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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Ataque a um 2017 inesquecível!

O objectivo é muito simples: fazer de 2017 um ano extraordinário! De facto, o ano passado foi imprevisível, repleto de inúmeras reviravoltas. Estou num país novo com desafios diários e diversas aventuras para contar. Já agora, falando em Londres, após uma votação categórica (19-0), nos próximos dias vamos ter vários textos a abordar a capital britânica, onde vou contar alguns dos episódios mais interessantes e divertidos.

Na verdade, um dos grandes objectivos neste novo ano passa por reerguer o Um Mar de Recordações que celebra por esta altura o seu sexto aniversário, mas que em 2016 recebeu pouca atenção da minha parte. Apenas publiquei 22 textos, um número muito abaixo do que aquilo que produzo anualmente.Vamos então mudar isso radicalmente! É verdade que o meu tempo livre reduziu drasticamente, mas com algum ginástica estou certo que vou conseguir partilhar mais palavras neste novo ano. Como sempre conto com o vosso carinho e apoio constante que me vai, de certo, ajudar nas próximas semanas!

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À procura do seu paraíso

Naquele dia tinha-se desafiado a escalar uma montanha que tinha fama na região de ter uma vista magnífica. Era aventureiro, não conseguia dizer não a uma ideia que punha na cabeça. Era um jovem atlético com um corpo preparado para qualquer esforço físico. Não teve grandes problemas até chegar ao cume da montanha, mesmo que tivesse acabado completamente exausto e ofegante. Deitou-se em cima da relva e descansou por longos minutos. O dia estava ventoso, mas agradável. Perfeito para aquele tipo de desafios e maravilhoso para descansar um pouco. Não restou muito tempo até adormecer.

Só acordou vários minutos depois, espreguiçou-se demoradamente. Aquele era mesmo um local magnífico, mas quando olhou pela primeira vez para o horizonte não conseguiu suster um longo suspiro de frustração. Tinha escalado cerca de duas horas esperando encontrar uma visão de cortar a respiração, mas o melhor que tinha feito é ter aproveitado aquele local para uma sesta. Não conseguia deixar de se sentir desapontado consigo próprio.

Aquela paisagem, por vezes, era comparada a uma visão do paraíso, mas não era aquilo que precisava naquele momento. Aquele não era o seu local não passava de um sítio desconhecido e belo, aquela visão apenas simbolizava isso. Apenas via uma vista extremamente bonita, mas que pecava por faltar a companhia certa para tornar esse local num verdadeiro paraíso. Na sua percepção, se alguém diz que existe um paraíso, não o afirma por ser belo, mas por ser especial. Basta a companhia certa, algumas palavras, um sentimento, para tornarem qualquer banalidade num paraíso. Por enquanto, teria que continuar a procurar esse momento…

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Já são cinco anos de Um Mar de Recordações!

O inicio de um novo ano é sempre uma nova possibilidade de tornar a nossa vida diferente e mais desafiante. Ousar arriscar e ser diferente, no fundo tornar estes 366 dias inesquecíveis. O ano de 2016 é um novo livro que está aberto com doze capítulos por preencher, portanto não te restrinjas. Procura a felicidade em todos os lugares!

O importante é manter o foco nos nossos objectivos, trabalhar intensamente para que eles se concretizem. Este ano como já é normal já alinhavei grande parte das metas que desejo concluir. Não creio que seja surpresa para ninguém que um dos meus grandes desejos para este ano é a publicação do meu segundo livro. Aliás, espero ter novidades muito em breve no que concerne a esse tema…

Além disso, aqui no Um Mar de Recordações a passagem do ano tem uma simbologia ainda mais especial, pois a cada início do ano é mais um aniversário para o blogue! Sim, uma das minhas resoluções do longínquo ano de 2011 foi criar um blogue. Nunca poderia esperar que passados cinco anos ainda estava no mesmo lugar a partilhar palavras com tantas pessoas. De facto, tem sido uma viagem fantástica na vossa companhia!

Sei que nos últimos meses tenho andado um pouco desaparecido, uma mudança de trabalho e as diferentes rotinas que isso acarreta fizeram alguns estragos. Contudo, agora mais adaptado vou concentrar energias para regressar a criação de textos com cada vez maior frequência, portanto fiquem ligados! Vamos fazer juntos um 2016 cheio de boas recordações…

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Quatro anos de Um Mar de Recordações

Janeiro além de ser o sinónimo de um ano novo, é também o mês que marca mais um aniversário deste blogue. É verdade o Um Mar de Recordações chegou ao seu quarto ano. Bem, tudo passou tão rápido. Que grande ano de 2014 aqui no blogue, foi simplesmente inacreditável e surreal! Nada me deixa mais orgulhoso do que ver este projecto a crescer cada vez mais, pois estas são as raízes de uma árvore que quero construir com vocês!

