-me para quando o momento chegar poder desfrutar tudo ao máximo. Vou continuar a ter pensamento positivo. Não vale a pena desesperar, sei que irei ter essa chance e quando ela chegar vou agarrá-la e mostrar tudo aquilo que tenho para dar. Posso até ter várias decepções ao longo do caminho, mas não vou deixar de acreditar que tudo vai ficar melhor. Não me permito isso. Por muito complicado que seja, não vou parar. Nunca! Sei que isto não é um simples sonho, é o meu futuro. É a realidade! Irei continuar a insistir, até chegar finalmente ao caminho certo. Não vou esconder, adoro desafios complicados, permite trazer o melhor de mim. A verdade é que é preciso continuar a tentar e nunca desistir, ir sempre à procura do sonho. Não vou desistir, pois sei que este é o meu propósito Só preciso de uma oportunidade, dás-ma?

 
 

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A perseguição do homem sem face

A hora era tardia e ninguém estava na ruas, Diana, de 20 anos, tinha saído do escritório onde estava a ter a sua primeira experiência de trabalho e logo numa cidade que pouco conhecia. De longos cabelos negros e de olhos de avelã, a jovem espalhava uma beleza invulgar. Estava nervosa, pois desde que tinha saído do trabalho tinha sentido que estava a ser seguida. Nunca tinha conseguido ver a cara dessa pessoa que escondia-se sucessivamente nas sombras. Num momento de desespero começou a andar mais depressa e o perseguidor fez o mesmo.

O medo começou a crescer pelo seu corpo. “Não vais fugir Diana”, gritou entre as sombras a estranha figura. Após ouvir aquela ameaça, sentiu pânico. Começou a correr e a gritar por socorro, mas ninguém a veio acudir. “Como é que ele sabe o meu nome”, questionou-se, ao mesmo tempo que corria o máximo que podia. Tentou virar pelo máximo de ruas possíveis. Esquerda. Direita. Esquerda. Quando deu conta já se encontrava num local da cidade que nunca tinha visitado. Os passos continuavam próximos e mais perto do que aquilo que queria escutou um riso doentio.

A roupa que tinha era demasiado justa e dificultava os movimentos, fazendo com que se cansasse ainda mais. Ao ver uma floresta a aproximar-se decidiu entrar nela para encontrar um local para se esconder. Não podia continuar naquele ritmo. Dessa forma, acelerou o passo para entrar no trilho. “Diana, não te podes esconder. Eu vou encontrar-te, não me consegues escapar”, foram as aterradoras palavras que ouviu. O nervosismo acabou por fazê-la tropeçar e cair. As calças ficaram com um enorme rasgão no joelho. As suas forças estavam a terminar, apercebeu-se com frustração. 

Já estava a correr há vários minutos e mesmo assim nunca tinha conseguido estar fora de perigo. O medo era cada vez mais e tinha a certeza que não podia continuar a correr para sempre. Levantou-se e acabou por esconder-se entre os arbustos. As mãos tremiam e começou a rezar mentalmente para que não fosse encontrada. Ouviu os passos a aproximar-se. Sabia que muito em breve ele estaria ali, isso era inevitável. Entretanto, começou a sentir um cheiro intenso que lhe dava vómitos. “Era ele! Há quanto tempo é que este animal não se lava?”, pensou desesperada. Não era só difícil escapar-lhe, também era impossível suportar estar perto dele. No entanto, para sua satisfação aquela figura aterradora estava a afastar-se. Não conseguia ouvir nada e crescia esperança daquele pesadelo ter terminado.

Aquele cheiro horrível parecia ter ficado infiltrado nas suas narinas, mas aquele silêncio deu-lhe coragem para se mexer um pouco. O silêncio continuava. Suspirou. Começou a levantar-se e viu o estado do joelho. Um arranhão. Virou-se para sair dali e… gritou! Ali estava ele, mesmo à sua frente. Olhou para a sua cara e a visão deixou-a horrorizada. Não tinha face, tudo nele era branco. Não teve tempo para reagir, apenas ouviu ‘brogh’ e sentiu uma enorme dor. Tinha uma faca espetada na barriga. Tentou gritar novamente, mas saiu uma jorrada de sangue da sua boca. Fechou os olhos e sentiu o seu corpo cair.

Abriu os olhos e o seu corpo estava totalmente soado e respirava ofegante. Estava deitada na sua cama com o coração a mil à hora. Não podia acreditar! “Um pesadelo, um estúpido pesadelo”, pensou. Levantou-se mas sentiu uma dor enorme na barriga. Levantou a camisa e viu uma enorme ferida…     

[Ficção]

 

 
 

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Meras palavras...

Palavras, meras palavras. Para mim, um autêntico vício que não consigo largar, que está preso a mim. No fundo, fazem parte de mim de uma maneira especial e autêntica. Escrevo porque preciso, pois tenho essa necessidade constante em mim. Vivo intensa e incansavelmente nesse transe marcado pela crença de encontrar a palavra certa. Com o desejo infinito de escrevê-la com a alma. Num paradoxo entre a verdade e o sentimento. Não desisto de encontrar essa sensação, persisto nessa busca incansável. Preciso de sentir isso! Desafio-me constantemente a melhorar, a acrescentar mais. Não me deixo limitar por nada, escrevo sem tabus, pois procuro o máximo sentido. Sem vacilar, continuo a lutar para essa intensa descoberta. E sem notar deixo-me consumir pelas palavras, num labirinto confuso de sentidos. Mantenho-me a viver numa constante insatisfação, não me conformo de maneira nenhuma, pois o amanhã abre sempre a possibilidade de um novo desafio. Uma oportunidade para encontrar uma nova forma de melhorar e progredir. Assim vivo, assim sou (realmente) feliz...

 

 
 

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Em busca de um sonho...

"A vida é uma escolha sistemática, somos influenciados pelas nossas decisões ao longo da nossa existência. É um mundo de opções, umas são fáceis, outras perseguem-nos para sempre. A verdade é que após uma reviravolta há sempre mais uma, nunca há espaço para descansar… A vida não passa de um caminho feito por várias estradas e desvios, onde nada é certo, nada é garantido. O futuro é cheio de surpresas, e somos constantemente aliciados a atalhos e a facilitismos que nos afastam do nosso real propósito. O mundo está cheio de propostas heróicas prontamente abandonadas. No fundo, se as boas decisões fossem fácies, certo era que elas apareceriam com maior frequência…" in A Analogia da Morte

Passamos os dias a sonhar, à procura de conquistar os nossos objectivos, de forma a tentar encontrar o caminho certo. Lutamos incessantemente, sem nunca desistir mesmo apesar das derrotas pelo caminho. É por isso que as vitórias são mais saborosas quando aparecem através do fruto da dedicação e do trabalho. Como já devem ter percebido, vou muito em breve começar uma nova aventura. Segunda-feira marca o dia de um novo começo. Assim sendo, a minha vida vai mudar por completo. Uma dessas mudanças é que, muito provavelmente, não vou ter acesso à Internet diariamente o que desde logo me vai fazer quebrar um pouco do ritmo de publicação que já tenho há vários meses. É verdade nestas próximas semanas vou estar um pouco ausente, mas será por uma belíssima razão. Entretanto vou publicando quando conseguir ter Internet e disponibilidade. Depois de uma adaptação natural, estou certo de que tudo voltará ao normal com dois posts semanais. Estou ansioso para esta nova fase, mas confesso que vou com o coração apertado. Agora é altura de cruzarem os dedos por mim e desejarem-me muita sorte! 

 

 
 

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