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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Nas brumas da esperança

A temperatura descia consideravelmente com o desenrolar das horas, o Porto vivia uma fria noite de Inverno. Um nevoeiro começava a cobrir a emblemática cidade dando-lhe uma imagem misteriosa. Poucas pessoas, tinham sido corajosas para sair de casa com aquelas condições preferindo o conforto do seu lar. Contudo, Artur Pinto mantinha-se no mesmo banco perdido nos seus sonhos.

Muito raramente, alguns jovens casais passavam perto de si. Estavam de mãos dadas, trocando segredos e carícias. Não conseguia deixar de sentir inveja por aquele amor e felicidade. Durante toda a sua vida desejou ter aqueles momentos. Estava há anos à espera de alguém que não sabia se alguma vez voltasse. Recordava-se das promessas de amor que disseram na despedida, mas a verdade é que todas as noite eram rodeadas de um doloroso silêncio.

Uma forte ventania fez com que aquele homem não conseguia suster um arrepio. Ainda assim, não se afastou um centímetro. Por vezes, amaldiçoava-se por aquela teimosia que nunca lhe tinha dado resultados. Ainda assim, não era capaz de desistir, por aquele sentimento valia a pena lutar. Aquele velho sonhador ia viver para aquele sonho, a esperança não o ia abandonar. O seu espírito era difícil de abalar…

Uma forte névoa cobriu todo o Parque Urbano da Pasteleira permitindo pouca visibilidade. Artur Pinto olhou à sua volta e pouco conseguia ouvir. De repente, ouviu algum que o sobressaltou. Passos. À sua frente começava a surgir uma figura no meio daquele forte nevoeiro. Não conseguia ver a face mas o seu coração acelerou. Uma mulher com alguma idade apareceu junto dele, apesar das diferenças da idade não teve dúvidas em reconhecer o seu amor.

Ela parou perto dele, queria dizer alguma coisa. Justificar-se. Mas foi Artur Pinto quem falou: “Não digas nada, apenas abraça-me”. Ela abanou a cabeça e abraçaram-se. Ficaram assim durante uma série de tempo com a certeza de que a espera tinha valido a pena.

Votaram 71 pessoas e 44% dos votantes quis que Artur Pinto encontrasse o seu amor. Aqui fica gravado esse momento. Quero agradecer o apoio que me deram nesta nova ideia, sabe bem ver a forma como aderiram. Senti que foi algo que vocês gostaram muito. Assim sendo, lanço-vos outro desafio. Desta feita, vão escolher que tipo de conto é que vocês querem. Já sabem, vocês decidem e eu escrevo.

Que tema desejas para o próximo conto?
  
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