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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

O encontro desejado

Respiro fundo, estou numa pilha de nervos. Cheguei à porta principal do aeroporto com uma respiração ofegante. Corri para chegar o mais rápido possível, não consigo esperar mais. Faltava um minuto para a hora combinada. Vou em direcção à zona das chegadas. A pressão era enorme… As portas abrem-se mas apenas aparecem estranhos. A adrenalina estava ao máximo, apenas te queria ver. As saudades consumiam-me. Os segundos a passar eram uma tortura constante. Engulo em seco quando te vejo a aparecer, o meu coração acelerou instantaneamente. A aproximar-se de mim com passos nervosos tinha a mulher da minha vida. Os seus cabelos loiros destacam-se naquela pele de porcelana. Para mim era a perfeição na Terra! O aeroporto estava repleto de gente mas os meus olhos apenas iam uma pessoa. Soltei um sorriso nervoso. “Finalmente estás aqui”, pensei, enquanto corria ao seu encontro. Nada mais importava. A única coisa que desejava era estar nos seus braços num abraço eterno. Juntos num só, é assim que a vida vale a pena…

Imagem retirada de: http://cronicasdasurdez.com/

 

 

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Quatro anos de Um Mar de Recordações

Janeiro além de ser o sinónimo de um ano novo, é também o mês que marca mais um aniversário deste blogue. É verdade o Um Mar de Recordações chegou ao seu quarto ano. Bem, tudo passou tão rápido. Que grande ano de 2014 aqui no blogue, foi simplesmente inacreditável e surreal! Nada me deixa mais orgulhoso do que ver este projecto a crescer cada vez mais, pois estas são as raízes de uma árvore que quero construir com vocês!

Para mim este é um sítio muito especial e que foi essencial para tudo de bom que me tem permitido nos últimos tempos. Tenho desenvolvido tanto a minha capacidade literária com os textos que tenho vindo a publicar e isso tem sido transcendente. Esta foi a ferramenta essencial para que o meu sonho seja concretizado – a publicação de um livro da minha autoria. Durante estes meses dá para ver uma longa caminhada que tenho todo o gosto de partilhar com vocês. Se este blogue tem trabalhado a todo o vapor, vocês tem sido os principais culpados!

Este foi o ano em que o blogue cresceu mais e isso apenas foi possível graças ao vosso apoio constante que permitiu esta expansão diária. O ano de 2014 possibilitou a conquista de diversos objectivos e desafios, como foi o caso de ultrapassar a barreira das 100 mil visitas. Mas confesso que a grande vitória foi ter chegado os 10.000 comentários (fechei 2013 com sete mil…), uma das metas que tinha estipulado para estes doze meses. Como se isso não bastasse o blogue está muito próximo dos 15 mil, uma marca que francamente não estava à espera de atingir tão cedo. A vivência destes momentos só me dá mais confiança para continuar a apostar em mais conteúdos para este espaço.

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Para estar cada vez mais próximo, decidi mergulhar em grande nas redes sociais ao entrar no Twitter e no Instagram, onde podem acompanhar uma visão mais pessoal de mim. No final do ano abri um canal do Youtube, um espaço que vou tentar fazer crescer e evoluir em 2015. Além disso a página do Facebook do blogue cresceu imenso e começa a caminhar para os dois mil gostos. Falando dessa rede social, decidi criar uma página de autor para poder falar com todos vocês sobre o meu livro. Fiquei extremamente surpreso em apenas meio ano já ter ultrapassado os mil gostos. Agradeço-vos de coração por todo o vosso empenho e ajuda.

De facto, 2014 foi mágico e inesquecível e tenho toda a confiança que este ano que agora começou tem possibilidades de ser ainda melhor. Sinto que em conjunto estamos a criar uma casa com cada vez melhores alicerces. Obrigado a todos por essa fantástica companhia. Assim sendo, vamos celebrar este 2015 ainda mais forte! Estou ansioso para encher este novo ano de várias recordações.

