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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Já são cinco anos de Um Mar de Recordações!

O inicio de um novo ano é sempre uma nova possibilidade de tornar a nossa vida diferente e mais desafiante. Ousar arriscar e ser diferente, no fundo tornar estes 366 dias inesquecíveis. O ano de 2016 é um novo livro que está aberto com doze capítulos por preencher, portanto não te restrinjas. Procura a felicidade em todos os lugares!

O importante é manter o foco nos nossos objectivos, trabalhar intensamente para que eles se concretizem. Este ano como já é normal já alinhavei grande parte das metas que desejo concluir. Não creio que seja surpresa para ninguém que um dos meus grandes desejos para este ano é a publicação do meu segundo livro. Aliás, espero ter novidades muito em breve no que concerne a esse tema…

Além disso, aqui no Um Mar de Recordações a passagem do ano tem uma simbologia ainda mais especial, pois a cada início do ano é mais um aniversário para o blogue! Sim, uma das minhas resoluções do longínquo ano de 2011 foi criar um blogue. Nunca poderia esperar que passados cinco anos ainda estava no mesmo lugar a partilhar palavras com tantas pessoas. De facto, tem sido uma viagem fantástica na vossa companhia!

Sei que nos últimos meses tenho andado um pouco desaparecido, uma mudança de trabalho e as diferentes rotinas que isso acarreta fizeram alguns estragos. Contudo, agora mais adaptado vou concentrar energias para regressar a criação de textos com cada vez maior frequência, portanto fiquem ligados! Vamos fazer juntos um 2016 cheio de boas recordações…

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Recordação...

Hoje não passas de uma memória, de uma simples e bela recordação. Hoje és o passado que já foi o meu futuro. Consigo ver-te nesta espiral de recordações, neste longo mar de recordações. Sempre foste a pessoa que mais amei que mais me tocou, mas hoje choro por ti! Chove e tu não podes fazer nada. Sempre foste tão forte e agora nem consegues abrigar-te da chuva! Nunca pensei ver-te assim, caiem-me lágrimas de olhar e não poder ver-te, a partir de agora és apenas e só uma pedra. Uma pedra com escrituras… Merecias mais amor, merecias muito mais… Porquê é que teve que ser assim? Fomos separados sem desejá-lo, numa volúpia arrasadora e letal. Mas hoje o dia ainda é nosso, por hoje seremos mais uma vez só nós dois, amanhã apenas restarei eu, sozinho, perdido num mundo que já não conheço e que dizia a sorrir que era nosso.

[Ficção]

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Acordar com um sorriso na cara

É meia-noite. Deito-me na cama exausto por um dia trabalho de uma intensidade exasperante. Estou de rastos, apenas quero descansar. Fecho os olhos e rapidamente adormeço. Contudo e contra as minhas expectativas, a noite esteve longe de ser calma. Passo a maior parte do tempo a mexer-me, atormentado com os problemas diários. Na verdade, esta noite acabou por ser tão dura como o dia…

Estava em vésperas de um grande negócio na empresa, algo que seria fundamental para o bem-estar e futuro de todos. Tinha ficado com a grande responsabilidade de fechar o negócio com as melhores condições possíveis. No dia seguinte teria uma reunião essencial para a concretização desse objectivo. Sentia uma pressão imensa, uma tortura silenciosa que estava longe de dar o descanso que necessitava.

Trim-trim. Acordei sobressaltado com o barulho estridente do despertador. Desliguei-o o mais rápido que consegui, amaldiçoando a falta de descaso dos últimos dias. Suspirei, mais um dia. Senti um movimento do outro lado da cama, a minha mulher tentava aproveitar os últimos momentos de serenidade. A cara tranquila dela fez-me esboçar um sorriso. Não havia melhor razão do que aquela para lutar por uma vida melhor. Saí e fui preparar-me com um humor revigorado. Aquele ia ser um dia fantástico, tinha a certeza disso…

 

 

A minha página de autor está quase a chegar aos dois mil gostos graças à vossa ajuda incrível em apoiar este meu sonho, o que vos peço é mais um esforço para chegar a este patamar. Posso contar com a vossa ajuda? É algo muito simples e ajuda imenso na divulgação! Segue-me também no:

