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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Vitória magra não chega para a qualificação portuguesa

O previsível aconteceu e Portugal está fora do Campeonato do Mundo no Brasil, depois de um desempenho muito aquém do esperado. Na terceira e última jornada do Grupo G, a selecção das quinas venceu o Gana por 2-1, mas o resultado não chegou para inverter a desvantagem de cinco golos (a Alemanha até ajudou…). Boye (auto-golo) e Cristiano Ronaldo marcaram para o lado português, enquanto Asamoah Gyan marcou pelos ganeses. Uma prestação frágil do conjunto luso que tinha a obrigação de passar à segunda fase do torneio…

Com uma forte intensidade, Portugal entrou no Estádio Nacional Mané Garrincha a dominar numa postura mais forte e agressiva. Os jogadores portugueses deixaram uma imagem diferente mostrando finalmente alguma garra, algo que não tinha acontecido nos outros encontros. Pena que isso tivesse acontecido quando as coisas já estavam demasiado complicadas, fica a ideia que o resultado com os EUA seria diferente com esta postura… Cristiano Ronaldo entrou em grande! Aos seis minutos, rematou à barra da baliza de Dauda, naquela que foi uma das muitas ameaças do astro português. Um livre (12’) e uma forte cabeçada (19’) foram as oportunidades mais flagrantes na primeira parte do melhor jogador do mundo.

O Gana só criou perigo aos 20’ numa defesa vistosa de Beto ao remate de Asamoah Gyan. Num jogo muito competitivo e disputado, lutou-se muito dentro do terreno do jogo. Portugal pareceu sempre ser mais forte e o golo acabou por aparecer aos 31 minutos. Num cruzamento de Miguel Veloso, a bola chega à área e Boye, a tentar um corte, coloca a bola na própria baliza. Pouco tempo depois, um remate perigoso de Rúben Amorim saiu ao lado da baliza, naquele que podia ter sido o segundo golo do encontro. O Gana voltaria a incomodar a baliza nacional perto do final com um remate ao lado de Atsu. O primeiro tempo abria possibilidades a um milagre, até porque o trabalho defensivo está a ser feito de forma coesa, o que ajudava a uma maior segurança durante o encontro.

Na segunda parte tudo se transfigurou… Os comandados de Paulo Bento entraram nervosos e começaram a cometer alguns erros. O jogo ficou mais aberto com as equipas a apostarem tudo na segunda parte, isso permitiu vários contra-ataques das duas equipa. Portugal pareceu perder um pouco o gás e quem aproveitou foram os africanos que aos 51’ teve um remate muito perigoso por intermédio de Asamoah Gyan. Seis minutos depois, o mesmo jogador acabaria por marcar o golo ganês, após um cabeceamento certeiro às redes lusas. Após o empate, o jogo ficou ainda mais imprevisível com diversas jogadas de perigo, mas que acabavam por não ter a melhor finalização.

O jogo tornou-se confuso com diversos erros de parte a parte, jogou-se muito com o coração. Foi numa dessas falhas, que surgiu o segundo golo português. Aos 80 minutos, o guardião Dauda aliviou a bola para Cristiano Ronaldo, que fuzilou a baliza. Um remate de raiva do capitão! Os últimos minutos foram impróprios para cardíacos. Ronaldo (82’) e Nani (83’) tiveram duas boas oportunidades para dilatar a vantagem, mas não conseguiram fazer o gosto ao pé por manifesta pouca sorte. O guardião Beto acabaria por sair lesionado, naquela que foi a sexta (!) lesão de um jogador português nesta prova… Nos descontos, Ronaldo, por duas vezes, e João Moutinho ainda tiveram oportunidades, mas o resultado não se viria a alterar… Portugal despede-se deste Mundial com uma vitória amarga e com a consciência que tinha capacidade para fazer bem melhor!

 

Portugal merecia a qualificação? O que falhou para não serem atingidos os objectivos mínimos ? Paulo Bento tem condições para continuar como seleccionador nacional?

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