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Um confronto inesperado

Ao fim da tarde chegou do trabalho completamente estoirado. As dores de costas estavam cada vez mais insuportáveis. Fez um esgar de dor quando entrou em casa. Mas deixou-se de lamentar quando reparou que não estava sozinho em casa. O homem ficou alarmado com essa situação pensado que um ladrão tivesse conseguido entrar na sua moradia. Movimentou-se o mais silenciosamente possível até ao seu quarto, o foco do barulho provinha dali. Ficou estupefacto quando se deparou com a mulher que o tinha abandonado há três meses. Não esperava voltar a vê-la naquela casa. Permaneceu ali junto à porta, paralisado, ouvindo-a soluçar de forma descontrolada. Sem notar a sua presença, permanecia sentada junto à cama e olhava fixamente para o anel que tinha deixado na mesa de cabeceira. O homem fez um sorriso condescendente ao ver aquela cena…

Poucos momentos depois, ela reparou na sua chegada. Numa primeira instância pareceu alarmada. Tentou secar as lágrimas e só depois virou a cabeça para o enfrentar. Revelou uns olhos tristes e vermelhos. Baixou a cabeça instantaneamente, envergonhada por ter sido apanhada naquele momento fragilizado. Estava com um péssimo estado parecia um caco.  “Desculpa ter sido uma cobarde”, murmurou em voz baixa. Não conseguia olhar-lhe nos olhos. Tinha saído daquela casa sem uma justificação, desistiu intempestivamente daquela relação por estar farta da rotina e das discussões constantes. Não foi preciso muito tempo para estar arrependida da asneira que tinha cometido. Agora sentada naquele quarto, apenas queria regressar ao passado e corrigir o passado.

Levantou a cabeça e pela primeira vez trocaram um olhar, de uma intensidade enorme. A forma ternurenta com que ele a olhava, fez com que voltassem a cair novas lágrimas. Nenhum dos dois sabia dizer naquele momento desconfortável. Nenhuma palavra parecia adequada, permaneceram naquele silêncio doloroso. Isso conseguia expressar mil frases, todas as palavras. Num acto intempestivo, aquele homem amargurado deu-lhe um longo abraço. Permaneceram assim durante vários minutos. Depois daquela fugaz separação, aquele casal soube transformar fraquezas e tristezas em forças. No fundo tudo aquilo fortaleceu e amadureceu a relação. Depois disso, nunca mais se conseguiram separar. 

[Ficção]

Visão do homem || Visão da mulher

 Imagem retirada de: http://pegueiobuque.com.br/

 

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Remorsos de uma atitude intempestiva

Largou um longo e arrasador suspiro. Encontrava-se diante daquele antigo espelho há alguns minutos sem se conseguir mover, parecia estar a querer ganhar força para dar o passo seguinte. Várias lágrimas caíam-lhe de uma face lastimável pelas poucas horas de sono do dia anterior. Não podia voltar a acobardar-se, tinha adiado aquilo demasiadas vezes. Decidira finalmente buscar os seus pertences à casa que tinha abandonado há três meses. Desaparecera sem dar qualquer explicação à pessoa que mais amou na vida. Lembrava-se de todos os traços daquele homem, contudo essa recordação parecia agora uma vã memória de uma outra vida…

Um sorriso amarelo nasceu nos lábios carnudos. Por diversas vezes tinha tentado ir àquela casa, mas acabava sempre por desistir. A verdade é que receava que as recordações fossem demasiado dolorosas. Diariamente arrependia-se da sua atitude intempestiva, contudo sabia que isso agora era tarde demais. Não podia voltar atrás, seria injusto fazê-lo. Engoliu em seco, estava completamente perdida. Pensara que fugir dos problemas era aquilo que precisava, mas rapidamente entendeu que cometera um erro crasso. Destruíra a pessoa que a amava incondicionalmente por um gesto infantil e irreflectido. Abanou a cabeça. “Chega! Não posso adiar mais isto…”, murmurou, enquanto abandonava aquele quarto barato que tinha alugado. Foi em frente sem olhar para trás, precisava de manter aquela pequena réstia de coragem viva para seguir em frente.

Minutos depois estava à porta daquela casa repleta de memórias de dias bons e maus daquela forte relação. Sentia-se uma autêntica cobarde por estar a fazer aquilo nas suas costas. Voltou a abanar a cabeça. Abriu a porta sem conseguir conter um suspiro nervoso, repleto de remorso. Precisou de muita força para entrar no quarto para ir buscar a roupa. Não conseguiu resistir percorrer aquela divisão com um olhar melancólico. As suas fotos ainda ali estavam. Tudo parecia igual, nada parecia ter mudado desde a sua ausência. Apenas uma coisa estava diferente. Mordeu o lábio quando viu a mesa de cabeceira com o anel de casamento. “Não!”, gemeu. As lágrimas voltavam a cair sucessivamente, instantaneamente perdeu as forças e as suas pernas cederam. Permaneceu assim de joelhos, junto à cama onde tinha partilhado tantas momentos…

[Ficção]

