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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

A espera é mais fácil com um café

Bebia demoradamente um Frappuccino de caramelo, enquanto esperava nervoso pela sua chegada. Ficava mais fácil de aguentar o tempo a passar, enquanto se deliciava com aquela fantástica bebida. Deu um longo suspiro, as suas demonstrações de nervosismo eram cada vez mais frequentes. Arregaçou as mangas da camisa justa que evidenciava um físico bem trabalhado. Não conseguia controlar a ansiedade, para ele é como se fosse sempre o primeiro encontro, as borboletas na barriga persistiam. Uma gota de suor caiu pela face, o seu coração estava a mil à hora. “Ela nunca mais chega”, lamentou-se em voz baixa, enquanto se punha numa melhor posição naquele desconfortável sofá. Há um mês que não a via, era sempre assim no Verão. A saudade era mais que muita, queria voltar a vê-la, senti-la até mesmo cheirá-la. Desde do último golo de café, tinha consultado o relógio dez vezes. Contudo, de um momento para o outro um sorriso nasceu nos seus lábios carnudos. Á porta do café, ali estava ela com aquela beleza resplandecente. O dia pareceu ganhar uma nova cor. Levantou-se desajeitadamente, deixando quase o café cair. Mexeu nos óculos de forma nervosa e abraço-a com imensa força. Ao ouvido disse-lhe: “Bem-vinda a casa”.

 

 
 

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