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O encontro desejado

Respiro fundo, estou numa pilha de nervos. Cheguei à porta principal do aeroporto com uma respiração ofegante. Corri para chegar o mais rápido possível, não consigo esperar mais. Faltava um minuto para a hora combinada. Vou em direcção à zona das chegadas. A pressão era enorme… As portas abrem-se mas apenas aparecem estranhos. A adrenalina estava ao máximo, apenas te queria ver. As saudades consumiam-me. Os segundos a passar eram uma tortura constante. Engulo em seco quando te vejo a aparecer, o meu coração acelerou instantaneamente. A aproximar-se de mim com passos nervosos tinha a mulher da minha vida. Os seus cabelos loiros destacam-se naquela pele de porcelana. Para mim era a perfeição na Terra! O aeroporto estava repleto de gente mas os meus olhos apenas iam uma pessoa. Soltei um sorriso nervoso. “Finalmente estás aqui”, pensei, enquanto corria ao seu encontro. Nada mais importava. A única coisa que desejava era estar nos seus braços num abraço eterno. Juntos num só, é assim que a vida vale a pena…

Imagem retirada de: http://cronicasdasurdez.com/

 

 

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Quatro anos de Um Mar de Recordações

Janeiro além de ser o sinónimo de um ano novo, é também o mês que marca mais um aniversário deste blogue. É verdade o Um Mar de Recordações chegou ao seu quarto ano. Bem, tudo passou tão rápido. Que grande ano de 2014 aqui no blogue, foi simplesmente inacreditável e surreal! Nada me deixa mais orgulhoso do que ver este projecto a crescer cada vez mais, pois estas são as raízes de uma árvore que quero construir com vocês!

Para mim este é um sítio muito especial e que foi essencial para tudo de bom que me tem permitido nos últimos tempos. Tenho desenvolvido tanto a minha capacidade literária com os textos que tenho vindo a publicar e isso tem sido transcendente. Esta foi a ferramenta essencial para que o meu sonho seja concretizado – a publicação de um livro da minha autoria. Durante estes meses dá para ver uma longa caminhada que tenho todo o gosto de partilhar com vocês. Se este blogue tem trabalhado a todo o vapor, vocês tem sido os principais culpados!

Este foi o ano em que o blogue cresceu mais e isso apenas foi possível graças ao vosso apoio constante que permitiu esta expansão diária. O ano de 2014 possibilitou a conquista de diversos objectivos e desafios, como foi o caso de ultrapassar a barreira das 100 mil visitas. Mas confesso que a grande vitória foi ter chegado os 10.000 comentários (fechei 2013 com sete mil…), uma das metas que tinha estipulado para estes doze meses. Como se isso não bastasse o blogue está muito próximo dos 15 mil, uma marca que francamente não estava à espera de atingir tão cedo. A vivência destes momentos só me dá mais confiança para continuar a apostar em mais conteúdos para este espaço.

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Para estar cada vez mais próximo, decidi mergulhar em grande nas redes sociais ao entrar no Twitter e no Instagram, onde podem acompanhar uma visão mais pessoal de mim. No final do ano abri um canal do Youtube, um espaço que vou tentar fazer crescer e evoluir em 2015. Além disso a página do Facebook do blogue cresceu imenso e começa a caminhar para os dois mil gostos. Falando dessa rede social, decidi criar uma página de autor para poder falar com todos vocês sobre o meu livro. Fiquei extremamente surpreso em apenas meio ano já ter ultrapassado os mil gostos. Agradeço-vos de coração por todo o vosso empenho e ajuda.

De facto, 2014 foi mágico e inesquecível e tenho toda a confiança que este ano que agora começou tem possibilidades de ser ainda melhor. Sinto que em conjunto estamos a criar uma casa com cada vez melhores alicerces. Obrigado a todos por essa fantástica companhia. Assim sendo, vamos celebrar este 2015 ainda mais forte! Estou ansioso para encher este novo ano de várias recordações.