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O anel de memórias

Abriu a gaveta, ao tirar um pano para limpar os seus óculos sujos reparou naquele anel. Ali estava ele, meio escondido para que não se recordar daquela constante pontada no coração. Largou um sorriso amargurado pelas recordações e sentimentos que emanavam daquele pequeno objecto. Quando casou ingenuamente imaginou que o resto da sua vida seria uma caminhada romântica de felicidade. “Que patético era!”, gemeu desolado enquanto fumava o último cigarro do maço que tinha comprado naquele dia. Deu um longo bafo, fechou os olhos e numa velocidade estonteante viu um absurdo número de imagens do passado…

Estava naqueles dias melancólicos onde as memórias fluíam a toda a hora. Odiava quando aquilo acontecia, olhou demoradamente para a janela e deixou-se ficar a olhar para aquele tempo chuvoso. Pouco depois, abanou a cabeça desiludido por todos os seus planos terem corrido mal, culpava-se por aquele presente degradante. Descuidara toda a imagem, estava com um péssimo aspecto. Vivera para aquela relação e era angustiante entender que tudo tinha cedido. Depois de anos fulgurosos de um sentimento delirante, a tolerância e amor esbarrou nas inúmeras divergências e braços-de-ferro que enfraqueceram aquela relação. O fim foi uma inevitabilidade.

Há três meses que ela tinha partido, sem justificação ou carta de despedida. Simplesmente sumiu agastada pela desilusão de um relacionamento falhado. Ao sair, levou com ela o seu espírito sonhador, arrasou-o por completo. A partir daí aquele homem sentado na cama perdera-se na escuridão constante, apenas sobrevivia. Fez um pequeno esgar por toda a angustia que aquele anel lhe dava, mas ainda assim não conseguiu deixar de se sentir seduzido por ele. Sem saber explicar a razão agarrou nele e colocou-o na sua mesa de cabeceira. Por mais negras que fossem as memórias preferia tê-las a não recordar-se nada…

[Ficção]

Imagem retirada de: http://professionalexperts.net/ 

Pessoal como já devem ter percebido estou tentar lançar um canal no Youtube. Confesso que ainda sou muito inexperiente na criação de conteúdos vídeos, mas vou melhorar com o tempo. Neste começo não tem sido fácil a divulgação deste espaço, portanto peço a todos os leitores que tenham uma conta no Gmail para seguir este canal. Além de me motivar a criar novos conteúdos, ajuda e muito na divulgação!

 

 

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Por fim, ele deixou de adiar o inevitável

Estava sentado no restaurante que tinha sido o palco de muitos encontros daquele antigo casal. Recordou-se dos bons momentos que passaram juntos, eram verdadeiras almas gémeas. Encontrava-se especialmente nervoso e tenso. Engoliu em seco quando a viu, vinha com um vestido branco que lhe destacava o tom de pele. Estava simplesmente maravilhosa! Maria Branco era a luz de uma vida que tinha permanecido demasiado tempo na escuridão. A jovem mulher deu um sorriso nervoso quando o viu. Teria ela reparado que Rodrigo Fernandes estava sentado na mesa do costume? Aquela em que tinham partilhado tantos serões de amor.

Rodrigo Fernandes desejava ardentemente que aquela noite fosse especial, teria de tornar aquelas horas marcantes. Aquela seria uma noite mágica, não tinha dúvidas disso. Não havia outra alternativa, Maria Branco estaria de regresso a Inglaterra no dia seguinte… Cumprimentaram-se de forma amistosa com dois beijos nas bochechas que duraram mais tempo do que normal. A conversa surgiu com a naturalidade do costume, a ligação parecia mais intensa que nunca. O tempo tinha-a aprimorado de alguma forma. Não tiravam os olhos um do outro, nada mais importava naquela sala além deles os dois.

A noite foi passando depressa demais, trocaram confidências e meteram a conversa em dia depois de anos afastados por os diferentes caminhos que as suas vidas tomaram. Ambos tinham a sua parte de relacionamentos falhados, chegaram sempre a conclusão de que faltava algo que já tinha tido no passado. Nenhum dos dois disfarçava o quanto se desejavam. Ficaram durante horas naquele restaurante em que tantas recordações perduravam. Estavam mergulhados naquele amor que nunca esqueceram. Quando saíram daquele estabelecimento passearam de mãos dadas pelas ruas que tinham assistido ao nascimento daquela relação. Rodrigo Fernandes sentiu um nó na barriga quando sentiu a pele dela. Dormiram juntos, não se conseguiram despedir naquela noite fria.