Para mim este é um sítio muito especial e que foi essencial para tudo de bom que me tem permitido nos últimos tempos. Tenho desenvolvido tanto a minha capacidade literária com os textos que tenho vindo a publicar e isso tem sido transcendente. Esta foi a ferramenta essencial para que o meu sonho seja concretizado – a publicação de um livro da minha autoria. Durante estes meses dá para ver uma longa caminhada que tenho todo o gosto de partilhar com vocês. Se este blogue tem trabalhado a todo o vapor, vocês tem sido os principais culpados!

Este foi o ano em que o blogue cresceu mais e isso apenas foi possível graças ao vosso apoio constante que permitiu esta expansão diária. O ano de 2014 possibilitou a conquista de diversos objectivos e desafios, como foi o caso de ultrapassar a barreira das 100 mil visitas. Mas confesso que a grande vitória foi ter chegado os 10.000 comentários (fechei 2013 com sete mil…), uma das metas que tinha estipulado para estes doze meses. Como se isso não bastasse o blogue está muito próximo dos 15 mil, uma marca que francamente não estava à espera de atingir tão cedo. A vivência destes momentos só me dá mais confiança para continuar a apostar em mais conteúdos para este espaço.

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Para estar cada vez mais próximo, decidi mergulhar em grande nas redes sociais ao entrar no Twitter e no Instagram, onde podem acompanhar uma visão mais pessoal de mim. No final do ano abri um canal do Youtube, um espaço que vou tentar fazer crescer e evoluir em 2015. Além disso a página do Facebook do blogue cresceu imenso e começa a caminhar para os dois mil gostos. Falando dessa rede social, decidi criar uma página de autor para poder falar com todos vocês sobre o meu livro. Fiquei extremamente surpreso em apenas meio ano já ter ultrapassado os mil gostos. Agradeço-vos de coração por todo o vosso empenho e ajuda.

De facto, 2014 foi mágico e inesquecível e tenho toda a confiança que este ano que agora começou tem possibilidades de ser ainda melhor. Sinto que em conjunto estamos a criar uma casa com cada vez melhores alicerces. Obrigado a todos por essa fantástica companhia. Assim sendo, vamos celebrar este 2015 ainda mais forte! Estou ansioso para encher este novo ano de várias recordações.

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Um luto devastador

Passou um mês depois daquela tempestade devastadora, mas ainda permaneciam alguns destroços do dia sinistro. A vila tinha perdido a sua alegria, outrora colorida e jovial, agora eram os tons negros que imperavam. Parecia um local completamente transfigurado. A população ainda estava a tentar absorver a perda de Bruno Pires. O jovem desaparecera sem deixar rasto naquele temporal destruidor. Naquela pequena vila piscatória, a saudade ainda era extremamente dolorosa.

Numa tosca casa junto ao mar, o silêncio reinava. No chão sentado contra a parede um embriagado José Brandão permanecia miseravelmente. Desde da tempestade que não tinha voltado ao mar. Estava com um aspecto deplorável, umas longas olheiras mostravam o pouco descanso que tinha tido nos últimos tempos, enquanto uma barba por fazer dava ênfase ao desnorte daquele homem. O seu olhar não tinha qualquer tipo de vida, era uma sombra do corajoso e aventureiro capitão. Lá fora começou a chover com uma enorme intensidade, cada gota parecia uma faca no seu coração ferido, numa dor ardente e contínua.

Com o desenrolar dos minutos aquele som destrutivo fê-lo sentir algo diferente, desejou pela primeira vez enfrentar os fantasmas do passado.  Não saia de casa há algum tempo, isolara-se naquela depressão destruidora. Culpabilizava-se pela morte do seu companheiro.  Grunhiu ao tentar mexer as suas pernas dormentes, os primeiros passos foram extenuantes. Parecia estar a tentar redescobrir a sua força. Saiu de casa de uma forma desarticulada. Sabia onde tinha de ir, precisava de enfrentar o seu medo.

