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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Questões inevitáveis (33) - Legionella

Numa altura em que o mundo vive em suspenso com a propagação do ébola, Portugal está a contas com um surto de outra doença. A legionella tornou-se no assunto do momento depois de Vila Franca de Xira ter sido afectada por esta bactéria. De acordo com a Direcção-Geral da Saúde, verificaram-se, até agora, 302 casos, ocorrendo até ao momento cinco óbitos.  

Neste momento desconhece-se a origem deste surto na região de Lisboa. Mas afinal o que é a legionella? É uma bactéria que vive em ambientes aquáticos naturais, no qual a sua infecção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água (aerossóis) contaminadas com bactérias. Os sintomas da doença dos legionários são semelhantes ao de uma pneumonia, ou seja, tosse, febre e dificuldades respiratórias. Os antibióticos são a forma mais eficaz de trata esta infecção, até porque ainda não há nenhuma vacina para ultrapassar esta doença.

Apesar da legionella não se transmitir de pessoa a pessoa, este é um problema do âmbito nacional. É preciso prevenção para que esta bactéria não se alastre para mais locais. Neste momento é fundamental encontrar o foco deste surto para começar a ser resolvido com a maior brevidade possível. Na vossa perspectiva, está a ser feito um bom trabalho para encontrar a origem desta bactéria? Noutro prisma, os hospitais nacionais estão preparados para um surto desta dimensão?

 Imagem retirada de:  http://www.brasilescola.com/

Estão assustados com a legionella? A estratégia para encontrar o surto está a ser a correcta? Os hospitais estão preparados para combater com eficácia esta doença?

 

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Questões inevitáveis (31) – Público ou Privado?

Com o ano lectivo cada vez mais próximo, o anuncio das colocações para a universidade aproxima-se a passos largos. O nervosismo apodera-se dos mais de 42 mil alunos que se inscreveram para a primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior (mais de dois mil que no ano passado).  Há muita gente na expectativa para se formar na área onde desejam fazer carreira, este é assim uma escolha de responsabilidade que coloca uma pressão adicional…

O acesso ao ensino superior público contou com 50.820 vagas a concurso, um número que não era tão baixo desde 2008. As universidades e os politécnicos públicos disponibilizam assim menos 641 lugares, nos 1.067 cursos que abrem em 2014-2015, do que os 51.461 colocados a concurso no ano lectivo passado. Além do curso que é extremamente importante, a escolha da universidade pode também ser determinante para o futuro. É neste prisma que surge esta reflexão com uma das questões que levanta alguma polémica: qual o ensino que deixa os alunos mais preparados o ensino público ou o privado?

Na minha perspectiva , não há uma resposta absoluta. Talvez o mais seguro de dizer é que tudo depende do curso e do estabelecimento. Estes dois tipos de ensino distinto tem as suas potencialidades e as suas fraquezas, tudo depende dos conteúdos e competências que se desejam ver trabalhados. Ainda assim, há universidades que permitem melhores oportunidades de futuro dado o seu prestigio e aos seus contactos no mundo do trabalho. Mas no final terá sempre que ser o aluno a mostrar as suas capacidades e talento…

Qual é o melhor tipo de ensino superior – público ou privado? Qual é o que dá mais oportunidades? Ainda faz sentido tirar um curso na universidade?

Depois do Twitter, agora é a vez do Instagram. Na tentativa de tornar o blogue cada vez mais interactivo, o Um Mar de Recordações ganhou o seu novo espaço. Passem por lá para saber alguns dos momentos  da pessoa por trás do computador. Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em:

           

Questões inevitáveis (30) – Graffiti

Ao sairmos a rua, é difícil encontrar uma lugar impune de grafftis . Alguns chamam-lhe arte, outros vandalismo. De facto, a arte urbana está cada vez mais forte e multiplica-se por todo o lado, independente dessa actividade ser proibida por lei. A verdade é que este um debate controverso e que dificilmente conseguimos ficar alheados.
Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade, normalmente um espaço público. Podem ficar surpreendidos , mas os primeiros graffitis surgiram na antiguidade (Egipto, Grécia e Roma), altura em que já havia inscrições feitas em paredes. O crescimento mediático surgiu nos anos 60 como suporte para inscrições de carácter poético e político. Deu-se também uma proliferação de estilos estando também associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.
Dentro dos seguidores desta cultura, Jean-Michel Basquiat tornou-se um dos mais famosos, ganhando a fama de neo-expressionista com os seus trabalhos nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan. O norte-americano acabou por tornar-se um dos mais significativos artistas do final do século XX, apesar de ter morrido apenas com 27 anos. Aliás, a imagem de hoje é um dos trabalhos deste nova-iorquino.

Afinal o graffiti é uma forma de arte ou puro vandalismo? Qual acham ser a razão para o seu crescimento?

O 'Um Mar de Recordações' chegou ao bonito número de 300 seguidores no Sapo Blogs. O meu obrigado a todas as pessoas que tem apoiado este projecto ao longo dos anos. Tem sido uma viagem fantástica! Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em:

     

Vitória magra não chega para a qualificação portuguesa

O previsível aconteceu e Portugal está fora do Campeonato do Mundo no Brasil, depois de um desempenho muito aquém do esperado. Na terceira e última jornada do Grupo G, a selecção das quinas venceu o Gana por 2-1, mas o resultado não chegou para inverter a desvantagem de cinco golos (a Alemanha até ajudou…). Boye (auto-golo) e Cristiano Ronaldo marcaram para o lado português, enquanto Asamoah Gyan marcou pelos ganeses. Uma prestação frágil do conjunto luso que tinha a obrigação de passar à segunda fase do torneio…

Com uma forte intensidade, Portugal entrou no Estádio Nacional Mané Garrincha a dominar numa postura mais forte e agressiva. Os jogadores portugueses deixaram uma imagem diferente mostrando finalmente alguma garra, algo que não tinha acontecido nos outros encontros. Pena que isso tivesse acontecido quando as coisas já estavam demasiado complicadas, fica a ideia que o resultado com os EUA seria diferente com esta postura… Cristiano Ronaldo entrou em grande! Aos seis minutos, rematou à barra da baliza de Dauda, naquela que foi uma das muitas ameaças do astro português. Um livre (12’) e uma forte cabeçada (19’) foram as oportunidades mais flagrantes na primeira parte do melhor jogador do mundo.

O Gana só criou perigo aos 20’ numa defesa vistosa de Beto ao remate de Asamoah Gyan. Num jogo muito competitivo e disputado, lutou-se muito dentro do terreno do jogo. Portugal pareceu sempre ser mais forte e o golo acabou por aparecer aos 31 minutos. Num cruzamento de Miguel Veloso, a bola chega à área e Boye, a tentar um corte, coloca a bola na própria baliza. Pouco tempo depois, um remate perigoso de Rúben Amorim saiu ao lado da baliza, naquele que podia ter sido o segundo golo do encontro. O Gana voltaria a incomodar a baliza nacional perto do final com um remate ao lado de Atsu. O primeiro tempo abria possibilidades a um milagre, até porque o trabalho defensivo está a ser feito de forma coesa, o que ajudava a uma maior segurança durante o encontro.

Na segunda parte tudo se transfigurou… Os comandados de Paulo Bento entraram nervosos e começaram a cometer alguns erros. O jogo ficou mais aberto com as equipas a apostarem tudo na segunda parte, isso permitiu vários contra-ataques das duas equipa. Portugal pareceu perder um pouco o gás e quem aproveitou foram os africanos que aos 51’ teve um remate muito perigoso por intermédio de Asamoah Gyan. Seis minutos depois, o mesmo jogador acabaria por marcar o golo ganês, após um cabeceamento certeiro às redes lusas. Após o empate, o jogo ficou ainda mais imprevisível com diversas jogadas de perigo, mas que acabavam por não ter a melhor finalização.

O jogo tornou-se confuso com diversos erros de parte a parte, jogou-se muito com o coração. Foi numa dessas falhas, que surgiu o segundo golo português. Aos 80 minutos, o guardião Dauda aliviou a bola para Cristiano Ronaldo, que fuzilou a baliza. Um remate de raiva do capitão! Os últimos minutos foram impróprios para cardíacos. Ronaldo (82’) e Nani (83’) tiveram duas boas oportunidades para dilatar a vantagem, mas não conseguiram fazer o gosto ao pé por manifesta pouca sorte. O guardião Beto acabaria por sair lesionado, naquela que foi a sexta (!) lesão de um jogador português nesta prova… Nos descontos, Ronaldo, por duas vezes, e João Moutinho ainda tiveram oportunidades, mas o resultado não se viria a alterar… Portugal despede-se deste Mundial com uma vitória amarga e com a consciência que tinha capacidade para fazer bem melhor!

