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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Quatro anos de Um Mar de Recordações

Janeiro além de ser o sinónimo de um ano novo, é também o mês que marca mais um aniversário deste blogue. É verdade o Um Mar de Recordações chegou ao seu quarto ano. Bem, tudo passou tão rápido. Que grande ano de 2014 aqui no blogue, foi simplesmente inacreditável e surreal! Nada me deixa mais orgulhoso do que ver este projecto a crescer cada vez mais, pois estas são as raízes de uma árvore que quero construir com vocês!

Para mim este é um sítio muito especial e que foi essencial para tudo de bom que me tem permitido nos últimos tempos. Tenho desenvolvido tanto a minha capacidade literária com os textos que tenho vindo a publicar e isso tem sido transcendente. Esta foi a ferramenta essencial para que o meu sonho seja concretizado – a publicação de um livro da minha autoria. Durante estes meses dá para ver uma longa caminhada que tenho todo o gosto de partilhar com vocês. Se este blogue tem trabalhado a todo o vapor, vocês tem sido os principais culpados!

Este foi o ano em que o blogue cresceu mais e isso apenas foi possível graças ao vosso apoio constante que permitiu esta expansão diária. O ano de 2014 possibilitou a conquista de diversos objectivos e desafios, como foi o caso de ultrapassar a barreira das 100 mil visitas. Mas confesso que a grande vitória foi ter chegado os 10.000 comentários (fechei 2013 com sete mil…), uma das metas que tinha estipulado para estes doze meses. Como se isso não bastasse o blogue está muito próximo dos 15 mil, uma marca que francamente não estava à espera de atingir tão cedo. A vivência destes momentos só me dá mais confiança para continuar a apostar em mais conteúdos para este espaço.

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Para estar cada vez mais próximo, decidi mergulhar em grande nas redes sociais ao entrar no Twitter e no Instagram, onde podem acompanhar uma visão mais pessoal de mim. No final do ano abri um canal do Youtube, um espaço que vou tentar fazer crescer e evoluir em 2015. Além disso a página do Facebook do blogue cresceu imenso e começa a caminhar para os dois mil gostos. Falando dessa rede social, decidi criar uma página de autor para poder falar com todos vocês sobre o meu livro. Fiquei extremamente surpreso em apenas meio ano já ter ultrapassado os mil gostos. Agradeço-vos de coração por todo o vosso empenho e ajuda.

De facto, 2014 foi mágico e inesquecível e tenho toda a confiança que este ano que agora começou tem possibilidades de ser ainda melhor. Sinto que em conjunto estamos a criar uma casa com cada vez melhores alicerces. Obrigado a todos por essa fantástica companhia. Assim sendo, vamos celebrar este 2015 ainda mais forte! Estou ansioso para encher este novo ano de várias recordações.

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Um luto devastador

Passou um mês depois daquela tempestade devastadora, mas ainda permaneciam alguns destroços do dia sinistro. A vila tinha perdido a sua alegria, outrora colorida e jovial, agora eram os tons negros que imperavam. Parecia um local completamente transfigurado. A população ainda estava a tentar absorver a perda de Bruno Pires. O jovem desaparecera sem deixar rasto naquele temporal destruidor. Naquela pequena vila piscatória, a saudade ainda era extremamente dolorosa.

Numa tosca casa junto ao mar, o silêncio reinava. No chão sentado contra a parede um embriagado José Brandão permanecia miseravelmente. Desde da tempestade que não tinha voltado ao mar. Estava com um aspecto deplorável, umas longas olheiras mostravam o pouco descanso que tinha tido nos últimos tempos, enquanto uma barba por fazer dava ênfase ao desnorte daquele homem. O seu olhar não tinha qualquer tipo de vida, era uma sombra do corajoso e aventureiro capitão. Lá fora começou a chover com uma enorme intensidade, cada gota parecia uma faca no seu coração ferido, numa dor ardente e contínua.

Com o desenrolar dos minutos aquele som destrutivo fê-lo sentir algo diferente, desejou pela primeira vez enfrentar os fantasmas do passado.  Não saia de casa há algum tempo, isolara-se naquela depressão destruidora. Culpabilizava-se pela morte do seu companheiro.  Grunhiu ao tentar mexer as suas pernas dormentes, os primeiros passos foram extenuantes. Parecia estar a tentar redescobrir a sua força. Saiu de casa de uma forma desarticulada. Sabia onde tinha de ir, precisava de enfrentar o seu medo.

Quando Brandão percorreu o denso areal, ficou parado em frente do mar agitado. Ao fundo observava a zona de rebentação. As lágrimas caíam-lhe fervorosamente. Continuava revoltado. Gritou descontroladamente, parecia um homem possuído.  Permaneceu num longo silêncio depois daquela descarga emocional. Apenas desejava que o tempo voltasse atrás. Ficou assim durante horas, Só abandonou aquele local quando a última gota caiu do céu, aquela era a sua homenagem.  Antes de ir embora largou um “Desculpa ter-te falhado companheiro” quase imperceptível…

 Imagem retirada de: http://oglobo.globo.com/

Parte 1 | Parte 2

 

 

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Enfrentar a força do mar

A onda aproximava-se perigosamente, por momentos José Brandão ficou petrificado. Um medo intenso percorreu-o, durante preciosos segundos permaneceu de boca aberta sem reacção. Não conseguia mexer-se, atordoado por aquele destino incerto. Parecia estar numa luta interna para combater aquele sentimento novo que tinha dentro de si. No entanto, a sua longa experiência a enfrentar contrariedades levou a melhor.  Abanou freneticamente a cabeça. Deu uma chapada na cara e voltou a si. “Quero toda a gente a agarrar-se ao barco, vamos sair desta vivos”, rugiu bem alto para os cinco companheiros que sempre o acompanhavam naquelas longas jornadas marítimas.

A chuva caía ainda com mais força, a tempestade estava cada mais intensa. Em 30 anos no mar Brandão nunca tinha visto uma onda daquele tamanho. Na sua mente, os remorsos de ter colocado tantas vidas em perigo estavam a atormentá-lo. Cerrou os punhos, tinha de esquecer isso. Era necessário reagir aquele perigo, precisava que todos se salvassem. A sua personalidade forte e audaciosa rugia exuberantemente. O embate estava perto, agarrou-se ao leme com todas as forças que possuía. Gritou sonoramente quando a onda se aproximava, enfrentando aquele gigantesco perigo. Era um capitão obstinado que não virava à cara a um desafio.

Devastadora a onda levou o barco a frente, os tripulantes gemeram  com a força do impacto. Brandão foi abalroado com aquela força destrutiva dando perigosos abanões. A sua respiração estava acelerada, mas ainda assim deu um pequeno riso quando aquilo terminou. Contudo, aquela vitória durou pouco. Á sua frente uma onda do mesmo tamanho preparava-se para atingir a embarcação. O impacto foi mais doloroso, o leme quase que cedeu. O capitão arquejou, as suas forças fragilizaram. Receoso, olhou para o horizonte e reparou que as próximas ondas seriam mais pequenas. Suspirou de alivio, aquilo daria tempo. Gritou pelos nomes dos seus companheiros, gelou quando Bruno Pires não respondeu. O medo devorou-o, baixou a cabeça de forma derrotada e voltou a agarrar-se ao leme. Aquele seria um dia difícil. Enquanto isso, a chuva caía com força…

 Imagem retirada de: http://www.imagenesfullhd.com/

Parte 1

 

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Dentro de uma tempestade devastadora

Chovia torrencialmente, o mar estava muito perigoso. O tempo parecia não dar tréguas, nem dava mostras de alguma melhoria. Naquele oceano, apenas um pequeno barco encontrava-se a lutar contra aquelas ondas enormes. Considerados loucos e corajosos pela comunidade, aqueles audaciosos marinheiros não viravam a cara à luta. As ondas cada vez estavam maiores, as vidas daqueles homens estavam em constante perigo.

Ainda assim o capitão daquele barco, não parecia atormentado com medo. José Brandão, era experiente e já tinha passado por outros desafios. Nada o atormentava! Num corpo tonificado, a sua pele estava  castigada pela idade, os seus lábios secos e com sabor salgado. Era um autêntico lobo do mar. Destemido e pronto para uma nova aventura. Naquela manhã ignorou todas as previsões e decidiu mesmo assim partir para o mar. 

Completamente encharcado, olhou para o horizonte. O mar estava a ficar mais agitado, José Brandão não teve outra opção além de se agarrar ao leme com força para não perder o equilíbrio. A chuva caía cada vez com mais intensidade, não deixando ver nada à sua frente. Aquele capitão percebeu que aquela era uma tempestade completamente diferente de todas as outras que tinha enfrentado. De repente, reparou no aparecimento de uma enorme onda, isso fez com que entendesse o verdadeiro perigo em que estava. “Merda”, praguejou.

Imagem retirada de: www.ojovemeomundo.com

 

 

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Nas brumas da esperança

A temperatura descia consideravelmente com o desenrolar das horas, o Porto vivia uma fria noite de Inverno. Um nevoeiro começava a cobrir a emblemática cidade dando-lhe uma imagem misteriosa. Poucas pessoas, tinham sido corajosas para sair de casa com aquelas condições preferindo o conforto do seu lar. Contudo, Artur Pinto mantinha-se no mesmo banco perdido nos seus sonhos.

Muito raramente, alguns jovens casais passavam perto de si. Estavam de mãos dadas, trocando segredos e carícias. Não conseguia deixar de sentir inveja por aquele amor e felicidade. Durante toda a sua vida desejou ter aqueles momentos. Estava há anos à espera de alguém que não sabia se alguma vez voltasse. Recordava-se das promessas de amor que disseram na despedida, mas a verdade é que todas as noite eram rodeadas de um doloroso silêncio.

Uma forte ventania fez com que aquele homem não conseguia suster um arrepio. Ainda assim, não se afastou um centímetro. Por vezes, amaldiçoava-se por aquela teimosia que nunca lhe tinha dado resultados. Ainda assim, não era capaz de desistir, por aquele sentimento valia a pena lutar. Aquele velho sonhador ia viver para aquele sonho, a esperança não o ia abandonar. O seu espírito era difícil de abalar…

Uma forte névoa cobriu todo o Parque Urbano da Pasteleira permitindo pouca visibilidade. Artur Pinto olhou à sua volta e pouco conseguia ouvir. De repente, ouviu algum que o sobressaltou. Passos. À sua frente começava a surgir uma figura no meio daquele forte nevoeiro. Não conseguia ver a face mas o seu coração acelerou. Uma mulher com alguma idade apareceu junto dele, apesar das diferenças da idade não teve dúvidas em reconhecer o seu amor.

Ela parou perto dele, queria dizer alguma coisa. Justificar-se. Mas foi Artur Pinto quem falou: “Não digas nada, apenas abraça-me”. Ela abanou a cabeça e abraçaram-se. Ficaram assim durante uma série de tempo com a certeza de que a espera tinha valido a pena.

Votaram 71 pessoas e 44% dos votantes quis que Artur Pinto encontrasse o seu amor. Aqui fica gravado esse momento. Quero agradecer o apoio que me deram nesta nova ideia, sabe bem ver a forma como aderiram. Senti que foi algo que vocês gostaram muito. Assim sendo, lanço-vos outro desafio. Desta feita, vão escolher que tipo de conto é que vocês querem. Já sabem, vocês decidem e eu escrevo.

Que tema desejas para o próximo conto?
  
