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Um Mar de Recordações

Um Mar de Recordações

Preso numa constante fragilidade...

A alma humana é feita de fraca e frágeis elementos, no qual o corpo e a mente são as suas bases instáveis. O ser humano tem essa tendência: a instabilidade. Essa inconsistência é camuflada por um objectivo pessoal que dá a esse ser uma identidade, no fundo, um propósito. A realidade é que existe sempre dor no coração, pois a vida é feita de dor.

Afinal o que sou eu? Um mero mortal, com desejos e vontades como os outros que caminham ao meu lado. Então o que nos diferencia um dos outros? Um caminho incessante e sem fim. Olho em volta e observo quem me acompanha, nenhuma cara é-me familiar e sinto saudade. Mas será que existe alguém que realmente me conhece? Certas parcelas talvez, mas todo não creio, pois há 1001 versões de mim próprio, uma vez que existe 1001 formas de me ver. Apesar de várias pessoas terem uma ilação diferente de mim, isso não altera que aquilo que eles realmente vêem seja eu. Afastei-me, criei uma barreira, um local para me isolar do mundo, pois só reconhecendo a diferença entre os outros, posso conhecer a minha própria identidade. Porém, nunca vou conseguir esquecer e esconder a solidão.

Não posso fugir, porque escapar também é doloroso. Não vou fugir, estou cansado de fugir! Se eu fugir nunca ninguém me vai respeitar, nunca ninguém vai perceber o que sinto ou o que desejo. No entanto, a continuação deste momento só faz voltar a ouvi-los murmurar: “Lá vai ele fazer tudo o que os outros mandam, é um triste mecanismo de sobrevivência”. Mas isso é melhor do que ser deixado só, prefiro fazê-lo e abandonar a auto-estima. Na verdade, a única pessoa que pode cuidar e entender-me, sou eu próprio… 

 Imagem retirada de: homecarecenter.files.wordpress.com

 

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