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Um confronto inesperado

Ao fim da tarde chegou do trabalho completamente estoirado. As dores de costas estavam cada vez mais insuportáveis. Fez um esgar de dor quando entrou em casa. Mas deixou-se de lamentar quando reparou que não estava sozinho em casa. O homem ficou alarmado com essa situação pensado que um ladrão tivesse conseguido entrar na sua moradia. Movimentou-se o mais silenciosamente possível até ao seu quarto, o foco do barulho provinha dali. Ficou estupefacto quando se deparou com a mulher que o tinha abandonado há três meses. Não esperava voltar a vê-la naquela casa. Permaneceu ali junto à porta, paralisado, ouvindo-a soluçar de forma descontrolada. Sem notar a sua presença, permanecia sentada junto à cama e olhava fixamente para o anel que tinha deixado na mesa de cabeceira. O homem fez um sorriso condescendente ao ver aquela cena…

Poucos momentos depois, ela reparou na sua chegada. Numa primeira instância pareceu alarmada. Tentou secar as lágrimas e só depois virou a cabeça para o enfrentar. Revelou uns olhos tristes e vermelhos. Baixou a cabeça instantaneamente, envergonhada por ter sido apanhada naquele momento fragilizado. Estava com um péssimo estado parecia um caco.  “Desculpa ter sido uma cobarde”, murmurou em voz baixa. Não conseguia olhar-lhe nos olhos. Tinha saído daquela casa sem uma justificação, desistiu intempestivamente daquela relação por estar farta da rotina e das discussões constantes. Não foi preciso muito tempo para estar arrependida da asneira que tinha cometido. Agora sentada naquele quarto, apenas queria regressar ao passado e corrigir o passado.

Levantou a cabeça e pela primeira vez trocaram um olhar, de uma intensidade enorme. A forma ternurenta com que ele a olhava, fez com que voltassem a cair novas lágrimas. Nenhum dos dois sabia dizer naquele momento desconfortável. Nenhuma palavra parecia adequada, permaneceram naquele silêncio doloroso. Isso conseguia expressar mil frases, todas as palavras. Num acto intempestivo, aquele homem amargurado deu-lhe um longo abraço. Permaneceram assim durante vários minutos. Depois daquela fugaz separação, aquele casal soube transformar fraquezas e tristezas em forças. No fundo tudo aquilo fortaleceu e amadureceu a relação. Depois disso, nunca mais se conseguiram separar. 

[Ficção]

Visão do homem || Visão da mulher

 Imagem retirada de: http://pegueiobuque.com.br/

 

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Remorsos de uma atitude intempestiva

Largou um longo e arrasador suspiro. Encontrava-se diante daquele antigo espelho há alguns minutos sem se conseguir mover, parecia estar a querer ganhar força para dar o passo seguinte. Várias lágrimas caíam-lhe de uma face lastimável pelas poucas horas de sono do dia anterior. Não podia voltar a acobardar-se, tinha adiado aquilo demasiadas vezes. Decidira finalmente buscar os seus pertences à casa que tinha abandonado há três meses. Desaparecera sem dar qualquer explicação à pessoa que mais amou na vida. Lembrava-se de todos os traços daquele homem, contudo essa recordação parecia agora uma vã memória de uma outra vida…

Um sorriso amarelo nasceu nos lábios carnudos. Por diversas vezes tinha tentado ir àquela casa, mas acabava sempre por desistir. A verdade é que receava que as recordações fossem demasiado dolorosas. Diariamente arrependia-se da sua atitude intempestiva, contudo sabia que isso agora era tarde demais. Não podia voltar atrás, seria injusto fazê-lo. Engoliu em seco, estava completamente perdida. Pensara que fugir dos problemas era aquilo que precisava, mas rapidamente entendeu que cometera um erro crasso. Destruíra a pessoa que a amava incondicionalmente por um gesto infantil e irreflectido. Abanou a cabeça. “Chega! Não posso adiar mais isto…”, murmurou, enquanto abandonava aquele quarto barato que tinha alugado. Foi em frente sem olhar para trás, precisava de manter aquela pequena réstia de coragem viva para seguir em frente.

Minutos depois estava à porta daquela casa repleta de memórias de dias bons e maus daquela forte relação. Sentia-se uma autêntica cobarde por estar a fazer aquilo nas suas costas. Voltou a abanar a cabeça. Abriu a porta sem conseguir conter um suspiro nervoso, repleto de remorso. Precisou de muita força para entrar no quarto para ir buscar a roupa. Não conseguiu resistir percorrer aquela divisão com um olhar melancólico. As suas fotos ainda ali estavam. Tudo parecia igual, nada parecia ter mudado desde a sua ausência. Apenas uma coisa estava diferente. Mordeu o lábio quando viu a mesa de cabeceira com o anel de casamento. “Não!”, gemeu. As lágrimas voltavam a cair sucessivamente, instantaneamente perdeu as forças e as suas pernas cederam. Permaneceu assim de joelhos, junto à cama onde tinha partilhado tantas momentos…

[Ficção]

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