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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Sala de cinema (40) - Ant Man

Há uns dias fui ver o mais recente filme dos cinemas da Marvel - o Ant Man – e não resisti a vir aqui deixar-vos a minha opinião. Se inicialmente estava um pouco de pé atrás com este filme, os trailers convenceram-me a que fosse para a sala de cinema com a esperança de ser agradavelmente surpreendido. E ainda bem que o fiz! Quando comecei a ver as primeiras cenas rapidamente entendi que ia ver algo de muito especial! O enredo é muito envolvente e está genuinamente bem escrito.

A história dá enfoque à vida de Scott Lang (Paul Rudd). Dotado com a capacidade incrível de encolher em escala mas aumentar em força, o antigo ladrão tem que encarar o seu herói interior e ajudar o seu mentor, Dr. Hank Pym (Michael Douglas), a proteger o segredo por detrás do fato espectacular do Ant Man. Contra obstáculos aparentemente intransponíveis, Pym e Lang vão planear uma forma de salvar o mundo, tudo isto em pequena escala...

O humor tão característico da Marvel está como sempre muito presente. Contudo, facilmente percebemos que este é um filme completamente diferente do que este estúdio nos tem habituado. A história no fundo é a caminhada de redenção de Scott Lang para se tornar um verdadeiro herói. É uma forma de ver o treino, o esforço, a dedicação e a responsabilidade que assumir o cargo de super-herói implica. O Ant Man tem a dose certa entre humor e acção! Como espectador, uma das coisas que mais me agradou foram as cenas  em que o herói cresce e encolhe que são fantásticas, muito bem executadas. Deu uma roupagem completamente diferente às cenas de luta. Sem dúvida, um dos melhores filmes da Marvel até agora! Para quem ainda não espreitou, recomendo totalmente!

 Ficaste curioso/a? Então vê a review completa que fiz para o meu canal no Yotube!

 

 
 

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Sala de cinema (39) – Avengers: Age of Ultron

Um dos filmes que estava mais curioso em ver neste ano era sem dúvida os Avengers: Age of Ultron. Quem me segue pelo Instagram (@miguel_alexandre7) já sabe que eu fui vê-lo na quinta-feira, confesso que tinha expectativas bastante altas e elas foram bem compensadas. O director Joss Whedon tinha a dura tarefa de fazer frente ao seu antecessor e, ainda assim, protagonizou um trabalho de muito valor. Pessoalmente, considerado que conseguiu viver o grande hype que criou!

Tentando proteger o planeta das ameaças alienígenas do primeiro filme The Avengers, Tony Stark procura construir um sistema de inteligência artificial que vai cuidar da paz mundial. O projecto acaba por dar errado e gera o nascimento de Ultron (na voz de James Spader). Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão que se unir para mais uma vez salvar o dia diante desta grande ameaça. Esta batalha leva os heróis da Marvel ao seu extremo, será que estão preparados para a ultrapassar?

De facto, o tempo em que se fazia um filme de super-heróis repleto de acção e com pouca história é definitivamente algo do passado. Avengers: Age of Ultron vem mais uma vez desmistificar esse preconceito. O enredo tem cada vez mais densidade vemos cada vez mais uma versão humana destes heróis e os problemas que eles atravessam. Algo engraçado é que entrei na sala de cinema a não ser fã de uma personagem e ela tornou-se rapidamente numa das minhas preferidas. O Gavião Arqueiro ganha uma nova profundidade e é um dos grandes destaques, reconheço que adorei esta nova abordagem ao arqueiro da equipa. Especial destaque também para a interpretação de Paul Bettany em Vision que mesmo apesar de ter pouco tempo em tela rouba por completo o espectáculo.

Com uma banda sonora extraordinária, a longa-metragem exibe efeitos especiais exuberantes. As cenas de luta são muito bem estruturadas, gostei bastante das combinações que heróis já tinham em combate, o que demonstra que há uma ligação temporal ao longo dos filmes. Uma história bem estruturada e com vários pontos altos, além de inúmeras surpresas ao longo da trama. Foi, sem dúvida, uma boa forma de concluir a segunda fase do Universo Cinematográfico da Marvel e dar o pontapé de saída para a terceira.

 

 

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Sala de cinema (38) – As séries em que estou viciado

Confesso que sou um verdadeiro viciado em séries, um plano fantástico para uma boa noite passa por ver um episódio da minha série preferida. Em últimas edições desta rubrica já levantei um pouquinho do véu daqueles que são os meus gostos pessoais. No entanto, esta é uma pequena lista daquelas a que neste momento não consigo perder pitada! Assim sendo vou deixar aqui uma pequena compilação bastante ecléctica daquilo que mais gosto de ver!

Arrow: Quem me segue no Instagram (@miguel_alexandre7) sabe que eu ando completamente viciado nesta série que comecei a ver recentemente mas que já estou nos mais recentes episódios. Arrow aborda a história de Oliver Queen, um playboy que fica preso a uma ilha deserta durante cinco anos. Quando consegue regressar a casa decide combater o crime e corrupção da sua cidade. Num enredo bastante rico, esta série é repleta de adrenalina e momentos de acção incríveis. Especial destaque para às cenas de luta que estão fabulosas. Original da emissora The CW, a série passa em Portugal no AXN.

Downton Abbey: Viajando agora para o princípio do século XX, temos uma das séries britânicas que está na mó de cima. Produzido pelo canal ITV, a série acompanha Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados  durante o reinado de Jorge V. Gosto principalmente da componente histórica com que é abordado este drama, o que faz dela uma fantástica forma de aprender o relembrar alguns dos momentos históricos mais importantes. Comecei a ver recentemente e não consigo parar. A FOX Life é o canal que transmite os episódios em terras lusas.

Big Bang Theory: O tónico para dar umas boas gargalhadas é assistir a um episódio deste série da CBS, a inteligência e perspicácia das piadas são extraordinárias. A vida de um físico experimental (Leonard Hofstadter) e um físico teórico (Sheldon Cooper) mudam por completo quando no outro lado do corredor começa a morar Penny, uma empregada de café com inspirações a ser actriz. O elenco é cativante e facilmente ganhas carinho pelas personagens, principalmente pela performance de Jim Parsons (o irreverente Shledon) que é simplesmente inigualável! Em Portugal, os episódios desta comédia podem ser vistos no AXN White.

 

Gostam destas séries? Quais são os programas que vos deixam pregado à televisão/monitor?

 

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Sala de cinema (37) – Especial Óscares 2015

Na madrugada de ontem realizou-se a cerimónia dos Óscares com Birdman a sair como grande vencedor. Realizado no Dolby Theatre, em Los Angeles, premiou-se mais uma vez a excelência da indústria cinematográfica. Neil Patrick Harris, o inesquecível Barney da série How I meet your Mother, foi o apresentador da noite. O actor realizou um trabalho sólido mostrando toda a sua versatilidade e talento.

Numa passadeira vermelha de 90 metros longe de deslumbrar, parece ter havido o cuidado de não errar. A forte chuva que se fazia sentir talvez tenha sido iniibidora de looks mais arrojados. Poucos foram os que arriscaram, ainda assim o glamour e a beleza esteve mais uma vez presente em grande escala em Los Angeles. Com 9 indicações cada Birdman e The Grand Budapest Hotel foram os filmes com mais nomeações pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Este é um dos grandes fenómenos televisivos mundiais onde se estima a visualização de vários milhões de espectadores pelos quatro cantos do mundo. A octogésima sétima edição da cerimónia foi transmitida ao vivo pela emissora de televisão ABC e com o sinal que chegará a outras emissoras de mais de 225 países e territórios. Como já é tradição (ver aqui e aqui), o blogue acompanhou todo o evento em directo desde da passadeira vermelha até à entrega da última estatueta dourada.

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1 - O anfitrião da noite, Neil Patrick Harris, marcou presença no Dolby Theatre na companhia do seu marido David Burtka. Num fato cinzento, o actor de 41 anos aposta num visual mais sóbrio e elegante.

2 - Patricia Arquette foi uma das presenças mais notadas nesta noite inesquecível em Los Angeles. Elegante e num registo simples, a vencedora ao Óscar de Melhor Actriz Secundária pelo trabalho em Boyhood espalhou charme com a sua simplicidade.

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3 - Julianne Moore não arriscou na escolha da indumentária, optando por algo que combina com o seu tom de pele clara. A vencedora ao Óscar de Melhor Actriz pelo seu papel em Still Alice esteve sempre sorridente, provavelmente a prever a noite mágica que ia ter.  

4 - Emma Stone apareceu divinal como é natural, numa escolha perfeita. Apesar da cor ser algo incomum ficou bastante bem na actriz nomeada para Melhor Actriz Secundária pela performance em Birdman.   

Birdman, do mexicano Alejandro González Iñarritu, foi o grande vencedor da 87ª edição dos Óscares 2015. O filme levou para casa quatro Óscares, inclusive o de Melhor Filme, considerado o galardão mais importante do evento. Além disso, arrecadou ainda o de Melhor Realizador, de Melhor Argumento Original e de Melhor Fotografia.

Numa noite muito repartida a nível de prémios quem também acabou com quatro estatuetas douradas foi Grand Budapest Hotel de Wes Anderson. O filme anglo-alemão arrecadou prémios mais técnicos ao vencer as categorias de Melhor Banda-Sonora, Melhor Caracterização e Melhor Guarda-Roupa. Com três estatuetas douradas Whiplash foi uma das grandes surpresas da noite. Melhor Actor Secundário (J.K. Simmons), Melhor Mistura de Som e Melhor Montagem foram as categorias premiadas.

