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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Alcançar o céu...

“Onde é que tinha a cabeça? Devia estar completamente louco para me meter numa destas”, pensei quando olhei lá para baixo. Já devia ter escalado mais de quinze metros e ainda só estava a meio. Fechei os olhos. Tremi e senti uma sensação estranha na barriga. Quem diria que alguma vez pudesse estar numa situação destas, nunca fui de grandes aventuras. Hoje estou a escalar uma montanha com trinta metros. Eu, a mesma pessoa que entrava em pânico com grandes alturas. Irónico, não? Quis desafiar o meu próprio medo chamem-lhe coragem ou estupidez, mas meti-me a quinze metros de distância de terra firme. “Bonito serviço, agora temos de chegar até ao fim”, quis tranquilizar-me para não entrar em pânico.

Senti o vento passar pelo meu corpo dorido. “Que sensação incrível”, pensei. Senti-me quase como um pássaro. Que liberdade! A ideia fez-me sorrir e acabei por encontrar forças nesse pensamento. Finalmente, abri os olhos com esperança e coragem redobrada. Iniciei novamente a escalada, e meti na cabeça que este é só mais um desafio. É apenas um obstáculo a ultrapassar. Não vou parar mais nenhuma vez!

Fui trepando e agarrando as pedras de uma forma algo desajeitada, mas não me importei. Apenas quis chegar ao alto da montanha, à minha meta. Mesmo com dores no corpo e algumas feridas não parei, estava na zona. Por mais descoordenado que estivesse estava efectivamente a chegar ao topo e até me encontrava bastante perto. A confiança cresceu, esqueci-me da altura, só quis continuar a sentir aquela adrenalina. Era tudo para mim naquele momento. Apesar do cansaço, continuei. Os movimentos tornaram-se mecânicos. Já não tinha medo de escorregar e rapidamente cheguei ao topo já sem folgo. Deitei-me no chão e ouvi perto onde parei uma voz provocatória: - Então, foi assim tão difícil?

[Ficção]

 

 
 

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