 

Portugal merecia a qualificação? O que falhou para não serem atingidos os objectivos mínimos ? Paulo Bento tem condições para continuar como seleccionador nacional?

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Varela mantém vivo o difícil sonho português

Portugal e EUA empataram a dois golos num jogo dramático, em partida a contar para a segunda jornada do Grupo G do Mundial de futebol no Brasil. Nani colocou os portugueses em vantagem, mas os norte-americanos acabaram por dar a volta com golos de Jermaine Jones e Clint Dempsey . Na última jogada da partida, Varela consegue empatar o jogo, o que permite que a selecção nacional ainda tenha hipóteses de qualificação.

Numa Arena Amazónia (em Manaus) com mais de 50 mil espectadores, a selecção das quinas entrou a todo o gás. Nani , aos 5 minutos, aproveitou um mau alivio de Geoff Cameron e rematou para a baliza norte-americana. Após o tento inaugural, os EUA alteraram a sua postura defensiva e criaram algumas oportunidades de golo com remates de Clint Dempsey , aos 13’ e aos 17’. Foi nessa altura que surgiu mais uma má notícia para o seleccionador Paulo Bento, que foi obrigado a substituir Hélder Postiga por Éder devido a uma lesão muscular… 

O conjunto liderado pelo alemão Jürgen Klinsmann assumiu o controlo do encontro, fazendo uma enorme pressão. Bradley (29’) e Johnson (32’) protagonizaram remates perigosos. Após estes sinais de perigo, Portugal começou a equilibrar a partida. No fim do primeiro tempo, Nani quase ampliou a vantagem com um remate fortíssimo de Nani a embater no poste, na recarga Éder permite uma enorme defesa de Tim Howard!

A segunda parte começou com mais uma substituição por lesão para Portugal. O defesa André Almeida abandonou o terreno de jogo para a entrada de William Carvalho, elevando para cinco os jogadores lusos a saírem lesionados nesta competição! Portugal entrou novamente forte conseguindo um remate perigoso de Éder aos 50 minutos. Já aos 55’, uma grande oportunidade para os EUA com um tiro de Bradley a ser evitado por Ricardo Costa em cima da linha.

O jogo ficou partido e foi tendo várias oportunidades para cada equipa. Numa jogada de contra-ataque aos 62’, Cristiano Ronaldo isolado chuta muito ao lado. Dois minutos depois, Jermaine Jones empata o encontro com um remate de longe que deixa o guarda-redes Beto pregado ao relvado. A partir daí, Portugal procurou regressar à vantagem criando algumas jogadas de perigo. Raul Meireles, aos 65’, tem uma boa oportunidade com um tiro portentoso para defesa de Howard.

Os últimos minutos foram de alta rotação! Nani tentou colocar Portugal novamente em vantagem ao rematar por cima aos 79 minutos. Dois minutos depois, mais um balde de água fria para Portugal! Clint Dempsey encosta com a barriga para o segundo golo norte-americano. Quando já ninguém acreditava, surge uma pequena luz de esperança. Na última jogada do encontro, Cristiano Ronaldo faz um enorme cruzamento para Varela que cabeceia para o empate.

Assim sendo, o apuramento para a segunda fase de Portugal é uma tarefa muito difícil! A selecção nacional precisa de vencer o Gana (quinta-feira, 17h00) e esperar que a Alemanha vença para recuperar os cinco golos de diferença dos EUA. No que diz respeito a arbitragem, o argentino Néstor Pitana fez globalmente uma boa partida, apesar de na primeira parte ter perdoado uma expulsão ao norte-americano Beckerman que agrediu Raul Meireles com o cotovelo.

Ainda é possível a qualificação para a segunda fase? O que está a falhar na equipa portuguesa? É normal Portugal ter sofrido cinco lesões durante este Mundial?

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