De facto, na representação não houve qualquer surpresa com os favoritos a conquistarem os Óscares. Julianne Moore (Still Allice) para Melhor Actriz e  Eddie Redmayne (The theory of everything) para Melhor Actor receberam os louros das suas fantásticas representações. O grande derrotado da noite – Boyhood – ganhou o único prémio da noite pelo trabalho de Patricia Arquette (Melhor Actriz Secundária), apesar de estar nomeado para seis categorias. Outros derrotados de uma longa cerimónia de quase quatro horas foram The Imitation Game (Melhor Argumento Adaptado) que em oito nomeações apenas venceu uma e American Sniper (Melhor Edição de Som) com seis nomeações e apenas uma vitória.

Big Hero 6, uma produção Disney/Marvel, ganha a estatueta dourada para melhor animação, naquela que para mim é uma agradável surpresa. Uma parceria que tem um início bastante auspicioso. Para melhor filme estrangeiro, a longa-metragem polaca Ida arrecadou o prémio. Por sua vez, John Legend e Lonnie Lynn ganham o Óscar para melhor canção, com Glory, e foram aplaudidos de pé num dos grandes momentos da noite no Dolby Theatre.

Veja a lista de todos os vencedores:

- Melhor Filme: «Birdman» 

- Melhor Ator Principal: Eddie Redmayne, em «The theory of everything» 

- Melhor Atriz Principal: Julianne Moore, em «Still Alice» 

- Melhor Ator Secundário: J. K. Simmons, em «Whiplash» 

- Melhor Atriz Secundária: Patricia Arquette, em «Boyhood» 

- Melhor Realizador: Alejandro González Iñárritu, com «Birdman» 

- Melhor Argumento Original: «Birdman» 

- Melhor Argumento Adaptado: «The Imitation Game» 

- Melhor Guarda-Roupa: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Caracterização: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Filme Estrangeiro: «Ida», da Polónia 

- Melhor Curta-Metragem: «The Phone Call», de Mat Kirkby e James Lucas 

- Melhor Curta Documental: «Crisis Hotline: Veterans Press 1», de Ellen Goosenberg Kent e Dana Perry 

- Melhor Mistura de Som: «Whiplash» 

- Melhor Montagem de Som: «American Sniper» 

- Melhores Efeitos Especiais: «Interstellar» 

- Melhor Curta de Animação: «Feast» 

- Melhor Filme de Animação: «Big Hero 6» 

- Melhor Direcção Artística: «Grand Budapest Hotel» 

- Melhor Fotografia: «Birdman» 

- Melhor Montagem: «Whiplash» 

- Melhor Documentário: «Citizenfour» 

- Melhor Música: «Glory», do filme «Selma» 

- Melhor Banda Sonora: Alexandre Desplat, de «Grand Budapest Hotel»

 

O que acharam desta noite de excelência cinematográfica? Birdman é o justo vencedor? Qual foi para vocês a maior surpresa? 

 

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Sala de cinema (36) - Boyhood

Um dos filmes com mais nomeações para Óscares (seis) deste ano é Boyhood, um drama realizado por Richard Linklater. Uma longa-metragem que demorou 12 anos (2002-2013) para ser concluído, o que faz dela uma das produções mais longas da história do cinema. Com apenas 39 dias de rodagem em Austin (no estado de Texas), a receita já ultrapassa os 40 milhões de dólares - o orçamento cifrou-se em (apenas) 4 milhões.

O enredo centra-se na vida do jovem Mason (Ellan Coltrone), uma criança com pais separados. A história segue então este rapaz durante 12 anos, desde da entrada para a escola, aos seis, até à universidade aos dezoito. Os resultados são imprevisíveis, originando uma experiência profundamente pessoal, que nos molda à medida que nos revemos em diversos acontecimentos do filme.  Assim, ao longo da trama vamos vendo como é o seu relacionamento com os pais e como amadurece com o passar do tempo.

Na minha opinião esta é uma bela demonstração do quotidiano de uma família normal de pais separados. Numa observação mais superficial o importante deste filme é o facto de ser banal, é a vida como ela é. Não é a típica história que pensamos que só acontece nos filmes. Para mim, essa é a sua magia. De facto, Linklater não procurou filmar o espectacular. No fundo, Boyhood é uma história que se passa na realidade, um verdadeiro relato. Isso aproxima o espectador porque é algo que pode acontecer com um familiar ou com um vizinho.

Percebe-se facilmente que este é um trabalho feito com uma enorme dedicação e trabalho. Pessoalmente, gostei de mergulhar um pouco na vida de Mason e acompanhar o seu crescimento. Boyhood é um filme bastante agradável de ver, independente das quase três horas de filme. Em Fevereiro de 2012, na cerimónia dos Óscares, esta longa-metragem está nomeada para Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário (Ethan Hawke), Melhor Actriz Secundária (Patricia Arquette), Melhor Argumento Original e Melhor Edição.

Vídeo publicado por: MOVIECLIPS Trailers

 

 

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