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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Preso no trânsito…

Hora de ponta. Estou preso no trânsito, mas verdadeiramente estou cativo nos meus pensamentos. Olho para o relógio. Vou chegar atrasado a um compromisso, largo um sorriso amarelo. Apesar do contratempo, não me sinto frustrado. Nada me consegue estragar este dia. Na verdade, estou genuinamente feliz.

Recordo as memórias recentes. Percorro cada momento daquela reunião, saboreio cada segundo daquela vitória pessoal. Finalmente, tinha conseguido aquele sonho! Conquistara aquele sucesso com uma garra implacável, com esforço e dedicação. Enfim, uma boa notícia no meio de uma longa escuridão. Aquele era o passo determinante para que a esperança regressasse, este era o momento de dar a volta por cima. Esta é, finalmente, a minha hora!    

Ainda não me movi um centímetro há mais de dez minutos. Os carros continuam no pachorrentamente no mesmo sítio. Despreocupado, olho em volta. Grande parte das pessoas estavam presas nas suas próprias bolhas, angustiadas com os seus fantasmas. Preocupados no seu mundo. Não me deixo consumir com essa negatividade, estou demasiado contagiado pelo meu momento de alegria, que chego a ser egoísta por este sentimento gritante.

Dou uma longa e verdadeira gargalhada. Quando a vida nos corre bem, nem o maior dos obstáculos consegue ser aterrorizador. Abano a cabeça e reparo que os carros começam a avançar. Atrasado, começo a minha marcha com a certeza que as boas notícias só agora começaram…

 
 

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