Os primeiros raios de sol acordaram um Rodrigo Fernandes ainda sonolento. A cama estava vazia, Maria Branco estava a fazer algumas arrumações de última hora. Quando reparou que ele se tinha levantado largou um olhar triste. “Obrigado por me teres voltado fazer acreditar”, disse num tom de voz melancólico. Automaticamente, o jovem apaixonado abraçou-a carinhosamente. “Tenho uma proposta para trabalhar em Liverpool. Deixei-te fugir uma vez, não tenciono voltar a cometer o mesmo erro”, disse-lhe ao ouvido. Os dois permaneceram abraçados, agradecendo ao destino a possibilidade de voltar a junta-los de uma forma incrível. 

Parte 1 || Parte 2 || Parte 3

Recentemente, o 'Um Mar de Recordações' chegou aos 12 mil comentários! Um número que jamais esperava atingir, só posso agradecer a cada pessoa que perdeu um bocado do seu tempo para deixar umas palavras neste espaço. O vosso constante carinho é o combustível perfeito para continuar a trabalhar. O meu obrigado a todos! Não se esqueçam que o blogue agora também tem uma conta no Twitter, portanto o pessoal que anda por lá, faça o favor de adicionar aqui.  Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em:

        

Um pequeno encontrão do destino

“Desculpe, quer alguma coisa?”, disse uma jovem loira que não devia ter mais de vinte anos. Fitava aquele homem com um olhar inquisidor, olhando-o fixamente. Por seu lado, Rodrigo Fernandes ficou com as esperanças despedaçadas. Desejava com todas as forças que aquela mulher fosse o seu antigo amor, mas quando a ouviu falar percebeu rapidamente que não era a mesma pessoa. As feições eram muito semelhantes, estranhamente parecidas, mas as parecenças ficavam por aí. Ainda assim não deixou de ter a sensação que conhecia aquela pessoa de algum lado…
Rodrigo Fernandes suspirou longamente. Voltou à realidade e desculpou-se embaraçado por aquele gesto intempestivo. Regressou à sua mesa e bebeu o mais depressa que conseguiu o seu café matinal. Rapidamente mergulhou naquela espiral depressiva. A ténue esperança tinha sido abruptamente arrasada com a dura realidade. Poucos minutos depois, pagou a conta e começou a dar passos apressados para sair daquele estabelecimento. Queria sair daquele lugar o mais rápido que conseguia, estava chateado consigo próprio por aquela atitude infantil.
Ia abrir à porta quando embateu em alguém, o que o fez fechar os olhos com uma dor intensa na cabeça. Massageou instantaneamente o local que lhe doía. Só depois reparou na pessoa que estava no chão atordoada. Os seus olhos arregalaram, agora não tinha dúvidas. Diante de si estava Maria Branco, a sua antiga namorada. Ela olhou-o com aqueles intensos olhos e rapidamente o reconheceu. Largou um pequeno sorriso. “O que estás aqui a fazer?”, perguntou Rodrigo Fernandes no chão, sem fazer qualquer tentativa de levantar-se. “Vim ter com a minha irmã…”, respondeu-lhe naquele tom de voz doce, apontado para a mesa da jovem que tinha interpelado há bem pouco tempo. Deu um pequeno esgar, aquela era a pequena Rita Branco, a sensação que tinha tido estava então correcta.
Permaneceram no chão a tocar algumas palavras, era óbvio que havia uma conexão quase instantânea, normal numa relação que tinha durado cinco anos. Maria Branco convidou-o a ficar mais um pouco, aquele pedido era tudo o que ele desejava. Sem esconder a tristeza, teve de recusar. Não tinha outra hipótese, pois estava a começar a ficar atrasado para o trabalho. Prometeram combinar um café para o dia seguinte, o seu coração batia a mil a hora. Rodrigo Fernandes deu-lhe um cartão com o seu número, as suas mãos tocaram-se. Havia uma ligação que não podiam negar… Foram os dois em direcções opostas, no dia seguinte acabariam por ter um intenso e inesquecível encontro…

Parte 1 || Parte 2 || Parte 3

Aqui está a segunda parte do conto numa votação disputada! Com 33 votos (52% da votação) num universo de 63 leitores votantes, a continuação escolhida foi que o Rodrigo Fernandes encontrasse a sua antiga namorada. Decidi dar continuidade à história para uma terceira e derradeira parte! O 'Um Mar de Recordações' agora tem uma conta no Twitter, portanto o pessoal que anda por lá, faça o favor de adicionar aqui.  Entretanto, continua a ajudar a fazer o blogue crescer em: