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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Ataque a um 2017 inesquecível!

O objectivo é muito simples: fazer de 2017 um ano extraordinário! De facto, o ano passado foi imprevisível, repleto de inúmeras reviravoltas. Estou num país novo com desafios diários e diversas aventuras para contar. Já agora, falando em Londres, após uma votação categórica (19-0), nos próximos dias vamos ter vários textos a abordar a capital britânica, onde vou contar alguns dos episódios mais interessantes e divertidos.

Na verdade, um dos grandes objectivos neste novo ano passa por reerguer o Um Mar de Recordações que celebra por esta altura o seu sexto aniversário, mas que em 2016 recebeu pouca atenção da minha parte. Apenas publiquei 22 textos, um número muito abaixo do que aquilo que produzo anualmente.Vamos então mudar isso radicalmente! É verdade que o meu tempo livre reduziu drasticamente, mas com algum ginástica estou certo que vou conseguir partilhar mais palavras neste novo ano. Como sempre conto com o vosso carinho e apoio constante que me vai, de certo, ajudar nas próximas semanas!

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Sorrir, sorrir sempre

- É estranho ver-te a sorrir tantas vezes, raramente o fazias...

- A vida mudou radicalmente. Finalmente consegui quebrar as correntes que me prendiam, tornei-me verdadeiramente livre. Na verdade, pela primeira vez decidi arriscar sem ter medo do que vinha a seguir.

- Mas... Não tens medo?

- Posso perder, mas ninguém me rouba a sensação de perseguir os meus sonhos...

 
 

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Querem que comece a fazer uma espécie de diário das minhas aventuras em Londres?
 
 
 
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Os sonhos são feitos para serem concretizados

Desde criança que sempre tive três objectivos muito presentes, num mundo ideal tê-los em simultâneo seria a perfeição. Algo indescritível...

Um deles era trabalhar como jornalista, desde cedo que sempre quis saber mais, uma verdadeira curiosidade apaixonada. Juntar as letras ao desporto era o meu grande desejo, envergar no jornalismo desportivo. "É a minha cadeira de sonho", dizia inúmeras vezes. Felizmente, tive a felicidade de me poder sentar nessa cadeira e saborear esses longos momentos de pura felicidade. Essa experiência foi curta para as minhas ambições, mas sei que esse capítulo ainda está aberto. Mais cedo ao mais tarde, vou inevitavelmente sentar-me nessa cadeira novamente.

Suponho que não seja surpresa para ninguém que outro dos meus sonhos era publicar um livro. A Analogia da Morte apareceu na altura certa da minha vida, foi o verdadeiro oxigénio que valia a pena lutar e acreditar pelos nossos sonhos. Guardo belas e importantes momentos desde dias que foram definitivamente inesquecíveis. A segunda obra, apesar de estar pronta, está a ser alvo de alguns atrasos, pois o terceiro sonho apareceu inesperadamente...

A vida tem destas coisas, gosta de nos surpreender. Sou um aventureiro, gosto de desafios e desde muito cedo que fui apaixonado por uma cidade em específico. Esse lugar é Londres. Sim, é verdade estas palavras estão a ser escritas desde da cidade britânica. Encontro-me há algum tempo, daí a minha frequência no blogue ter diminuído tão abruptamente. Estou aqui por tempo incerto, não sei se volto daqui a uma semana, um mês, um ano ou até mesmo uma década.

É algo que não podia dizer que não. Nunca devemos negar os nossos sonhos. Hoje aproveito cada dia para descobrir um mundo novo. Com a esperança que o dia seguinte será melhor. Agora é o momento de parar de sonhar e lutar para concretizar tudo o que é possível, nunca virando a cara à luta.

 
 

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Encontrar (um pouco de) satisfação

Passamos a vida à procura do sítio certo, da pessoa certa e da hora certa. Somos pessoas que constantemente procuramos algo, na verdade mantemo-nos incoformados no desejo constante de encontrar algo melhor. Manter uma insatisfação apaixonante, é algo cativante e tão caractéristico do ser humano.

De certa forma, é por isso que acordar e saber que estamos em casa, na nossa casa, esse é o maior dos tesouros que temos na vida. Abrir a janela e sorrir para aquilo que vemos, torna tudo mais simples e fácil. E, de repente, tudo na vida começa a fazer sentido...

 
 

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A doce ironia da vida

Vitória inesperada ou derrota anunciada. A vida não passa de uma doce e provocadora ironia. Acabamos constantemente mergulhados na loucura de surpresas constantes que são construídas de forma sádica. É assim mesmo a violência da vida, preparada para num momento te dar tudo o que desejas e retirar-te tudo no segundo seguinte. Fundamentalmente, tens de estar preparado para tudo, pois os obstáculos são uma constante. A viagem é longa e cheia de perigos. Cabe a ti, ter a força para saber ultrapassá-los. Olha em frente! Ás vezes o melhor mesmo é atirares-te de cabeça e esperar que esse momento de loucura dê certo. Reage! Não te deixes mergulhar no negativismo e luta. Luta para tornares o dia de hoje especial e sonha para que o amanhã seja ainda melhor. Acredita! Basta lutares e acabas por ficares um bocadinho mais perto do que desejas...

 

 
 

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(Sobre)viver

Vives constantemente na hipocrisia das palavras, esse tornou-se o teu novo mundo. Simulas uma felicidade estéril que nem a ti próprio enganas, com isso continuas afastado daquilo que te faz sentir bem. Por momentos, deixas de ser tu próprio pois aquilo que te define é cada vez mais turvo e confuso. No fundo, estás preso numa jaula onde não te exprimes, em que és uma parca imagem de ti próprio. Por mais que te revoltes, continuas numa espiral negativa que parece não ter solução à vista. 
Contas as horas para que de alguma forma os ponteiros passem mais depressa, num desejo absoluto de conseguir aquilo que mais ambicionas. "Isto não é viver, não passa de sobreviver", desabafas em voz alta. Chegas a casa esgotado, sem força para os objectivos que tinhas para aquela noite. Aquele sonho que tens atrasado sucessivamente. 
Olhas incessantemente para uma página em branco que te provoca diariamente, mas que te desafia a passares à acção. "Chega, passou tempo de mais!", gritas cheio de revolta. A tinta da tua caneta continua por usar, mas hoje é o momento de voltar a fazê-lo. Começas a escrever e, passado tanto tempo, voltas a sorrir verdadeiramente. 

 

 
 

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Solidão de artista

Estava a tornar-se a cada dia que passava um musico mais conhecido e reputado. Cantava apaixonadamente as letras mais bonitas de amor.  Fazia-o com tal intensidade que pareciam ser as suas histórias que contava. Levava a crer que vivia um amor intenso e genuíno quando no fundo não era verdade. As poucas relações que tivera revelavam-se um autentico fiasco, o amor não lhe tinha dado mais para além de desilusão e frustração.

Era bem parecido, possuía um charme natural e traços de um requinte distinto que deliciava as suas fãs completamente encantadas. Recebia todos os dias cartas de amor, mas sabia que aquele não era um sentimento verdadeiro. As pessoas apenas idealizavam aquilo que desejavam, não o conheciam realmente. Pensavam que era perfeito, mas ele sabia que era repleto de defeitos e imperfeições. Sabia que isso era difícil de gerir, por isso nunca levava a sério aquelas declarações. Permanecia só com a sua voz melodiosa cantando as histórias de amor dos outros…

                                               [Ficção]

 

 

 
 

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