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Uma caminhada constante

Nas ruas da Invicta, um homem avançava vagarosamente num passo arrastado e em esforço. A idade já dificultava os movimentos daquele homem de 71 anos, mas nada abrandava a sua força e perseverança . Por mais de uma vez teve parar para recuperar o fôlego , mas retomava a marcha pouco tempo depois. Não vacilava na vontade de chegar ao seu destino.

Era uma noite fria de Inverno, mas não havia que quebrasse a força do seu espírito. Confiava que aquele esforço valia sempre a pena. Tinha um objectivo e não ia desistir. Essa palavra não pertencia ao seu dicionário, já tinha enfrentado obstáculos maiores do que uma noite gelada. Apesar dos seus movimentos inseguros, a sua determinação era enorme.

Artur Pinto era um homem elegante vestido com um luxuoso fato com um corte requintado. Era um homem orgulhoso e com uma vida longa. Depois de uma longa caminhada tinha enfim chegado ao Parque Urbano da Pasteleira. O velho homem já via o seu banco. Fazia aquilo há 30 anos, não falhava um dia. A esperança do seu grande amor voltar mantinha-se viva naqueles olhos cansados. Ela prometera voltar aquele local, mas nunca o fez. Naquele lugar fantasiava com uma vida a dois que nunca tinham tido. 

Aquele passeio era o fazia ter força para continuar a lutar. Esperara uma vida inteira por aquele amor, portanto que mal faria se o continuasse a fazer? Não tinha dúvidas que aquele era o amor da sua vida. Toda a sua experiência fê-lo ver que a única coisa que importava na sua vida era aquele sentimento. O resto era dispensável. Continuava disposto a viver aquela paixão atroz! Sentou-se extenuado naquele banco de madeira e esperou…

Vou colocar a decisão do final deste texto a vocês leitores. Portanto, vocês decidem e eu escrevo. No final da votação a opção que tiver mais votos dará a continuação da história. Acho que isso é um óptimo desafio para todos e cria mais interactividade . Espero que gostem da ideia e participem!  
Como queres que a história continue?
  
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Três anos em constantes recordações

Hoje marca o terceiro ano do Um Mar de Recordações, uma data marcante e recheada de simbolismo.  Com o novo ano a chegar e para iniciar esta comemoração da melhor maneira nada melhor do que uma nova cara para este blogue. A edição e o cabeçalho é da autoria da minha namorada – Patrícia Vieira. Quis dar um visual mais simples e funcional para que seja ainda mais fácil e prático de navegar.

Este último ano foi fantástico para este espaço, várias mudanças como a alteração do link do blogue.  Se a principio foi uma situação difícil de gerir, alguns leitores andaram perdidos, mas julgo que a situação já normalizou. Sou sincero: não podia estar mais satisfeito com esta mudança. O que ficou deste ano é o carinho de todos vocês nos comentários fantásticos que me enviam. Em 2013, foi ultrapassada a barreira dos 7 mil comentários e das 500 reacções, números fabulosos que nunca imaginei serem possíveis. Enquanto isso, este local está muito perto de chegar às 90 mil visitas.

As redes sociais também tiveram um papel importante, destacando-se os 500 gostos no Facebook. Quem quiser ajudar este projecto a continuar a crescer basta clicar aqui. Novembro marcou a entrada no bloglovin (link aqui), uma plataforma que ainda me estou a adaptar de forma a entender todas as suas potencialidades. Este ano vai ser, definitivamente, um ano em que este meio vai estar em destaque.

FOX Life

O final de ano reservou ainda uma grande surpresa! As duas primeiras parecerias no Um Mar de Recordações – a FOX Life e a Wook.  Um reconhecimento que vem dar ainda mais força a este projecto e algo que só posso agradecer pelo voto de confiança. É uma demonstração de que os passos que têm sido dados tem sido correctos, algo que me deixa bastante satisfeito e motivado.

Assim não posso esperar mais do que muito sucesso  para este novo ano, com a vossa companhia é impossível não esperar mais do que isso. Em 2014, posso garantir que vamos ter muitas surpresas por aqui. Portanto, não percam as novas recordações que estão para chegar!