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Um Mar de Recordações

Num passado de indefinições, um presente intermitente em que um futuro ambicioso se avizinha

Um Mar de Recordações

Quando a esperança acaba…

Despertou repentinamente quando a sua cara bateu na água, a respiração ofegante pelo susto. Permaneceu ali preso a um destino fatal. O seu corpo escorregou vagarosamente pela banheira, estava sem força para reagir. Tinha chegado ao seu limite físico, a água já lhe chegava perigosamente ao queixo. “Socorro”, gemeu demasiado baixo. Aquele ténue pedido não lhe valia de nada, ninguém estava a em casa para o acudir. A esperança estava a eclipsar-se a uma velocidade alucinante. Entendeu que aqueles eram os seus últimos momentos de vida, a sua morte aproximava-se rapidamente. Naquele momento de fraqueza ainda deu um fraco suspiro. O seu destino era inevitável, o seu corpo escorregou mais um pouco, estava a centímetros do nariz. Perdeu novamente os sentidos. A água apoderou-se do seu corpo, consumindo-o aos poucos. A sua vida estava no seu fim…

“Argh!!!!”, gritou desalmadamente. Estava completamente soado na sua cama e com o coração a bater acelerado. Rapidamante, a sua mulher acordou com a gritaria, abraçou-o suavemente para atenuar aquele nervosismo. “É só um pesadelo, está tudo bem meu amor”, consolou-o. Ainda nervoso, aquele sexagenário sentiu-se mais vivo do que nunca. 

Parte 1 || Parte 2

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