Quando Brandão percorreu o denso areal, ficou parado em frente do mar agitado. Ao fundo observava a zona de rebentação. As lágrimas caíam-lhe fervorosamente. Continuava revoltado. Gritou descontroladamente, parecia um homem possuído.  Permaneceu num longo silêncio depois daquela descarga emocional. Apenas desejava que o tempo voltasse atrás. Ficou assim durante horas, Só abandonou aquele local quando a última gota caiu do céu, aquela era a sua homenagem.  Antes de ir embora largou um “Desculpa ter-te falhado companheiro” quase imperceptível…

 Imagem retirada de: http://oglobo.globo.com/

Parte 1 | Parte 2

 

 

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Enfrentar a força do mar

A onda aproximava-se perigosamente, por momentos José Brandão ficou petrificado. Um medo intenso percorreu-o, durante preciosos segundos permaneceu de boca aberta sem reacção. Não conseguia mexer-se, atordoado por aquele destino incerto. Parecia estar numa luta interna para combater aquele sentimento novo que tinha dentro de si. No entanto, a sua longa experiência a enfrentar contrariedades levou a melhor.  Abanou freneticamente a cabeça. Deu uma chapada na cara e voltou a si. “Quero toda a gente a agarrar-se ao barco, vamos sair desta vivos”, rugiu bem alto para os cinco companheiros que sempre o acompanhavam naquelas longas jornadas marítimas.

A chuva caía ainda com mais força, a tempestade estava cada mais intensa. Em 30 anos no mar Brandão nunca tinha visto uma onda daquele tamanho. Na sua mente, os remorsos de ter colocado tantas vidas em perigo estavam a atormentá-lo. Cerrou os punhos, tinha de esquecer isso. Era necessário reagir aquele perigo, precisava que todos se salvassem. A sua personalidade forte e audaciosa rugia exuberantemente. O embate estava perto, agarrou-se ao leme com todas as forças que possuía. Gritou sonoramente quando a onda se aproximava, enfrentando aquele gigantesco perigo. Era um capitão obstinado que não virava à cara a um desafio.

Devastadora a onda levou o barco a frente, os tripulantes gemeram  com a força do impacto. Brandão foi abalroado com aquela força destrutiva dando perigosos abanões. A sua respiração estava acelerada, mas ainda assim deu um pequeno riso quando aquilo terminou. Contudo, aquela vitória durou pouco. Á sua frente uma onda do mesmo tamanho preparava-se para atingir a embarcação. O impacto foi mais doloroso, o leme quase que cedeu. O capitão arquejou, as suas forças fragilizaram. Receoso, olhou para o horizonte e reparou que as próximas ondas seriam mais pequenas. Suspirou de alivio, aquilo daria tempo. Gritou pelos nomes dos seus companheiros, gelou quando Bruno Pires não respondeu. O medo devorou-o, baixou a cabeça de forma derrotada e voltou a agarrar-se ao leme. Aquele seria um dia difícil. Enquanto isso, a chuva caía com força…

 Imagem retirada de: http://www.imagenesfullhd.com/

Parte 1

 

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Dentro de uma tempestade devastadora

Chovia torrencialmente, o mar estava muito perigoso. O tempo parecia não dar tréguas, nem dava mostras de alguma melhoria. Naquele oceano, apenas um pequeno barco encontrava-se a lutar contra aquelas ondas enormes. Considerados loucos e corajosos pela comunidade, aqueles audaciosos marinheiros não viravam a cara à luta. As ondas cada vez estavam maiores, as vidas daqueles homens estavam em constante perigo.

Ainda assim o capitão daquele barco, não parecia atormentado com medo. José Brandão, era experiente e já tinha passado por outros desafios. Nada o atormentava! Num corpo tonificado, a sua pele estava  castigada pela idade, os seus lábios secos e com sabor salgado. Era um autêntico lobo do mar. Destemido e pronto para uma nova aventura. Naquela manhã ignorou todas as previsões e decidiu mesmo assim partir para o mar. 

Completamente encharcado, olhou para o horizonte. O mar estava a ficar mais agitado, José Brandão não teve outra opção além de se agarrar ao leme com força para não perder o equilíbrio. A chuva caía cada vez com mais intensidade, não deixando ver nada à sua frente. Aquele capitão percebeu que aquela era uma tempestade completamente diferente de todas as outras que tinha enfrentado. De repente, reparou no aparecimento de uma enorme onda, isso fez com que entendesse o verdadeiro perigo em que estava. “Merda”, praguejou.

Imagem retirada de: www.ojovemeomundo.com

 

 

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