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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

O príncipe dos courts

A final das nacionais de ténis realizava-se dentro de poucos minutos, o jogo mais importante da curta carreira daquele jovem franzino de apenas 16 anos. O seu currículo impressionante faziam dele um génio precoce naquele desporto. Começava a ser apelidado por todos de ‘príncipe dos courts’ dado ao enorme domínio que infligia aos seus opositores.
Entrou no campo com passadas seguras. Largou um sorriso arrogante quando olhou para o seu adversário. Tinha uma estampa física impressionante, parecia ter o dobro do seu tamanho. Era uma montanha, a última que ele tinha de subir para atingir o sucesso. Começou o seu aquecimento, iniciou o seu transe. O transe da vitória e o transe de um campeão…
Respirou bem fundo, sentiu a força e a determinação a crescer, aquele sentimento que lhe fazia lutar sempre por mais um ponto. Dentro de si, sentia uma confiança imensa. A liberdade, a disciplina e a táctica começam a esvoaçar na sua cabeça com toda a naturalidade, naquela que era a junção ideal para a vitória. Enfim, estava totalmente preparado para aquele encontro. Agarrou na raquete com força, estava com imensas ganas. “Vamos a isto!”, gritou. A partir daquele momento, parecia ser outra pessoa com apenas e só com um único objectivo: vencer.
Naquele quadrado de jogo era um jogador frio, calculista e oportunista. Não perdia uma oportunidade para se colocar em vantagem. Aproximou-se da rede com um sorriso trocista. Os jogos mentais começavam logo durante o sorteio de quem ia começar a servir. Fez um olhar intimidatório ao seu adversário, sabia como colocar pressão e fazer aparecer as fraquezas aos seus oponentes. Depois, só precisava que o seu talento o levasse à glória.
Era o primeiro a servir. Voltou a sorrir provocatoriamente, adorava ter o controlo do jogo desde do seu início. Deu quatro ou cinco pulos e correu até à linha de saque. A crença na vitória era enorme. Agarrou na raquete com ainda mais força e faz o seu primeiro serviço. A partida inicia-se, o desejo de mostrar quem o vencedor está mais forte que nunca. Ele começa a correr determinado em direcção a bola. E… bam !

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